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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tempo

O tempo é um véu interposto entre nos e Deus, como a nossa pálpebra entre o nosso olho e a luz.

Chateaubriand (1768-1848)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Boca

Deus fala a toda a gente, mas a maior parte de nós não o deixa sequer abrir a boca.

André Frossard (1915-1995)

quarta-feira, 31 de março de 2010

O jornalista convencido e o ateu cauteloso

Claude Dagens, bispo católico e membro da Academia Francesa desde 17 de Abril de 2008, conta (na "Communio" aqui referida):

Foi há alguns anos. Um conhecido jornalista, ao aperceber-se de que no seu estúdio de televisão está uma mulher com véu, exclamou:

- Desde que existe um Livro revelado, existe o obscurantismo.

Encontrava-se lá, no mesmo momento, um filósofo ateu, André Comte-Sponville, que replicou de imediato:

- Que grande exagero!

Concluiu o bispo de Angoulême (a terra dos grandes festivais de BD): "As reacções tacanhas, e até fanáticas, podem escandalizar também aqueles que não partilham a fé".

sábado, 23 de janeiro de 2010

A metamorfose é a nova revolução

Mera coincidência ou não, reparo em vários articulistas que na imprensa escrita (praticamente não consumo das outras) usam o termo metamorfose para falar da mudança que é necessária. Alterações climáticas, consumismo, novas formas de família, corrupção, políticas... quase tudo serve para falar da metamorfose urgente. Acabaram as exigências de revolução. É tempo da metamorfose.

A revolução é social por natureza. A metamorfose é individual. É social se forem muitos a fazê-la. A revolução vem de fora. A metamorfose vem de dentro. A revolução pode acontecer ou não. A metamorfose, não há como evitá-la.

sábado, 31 de outubro de 2009

Anselmo Borges: "Seria injusto não haver Deus"

Anselmo Borges no DN de hoje (aqui):

Deus não é "objecto" de ciência, mas uma esperança, sobretudo quando se pensa nas vítimas inocentes. Como escreveu o agnóstico M. Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt, "se tivesse de descrever a razão por que Kant se manteve na fé em Deus, não saberia encontrar melhor referência do que aquele passo de Victor Hugo: uma anciã caminha pela rua. Ela cuidou dos filhos e colheu ingratidão; trabalhou e vive na miséria; amou e vive na solidão. E no entanto está longe de qualquer ódio e rancor, e ajuda onde pode... Alguém vê-a caminhar e diz: Ça doit avoir un lendemain!... Porque não foram capazes de pensar que a injustiça que atravessa a História seja definitiva, Voltaire e Kant postularam Deus - não para eles mesmos".

O texto chama-se "Seria injusto não haver Deus". Parece que há uma espécie de necessidade lógico-moral. Mas na Bíblia não é assim. Ou é mais do que isso. Deus, de certo modo, intromete-se. Na revelação judaico-cristã, Deus vem ao encontro do ser humano. Comunica-se. Mete-se com Adão e Eva, com Caim, com Abraão, com Moisés, com os profetas, com os pensadores sapienciais. Deus toma a iniciativa.


Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...