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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Esses romanos...

Rome Reborn 2.2: A Tour of Ancient Rome in 320 CE from Bernard Frischer on Vimeo.

Roma, uns aninhos depois da liberdade para o cristianismo. Ano 320. Manda Constantino. Espantoso.

Apenas um edifício se aguentou tal e qual até aos dias de hoje. Sabe qual? Quem conhece minimamente Roma de certeza que já nele entrou.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Catedral de Niemeyer


Catedral de Brasília, de Oscar Niemeyer, que morreu neste dia 5, o arquitecto comunista, ateu, que fez tudo menos um estádio de futebol.


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Admirável igreja em Tenerife

Admirável igreja em La Laguna, Tenerife (Espanha). Projeto de Fernando Menis. Concluída em 2008. Imagens tiradas daqui. Agradeço a sugestão a F.C.O.






quarta-feira, 11 de abril de 2012

Brevíssimo apontamento para um estudo da influência da Brotéria na arquitetura contemporânea portuguesa

Arquitetos Aires Mateus


Li numa "Pública" velhinha (21-11-2010), encontrada num monte de papéis que nestes dias mais aliviados encontram o seu destino final - a reciclagem, claro - que os arquitetos Manuel e Francisco Aires Mateus, irmãos, com obra significativa no concelho onde resido, são filhos de uma senhora que era secretária do P.e Manuel Antunes s.j.


Passou-se nos anos 80. "Tivemos acesso à biblioteca da [revista] Brotéria", diz Manuel. "Era uma figura extraordinária", acrescenta Francisco, suponho que referindo-se ao padre jesuíta, o que não é inequívoco pelo contexto.


Será que algum dos mais de cem pseudónimos de Manuel Antunes se inspira nos irmãos Aires Mateus?

quarta-feira, 28 de março de 2012

Souto Moura não desenha para seitas

O dinheiro não compra tudo. Resposta do arquiteto Souto Moura numa entrevista da "Visão" de 1 de março deste ano:


sexta-feira, 9 de março de 2012

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Três igrejas portuguesas num concurso internacional de arquitetura

Há três edifícios portugueses entre os 48 concorrentes ao prémio de "Edifício do Ano 2011" na categoria de arquitetura religiosa no sítio ArchDaily, que se apresenta como "o sítio de arquitetura mais visitado do mundo".


Entre os 48 edifícios serão escolhidos cinco (a votação para as nomeações termina hoje, aqui), que irão depois novamente a votos, nos próximos 15 dias.


Os três edifícios portugueses que podem ganhar a nomeação são:


Igreja da Boa Nova, no Estoril


Capela de Santa Ana, em S. Pedro de Canedo, Santa Maria da Feira


Capela Árvore da Vida, no Seminário de Braga.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

No princípio era a arquitectura... ou o direito?

Eduardo Souto Moura

Leitor diário do “Público”, escapou-me o seguinte excerto, da edição de 16 de Julho, que mete Deus, Adão e Eva e os princípios de tudo. Copio do blogue Lazer & Labor, de Pedro José (aqui).
O doutoramento honoris causa de Eduardo Souto Moura pela Faculdade de Arquitectura da Universidade Lusíada do Porto, na quinta-feira, teve a pompa e o folclore habituais nestas cerimónias. Os discursos repetiram-se nos adjectivos e no elogio à competência técnica e estética do arquitecto do Estádio de Braga. Mas ele foi também lembrado como “homem de causas, culto, solidário e recto”, como se lhe referiu o seu “padrinho”, o também arquitecto Manuel Diogo. Menos longa e mais colorida do que costuma ser uso, a cerimónia teve também momentos de distensão do formalismo protocolar. Como quando o chanceler da Lusíada e o novo doutor divergiram quanto ao lugar da Arquitectura na genealogia das ciências. António Martins da Cruz, decano da Universidade, explicou por que é que aquela foi a segunda ciência a nascer, logo a seguir ao Direito: este teria sido criado no momento em que Deus “utilizou o código penal” pela primeira vez, quando castigou Adão e Eva depois do episódio da maça [não sabemos se o fruto em causa era uma maça…]; logo a seguir, eles abrigaram-se debaixo duma figueira… Souto de Moura discordou, lembrando que, depois de ter construído o Mundo, Deus descansou ao sétimo dia, e disse: “Agora os arquitectos e os engenheiros continuam. – S.C.A.
Já agora, sobre qual é a primeira ciência, concordo com António Martins da Cruz, que diz ser o Direito. Mas por razões diferentes das apontadas. Ver aqui.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Ainda os 450 anos da Catedral de São Basílio


Ainda a propósito do 450.º aniversário da Catedral de São Basílio, ontem comemorado e lembrado pelo Google (aqui):

* Mais conhecida por Catedral de São Basílio, o nome original é Catedral da Intercessão da Virgem no Montículo.

* Actualmente é filial do Museu Histórico de Moscovo, mas ainda tem serviços litúrgicos ortodoxos-

* Diz-se que é cópia (ou que terá mesmo algumas cúpulas) de uma mesquita de Kazan que foi destruída por Ivã, o Terrível.

* Diz-se que, terminada a construção, o czar cegou o arquitecto, Póstnik Yákovlev. No entanto, depois de 1561, Yákovlev construiu outros complexos arquitectónicos, como o do Kremlin de Kazan.

* Foi sugerida a sua destruição, pelo menos duas vezes, primeiro por Napoleão, durante a invasão à Rússia, e depois no tempo de Estaline.
Dizem que na hora de persuadir Estaline de que a catedral impedia a passagem das tropas durantes os desfiles militares na Praça Vermelha, Kaganóvich mostrou uma maquete da praça e afastou as pequenas torres do complexo.Estaline, diz a lenda, ficou perplexo por instantes e ripostou: 
- Volta já a pô-las!
Estes elementos foram retirados de uma notícia do Religión Digital (aqui). 

terça-feira, 12 de julho de 2011

450 anos da Catedral de São Basílio, em Moscovo


O Google diz que a Catedral de S. Basílio, em Moscovo, faz hoje 450 anos. É dela que se diz que Ivã, o Terrível, desejando que nenhum outro edifício ultrapassasse este em magnificência,  mandou cortar as mãos ou arrancar os olhos do arquitecto. Mas talvez esta história também se conte a propósito de outros arquitectos e edifícios.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Capela das Onze Mil Virgens

De vez em quando somos surpreendidos com monumentos que não imaginávamos existir. Julgo que isto acontece com toda a gente. Aconteceu-me há tempos com as Obras do Fidalgo de Vila Boa de Quires, perto de Marco de Canaveses. Um monumento à megalomania, muito português apesar do dinheiro brasileiro em questão (e a falta dele). E a seguir com a Igreja e Mosteiro de Santa Maria de Pitões das Júnias, em Montalegre.


O caso de hoje vem do Sul num jornal do Norte. Nas páginas do JN fala-se da Capela das Onze Mil Virgens, em Alcácer do Sal. Merece viagem.


sábado, 21 de maio de 2011

A questão judaica, pela não-sei-quanta-vez

Dominique Strauss-Kahn é judeu, rico e mulherengo. Se calhar, agora gostava de não ser.

Por estes dias há duas novas questões judaicas.

Uma podia ser simplesmente uma questão de justiça e de como “uma empregada de hotel pode ter dignidade e ser escutada quando acusa um dos homens mais poderosos do mundo de ser um predador” ("New York Times" citado por Jorge Almeida Fernandes no "Público" de 21 de Maio). Acontece que Dominique Strauss-Kahn é judeu. Para a justiça deve ser indiferente se é judeu ou não. Leis diferentes para judeus no Estado de Direito, nunca mais. Mas para alguns comentadores, parece que não é – daí a questão judaica.

Esther Mucznik, “investigadora em assuntos judaicos”, defende-o nas páginas do “Público” (19-05-2011) e afirma que ele próprio já disse que, numa eventual candidatura à presidência da República Francesa, teria três obstáculos a ultrapassar: a riqueza, as mulheres e o seu judaísmo. Ou seja, para o próprio, haverá sempre uma questão judaica. Na mesma página, Miguel Esteves Cardoso, um neojudeu (não duvido da sua cultura filojudaica, mas não o imagino de quipá), tenta ilibar o “homem que incomparavelmente é e foi bom para muitas pessoas”. Parece uma questão de irmandade. No mesmo jornal, na última página, Pedro Lomba cita Bernard Henry Levy, outro judeu, que apresentou uma série de dúvidas sobre as circunstâncias do dito crime de DSK.

Será esta uma verdadeira questão judaica? Julgo que não. Pegar em alguns elementos e cozinhá-los, poderá dar essa aparência. Foi o que fiz aqui, ignorando uma imensidão de comentadores do caso que não falam da origem judaica de DSK. Eu também me sinto filojudaico – penso mesmo que não pode haver cristãos sem admiração pelo judaísmo. E por vezes, num exercício que a Internet facilita, procuro os traços judaicos de um facto.

No mesmo jornal de onde tirei informações para parte do que já escrevi e parte do que vou ainda escrever, isto é, o "Público" de hoje, fala-se da reunião, no Porto, de três arquitectos premiados com o Pritzker, vulgo “Nobel da Arquitectura”. Olho para o Siza Vieira (ou outros dois são Rafael Moneo e Souto Moura) e penso: “É parecido com Howard Jacobson” (a comparação, usando o Google images, é imediata). Howard Jacobson escreveu “A questão Finkler” (ver aqui), que o mesmo é dizer “A questão judaica”. “Finkler”, para o protagonista inglês e não judeu, é o mesmo que judeu. Como se isso não bastasse, o nome Pritzker tem o seu não sei o que de judeu. Santa Wikipedia confirma: Jay Arthur Pritzker (1922-1999), criador do prémio, é judeu, de uma família que emigrou da Ucrânia.

Howard Jacobson é judeu e gosta de ser

Siza Vieira não é judeu, suponho, e não sei qual a sua opinião sobre o assunto


Mas a verdadeira questão judaica é a do às vezes dito católico Lars von Trier (numa mesma entrevista em que afirmou que rezava, disse que se calhar só era católico para provocar os dinamarqueses maioritariamente protestantes).

Lars von Trier disse em Cannes:
Durante muito tempo pensei que era judeu e estava feliz por ser judeu. Depois conheci Susanne Bier [realizadora dinamarquesa e judia, que ganhou este ano o Óscar para o Melhor Filme Estrangeiro com "Num Mundo Melhor", ver aqui] e não fiquei assim tão contente. Mas depois descobri que, na verdade, era nazi. A minha família era alemã. E isso também me deu algum prazer. O que é que posso dizer? Compreendo Hitler… Simpatizo um pouco com ele. Eu sei que ele fez coisas muito más, mas posso também imaginá-lo no bunker no seu final. Que fique claro que eu não sou a favor da segunda Guerra Mundial, não estou contra os judeus. Estou com os judeus, com certeza, mas não muito, porque Israel aborrece-me verdadeiramente.
Lars von Trier não é judeu mas gostava de ser

Pediu desculpas, mas foi expulso do festival e viraram-se contra ele autoridades, organizações judaicas, cineastas… O episódio revela o mal-estar que Hitler e o Holocausto (que não foi directamente referido) ainda provocam, em certos países e contextos – a verdadeira questão judaica.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

19 de Novembro de 1819. Inauguração do Museu do Prado

"Jardim das Delícias", de Bosch

O Museu do Prado, em Madrid, foi inaugurado no dia 19 de Novembro de 1819 por Fernando VII. Tinha então 311 obras de arte.

O edifício foi projectado por Juan de Villanueva, por ordens de Carlos III (rei de Espanha de 1759 a1788), que queria dotar a capital de um Museu de História Natural. Com as invasões francesas, o edifício teve uso militar e algumas partes entraram em ruína. Foi a portuguesa Maria Isabel de Bragança (filha de D. João VI de Portugal), mulher de Fernando VII, que impulsionou a recuperação do edifício. Morreu um ano anos antes da inauguração.

O Prado está no “top five” dos melhores museus do mundo. Os outros: Louvre, British, Metropolitan (Nova Iorque) e Vaticano. Também gostava de meter aqui o Hermitage de Sampetersburgo, mas não saberia qual tirar. Mas se pudesse ficar com uma obra do Prado, ficava com o “Jardim das Delícias”, de Hieronymus Bosch (aqui).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

18 de Novembro de 1626. É consagrada a Basílica de São Pedro

A Basílica de São Pedro foi dedicada no dia 18 de Novembro de 1626 por Urbano VIII, exactamente 1300 anos depois da consagração da primeira Basílica de São Pedro, que havia sido construída pelo imperador Constantino.

A imagem de cima é da Wikipedia. Aqui, sítio oficial da Basílica, estão disponíveis 10 vistas panorâmicas. Qualquer delas espantosa.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Os homens do século XXI sabem ainda construir catedrais, diz Tolentino Mendonça


A Sagrada Família não trabalha só o prodígio da altura. Nestes tempos, como dizia Pierre Bordieu, tão afunilados numa desvitalizante miséria simbólica temos aqui o dinâmico esplendor do símbolo. Texto de José Tolendino Mendonça tirado da Ecclesia (aqui).

O Papa Bento XVI deu início, em Barcelona, ao Século XXI. Um dia comentar-se-á assim a primeira sagração que se fez de uma parte da catedral da Sagrada Família. Ainda faltam construir três quartos, as melhores previsões atiram a sua conclusão para 2025 ou 2030, mas o actual momento da obra, com a finalização e funcionalidade da nave central, coberta com um inesquecível céu de colunas arborescentes, representa a viragem há muito desejada.

Só para termos uma ideia. Notre-Dame de Paris tem duas torres mais a agulha do transepto. A Sagrada Família tem, neste momento oito torres, que nos próximos quinze anos, segundo o que está projectado, se converterão em dezoito. E as dez que faltam são ainda mais altas do que as existentes. A grande cúpula de São Pedro (os romanos chamam-lhe, para sublinhar o espanto, “il cupolone”) mede 137 metros. As belíssimas agulhas góticas da Catedral de Colónia (as mais altas da Europa) estendem-se numa vastidão de 157 metros. Ora, a torre central da Sagrada Família estará coroada por uma cruz a 170 metros do chão. A cruz terá 15 a 20 metros com quatro braços horizontais para assegurar, de qualquer ângulo donde se contemple, uma visão central.

E a Sagrada Família não trabalha só o prodígio da altura. Nestes tempos, como dizia Pierre Bordieu, tão afunilados numa desvitalizante miséria simbólica temos aqui o dinâmico esplendor do símbolo. Gaudí, «o arquitecto de Deus» como lhe chamam, idealizou a “sua” Sagrada Família com base no número 12, o número da Jerusalém terrestre, mas também o da Jerusalém do Alto (leia-se a impressiva descrição feita no capítulo 21 do Apocalipse). Gaudí não partiu de soluções pré-existentes, nem repetiu manuais. A sua arquitectura não tem apenas uma sensibilidade ao espiritual, tem a estrutura de uma visão e a profundidade de uma experiência mística. Gaudí mostra a grande Arte como oração intensíssima. E mostra amplamente aquilo que talvez já tínhamos esquecido: os homens do século XXI sabem ainda construir e amar catedrais.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

As mais belas igrejas para uma escapadela

A Agência Financeira sugeriu 17 das "mais belas igrejas da Europa" para uma escapadela (aqui). Nenhuma portuguesa. Todas espectaculares. Algumas desconhecia por completo. Curioso seria descobrir quais as confissões a que estão votadas. A de Istambul, por exemplo, foi ortodoxa, foi mesquita e desde há quase um século é museu. As francesas, as italianas, as espanholas e a alemã são católicas. As inglesas são anglicanas (suponho que a de Winchester também). As russas são ortodoxas. E as norueguesas? Luteranas? Presbiterianas? Fui procurar. São ambas luteranas (igreja estatal).

1. Catedral de Colónia (Kölner Dom), Colónia, Alemanha

2. Basílica de Santa Maria del Fiore, Florença, Itália

3. Notre Dame de Paris, França

4. Catedral de S. Basílio, Moscovo, Rússia

5. Sacré Coeur, Paris, França

6. Hagia Sophia, Istambul

7. Notre Dame du Haut, Ronchamp, França

8. Catedral de Winchester, Reino Unido

9. Mont St. Michel, Normandia, França

10. Capela de S. Gildas, Bretanha, França

11. Sagrada Família, Barcelona, Espanha

12. Catedral de Milão (Duomo di Milano), Itália

13. Basílica de S. Pedro, Cidade do Vaticano

14. Catedral de S. Paulo, Londres, Inglaterra

15. Borgund Stave Church, Borgund, Noruega

16. Catedral de Sevilha, Espanha

17. Catedral Nidaros, Trondheim, Noruega

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Templos (4): Igreja na Holanda

Igreja que foi dos dominicanos, em Maastricht, transformada em livraria pelos arquitectos Merkx e Girod. Mais imagens aqui. Tornou-se um dos grandes pontos de atracção da cidade.

Exterior da antiga igreja dos dominicanos de Maastricht

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...