terça-feira, 18 de setembro de 2012
Adivinhe quem escreveu isto: "Pio não é o último dos papas..."
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Os preconceitos na história da relação do Vaticano com os judeus
Veio no "Q" (DN, aos sábados) de 11 de agosto. O autor é um dos colaboradores da seguinte obra (ler excertos aqui):
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
"Na cama com Deus" - sobre romance de Graham Greene
Saiu no sábado, no "Público". Sobre Graham Greene e o seu romance "O Fim da Aventura", uma história de adultério, milagre, amor, morte e Deus na II Guerra Mundial. Penso que a entrada do texto está incorreta. O livro foi reeditado no final dos anos 90 (ou princípios de 2000), pela Asa, quando saiu o filme (que é de 1999).
sábado, 18 de agosto de 2012
Anselmo Borges: "Os Papas e o desporto"
Texto de Anselmo Borges no DN de hoje (aqui).
Nota deste blogue: O episódio de Pio X, com ligação para a notícia do livro, ja havia sido referido aqui.
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Mais humor vaticanês*
- Por que é que os italianos se comportam na igreja como se estivessem num teatro?
sexta-feira, 2 de março de 2012
2 de março. Pio XII nasce em 1876 e é eleito Papa em 1939
Eugenio Pacelli nasceu no dia 2 de março de 1876, em Roma, e foi eleito Papa no dia 2 de março de 1939, no dia em que fazia 63 anos, para pontificar até 9 de outubro de 1958.
Ter-lhe-ão cantado os parabéns os cardeais? Quase de certeza que não. Pacelli gostava de distâncias e cultivava-as. Mesmo quando era cardeal. À volta volta criar-se-ia uma redoma invisível que não permitia sequer olhar de frente para o Papa. A sua morte, por exemplo, esteve envolta em tal reserva - parecia que um papa não podia morrer - que só foi comunicada ao mundo uns dias depois. E por isso, João XXIII, que lhe sucedeu, quis morrer praticamente em direto.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Pio XII mandou falsificar documentos para salvar judeus
Se já era sabido que "o Papa ordenou que os judeus de Roma recebessem hospitalidade nas propriedades da Igreja e nas casas católicas, suspendendo as normas claustrais de modo que os homens pudessem ser admitidos nos conventos e as mulheres nos mosteiros de toda a Europa", mesmo não havendo documentos, porque ordens deste tipo, em regime de guerra, é melhor ficarem pela oralidade. Agora há a novidade de o Vaticano ter "falsificado secretamente as certidões de baptismo para permitir que muitos judeus emigrassem como católicos". Li aqui.
Penso que o historiador que faz novas relevações, Michael Hesemann, é o mesmo que entrevista Georg Ratzinger (aqui).
segunda-feira, 4 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
Analisar com Giancarlo Zizola alguns aspectos do governo da Igreja
Isso ocorreu com Tarcisio Bertone, que deve o seu posto de secretário de Estado um pouco mais do que à escrivaninha de secretário da Congregação para a Doutrina, ao lado do escritório do prefeito. Como se um pedaço de burocracia compartilhada pudesse garantir qualidade para qualquer outra função.Da mesma forma, com o canadense Marc Ouellet à frente da Congregação para os Bispos e o patriarca Scola em Milão, projeta-se na cúpula da Igreja o clube teológico da Communio, a revista teológica fundada em 1972 por Ratzinger com Urs von Balthasar e Henri de Lubac, para competir com as visões do reformismo radical da Concilium.
A maior anomalia é visível, mais uma vez, nos procedimentos centralizados. Em meados do século XIX, Antonio Rosmini demostrava que o sistema verticalista não era capaz de tutelar a Igreja das ingerências do poder político. As campanhas midiáticas em favor de um candidato são a nova forma das pressão dos poderes césaro-papistas, que tornam atuais as lutas para as investiduras de Gregório VII.
Paradoxalmente, a Igreja italiana era mais rica, sob Pio XII, de grandes figuras episcopais: um certo Roncalli em Veneza, Montini em Milão, Fossati em Turim,Siri em Gênova, Lercaro em Bolonha, Dalla Costa em Florença, Ruffini emPalermo: serão eles os grandes protagonistas do Concílio Vaticano II.
Von Balthasar era muito claro sobre a necessidade de acabar com a reprodução do regime de cristandade. Ele dizia que, "ao cristão, é proibido o recurso aos meios de ação especificamente mundanos por um suposto incremento do reino de Deus na terra". Ele criticava o integralismo de grupos de "mamelucos cristãos que aspiram a conquistar o mundo" e advertia: "Quem faz tais coisas não tem a exata ideia nem da impotência da cruz, nem da onipotência de Deus, nem das leis próprias do poder mundano".Ler tudo aqui.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Como Pio XII antecipou Stephen Hawking
Convém lembrar que o físico e padre belga Georges Lemaître [evocado aqui], que inventou o conceito do big bang (mas com outro nome, “átomo primevo”), disse que não se deve identificá-lo com a criação do Universo por Deus. Quando soube que o Papa Pio XIIiria fazer um discurso para a oitava Assembleia Geral da União Astronômica Internacional em Roma, em 1952, viajou à capital italiana para pedir ao Papa que não apresentasse o big bang como o ato de criação do Universo por Deus. O Papa seguiu a orientação do Pe. Lemaître. O fato de Hawking não reconhecer o big bang como criação por Deus foi antecipado mais de meio século pelo Papa Pio XII.
Quem crê na fé cristã tem razões de outra ordem para a sua fé. A dimensão espiritual da realidade se manifesta na nossa experiência da consciência pessoal, do “eu”. A tradição do encontro com o Cristo vivo depois da sua morte terrível na cruz dá a dimensão histórica da nossa fé. E o cristão que procura viver a fé percebe nela uma sintonia com tudo o que existe e uma orientação para a vida que responde aos anseios mais profundos do seu coração.
Excerto de um artigo de Paul Schweitzer, padre jesuíta e membro da Academia Brasileira de Ciências, publicado no jornal "O Globo" de 13-09-2010. Copiado daqui.
sábado, 5 de junho de 2010
Recordando 5 de Junho de 1944

Pio XII, no dia 19 de Julho de 1943, após o bombardeamento de Roma pelos aliados, visita o bairro da antiga Basílica São Lourenço, meia destruída (ao pé dela ficava um quartel-general alemão), e mistura-se com a multidão atordoada. Max Bergerre, correspondente da Havas (futura AFP), escreve: “Quando, perto da gare central, avistei os primeiros sobreviventes do bairro de São Lourenço, rostos cobertos de fuligem, arrastando carros de mão onde haviam amontoado colchões e alguns míseros objectos, disseram-se que o Papa saíra, acompanhado por monsenhor Montini, para ir aos escombros fumegantes abençoar os mortos e os feridos […]. Regressou, como é sabido, com as vestes maculadas de sangue”. Nesse dia, mulheres em pranto interpelam o Papa:
- Padre Santo, dateci la pace! La pace! Non ne possiamo più! (Santo Padre, dê-nos a paz! Paz! Estamos fartos!)
Esta imagem permanecerá nos espíritos, tal como os esforços envidados pelo Papa, em Maio e Junho de 1944, para que o governo italiano proclame Roma «cidade aberta», renunciando a defendê-la pelas armas, mas poupando-a a mil e uma destruições durante a reconquista pelos Aliados. A 5 de Junho, quando o exército do general Juin entra em Roma, várias centenas de milhares de romanos confluem para a praça de São Pedro e celebram Pio XII, no defensor civitatis, salvador da Cidade Eterna.
Extraído de Bernard Lecomte, "Os Segredos do Vaticano" (ed. Asa), páginas 61-62.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
"Bento XVI, o mal-amado", por Esther Mucznik
segunda-feira, 29 de março de 2010
Pio XII ajudado por judeu

Bento XVI e Gary Krupp (à direita)
As coisas não correm nada bem a Bento XVI, que tem a simpatia de alguns intelectuais, mas, ao que tudo indica, uma “má imprensa”. Pense-se em Ratisbona e a polémica com os muçulmanos, no desejo de beatificar Pio XII, na questão do preservativo durante a viagem para África, e agora no escândalo da pedofilia, que, infelizmente, não é apenas uma questão de “má imprensa”, embora também a haja pelo meio.
Mas este fim-de-semana, o “Diário de Notícias” revelou uma boa nova para Bento XVI, que não é assim tão nova, porque há muito circula na Internet, pelo menos. Refiro-me à Pave The Way Foundation, de Gary Krupp, que tem juntado elementos em favor de Pio XII na questão da protecção aos judeus. O DN dá como título à peça “O Judeu que defende «O Papa de Hitler»”, numa alusão ao livro de John Cornwell, na Terramar.
O que afirma o Gary Krupp? Isto: Pacelli "foi o maior herói da II Guerra Mundial. Salvou mais judeus do que Roosevelt, Churchill e os outros líderes religiosos em conjunto. Não devíamos permitir que ele se tornasse um foco de divisão entre católicos e judeus".
E o rabi e historiador David G. Dilan acrescenta o Papa salvou "quase 85% dos judeus" que viviam em Itália. "Muitos judeus famosos - Albert Einstein, Golda Meir, Moshe Sharett [2.º chefe do Governo de Israel], Isaac Herzog [principal rabi dos judeus asquenazes entre 1937 e 1959] e outros expressaram publicamente a gratidão a Pio XII", acrescenta.
Krupp diz que Pio XII está a ser alvo de um “assassínio de carácter”. E o DN (artigo de Abel Coelho de Morais) sintetiza: “O essencial para Krupp não são os temas teológicos ou a santidade de Pio XII, mas a verdade dos factos. Para este empresário reformado de equipamentos médicos, é importante a divulgação dos arquivos secretos do Vaticano, mas defende que «existe informação disponível e ninguém parece interessado em consultá-la»”.
segunda-feira, 22 de março de 2010
Le Monde des Religions: A vida depois da vida

Saiu mais um número de “Le Monde des religions”. São tantos os assuntos interessantes, é tanta a matéria para ler, que é difícil apontar tudo aqui. Comecemos pelo editorial, que pode ser lido e visto online. Fréderic Lenoir manifesta-se contra a canonização de Pio XII. Não diz, como outros, que Pio XII sabia e nada fez contra o Holocausto. Sabia e fez alguma coisa. Mas agiu com demasiada prudência e não com profecia. “Imaginemos que eles [Pedro ou Paulo] tinham sido papas no lugar de Pio XII. Não os imaginamos a ceder perante o regime nazi, mas antes a decidir morrer com os milhões de deportados inocentes. Eis o acto de santidade, de porte profético que, nas circunstâncias tão trágicas da história, poderíamos esperar do sucessor de Pedro. Um papa que dá a sua vida e que diz a Hitler: «Prefiro morrer com os meus irmãos judeus a caucionar esta abominação»".
É duro de ler. Mas faz pensar.
O dossiê é dedicado à “vida depois da morte” nas diferentes religiões. Há ainda artigos sobre os judeus em Anvers (Bélgica), um dia na vida de uma testemunha de Jeová, “três chaves para compreender Nietzsche (são elas: “morte de Deus”; “o super-homem”; e “o eterno retorno”), um texto sobre o cineasta Dreyer, outro sobre o romancista Michel Tournier… O melhor é ficar com o índice.
domingo, 14 de março de 2010
14 de Março de 1937. Pio XI publica uma encíclica que condena o nazismo

Condenando o culto idolátrico da raça, do povo e do Estado, além de lembrar aos clérigos o dever de obediência, a encíclica foi lida nas igrejas no dia 21 de Março de 1937, desencadeando uma perseguição anticatólica. Centenas de padres são presos e diversas organizações suprimidas.
Talvez por isso, com Pio XII, a igreja mudasse o seu modo de agir perante o nazismo.
"Mit brennender Sorge" (texto em espanhol)
quinta-feira, 4 de março de 2010
"Time" 3/16 - Quantas vezes os papas foram capa?






quarta-feira, 3 de março de 2010
"Time" 2/16 - E quando os papas morrem?




Quando Pio XI e Pio XII morreram, respectivamente a 10 de Fevereiro de 1939 e 8 de Outubro de 1958, não foram temas de capa. Mas com os papas seguintes, ou o próprio Papa ou o futuro do papado ocuparam a primeira página.
Os papas na capa da "Time"







Quando a “Time” apareceu, faz hoje 87 anos, era Papa Pio XI. Desde então, todos os papas foram capas da “Time”, por ocasião da eleição, da morte ou de uma visita importante. Alguns foram “Person of the Year”. É o caso de João XXIII e João Paulo II.
Aqui ficam capas com todos os papas quando foram eleitos, excepto em relação a Pio XI, que já era Papa quando a revista apareceu, e Pio XII.
Estes números da "news magazine" apareceram em:
Pio XI - 16 de Junho de 1924
Pio XII - 16 de Agosto de 1943
João XXIII - 10 de Novembro de 1958 (eleito no dia 28 de Outubro)
Paulo VI - 28 de Junho de 1963 (eleito no dia 21 de Junho)
João Paulo I - 4 de Setembro de 1978 (eleito no dia 26 de Agosto)
João Paulo II - 30 de Outubro de 1978 (eleito no dia 16 de Outubro)
Bento XVI - 2 de Maio de 2005 (eleito no dia 19 de Abril)
terça-feira, 2 de março de 2010
Pio XII na Rádio Vaticano
Pio XII disse no dia 24 de Agosto de 1939, uma semana antes de começar a II Guerra Mundial, nos microfones da Rádio Vaticano:
“Iminente é o perigo, mas ainda é tempo. Nada é perdido com a paz. Tudo pode ser com a guerra” (em italiano, aqui).
E escreveu uma encíclica, "Miranda Prorsus" (8 de Setembro de 1957), sobre a rádio, a televisão e o cinema. Pode ser lida em português, aqui.
2 de Março de 1939. Eugenio Pacelli é eleito Pio XII

No dia 2 de Março de 1939, precisamente no dia em que fazia 63 anos (nasceu a 2 de Março de 1876), o romano Eugenio Maria Giuseppe Giovanni Pacelli é eleito Papa, sucedendo a Pio XI.
Pio XII, o Papa mais majestoso, mais aclamado e postumamente mais polémico, devido ao silêncio sobre o Holocausto (silêncio que imensos factos têm vindo a desmentir) morreria no dia 9 de Outubro de 1958.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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P.e Gabriele Amorth Ando a ler “Mais fortes que o mal. O demónio, reconhecê-lo, vencê-lo, evitá-lo”, do mui célebre exorcista italia...










