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sábado, 15 de janeiro de 2011

15 de Janeiro de 1809. Nasce o anarquista Proudhon

Pierre-Joseph Proudhon, o primeiro a intitular-se anarquista, e que, segundo Marx era socialista utópico, epíteto de que o anarquista não gostava, nasceu no dia 15 de Janeiro de 1809, em Besançon, e morreu no dia 19 de Janeiro de 1865, em Passy, França.

É um dos mais influentes teóricos do anarquismo. Disse em “O que é a propriedade?” que “a propriedade é um roubo” e desde então não deixou de ser citado.

Em “Confissões de um Revolucionário”, afirmou que a “anarquia é a ordem”. A frase veio dar origem ao símbolo dos anarcas: o “A” envolvido por um círculo. Diz-se que foi na guerra civil espanhola que o símbolo apareceu pela primeira vez.

Proudhon deixou diversas afirmações sobre Deus e a Igreja que é imprescindível conhecer para uma convincente proposta cristã, porque, no essencial, são continuamente reformuladas e repetidas. Eis algumas:

Quem me fala de Deus, quer ou a minha bolsa ou a minha liberdade.

O homem torna-se ateu quando se sente melhor do que o seu Deus.

Afirmo que Deus, se ele é um Deus, não se parece nada com as efígies que os filósofos e os padres têm feito dele, não pensa nem age segundo a lei da análise, da providência e do progresso, que é o traço distintivo do homem; e que, pelo contrário, ele parece seguir antes um caminho inverso e retrógrado; que a inteligência, a liberdade e a personalidade em Deus são constituídas de um modo diferente de nós, o que faz de Deus um ser essencialmente anticivilizacional, antiliberal e anti-humano.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cardeal de Madrid impedido de falar na universidade

O Cardeal Rouco Varela, de Madrid, tinha previsto para hoje uma conferência na Facultad de Económicas y Empresariales da Universidad Autónoma de Madrid sobre "El Dios desconocido para los españoles del siglo XXI", mas teve de desistir devido aos protestos de várias associações de estudantes e de grupos anti-sistema. Li aqui.

O caso assemelha-se ao de Bento XVI, impedido de falar na Universidade “La Sapienza”, no dia 17 de Janeiro de 2008.

É curioso como a liberdade de associação e de expressão de alguns serve para impedir a liberdade de expressão de outros. Aqui, como noutros casos, devia valer aquela célebre frase de Voltaire (cito de cor): “Posso não concordar com o que dizes, mas lutarei até ao limite para que o possas dizer”.

No caso dos grupos anti-sistema, tenho quase a certeza de que concordam com pontos de vista de Rouco Varela, não certamente na moral sexual, mas sim nas questões económicas, se tivermos em conta que a Igreja defende o destino universal dos bens, a globalização controlada, a participação dos mais desfavorecidos, a opção pelos mais pobres…

É caso para pensar que aos protestantes se pode aplicar a seguinte frase: “Até podemos pensar como o cardeal, mas lutaremos até ao fim para que ele não se expresse”.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tolstoi e o anarquismo cristão

Tolstoi continua a inspirar cristãos anarquistas (aqui surge uma dúvida mais do que sintáctica: serão “cristãos anarquistas” ou “anarquistas cristãos?”). Há um ensaio sobre o assunto, intitulado “Tolstoy the peculiar Christian anarchist”, no sítio Jesus Radicals (pdf aqui).

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...