segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Missa com vendas nos olhos
Em todo o caso, não aprecio ver a Eucaristia numa experiência, embora compreenda que por vezes temos de experimentar na pele as dificuldades para sermos solidários com os outros.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
"Et cum spiritu tuo".
O meu ponto é (um bocadinho) este:
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
O Vaticano é um antro de...
Na "Visão" desta quinta-feira. Parece-me excessiva a expressão que serviu para dar título à peça e são-me indiferentes os chapéus do Papa (ao sol, poderia usar um simples boné, provavelmente amarelo e branco? Ou de qualquer cor? Porque não? Mas não deixaria de haver gente "horrorizada"). Mas concordo com a linha de fundo. Gostava que houvesse mulheres a presidir à Eucaristia em nome de Jesus e pela Igreja.
"O Vaticano é um antro de..." Que substantivos já completaram esta frase? Muitos. Dos melhores aos piores, se bem que "antro" tenha conotação negativa. Alguns são impublicáveis neste blogue.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
quinta-feira, 7 de junho de 2012
O poder
sexta-feira, 13 de abril de 2012
O verdadeiro cálice de Jesus. Mais um
terça-feira, 10 de abril de 2012
A última semana de Jesus
domingo, 4 de setembro de 2011
Hoje é domingo. Pertença estável neste mundo líquido e mutável
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Flash mob eucarística
domingo, 3 de julho de 2011
Domingo, dia de festa
Lembrei-me disto ao ler hoje Timothy Radcliffe (pág. 140-1 de Ser cristão para quê?):
Numa ocasião em que estava a pregar sobre sexualidade, São João Crisóstomo notou que algumas pessoas coravam e ficou indignado. «Porque coram? Não é puro? Comportai-vos como heréticos». Pensar que o sexo é repugnante é uma negação da verdadeira castidade e, segundo nada menos do que São Tomás de Aquino, uma imperfeição moral.
domingo, 13 de março de 2011
Refeição para todos
segunda-feira, 7 de março de 2011
7 de Março de 1274. Morre Tomás de Aquino
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Quoniam sine dominico non possumus
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
O grande acontecimento do mundo. Deste e do outro

Ir à Igreja porquê? O drama da Eucaristia
Timothy Radcliffe
Ed. Paulins
296 páginas
Se houvesse um top para os melhores livros católicos do ano, este estaria certamente num dos primeiros lugares. “Ir à Igreja porquê? O drama da Eucaristia”, do ex-mestre geral dos frades dominicanos, Timothy Radcliffe, é um espicaçar para a fé, um indutor de esperança, um tónico para o amor. E tudo isto servido com uma imensa dose de humor, cultura e inteligência. Não só o conteúdo é profundo e enriquecedor, como a forma, a escrita, é apaixonante, por vezes divertida, sempre estimulante.
O livro começa com uma anedota já contada neste blogue, a que várias vezes se alude ao longo das primeiras páginas e que expõe a finalidade da obra:
“Certo domingo, a mãe acordou o filho com uma sacudidela e disse-lhe que estava na hora de ir para a igreja. Sem resultado. Dez minutos mais tarde, insistiu:
- Sai imediatamente da cama e vai para a igreja.
- Ó mãe, não me apetece! É tão aborrecido! Porque é que hei-de chatear-me?
- Por duas razoes: sabes muito bem que deves ir à igreja ao domingo e, em segundo lugar, és o bispo da diocese”.
Claro que, como diz Timothy Radcliffe, “não são apenas os bispos que, por vezes, não têm desejo de ir à igreja”. Um jovem, a quem o seu bispo perguntou, no dia do Crisma, se iria à igreja todos os domingos, respondeu: “Iríeis também ver o mesmo filme todas as semanas?”
Este livro não é sobre como fazer missas criativas e espectaculares, como alguns gostam. Nem sobre a Teologia da Eucaristia. É sobre ir à Missa, sobre como na participação em qualquer Missa, da maior festa e com o padre mais bem falante à mais humilde celebração e no lugarejo mais remoto, se vive um drama. É “uma exploração (…) do modo como a Eucaristia se refere a tudo”. A Missa “representa o drama fundamental de toda a existência humana. Forma-nos como pessoas que crêem, esperam e têm caridade”. A tese deste livro é esta: “O nosso «sim» ao Corpo de Cristo transforma o modo como pertencemos uns aos outros e, por conseguinte, quem somos”.
O autor ilustra a sua obra, dividida em três grandes partes sobre a fé, a esperança e o amor (que remetem para a Liturgia da Palavra, a Oração Eucarística e a Comunhão), com pequenos casos pessoais ou da história, trechos de romances e de poemas e alusões a filmes, o que constitui uma excelente ponte cultural para o mundo em que vivemos.
Refira-se, por último, como grande sinal de ecumenismo, que este livro foi encomendado pelo arcebispo Rowan Williams, primaz da igreja anglicana (que também é um grande poeta), e adoptado como o seu Livro da Quaresma para 2009.
Como dizia um padre, para andar limpo não é preciso conhecer a composição química da água. Basta lavar-se. Para participar na Eucaristia, não será necessário ler livros sobre a Missa. Mas quem ler este, vai tornar-se mais consciente do grande dom de Cristo à sua comunidade e ao mundo.
domingo, 31 de outubro de 2010
31 de Outubro de 1632. Vermeer é baptizado

Johannes Vermeer nasceu em Delft e foi baptizado no dia 31 de Outubro de 1632. Poderá ter nascido uns dias antes ou mesmo nesse dia. Em Delft viveu e pintou. E morreu, no dia 15 de Dezembro de 1675. Está sepultado na Igreja Velha de Delft.
Vermeer morreu pobre e pouco reconhecido, embora hoje seja considerado o grande pintor holandês do século XVII, a par de Rembrandt. Com o filme “Rapariga com brinco de Pérola” (2003,de Peter Webber, com Scarlett Johanson) tornou-se conhecido do grande público.
Este pintor era católico, casou-se com uma católica e deu "nomes católicos” a alguns dos seus 14 filhos (quatro morreram nos primeiros dias): Maria, Elisabeth, Johannes, Franciscus, Catharina, Ignatius, este último em honra do fundador dos jesuítas.
Vermeer pintou a “Alegoria da Fé”, também conhecida por “Alegoria da Fé Católica”, que manifesta fé na Eucaristia.
Para conhecer melhor esta pintura veja-se o sítio Essential Vermeer.
terça-feira, 22 de junho de 2010
“O pão nosso de cada dia nos dai hoje”

Cristo é o nosso pão. Não podemos pedi-lo senão para agora. Porque ele está sempre aí, à porta da nossa alma, na qual quer entrar, mas não viola o consentimento. Se consentimos que ele entre, ele entra; assim que não o queremos mais, imediatamente se vai.
(...)
O pão é-nos necessário. Somos seres que retiram continuamente a sua energia do exterior, porque à medida que a recebemos esgotamo-la nos nossos esforços. Se a nossa energia não é quotidianamente renovada, ficamos sem forças e incapazes de movimento.
Simone Weil (1909-1943), excerto da explicação do Pai-Nosso, in “Espera de Deus”, Assírio & Alvim, pág. 219.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Tu, mesa aberta a todos

Tu és, ó Cristo, o Reino dos céus
e a terra prometida aos mansos,
tu o prado do paraíso, a sala do divino banquete,
tu o tálamo das núpcias, mesa aberta a todos,
tu o pão da vida, tu a bebida inaudita,
tu ao mesmo tempo a talha para a água e a água da vida,
tu também a lâmpada inextinguível para cada um dos santos,
tu o hábito e a coroa, e aquele que distribui as coroas,
tu a alegria e o repouso, tu as delícias e a glória,
tu a alegria, tu a felicidade, ó meu Deus!
Excerto de uma oração de Simão, o Novo Teólogo, que viveu em Tessalónica (actual Selânik ou Salonika, na Grécia), no séc. XI.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
26 de Abril de 1500. Primeira missa celebrada no Brasil
"A primeira missa no Brasil", 1861, quadro de Victor Meirelles de Lima, no Museu Nacional de Belas Artes (Brasil) Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 22 de Abril de 1500. No dia 26 seguinte, domingo de Pascoela, Frei Henrique de Coimbra, um dos elementos da frota, presidiu à primeira missa.
Regressado a Portugal, o frade ainda andou por África e Índia, sendo depois nomeado bispo de Ceuta. Morreu em Olivença, que era a sede do bispado de Ceuta, em 1532.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Canta, ó língua - hino para esta quinta
Hoje é Quinta-feira Santa, dia em que os cristãos vivem a instituição da Eucaristia naquela que foi a Última Ceia de Jesus e a primeira de uma série que ainda hoje continua sempre que se celebra a missa. Aliás, alguns dizem que as missas actuais são apenas – e é muito – participação da única Última Ceia.
O cântico “Pange língua”, “Canta, ó língua” é atribuído a Tomás de Aquino (1225-1274).
Canta, ó língua, o mistério
deste Corpo glorioso,
e do Sangue precioso
derramado sobre o mundo,
fruto de ventre fecundo,
Rei de todas as nações.
Foi-nos dado e nasceu
para nós da Virgem pura.
Nesta terra, Ele desceu,
semeou sua Palavra.
Cumprindo aqui o seu tempo,
grande sinal nos deixou.
Na noite santa da Ceia,
com os irmãos, reunido,
observando todo o rito
daquilo que é prescrito,
por suas mãos, em alimento,
aos doze, se entregou.
O Verbo encarnado torna
pelo seu Verbo, pão e vinho,
no seu Corpo e no seu Sangue.
Para além do entendimento,
a fé é o suficiente
do sincero coração.
Este grande sacramento,
inclinados, adoremos;
os antigos manuscritos
dão lugar a novo rito.
Sirva a fé de complemento
na fraqueza dos sentidos.
Seja dado ao Pai e ao Filho,
o louvor, o júbilo,
saudação, honra, virtude
assim como a bênção.
Ao que de ambos procede
demos o mesmo louvor.
Ámen.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...















