quarta-feira, 8 de abril de 2015
Miguel Esteves Cardoso: Duvidar é bom
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Poder de Deus
Terá a Inquisição considerado que o portuense limitava o poder de Deus ou tê-lo-á julgado como anticlerical?
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Tome sempre o lado mais radiante da dúvida
é provado ou refutado. Portanto, seja sábio,
tome sempre o lado mais radiante da dúvida.
Alfred Tennyson (1809-1892)
sábado, 10 de setembro de 2011
Na incredulidade, a dúvida
Joseph Ratzinger, "Introdução ao Cristianismo" (ed. Principia), pág. 21-22.
sábado, 11 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
A dúvida, a pergunta, o transcendente
Texto de Anselmo Borges no DN de hoje (4 de Junho de 2011):
O ser humano é, constitutivamente, o ser da pergunta, do perguntar ilimitadamente, pois, estando nós referidos ao não-dito e indizível, toda a resposta é ela própria perguntável. Assim, quando se pergunta pelo próprio perguntar, isto é, pela perguntabilidade, não é difícil concluir que, em última instância, toda a pergunta tem como termo último o Infinito, de tal modo que, se se reflectir até à raiz, concluir-se-á que o fundamento último da dignidade humana é neste estar referido estrutural do ser humano ao Infinito que reside: nessa referência constitutiva do homem à questão do Infinito, se se quiser, à questão de Deus, precisamente enquanto questão (independentemente da resposta, positiva ou negativa, que se lhe dê), o homem aparece como fim e já não como simples meio. De facto, o que é que há para lá do Infinito?
A crise do nosso tempo é uma crise económica, financeira, de valores, uma crise moral, crise política, local e global... Mas, se se reflectir sempre mais fundo, a raiz dessa crise é uma crise filosófica. Mais do que de respostas, do que o nosso mundo precisa é de não obturar a pergunta, a pergunta insconstruível, porque radicada e referida ao Ser. Sem essa pergunta, assistimos à morte do próprio homem.
A dúvida coloca-nos ao mesmo tempo para lá dos dogmatismos fundamentalistas e dos cepticismos niilistas, pois põe-nos em marcha, na pergunta radical, para a busca da verdade. Com o eclipse dessa pergunta, desaparece o sentido do mundo e da dignidade humana, pois a humanidade sucumbe à imediatidade, a uma visão fragmentária do aqui e agora. Infelizmente, talvez seja isso que realmente está a acontecer, como constatou já o marxista heterodoxo e ateu religioso Ernst Bloch: "Está a concretizar-se o que Nietzsche profetizou para o século XX: Vamos ao encontro de uma época de terrível miséria. Com subprodução de transcendência."
Acumulamos racionalidade científica e técnica. Mas, então, ainda falta responder ao essencial do humano. Um ser humano atento pode dar-se conta de que a reflexão consciente sobre o eu como centro reflexivo e sobre os objectos pressupõe a sua apreensão vivida, pré-reflexiva, num fundo de um Ser omnicompreensivo, metafenoménico e inabarcável, pois é ele que tudo abarca. Precisamente dessa experiência de fundo, ainda que vaga, nascem as diferentes interpretações, da poesia às metafísicas, da ciência às religiões. Afinal, a experiência humana é mais vasta do que pretende a ciência experimental. Por isso, escreve com razão o filósofo F. Copleston que talvez se possa inverter a famosa frase de Wittgenstein: "os limites da minha linguagem significam os limites do meu mundo", dizendo: "os limites do meu mundo significam os limites da minha linguagem", entendendo aqui por "meu mundo" a experiência que estou disposto a reconhecer: mais estreita ou mais vasta.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Faça-se cristão e dormirá melhor à noite
domingo, 17 de abril de 2011
Árvore
Se não plantares uma árvore no teu coração,
não aparecer nenhum pássaro para cantar.
Provérbio chinês
quarta-feira, 9 de março de 2011
Tem dúvidas sobre Jesus? O Papa responde na TV
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
A história da minha vida não é acerca de mim
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
A minha corcunda e as costas infinitas de Deus
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
José Maria Castillo reflecte sobre o inferno
Falar de inferno como se costuma fazer nos catecismos e sermões de costume, com todo o respeito do mundo, eu não acredito que isso possa ser verdade. Por uma razão que, para mim pelo menos, é incontestável. O inferno, por definição, é um castigo eterno. Pois bem, um castigo (seja o que for) tem razão de ser como "meio" para algo (corrigir, melhorar, educar, defender os inocentes...), mas nunca pode ter razão de ser como "finalidade" em si mesmo. Um castigo, assim pensado e realizado, não pode ter sua origem na bondade, mas sim na maldade. Ou seja, um castigo assim não pode ter sido pensado por Deus, nem pode ser mantido por Deus. Um suposto castigo "divino", que, ao mesmo tempo, é concebido como "eterno", é uma contradição em si mesmo. Porque o "divino", que não pode ser entendido senão como bondade e fonte de bem, não pode ser causa e origem de um mal, que não tem mais finalidade em si mesmo do que fazer sofrer, ou seja, causar mal, dano e maldade. Porque, se é "eterno", não é "meio" para coisa nenhuma, mas sim algo cuja única finalidade é o sofrimento sem fim. Tornar Deus causador e responsável por isso é a agressão mais brutal ao "divino" que a mente humana pôde inventar.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Respondedor
Deus não tem respostas às questões. Fazer dele um respondedor é transformá-lo num computador. Mais vale negá-lo. Ele está onde vocês estiverem, quando vocês se libertarem e carregarem a libertação.
Jean Sulivan (1913-1980)
domingo, 24 de outubro de 2010
Leituras de Domingo: Dúvidas na velhice

Por vezes, os idosos vêm ter comigo e estão desesperados. Construíram toda a sua vida com base na fé, mas agora ela ameaça desaparecer. Tento, então, fazer-lhes valer que não têm culpa do que está a acontecer e que é completamente normal: as dúvidas do momento significam que estão a ser desafiados a escavar novas fundações para a fé. De seguida, convido-os a expressarem as suas dúvidas até ao fim. Em teoria, é possível que tudo o que pensamos de Deus seja fruto da nossa imaginação ou que a nossa ideia da vida eterna seja apenas uma ilusão. Mas, se seguirmos esta lógica de pensamento até ao fim, então tudo se torna absurdo. Pessoalmente, quando sigo esta linha de pensamento, sinto no fundo do meu coração um impulso que me leva a decidir com firmeza: «Aposto nesta carta. Confio na Bíblia, confio na liturgia, confio em Santo Agostinho e em Santa Teresa de Ávila». Face a todas as dúvidas, escolho a fé e a vida. Esta fé será contestada até à morte; porém é a fé que me ampara e que me ajuda a perceber as pessoas que se debatem por ela.
Anselmo Grün, A sublime arte de envelhecer e tornar-se uma bênção para os outros, Paulinas, pág. 142
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
A louca esperança de Jean d’Ormesson

Jean d’Ormesson, o escritor/cronista/jornalista/ensaísta/dirigente de organizações que ocupa a cadeira número 12 da Academia Francesa (aqui), um dos 40 imortais que neste momento são 37, conhecido pela alegria e boa disposição, escreveu recentemente um livro de memórias, buscas espirituais, sistemas do mundo, cheio de ormessonismes, como escreveu um jornalista do "Le Point" (aqui), talvez uma espécie de testamento sobre a sua visão do mundo - julgo eu. O livro, “C'est une chose étrange à la fin que le monde”, fala frequentemente de Deus. "Je doute de Dieu parce que j'y crois. Je crois à Dieu parce que j'en doute. Je doute en Dieu".
Perto do fim, d’Ormesson escreve: “Cada um faz como quiser. Espero que haja, depois da morte, alguma coisa da qual não sei nada. Espero que haja, fora do tempo, um poder que, por aproximação e por maior simplicidade, podemos chamar de Deus. Não tenho outra fé do que essa louca esperança”.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Nem presunção nem enfermidade
domingo, 5 de setembro de 2010
E se a resposta a todas as questões for uma fórmula?

Bento XVI e Stephen Hawking em Outubro de 2008, num encontro do Papa com cientistas, no Vaticano. Sobre este encontro, ler aqui.
Um diz que não há lugar para Deus na criação. Outro diz que não há contradição entre acreditar em Deus e a ciência empírica. Parece que ambos têm razão. Talvez até estejam a dizer a mesma coisa. Deus nunca aparecerá nas fórmulas, teorias, hipótese e certezas da ciência. No dia em que isso acontecer, deixa de ser matéria de fé. E passa a estar fechado no mundo. Coisa de que Deus, manifestamente, não gosta, a não ser nas hipóteses de José Rodrigues dos Santos, um Deus natural (aqui).
Mesmo que a ciência responda a tudo, tudo, tudo do “como” (que é o seu objectivo), ainda faltará responder a tudo, tudo, tudo do “porquê” (que sai-lhe do seu campo). “Por que é que existe o tudo em vez do nada?” Mas se responder também à questão do “porquê”, faltará a do “para quê”. E se responder a todas essas questões terá depois de responder a esta: Onde arranjar sentido para o que andamos aqui a fazer?
Deus, pessoa, e a fé, que com ela nos relaciona, sempre nos deixam mais alternativas e matérias para discussão do que se a resposta for uma fórmula.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Como nasce um ateu
Esta é de António Alçada Baptista (1927-2008). Conta a certa altura, em "A cor dos dias", como Albino Terezo Genoveno, que era de perto de Alcobaça, perdeu a fé.
“A dúvida instalou-se na alma quando morreu o sacristão. Pensou: «Então aquele, na intimidade divina, a mexer nos paramentos, tu cá tu lá com o Altíssimo, e morre-me!» Com as dúvida nas entranhas, ela avantajou-se quando ouviu o padre dizer numa prática: «Caim matou Abel e fugiu para a terra dos vizinhos». Aí disse para dentro: «Dos vizinhos?! No tempo de Caim e Abel não havia vizinhos!»”
terça-feira, 18 de maio de 2010
Dificuldades não são dúvidas

Desde que me tornei católico, não tenho mudanças a registar. No meu coração, não tem havido qualquer inquietação. Evidentemente, estou longe de negar que há dificuldades intelectuais. Mas dez mil dificuldades não fazem uma dúvida de fé.
Uma pessoa pode estar preocupada por não conseguir resolver um problema matemático cuja resposta lhe é ou não dada, sem duvidar de que ele é susceptível de resposta ou de que determinada resposta é verdadeira.
De todos os artigos da fé, a existência de Deus é, para a minha própria apreensão, aquele que levanta maiores dificuldades e, contudo, é o que mais poderosamente se impõe ao nosso espírito.
Cardeal Newman. Adaptado das páginas 268-269 de “Apologia” (ed. Verbo)
John Henry Newman (Londres, 21 de Fevereiro de 1801- Edgbaston, 11 de Agosto de 1890) foi ordenado padre na Igreja Anglicana, mas converteu-se ao catolicismo em 1845, após um aturado estudo das origens do cristianismo. Foi nomeado Cardeal pelo Papa Leão XIII, em 1879. O seu processo de canonização está a decorrer.
sábado, 27 de março de 2010
27 de Março de 1923. Nasce Shusaku Endo, escritor japonês

Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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P.e Gabriele Amorth Ando a ler “Mais fortes que o mal. O demónio, reconhecê-lo, vencê-lo, evitá-lo”, do mui célebre exorcista italia...





