quarta-feira, 21 de agosto de 2013
O que diz o Sr. Teatro do Papa Francisco e do Vaticano
Ruy de Carvalho na revista do "Correio da Manhã" de sexta-feira (16 de agosto - circundei a amarelo a parte que interessa).
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Diz-me em que(m) acreditas, Katy Perry
Katy Perry no vídeo que a "Rua Sésamo" gravou, mas depois não transmitiu. Por pudor.
Katy Perry, de “I kissed a girl” e “Hot n’ cold”, é filha de pastores evangélicos, daqueles que andam de terra em terra a rezar e a pregar a conversão.
Como eles, também fala em línguas (glossolalia), embora já não tanto nos últimos tempos. E diz, mostrando a tatuagem “Jesus”:
“Deus ainda é uma parte grande da minha vida. Mas o jeito como os detalhes são relatados na Bíblia é muito confuso para mim. Quero vomitar quando digo isso, mas é verdade".
"Ainda acredito que Jesus é o filho de Deus, mas também acredito em ETs, que há pessoas enviadas por Deus para serem mensageiras e todo o tipo de coisa doida".
"Olho para o céu e fico embasbacada – todas aquelas estrelas e planetas, a infinidade do Universo. Não dá para crer que somos a única população poluidora. Sempre que olho para cima, sei que não sou nada e que há algo muito além de mim. Não acho que seja tão simples quanto céu e inferno”.
Li na “Rolling Stone” de Outubro que o amigo Pedro José me trouxe do Brasil.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
23 de Julho de 1920. Nasce Amália Rodrigues

Amália pintada numa rua da Paris
Na verdade, a fadista Amália Rodrigues não nasceu no dia 23 de Julho. Foi registada como tendo nascido nesse dia, mas parece que nasceu no dia 1 de Julho de 1920. E morreu no dia 6 de Outubro de 1999.
Contou o P.e Feytor Pinto, há dias, que a Rainha do Fado “procurava o mistério de Deus não como solução mas como caminho (…), sempre pela mão de Maria”. Amália tinha uma devoção especial por Nossa Senhora do Carmo.
«Feytor Pinto recordou ainda um episódio da vida da fadista em que, numa noite vinda de um espetáculo no casino de Copacabana, no Rio de Janeiro, “se recolheu a orar” junto a uma Nossa Senhora.
“No dia seguinte foi lá colocar-lhe flores e, para espanto seu”, quando regressou passado um ano, aquele era um local de peregrinação, com muitas flores “e já com uma grade, que não permitia que Amália beijasse Nossa Senhora”, contou».
Li isto no sítio do SNPC.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Paula Rego 2: Medos, mulheres, bruxas e o diabo

Segundo excerto (o primeiro, aqui) da entrevista do DN a Paula Rego. Sobre medos, mulheres, bruxas e o diabo.
A infância está sempre na sua mente?
Sou eu. Está tudo na minha cabeça porque já passei por lá.
Por isso é que não consegue pintar à noite?
Tenho medo! Não consigo concentrar-me porque tenho muito medo do escuro.
De que tem medo no escuro?
Tenho medo das bruxas e à noite não se pinta porque é para dormir. Pinta-se durante o dia, que é quando a gente trabalha, e com um horário de escritório... Mas já me levantei da cama para mudar um quadro que estava em frente a mim e de que não gostava. Foi a única vez.
Mas tem medo das bruxas?
Não tenho medo das bruxas, tenho medo do Diabo.
É por isso que pinta cornos nalguns desenhos?
Mas esta exposição não tem cornos!
Nesta não.
Pintava esses cornos há muito tempo, mas agora já os não faço porque tenho mais medo do Diabo agora do que tinha, de modo que já larguei essas coisas todas. Mas a gente nasce com isso, lá em Portugal, em pequenina, contam-nos histórias extraordinárias! As coisas antigas, como a mulher que cortou a maminha para dar de comer ao marido. E ele disse assim: "Ai que bom que isto é." No dia seguinte, ela diz: "Tens aqui outro guisadinho de que vais gostar muito." Ela tinha cortado o outro peito, ele comeu aquilo com muito prazer e depois disse assim: "Mulher, estás com a camisa toda cheia de sangue!" Ah, foi porque o que tu comeste foram os meus peitos, fiz um guisado para ti. E ele: "Que estúpida, agora temos de começar a comer as crianças!"
Mas as crianças fugiram?
Ao ouvirem isto, fugiram. A mulher é que ficou sem tetas.
Acha que estes contos são invenções ou uma justificação de certos actos?
Não eram só invenção. Eram verdade.
Mas as mulheres não iam cortar o peito para guisar...
Também não sei. Mas capazes disso eram elas. Somos nós!
Eram ou ainda são?
Acho que se fazem muitas coisas para pessoas que é suposto dizer que se ama, que não se fariam por qualquer outra razão.
A Paula é feliz?
Não.
Porque não?
A minha barriga. Sofro disso... Quando me sinto melhor - o diabo seja cego, surdo e mudo [bate na madeira] -, é quando estou a desenhar. Ao fim de um dia de trabalho de desenho, sinto-me normal e bem. Mas feliz?... Gosto muito, muito de trabalhar, de fazer gravuras e essa coisa toda. Ai disso gosto!
Gosta muito de trabalhar porque esquece o Diabo e as maldades todas?
Não esqueço nada, eu estou a fazê-lo! Estou a fazer as coisas de que eu tenho medo.
É quase exorcismo?
Se fosse, era bom.
Um dia destes tem de mandar fazer um bruxedo para eliminar esses medos todos...
Não gosto nada dessas rezas, ainda faz pior! O melhor é fazer bonecos!
Paula Rego 1: Deus, milagres e santos

Li ontem uma entrevista a Paula Rego extraordinária e desconcertante ao mesmo tempo. Veio no DN, papel, de 11 de Julho. Pode ser lida on-line aqui.
A sinceridade desarmante com que a pintora responde às perguntas de João Céu e Silva e as histórias inverosímeis que a norteiam fazem com que a leitura seja irresistível.
Dois excertos. O primeiro. Sobre Deus, milagres, Igreja e santos (o segundo aqui).
Como é que é a sua relação com a religião? Acredita em Deus?
Pois, com certeza! E nos milagres!
E há milagres?
Espero...
Já beneficiou de algum milagre?
Não, não tive nenhum milagre. E, se o tive, não me lembro.
Mas a sua relação com Deus é uma relação fácil e de amor?
Ai, não sei... Eu não gosto nada do Papa, não gosto nada do que a Igreja Católica faz. Nada! Porque são muito maus para as mulheres, muito estúpidos em relação aos abortos e nessas coisas todas. Nada, nada, nada. Mas os santos e as figuras que temos nos livros de quando se é pequenina - os que têm a santa isto e a santa aquilo - é diferente. É como as fadas.
Para além dos casos de pedofilia!
Pois é, e sempre foi assim, com certeza. Não me espanta nada. Fazia parte dos seus deveres [dos meninos] porem-se de rabo para cima.
Separa Deus da Igreja que existe?
Deus nada tem a ver com a Igreja Católica, esta Igreja é o Papa. Também há as outras igrejas, como temos cá em Inglaterra, mas essas parece que não são igrejas a sério.
Mas a convivência com Deus para si é fácil, é uma coisa boa?
Deus é assim uma coisa muito grande, eu gosto mais dos santos.
Dos santos das nossas igrejas?
Sim, é desses que gosto muito! Os santos das igrejas, a Maria Madalena... O meu painel na National Gallery foi todo tirado de livros de santos, porque as suas histórias são extraordinárias.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Diz-me em que(m) acreditas, Tony Carreira

“Quando o meu avô partiu, eu tinha apenas seis anos [agora tem quase 43]. O meu avô é o meu anjinho-da-guarda, mas não posso dizer que tenha saudades. (…) Agora, o que eu vou dizer é um bocado estranho, porque eu não acredito na vida depois da morte, mas algo me diz que o meu avô me vê, o que é uma grande contradição. Neste caso concreto, faço batota e dá-me jeito pensar assim”.
Tony Carreira à “Notícias TV”, 6 a 12 de Novembro
domingo, 31 de maio de 2009
A católica reencarnacionista
“Notícias TV – Qual a sua religião?
Teresa Guilherme – Católica. Acredito da reencarnação.”
Notícias TV, 29-05-2009
Numa entrevista a uma figura do meio mediático (!), teria cabimento o entrevistador insistir: “Como pode ser? Não está a confundir com a ressurreição?” Ou “Mas pode-se ser católica e aceitar a reencarnação?” Ou “Explique melhor a sua fé…”?
A pergunta sobre religião, nas entrevistas, de um modo geral, é apenas o desejo de colocar um rótulo no entrevistado. Ela disse que é católica e há logo um mundo que fica arrumado. Mas se dissesse outra coisa qualquer que não “católica”, decerto surgiriam outras questões. Se fosse budista, então...
E o entrevistador que apenas pergunta pela religião, sem avançar com uma segunda pergunta mais esclarecedora, não revela que de religião conhece apenas os rótulos?
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
