segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Raio x à imprensa católica portuguesa
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Como a imprensa laica ajudou Fátima

segunda-feira, 12 de julho de 2010
12 de Julho de 1580. Publicação da Bíblia de Ostrog

A Bíblia de Ostrog, a primeira edição integral do texto sagrado em línguas eslavas, foi publicada no dia 12 de Julho de 1580. Ostrog é uma povoação que actualmente faz parte da Ucrânia (não confundir com o mosteiro homónimo no Montenegro). No séc. XVI, integrava o Estado Polaco-Lituano.
Esta foi a primeira Bíblia impressa em caracteres cirílicos. Serviu de modelo a muitas das edições seguintes. Tem 1256 páginas. O Antigo Testamento é traduzido da versão grega dos LXX (ou Septuaginta).
Contribuiu muito para a manutenção da fé ortodoxa em regiões de grande pressão católica.
sábado, 24 de outubro de 2009
Bíblia e Saramago na imprensa deste sábado

Uma polémica à volta de Bíblia tem pelo menos a vantagem de colocar a Bíblia no centro. A imprensa deste sábado está cheia de artigos sobre Saramago e o que disse da Bíblia.
Aponto o que saiu em três jornais de referência (receando não ser exaustivo).
No DN, além do artigo de Anselmo Borges, já referido, Pedro Correia, no texto “Escrever direito por linhas tortas”, citando mal as passagens bíblicas, mostra como a nossa linguagem está cheia de expressões bíblicas, desde “meter a foice em seara alheia” (diz que está em Dt 23-26, mas deve ser Dt 23,26) a “Deus escreve direito por linhas tortas” (Gn 50,14, diz, mas não corresponde). Está no DN/gente em papel (se está on-line, não consigo encontrar).
Também no DN, Eurico de Barros desabafa que é difícil ser ateu em Portugal. Queixa-se das “investidas do Portugal pimbo-político-religioso, cujas pulsões talibanescas da vertente cristã se manifestam tanto no grunho apoplético que telefona em directo para uma televisão a dizer que Saramago vai «arder no Inferno», como no eurodeputado beatão e intolerante que quer que o escritor fique apátrida porque não partilha as suas convicções religiosas”.
No Expresso, há o debate entre Tolentino e Saramago (com este a invocar as fogueiras da Inquisição e Tolentino a dizer: “Não vamos falar das fogueiras, porque infelizmente o fuma das fogueiras enche a história de todos os tempos. Estamos aqui, dois homens, a falar no século XXI. Aqueles que pensam que são isentos do mal é que me metem medo!”). Devem ter dito mais do que as três colunas que o jornal publica no caderno principal. Infelizmente, os textos grandes assustam no jornalismo português. Falaram duas horas. Há um vídeo de 12 minutos no sítio do Expresso (aqui).
No Expresso, há também as crónicas de Miguel Sousa Tavares e de Daniel Oliveira. Mas ainda não as li.
No Público, há excertos bíblicos sobre crueldade e beleza (aqui).
Um texto de Tolentino Mendonça sobre “Bíblia, violência e alteridade” (aqui).
E outro de António Marujo sobre a relação dos artistas com o texto bíblico, que "chega a ser atormentada". “Breve viagem por incursões recentes de poetas e pintores no texto bíblico” (aqui).
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Edição em papel e pergaminho

Das 180 bíblias impressas, 150 foram-no em papel italiano, e 30 em pergaminho (isto é, pele de bovino, ovino ou caprino). O sítio da British Livrary permite comprar as duas edições (aqui).
Na imagem, princípio do Evangelho de S. João (na segunda coluna, depois da linha a vermelho). Note-se que Gutenberg deixava espaços em branco que depois eram pintados à mão.
Lutero agradecido a Gutenberg
30 de Setembro de 1452. Gutenberg começa a imprimir a Bíblia
sábado, 1 de agosto de 2009
Mini e selectiva revista de imprensa, aliás, é só o "Público" de 1 de Agosto de 2009
No "Público" de 1 de Agosto de 2009
Título: Pílula abortiva será comercializada em Itália apesar da condenação da Igreja Católica. Uma frase: O seu uso pode levar à “excomunhão dos médicos, das mulheres e de todos os que tornarem possível a sua utilização”. Comentário: É implacável a Igreja. Sempre a condenar. Há todo um género jornalístico que é o dos títulos que metem “Igreja” ou “Papa” e “condenação” e seus derivados. Algures no Vaticano, todos os dias alguém acorda pela manhã e pensa: “O que vamos condenar hoje?”, isto se tivermos em conta certas notícias. A apresentação da condenação da Igreja nunca mostra o real motivo de tal condenação. Até parece um desporto, tipo aeróbica, sempre a condenar, sempre a condenar.
Título: Bento XVI em CD. Álbum Alma Mater sairá em Novembro. Uma frase: A Rádio Vaticano cedeu excertos com a voz do Santo Padre para a produção do CD. Canta músicas em latim, italiano, espanhol, francês, alemão e português, que serão misturadas com gravações do coro da Orquestra Filarmónica de Roma e da Royal Philarmonic Orchestra de Londres. Comentário: Metem Bento XVI em cada uma.
Título: Jerusalém. Encontrada taça de pedra do século I. Explicação: A taça tem dez linhas em hebraico antigo ou em aramaico, ainda não decifradas. Servia aparentemente para um ritual de purificação. “É possível que tenha sido usado por Jesus”, disse o arqueólogo Shimon Gibson. Comentário: É estranho que se fale de uma taça e se diga “tenha sido usado”. Mas isso pode ser erro do jornalista. Poderá ter sido induzido em erro pela palavra “templo”, que também aparece na notícia. Por outro lado, a referência a Jesus faz lembrar aquela conclusão após a reconstituição de um rosto a partir de um crânio do séc. I encontrado ao acaso: Jesus teria este aspecto... Se em Lisboa encontrarmos um palito do séc. XIX poderemos sempre dizer: É possível que tenha sido usado por Eça de Queirós.
Título: Bobby Robson, o mineiro. Explicação: Morreu ontem o treinador inglês, que chegou a estar à frente do Sporting e do Porto. Era ele que treinava a Inglaterra quando esta equipa foi afastada dos quartos-de-final do Mundial de 1986 por Maradona ter metido um golo com a mão, a célebre “mão de deus”. O comentário é do próprio Robson: “Não foi a mão de Deus, foi a mão de um patife. Deus não teve nada a ver com isso”. O meu comentário: Ao futebol o que é do futebol, a Deus o que é de Deus.
Título: Bento XVI para Nobel da economia? Explicação: Nas “Cartas ao Director”, um leitor de São João de Ver diz que não se admira que tenham adiantado o nome de Bento XVI para o prémio Nobel da economia (o que apenas aconteceu na Itália, segundo sei). A “Caritas in veritate”, diz o leitor, “é um instrumento inovador, devidamente fundamentado, detentor de uma correcta leitura do espectro mundial e portador de consequências, que deve ser tido em conta nas operações de estudo, planeamento, gestão e avaliação”. Comentário: E se o Papa ganhar o Nobel e a seguir um grammy ou pelo menos um disco de ouro?
Título: Oxalá lhes passe. Explicação: Miguel Esteves Cardoso ironiza sobre a tentativa de boicote ao concerto de Leonard Cohen em Israel e diz do músico canadiano de origem judaica (e que passou há dias por Portugal): “Foi ele que me consolou quando eu e a minha mulher chumbámos, por falta de estudo, o pré-exame de conversão ao Judaísmo”. E diz ainda que Leonard Cohen (grande tribo, a dos Cohen) se “farta de falar em Deus, o mesmo de toda a grande que acredita ou não nele e Nele” . Comentário: Como não falar de Deus?
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Bíblia, impressão e impressões

No "Público" de hoje, uma afirmação de passagem, num texto sobre "A legitimidade perdida dos media", isto é, sobre as mudanças no mundo da informação, de Miguel Gaspar (na última página):
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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P.e Gabriele Amorth Ando a ler “Mais fortes que o mal. O demónio, reconhecê-lo, vencê-lo, evitá-lo”, do mui célebre exorcista italia...

