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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Como Nossa Senhora salvou o melhor filme de sempre


Curiosa crónica de Manuel S. Fonseca, no caderno "Atual" do "Expresso" de sábado passado. Régis Debray já tinha dito que há continuidade entre o fim da crise iconoclasta, no segundo Concílio de Niceia (787), e Hollywood (alguém sugeriu que se erguesse uma estátua a João Damasceno em Hollywood). Em resumo, o cristianismo criou a cultura da imagem. Agora ficamos a saber que por detrás do maior filme de sempre (eu também sou mais "O mundo a seus pés" do que "Casablanca") está a influência, ainda que por vias travessas, de Nossa Senhora. O cristianismo criou o cinema, mas Maria deu-nos o melhor filme.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Tolentino Mendonça entrevista Deus

Este é o entrevistador

Na "Revista" ("Expresso") de hoje, o Padre José Tolentino Mendonça conversa com Deus. Li a primeira coluna e não resisti a vir aqui dizer que vale a pena. Começa assim: "Conversando com Deus não se dá pelo tempo..."

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Dentro do Arquivo Secreto do Vaticano

Saiu na revista do "Expresso" de 1 de setembro de 2012. Texto de Joaquim Franco. Muita história e cultura. E como (o futuro) Inocêncio XIII viu em Lisboa a experiência do "padre voador".








quarta-feira, 1 de agosto de 2012

São estes os padres mais influentes de Portugal?



O "Expresso" fez uma lista dos 100 portugueses mais influentes (edição de 7 de julho). Inclui estes três padres: Lino Maia, José Policarpo e Tolentino Mendonça. Parece-me óbvia a injustiça da ausência de alguns, a começar por Manuel Clemente. E se houvesse uma publicação que listasse as 100 figuras mais influentes da Igreja portuguesa? Quem lá figuraria?


Durante os próximos dias, este blogue não terá novas entradas. A mochila das férias não inclui portátil nem outros dispositivos com ligação à Internet.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Afinal havia outro


Do "Cartaz" do "Expresso". Afinal havia outro. Um era Jesus, outro era Cristo. Um morre, o outro nunca morrendo diz que ressuscitou. Mais uma história para o interminável conjunto de mirabolâncias. (Uma das minhas preferidas - tenho o livro em espanhol - é que Jesus, depois de morto, foi levado para Inglaterra por José de Arimateia). O Nazareno não dá tréguas às consciências.

Philip Pullman é já um velho conhecido das lides anticristãs ou anti-eclesiais - talvez seja mais correcto. Mas pelo menos não tem a pretensão de estar a escrever ou a revelar a verdade sobre Jesus Cristo. E gosto muito da última frase da crítica de José Mário Silva.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O "Expresso" diz como anular o baptismo

O "Expresso" deste fim de semana diz como fazer para anular o baptismo, ou melhor, o batismo, como eles escrevem. Está muito bem que quem não quer ser baptizado peça a anulação, embora, na verdade, uma vez baptizado, não consiga não ter sido baptizado.

De qualquer maneira, e nisto concordo com todos os ateus, Dawkins incluído, não deveria haver fé e religião sem liberdade. Não deve haver sacramentos sem liberdade. Noutros tempos pode ter sido assim, mas hoje... Penso mesmo, podendo chocar quem me lê, que não devia haver baptismo de crianças. Digo isto não por simpatia para com os da peça do "Expresso" (alguns apontam razões pelas quais também eu não acredito em Deus, se Deus condenar alguém por gostar muito de bolos - como pode ter sido tão inteligente quando era criança e tão ingénuo, agora que é professor universitário em Londres?), mas pela seriedade do cristianismo.

Bento XVI, por exemplo, escreve na sua primeira encíclica que “no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”. Como pode dar-se esse encontro sem ser em liberdade, com consciência? Na realidade, penso que deve haver educação cristã. Mas a decisão cristã - e também é isso o baptismo - tem de ser pessoal (ainda que apoiada por uma comunidade de fé), responsável, livre.


terça-feira, 1 de março de 2011

Os avanços da ciência condenarão a Igreja a um papel menor na sociedade?

O "Expresso", no seu número 2000, perguntou a várias pessoas como será o mundo em 2049. Tolentino Mendonça respondeu sobre sobre ciência e Igreja. A resposta vale para qualquer época.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

O "Expresso" tresleu o livro do Papa

O infalível "Expresso", na edição do último sábado (27 de Novembro), prometia, na capa, trazer tudo sobre o livro do Papa, porque já o tinha lido. Vou eu a ler e o que traz é o que se segue. Meia dúzia de lugares comuns.

Novo, novo, em relação ao que toda a imprensa já repetiu, é que o Papa gosta de ver o "Dom Camillo" em DVD.

Se se trata dos filmes baseados nas histórias de Guareschi, com Fernandel, por muita piada que tenham, não sei se rir, se lamentar. Alguém que ofereça o canal HBO ao Papa.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Fascínio de Saramago pela Bíblia?

"Bíblia" ("Ateísmo", aqui) é outra das palavras para um minidicionário saramaguiano, segundo António Guerreiro. Há que dizer que o crítico do "Expresso" tem razão alguma. A "Igreja (....) nunca promoveu a leitura direta dos textos sagrados". "Nunca" é muito tempo. "Quase nunca" seria mais correcto. Hoje, há imensos grupos bíblicos, há imensos esforços que promovem a leitura da Bíblia. António Guerreiro não terá a obrigação de conhecer o dia-a-dia de uma paróquia, de um movimento de cristãos, de um grupo. Mas é isso que acontece numa imensidão deles.

O "ateu Saramago" pareceu "fascinado pelo texto bíblico". A mesma opinião tem o padre, poeta e teólogo Tolentino Mendonça. Não sei se ao interesse de Saramago chamaria fascínio. Fascínio, penso eu, é uma atracção amante, atracção do objecto sobre quem gosta dele. Saramago não gostava da Bíblia, ainda que a lesse com uma óptica muito própria.

Eu critico as críticas do crítico do "Expresso" às críticas do crítico do "Osservatore Romano" às críticas de Saramago à Igreja e à Bíblia

O suplemento “Actual”, do “Expresso” do último fim-de-semana, tem um “vocabulário essencial” sobre Saramago. Os termos termo escolhidos por António Guerreiro foram estes: Alegoria, Ateísmo, Bíblia, Comunismo, História, Iberismo, Ideias, Nobel, Pilar del Rio, Polémica, Portugal, Vírgula.

Em “Ateísmo”, o crítico do “Expresso” diz que o “Osservatore Romano” mostrou a “intolerância e ira da Igreja contra o escritor que ultrapassam tudo o que seria de esperar”. Fui reler o artigo (ou um eco dele, aqui), e não percebo onde é que António Guerreiro encontrou a intolerância. Numa frase ou noutra, encontrei umas ideias de defesa – mas isso é imprescindível num jornal católico, quando se expõe o pensamento de um autor declaradamente anticatólico.

O título do texto do “Osservatore Romano” tem piada, “A (presumível) omnipotência do narrador”, porque o narrador de Saramago, geralmente, é omnisciente – o que lhe permite os comentários ora fatalistas, ora irónicos. De resto, quando Claudio Toscani diz que Saramago foi “um homem e um intelectual de nenhuma admissão metafísica, ancorado até ao final numa confiança arbitrária no materialismo histórico”, está a descrever e não a fazer um juízo de valor. O “Expresso” só poderia concordar, ao escrever que a “religião ateia” do Nobel não se pode confundir com uma teologia negativa (aquela que afirma sobre Deus negando que dele se possa falar com sentido). Em Saramago, segundo a sua própria intenção, nem teologia negativa há. Estou convencido de que ele recusaria uma boa parte das afirmações que, após a morte, o colocaram próximo do texto bíblico, da figura de Jesus ou de Deus, ainda que pela via negativa.

Escreve o italiano: “Relativamente à religião, atada como esteve sempre a sua mente por uma destabilizadora intenção de tornar banal o sagrado e por um materialismo libertário que quanto mais avançava nos anos mais se radicalizava, Saramago não se deixou nunca abandonar por uma incómoda simplicidade teológica”. Concordo em absoluto. Essa simplicidade teológica foi o que lhe permitiu a ironia, o sarcasmo, a interpretação literalista, a paródia em relação à Bíblia, a Jesus Cristo, à fé cristã. Diz ainda Toscani que “Caim” é “um romance-saga sobre a injustiça de Deus, uma antileitura bíblica parodiante”. Não vejo como discordar.

Daqui a uns anos, um olhar mais livre dirá quem está mais perto da verdade, se o crítico do “Expresso”, se o do “Osservatore Romano”. Para já, parece-me que António Guerreiro afina pelo diapasão da catofobia.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Casamento católico no "Expresso"

"Admira-me é que haja tantos casamentos que dão certo", diz Bento Domingues, no "Expresso" de sábado passado.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...