segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Bispo confrade dos rojões
Agora parece que D. Manuel Clemente vai ser confrade dos rojões. Vai ter que comer e, provavelmente, vestir o gabão ou lá o que é e pôr um secular e ridículo chapéu. O que um bispo tem de sofrer.
sábado, 25 de junho de 2011
Anselmo Borges: As 'sopas' do Espírito Santo
terça-feira, 3 de maio de 2011
O cheiro do hambúrguer no jejum do Ground Zero
domingo, 17 de abril de 2011
17 de Abril de 1885. Nasce Karen Blixen
quarta-feira, 30 de março de 2011
O que dizem de Jesus: Falou e fala
sexta-feira, 25 de março de 2011
Ir ao culto engorda? Um estudo indica que sim
sexta-feira, 11 de março de 2011
História para estes tempos de jejum e esmola
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O espírito é que abunda
Na nossa civilização, ao contrário da voz corrente que a diz muito material, o espírito é que abunda, verdadeiro sopro incontido, a insinuar-se na mínima fresta: se até o bacalhau pode ser espiritual!
Abel Barros Baptista, na revista "Ler" de Fevereiro de 2011
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
Público 3: A relação entre as barriguinhas-de-freira e as nossas

Uma diversão de Miguel Esteves Cardoso sobre os doces conventuais e uma interpretação pouco ortodoxa da opção pela vida de claustro, mas real em algumas épocas e lugares.
A maioria das freiras não ia para os conventos por escolha espiritual. Como diz Alfredo Saramago: "As segundas filhas ricas, algumas herdeiras solteiras, viúvas, adolescentes órfãs mas com fortunas constituíam a população feminina dos conventos. Gente habituada a uma vida rica com os hábitos e costumes de uma classe privilegiada".
...
Imagine-se agora com uma mulher enclausurada. Para sempre. Tem fartura de açúcar, ovos e amêndoas. O que é que faz? Doces. Doces que levam muito tempo a fazer. Doces que pode comer. Doces que pode oferecer ou vender. Doces que dão prazer, que trazem elogios e são trocados por outros doces. Doces que se podem comer à mesa, numa atmosfera católica e portuguesa onde a gula gastronómica é mais uma prova de humanidade do que um pecado mortal. Que é, no máximo, uma marotice.
…
Dir-se-ia que [os doces] são o contrário da simplicidade e do sacrifício das freiras. Mas não são: são o resultado. Os doces conventuais são onde se soltam e concentram todos os desejos de liberdade e de prazer - toda a criatividade e toda a revolta - que não podem ser exprimidos e satisfeitos separadamente, de maneiras mais directas e mais fáceis (ler tudo aqui).
domingo, 5 de setembro de 2010
Comer sem ofender a Deus

Alheira grelhada
Ao almoço, a mãe italiana diz ao filho:
- Se não comeres a sopa toda, eu mato-te.
A mãe judaica diz:
- Se não comeres a sopa toda, eu mato-me.
A anedota é contada por Elena Loewenthal, num artigo do “La Stampa” (03-09-2010) sobre o livro de Giuliana Ascoli Vitali-Norsa, “La cucina nella tradizione ebraica” [“A cozinha na tradição hebraica”] (Ed. La Giuntina, 416 páginas). Lido aqui.
Como se sabe, a Bíblia está cheia de regras alimentares, o que levou os judeus (os cristãos aboliram-nas) a usar toda a criatividade na cozinha de modo a não faltarem ao texto bíblico. “(…) Foram justamente os vínculos que atraíram a fantasia e despertaram o talento da dona de casa que, destrincando-se nessa selva de proibições, soube criar nos quatro cantos do mundo não uma, mas milhares e diversas cozinhas judaicas, ricas de sabores e de perfumes”, diz Elena Loewenthal.
“A comida hebraica é, de fato, tão delimitada pelas proibições quanto capaz de se difundir na geografia física e humana: em todos os lugares em que chegou, a diáspora de Israel absorveu usos, sabores e ingredientes. Os judeus da Europa Central, exterminados pelo nazismo, alimentavam-se com bortsch [sopa de beterraba] e guisados, gengibre e a inevitável gelatina de pé de vitelo com ricas doses de alho”.
Em Portugal é inevitável pensar nas alheiras, aqueles enchidos feitos de carne de galinha (ou de outras aves), mas com temperos tão apurados que se assemelham aos enchidos de porco – o que era óptimo para enganar a Inquisição no teste da prova de carne de porco.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Um rabino e um bispo são convidados para um jantar...

Um rabino e um bispo são convidados para um jantar. O rabino aceita com a condição de que a comida seja pura (“kosher”). Durante a refeição, o bispo olha de soslaio para os pratos do rabino, diferentes dos demais comensais, e, a certa altura, não consegue deixar de perguntar com alguma indignação:
- Caro rabino, quando é que chegará o dia em que, finalmente, eu e o senhor poderemos comer da mesma comida?
O rabino responde no mesmo tem:
- Se Deus quiser, senhor bispo, será no dia do seu casamento.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Café

No dia da eleição do Papa a quem, de certa forma, devemos o café na Europa, uma frase célebre:
“O café deve estar quente como o inferno, ser negro como o diabo, puro como um anjo e doce como o amor”.
Charles Maurice de Talleyrand-Périgord (1754 – 1838), diplomata francês
30 de Janeiro de 1592. Eleição do Papa do café

Clemente VIII. Túmulo na Basílica de Santa Maria Maior, Roma
Clemente VIII (Ippolito Aldobrandini, 1536-1605) foi eleito Papa no dia 30 de Janeiro de 1592. O pontificado deste Papa, aluno de Filipe Neri (“um santo triste é um triste santo”) e dos oratorianos, ficou marcado pela paz entre França e Espanha e pela condenação do Giordano Bruno (17 de Fevereiro de 1600). Além disso, diz-se que deu um impulso determinante para a introdução do café na Europa.
Bebida dos muçulmanos, num tempo em que o inimigo da Europa eram os chamados “infiéis”, o café entrou por Veneza, vindo da Turquia, e só se propagou depois da aprovação de Clemente VIII. Diz-se que o Papa encontrou logo uma vantagem na bebida: permitia-lhe ficar a rezar até mais tarde, sem sono. E que terá dito: “É tão deliciosa que seria uma pena deixá-la para uso exclusivo dos infiéis. Vamos baptizá-la”.
Quando hoje tomar um cafezinho, lembre-se de Clemente VIII.
domingo, 14 de junho de 2009
"Ó devoto leitor"

Quem for a Roma por estes dias deve ver a Bíblia carolíngia que está exposta em São Paulo Fora de Muros, na parte da abadia. “Ir a Roma e não ver esta Bíblia seria pecado de bradar aos olhos”, escreve António Marujo no P2 de 13 de Junho.
Vê-se a Bíblia atrás do vidro e 24 reproduções das suas iluminuras de Ingoberto, o monge pintor. A Bíblia foi oferecida por Carlos, o Calvo (neto de Carlos Magno), ao Papa João VIII, no Natal de 875.
No prólogo da Bíblia aparece este texto (transcrevo do “Público”): “Ó devoto leitor, a tua inteligência será colocada à prova peranta o que este livro contém, a obra do Omnipotente (…), aqui escutarás a voz das cascatas com a qual o abismo clama pelo abismo e lhe grita com o rumor de muitas asas (…), aqui escutarás David, o poderoso salmista que toca para a sua cítara (…). Aqui está o doce alimento, aqui o maná, o penhor autêntico. (…) Ó leitor, não deixes de restabelecer-te e saborear este alimento…”
Na imagem, pormenor de iluminura relativa a São Paulo.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...






