domingo, 17 de outubro de 2010
Para que serve a Economia? - Texto de Tolentino Mendonça
Celebrações cristãs e profanas inversamente proporcionais

Desabafo de um padre que vê diminuir as celebrações sacramentais e aumentar as celebrações profanas:
“A nossa humanidade é bem complicada. Num momento em que fazemos as considerações negativas acerca da prática sacramental, deparamo-nos com outros aspectos do nosso mundo cultural que as contradizem em todos os aspectos. De facto, os nossos contemporâneos descobriram o sentido e o gosto pela celebração, especialmente dos aniversários. Nunca se inventaram tantos aniversário s de acontecimentos da nossa história ou de personagens desaparecidos. O mesmo acontece nas famílias, onde se celebram com muito carinho os aniversários de nascimento, de casamento e muitos outros”.
Bernard Sesboüé (teólogo jesuíta, nascido em 1929), em “Convite a pensar e viver a fé no terceiro milénio II”, na Gráfica de Coimbra
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
A melancolia é o fundamento profano do sagrado

A melancolia é o fundamento profano a partir do qual desponta o sagrado. A nossa esperança na validade desta alegação é o que mantém a maioria de nós ternamente predispostos para com a tristeza dos outros, por mais indulgentes que eles sejam, e para as sombras do nosso coração, por maior que seja a dor. Temos fé de que o desânimo conduza à afirmação. Se continuarmos a viver sem acolhermos a escuridão, então só nos resta a mais horrenda das situações: o sofrimento não tem significado. Se isto for verdade, é provável que não consigamos persistir. Precisamos de acreditar que a nossa sombra gera a luz. Temos de manter esta posição. Aceitar o que nos é dado, agarrar graciosamente a gravidade das coisas, dizer sim ao ameaçador não.
In "Contra a felicidade. Em defesa da melancolia" (ed. Estrela Polar), de Eric G. Wilson. Pág. 106.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard