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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Humor com barrete vermelho



Desinibido e simples, o cardeal Timothy Dolan (arcebispo de Nova Iorque), a estrela ascendente do universo púrpura, teve, a seguir ao consistório, outro gesto genuíno: apresentar ao Papa a sua mãe, de 84 anos. “Santo Padre, esta é a minha mãe”. E com o seu habitual sentido de humor, o purpurado acrescentou: “Podia fazer dela a primeira dama do Consistório”.

Bento XVI [também tem 84 anos], sorridente e afável, apanhou as mãos da senhora Shirley e disse-lhe: “É muito jovem para ser a mãe de um cardeal”. Ao que a mãe do cardeal respondeu: “Santo Padre, essa declaração é infalível?”

Dolan, de 62 anos, é um dos escassos príncipes da Igreja suficientemente jovem para ter a alegria de conservar com viva a sua mãe.

Traduzi daqui.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

O escândalo dos destroços do 11 de Setembro


O cepticismo não se opõe à fé, que pode sempre ser crítica. Um saudável criticismo, um cepticismo moderado, na perspectiva católica, é sempre saudável. Dá cabo dos ídolos. Também por isso, eu tendo a não acreditar em milagres, em última análise, supérfluos para a aposta da fé. Mas isso não quer dizer que não se seja sensível aos sinais.


Nos destroços dos World Trade Center encontraram uma cruz de proporções tradicionais. Só vê significado religioso nisso quem é crente. E quem não é, quando muito, pode ficar sensibilizado. Por isso, na notícia que se segue, compreendo a atitude dos crentes. Já a atitude dos ateus não me parece resultar de um desejo sincero de igualdade, mas de uma tentativa de apagar o símbolo maior do cristianismo (e não apenas do catolicismo), que, segundo a teologia clássica e mais básica, nos diz que o crucificado sofreu por todos. Incluindo os ateus. E isso, admito, será algo sempre difícil de aceitar. Nunca a cruz deixará se ser motivo de escândalo.
O 11 de Setembro de 2001 deixou a baixa de Manhattan com toneladas de escombros que demoraram meses a limpar. O mais famoso deles acabou por ser uma curiosa formação de aço que levou os mais crentes a acreditar que uma cruz se tinha erguido dos destroços da tragédia. 
A intersecção de duas vigas formou esta cruz, que se tornou num símbolo dos atentados e que foi colocada numa igreja de Manhattan. Agora, a cruz foi integrada no «National September 11 Memorial & Museum».  
Até aqui, foram muitas as polémicas que assombraram este «pedaço» do 11 de Setembro. Várias organizações de ateus reclamaram que a cruz não poderia ser um símbolo de um Estado que se pretende laico, ainda para mais quando nenhuma outra religião além da católica estaria a ser homenageada.
Notícia e imagem tiradas daqui.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O padre do 11 de Setembro

No jornal "i" desta sexta-feira. Vale a pena ler o testemunho de um padre que trabalha da zona do "Ground zero". Tens algumas boas histórias (o médico judeu, os que se casaram, a cidade que melhorou...) e uma imprecisão. O padre que morreu no atentado, capelão dos bombeiros de NY, não era jesuíta, mas franciscano, Mychal F. Judge.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Francisco José

Francis Joseph Spellman (4 de Maio 4 de 1889 — 2 de Dezembro de 1967) foi arcebispo de Nova Iorque de 1939 até à sua morte. Em 1946 foi elevado a cardeal. Resignou aos 75, mas Paulo VI pediu que continuasse. Foi o arcebispo que mais tempo esteve nesta arquidiocese americana (28 anos). Durante este período, Nova Iorque cresceu extraordinariamente em infra-estruturas como escolas, igrejas e hospitais.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...