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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Um país chamado Jansénia


Jansénia, um país que faz fronteira com Despairia, Calvínia e Libertínia, tem uma cidade que se chama Hipona ou Tarso.

Por causa do artigo a que se refere a frase acima, quase investia 20 e tal euros na compra do "Dicionário de lugares imaginários", de Alberto Manguel e Giani Guadalupi. A ideia da compra fica em quarentena uns quinze dias. Se não passar, terei de o comprar. Mas não é admirável que em Jansénia haja uma cidade chamada Hipona ou Tarso? Também lá (no livro) está cartografado o País das Maravilhas (imagem abaixo). E certamente a ilha de Rafael Hitlodeu.



domingo, 11 de julho de 2010

10 de Julho de 1509. Nasce o reformador João Calvino


João Calvino, por Ticiano
João Calvino nasceu em Noyon, França, no dia 10 de Julho de 1509, e morreu em Genebra, Suíça, no dia 27 de Maio de 1564. Quebrou com a Igreja Católica em 1530, refugiou-se em Basileia, e, em 1536 publicou “Instituições da Religião Cristã” ("Intitutio Christianae Religionis"). Não gostava muito que dissessem que o seu movimento cristão se denominasse "calvinismo", mas foi assim que ficou conhecido. Os calvinistas são também conhecidos por Igreja Reformada e presbiterianos (Escócia e EUA) e receberam grandes influências de Zuinglio e de John Knox.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Calvin e Hobbes, Calvino e Hobbes


O "Público" de ontem recorda que no dia 18 de Novembro de 1985 apareceu a primeira tira "Calvin e Hobbes". Os nomes inspiram-se em João Calvino (1509-1564) e Thomas Hobbes (1588-1679), respectivamente.
Sempre me interroguei como é que o reformador franco-suíço e o pensador inglês se reflectiriam na banda desenhada. Não fui para além da "visão obscura da natureza humana", que Bill Watterson sugere que Calvino tinha e que Calvin parece assumir com gosto. Quanto a Hobbes, se o filósofo dizia que “o homem é lobo para o homem”, o amigo de Calvin bem pode parafrasear: “O homem é tigre para o homem”. Se for de peluche, tanto melhor.
Ver aqui uma adaptação gráfica ao par reformador/filósofo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Calvinistas pediram desculpas pela morte de Servet


Os calvinistas suíços pediram desculpa pela morte de Miguel Servet. Ergueram em 1903, em Genebra, este monumento expiatório.

Le XXVII octobre MDLIII
mourut sur le bûcher
a Champel
Michel Servet
de Villeneuve d'Aragon
ne le XXIX septembre MDXI
Fils
respectueux et reconnaissants
de Calvin,
notre grand Reformateur,
mais condamnant une erreur
qui fut celle de son siècle,
et fermement attachés
a la liberté de conscience
selon les vrais principes de
la réformation et de l'Evangile,
nous avons élevé
ce monument expiatoire
le XXVII octobre MCMIII

29 de Setembro de 1511. Nasce Miguel Servet

Miguel Servet nasceu no dia 29 de Setembro de 1511 e morreu no dia 27 de Outubro de 1553, queimado na Praça Champel, em Genebra. É o símbolo da intolerância calvinista.

Era natural de Villanueva de Sigena, Espanha.

Servet foi o primeiro a descrever a circulação do sangue nos pulmões, mas esta descoberta durante muito tempo não foi notada porque estava no meio de um escrito teológico condenado.

A religião foi a causa da sua morte. É que este espanhol defendia o baptismo só em adulto, porque Jesus só foi baptizado em adulto, e dizia que a Trindade era uma ideia não bíblica. (E na verdade, o termo “Trindade” não vem na Bíblia; como muitos quase todos os dogmas, o da Trindade apoia-se na Bíblia e também na Tradição da Igreja).

Há algo que não percebo no caso Servet. Em 1552, é denunciado por Calvino à inquisição francesa. É estranha esta denúncia. Servet consegue fugir da França e em 1553 é condenado em Genebra.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Humor de Calvin (o reformador)






Calvin tinha humor - o reformador, além do cartoon







Humor não é coisa que se associe a João Calvino, que fez no dia 10 de Julho meio milénio de nascimento. Mas os sítios que em português falam do reformador francês estão cheios de figuras humorísticas. Ou por lá perto. As imagens foram copiadas principalmente destes dois sítios, que são bons para conhecer o calvinismo e para notar como ainda está latente na autocompreensão do calvinismo a diferença/oposição em relação ao catolicismo (o que talvez se compreenda por serem páginas de países de maioria católica):

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Editoral do "Público" destaca encíclica de Bento XVI

No “Público” de hoje, José Manuel Fernandes (JMF) escreve no “Editorial” sobre “aquilo que interessa no mundo”. Refere dois acontecimentos: a publicação da encíclica social de Bento XVI e o discurso de Obama, sem os complexos de colonização, no Gana. O destaque vai para a “Caritas in Veritate” (JMF promete continuar amanhã). O texto é reservado a assinantes no “Público” online. Mas deixo aqui uns excertos:

“Do muito que se deverá escrever e debater sobre o conteúdo deste documento, dois aspectos merecem especial destaque. O primeiro é a clarificação de que a doutrina social da Igreja não se opõe à economia de mercado, nem impõe uma economia comandada, isto é, não é anticapitalista, como por vezes é interpretada. O segundo é a clareza com que aborda a falência das instituições multilaterais, das Nações Unidas às diferentes organizações de cooperação económica”.

“No centro desta encíclica está o conceito de «responsabilidade», infelizmente muito em desuso: «O desenvolvimento humano integral supõe a liberdade responsável da pessoa e dos povos: nenhuma estrutura pode garantir tal desenvolvimento, prescindindo e sobrepondo-se à responsabilidade humana», escreve Bento XVI”.

“[Bento XVI] considera que, «perante o crescimento incessante da interdependência mundial, sente-se imenso – mesno no meio de uma recessão igualmente mundial – a urgência de uma reforma quer da Organização das Nações Unidas, quer da arquitectura económica e financeira internacional». No fundo «um grau superior de ordenamento internacional de tipo subsidiário para o governo da globalização»”.

E JMF remata: “Algo que não é o G8, mas talvez possa ter como embrião o G20. Não está escrito, mas está nas entrelinhas”.


Dois comentários. Não me parece que a não oposição à economia de mercado seja uma novidade (já estava claramente dito na “Centesimus Annus”, de 1991, e quase nunca a doutrina social teve simpatias pelas economias dirigidas, embora não descure a intervenção do Estado na distribuição da riqueza e nas questões graves como a do emprego/desemprego; ver a “Laborem Exercens”, de 1981). Já quanto à falência das instituições, tendo em conta que a DSI foi sempre internacionalista, ou seja, olha positivamente para as instituições que sentem à mesma mesa várias nações, será aspecto a analisar com atenção.

Mas é significativo que um jornal nacional de referência chame para o editorial este assunto. Da imprensa que tenho lido, o "Público" foi o único órgão nacional que deu espaço relevante ao documento papal.


500 anos de Calvino

Ainda no “Público”, mas no P2 de 11 de Julho, dois textos de António Marujo a ler com atenção, a propósito dos 500 anos do nascimento de João Calvino (10 de Julho de 1509): a entrevista a Dimas de Almeida e o esboço biográfico do reformador. Aqui.

domingo, 14 de junho de 2009

O que diz Calvin


Há um blog sobre os 500 anos de Calvino. Foi de lá que retirei as imagens. Para conhecer mais o pensamento deste reformador, ver aqui.

"Este tem sido meu propósito: preparar e instruir de tal modo os candidatos à sagrada teologia, para a leitura da divina Palavra, que não só lhe tenham fácil acesso, mas ainda possam nesta escalada avançar sem tropeços".
João Calvino

Clavino faz 500 anos


Bento Domingues assinala no “Público” de hoje os 500 anos do nascimento de João Calvino (Noyon, 10 de Julho de 1509 — Genebra, 27 de Maio de 1564). Nota que foi traduzido para português, pela Universidade Lusófona a “Breve Introdução Cristã”, obra fundamental do reformador francês; realça que os reformadores pretendiam trabalhar na reforma da Igreja, mas dentro do catolicismo e sob a autoridade do Papa, e que as figuras de Lutero e Calvino foram injustamente denegridas pelos católicos; e deixa algumas sugestões para o diálogo ecuménico actual:

“O diálogo ecuménico exige rever questões histórico-teológicas, mas não as pode rever como se procurasse voltar ao século XVI. Seria anacrónico e já não tem remédio. Importante seria ver o que há de futuro nessas problemáticas, nesses encontros e desencontros. O verdadeiro ecumenismo só pode ser realizado perante os desafios que afectam a missão presente das Igreja na luta contra situações de exploração intolerável, seja onde for. Se as Igrejas cristãs não se quiserem deixar interfecundar na busca de caminhos de evangelização, não podem pretender ser o sal da terra e a luz do mundo.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...