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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Gnoseologia



Assim como nós só chegamos a conhecer o nosso verdadeiro eu deixando-nos conhecer em Cristo e através dele, também só poderemos chegar a conhecer os verdadeiros acontecimentos do nosso tempo no Cristo-acontecimento e através dele. A nossa verdadeira história revela-se mediante a história de Cristo.


Henri J. M. Nouwen

quarta-feira, 28 de março de 2012

A maior fonte de esperança

O meu amigo e eu falámos muito de Jesus e, quando nos separámos, ele disse:
 - Gostei que tivesses vindo. Neste bairro poucos são os que proferem o seu nome abertamente, porque está associado a tantas coisas negativas e, no entanto, é a maior fonte de esperança.


Henri Nouwen, "A caminho de Daybreak", Paulinas, pág. 317

domingo, 18 de março de 2012

Nouwen: A minha vida é inimaginável sem a palavra

Quando Henri J. M Nouwen foi para L'Arche fez um retiro em que Jean Vanier, o fundador da comunidade de portadores de deficiência e cuidadores, disse que L'Arche estava construída sobre o corpo e não sobre a palavra, o que implicou uma mudança de perspetiva na vida ou pelo menos no modo de pensar de Nouwen.


Por isso, escreveu no diário desses dias (20 de março de 1986):
A minha vida é inimaginável sem a palavra. Um dia bom é um dia com uma boa conversa, uma boa conferência proferida ou escutada, a leitura dum bom livro ou um bom artigo para escrever. A maioria das minhas alegrias e tristezas estão ligadas à palavra.
Como o compreendo.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Pensamentos íntimos e caridade social



Escreve Henri J. M. Nouwen na página 267 de "A Caminho de Daybreak. Uma viagem espiritual (Paulinas, 2000)":
A distinção entre a esfera privada e a pública da vida é falsa, e tem originado muitos dos problemas com que nos debatemos atualmente. Na vida cristã, a distinção entre uma vida privada (só para mim) e uma vida pública (para os outros) não existe.
Ele escreve isto, imagine-se, a propósito da castidade. 
Para um cristão, mesmo as fantasias, os pensamentos, as emoções e os atos mais íntimos, são um serviço ou um prejuízo para a comunidade.
Como é sabido, porque ele mesmo o disse, as suas tentações vinham do campo masculino. Que se sabia isso, nesta lógica, não é uma devassa da vida privada.
Eu nunca posso dizer: «Não tenho que dar contas a ninguém do que penso, sinto, ou faço no meu tempo privado». Diz respeito a todos, sim! A fortaleza mental e espiritual duma comunidade depende, em grande medida, da maneira como os seus membros vivem as suas vidas mais íntimas como um serviço aos seres humanos.
Estes pensamentos, ainda que trocando a expressão "vida pública" por "vida comunitária", vão ao cerne do agir cristão. Se a intimidade pessoal tivesse de ser obrigatoriamente exposta em público, cairíamos num totalitarismo horrível (como se houvesse dos bons).


A confissão dos pecados, já não em público mas ao padre,  tem claramente esta ideia comunitária como fundo. É quando acontece a completa privatização da vida cristão que o cristianismo perde pertinência social. Além da afetividade, pensemos na política, na economia, na cultura. A chamada caridade social.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

21 de Setembro de 1996. Morre Henri Nouwen

Holandês, Henri Jozef Machiel Nouwen (24 de Janeiro de 1932 – 21 de Setembro de 1996), foi professor na Universidade de Harvard, trabalhou no Peru e na comunidade de pessoas com deficiência mental L’Arche-Daybreak, em Toronto, Canadá.

Escreveu diversos livros de espiritualidade, sendo o mais conhecido “O Regresso do Filho Pródigo” (edição A.O.). Mas o que mais sensibilizante é o diário espiritual “A Caminho de Daybreak” (Paulinas).

domingo, 20 de setembro de 2009

Leitura de domingo - 3

Henri Nouwen (1932-1996)

A comparação é perigosa. Mas o conhecimento genuíno ajuda.

“Nos seus escritos autobiográficos, Merton e Nouwen revelam-se pessoas impacientes, mesquinhas, neuróticas, egoístas, desconfiadas, irritáveis e, por vezes, até maldosas. Mais uma vez, porém, são sinceros acerca do seu pecado. Esta candura permita-lhes, a certa altura, reconhecer a mão de Deus e o convite a uma maior confiança e intimidade com o Senhor” (pág. 73 de "Torna-te aquilo que és").

Leitura de domingo - 1


O pequeno livro “Torna-te aquilo que és” (ed. Paulinas), com o subtítulo de “Da imitação à autenticidade”, é uma partilha sobre o caminho para a auto-aceitação. As palavras “caminho” e “partilha” estão tão gastas e são tão usadas em contexto de espiritualidade que é um risco pô-las lado a lado na mesma frase. Mas é isso que o livro é: uma partilha da busca espiritual do jesuíta James Martin e um percurso seguindo principalmente a vida do trapista franco-americano Merton e do padre holandês Nouwen.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...