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segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Missa com vendas nos olhos

No jornal "i" de hoje. É capaz de haver uma imprecisão na notícia. Por que haveria o padre de decorar a homilia? Talvez se trate antes de decorar partes do ritual (a oração eucarística, por exemplo) que não saberá de cor.

Em todo o caso, não aprecio ver a Eucaristia numa experiência, embora compreenda que por vezes temos de experimentar na pele as dificuldades para sermos solidários com os outros.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

"Et cum spiritu tuo".

Anda por aqui uma altercação sobre o latim na cultura católica e na liturgia.

O meu ponto é (um bocadinho) este:


No dia em que houver mulheres casadas a presidir à Eucaristia em latim, lá estarei a responder: "Et cum spiritu tuo".

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

O Vaticano é um antro de...


Na "Visão" desta quinta-feira. Parece-me excessiva a expressão que serviu para dar título à peça e são-me indiferentes os chapéus do Papa (ao sol, poderia usar um simples boné, provavelmente amarelo e branco? Ou de qualquer cor? Porque não? Mas não deixaria de haver gente "horrorizada"). Mas concordo com a linha de fundo. Gostava que houvesse mulheres a presidir à Eucaristia em nome de Jesus e pela Igreja.

"O Vaticano é um antro de..." Que substantivos já completaram esta frase? Muitos. Dos melhores aos piores, se bem que "antro" tenha conotação negativa. Alguns são impublicáveis neste blogue.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O poder

No dia do Corpo de Deus, provavelmente o último em que é feriado em Portugal:


Se as pessoas conhecessem o valor da Eucaristia, o acesso às Igrejas deveria ser controlado pela força pública.

Teresa de Lisieux (1873-1897), citada por P.e Georgino Rocha

sexta-feira, 13 de abril de 2012

O verdadeiro cálice de Jesus. Mais um



O arcebispo de Valência foi a Jerusalém entregar uma cópia do Santo Cálice da Última Ceia do Senhor (na imagem). Li aqui.

É sempre muito engraçado este folclore à volta de objetos lendários que de certeza não são nada do que anunciam ser. A seriedade, a celebração, a comitiva, o orgulho, o vidro de proteção… E ninguém se ri pelo meio?

Se Indiana Jones e Dan Brown soubessem que o Graal estava em Valência, como ficava empobrecida a nossa cultura pop...

Ainda que estes objetos falsos possam ser um meio de promoção de fins cristãos, como o apreço pela Eucaristia, os fins não justificam os meios. Prefiro pensar que em matéria de relíquias, todos podemos ter uma que pertenceu a Jesus: a pedra que ele não teve para reclinar a cabeça (na realidade, já houve um medieval a gloriar-se de a possuir).

terça-feira, 10 de abril de 2012

A última semana de Jesus

Saiu na "Sábado" da semana passada, precisamente na Quinta-feira Santa (a capa já por cá andava).

A tese é esta: a Última Ceia de Jesus, a nossa primeira missa, foi na quarta-feira. Só isso possibilita colocar nos dias seguintes os restantes factos da Paixão narrados pelos evangelhos.

A aparente contradição entre os evangelhos sinóticos (que dizem que a última ceia de Jesus é uma ceia pascal) e o de João (que diz que quando, já depois da Ceia de Jesus, Caifás leva Jesus a Pilatos não entra na sede do governador romano - espaço impuro - para não se contaminar e poder celebrar a Páscoa - a ceia de Caifás e dos seus) é explicada pelo seguimento de calendários diferentes. Os judeus de Jerusalém seguiam o calendário do exílio da Babilónia, enquanto os galileus, como Jesus, os samaritanos e os essénios, seguiam o calendário pré-exílio. Os primeiros, seguindo o calendário oficial judaico, comiam o cordeiro pascal a 15 de Nisã. Os outros comiam-no a 14. Tal explica que a ceia de Jesus, sendo pascal, é anterior à do judaísmo oficial. Aconteceu na quarta e deixou espaço para os restantes acontecimentos.

Esta tese apresentada como novidade no livro de Colin J. Humphreys, "O mistério da última ceia", que está na base do artigo da "Sábado", há muito que é conhecida. Julgo que o primeiro a apresentá-la foi A. Jaubert, um especialista nos manuscritos do Mar Morto, nos essénios e no Quarto Evangelho. Não é citado no artigo. Quanto ao livro, não sei. Mas é significativo que o artigo diga que o homem do cântaro de água (referido em Mc 4,13 e paralelos), que empresta a sala para Jesus e os seus celebrarem a Páscoa, é um essénio, pois nesta comunidade de celibatários as tarefas habitualmente femininas tinham de ser assumidas pelos homens. Os essénios seguiam o mesmo calendário que os galileus lá do norte, uns quase hereges, tão longe do judaísmo oficial.








domingo, 4 de setembro de 2011

Hoje é domingo. Pertença estável neste mundo líquido e mutável

A obrigação da missa do Domingo (...) é vista como um elemento típico do legalismo católico e de uma cultura de controlo que nos está sempre a dizer o que devemos fazer. Não poderíamos, antes, vê-la como um sinal da nossa pertença estável neste mundo líquido e mutável?



Timothy Radcliffe, na pág. 290 de "Ser Cristão para quê?" (ed. Paulinas)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Flash mob eucarística

Foi em Preston, Reino Unido, na quinta-feira da Ascenção de 2011 (2 de Junho). Franciscanos capuchinhos. Acredito no que se diz no texto que o outro franciscano proclama.

domingo, 3 de julho de 2011

Domingo, dia de festa

Hoje é domingo. Para os judeus, o dia santo, o sábado, é dia de fazer amor. Para os católicos, também, excepto para os ministros, mesmo quando podiam ser casados. Aliás, essa é uma das origens da imposição celibato. Por uma questão cultual, o sacerdote, no dia da oferta do sacrifício, à maneira do Antigo Testamento, devia estar ritualmente puro. Por isso, ao domingo, nada de relações sexuais. Isto passou a ser assim quando o neoplatonismo entrou em força no cristianismo. O cristianismo perdeu feições bíblicas e ganhou traços helénicos, mais ou menos ao mesmo tempo que na missa se sublinhou mais o lado sacrificial do que o festivo, mais o sangue do que a bebida/comida, a refeição. Se no lado oriental, os sacerdotes só celebravam ao domingo, tinham os restantes dias da semana para estarem com as suas mulheres. Mas no lado oriental do império, latino, celebravam todos os dias. Para quê estar casado?


Lembrei-me disto ao ler hoje Timothy Radcliffe (pág. 140-1 de Ser cristão para quê?):
Numa ocasião em que estava a pregar sobre sexualidade, São João Crisóstomo notou que algumas pessoas coravam e ficou indignado. «Porque coram? Não é puro? Comportai-vos como heréticos». Pensar que o sexo é repugnante é uma negação da verdadeira castidade e, segundo nada menos do que São Tomás de Aquino, uma imperfeição moral.

domingo, 13 de março de 2011

Refeição para todos

Cartune de Cortés (12 de Março)
e texto de Timothy Radcliffe ("Ir à Igreja porquê?", página 296)

A Eucaristia é a nossa casa, seja o que for que tenhamos feito e sido. Muitas pessoas sentem-se excluídas por causa das suas circunstâncias pessoais, surpreendentemente, quase sempre por questões de sexualidade! As pessoas divorciam-se, recasam-se, vivem juntos, são homossexuais ou qualquer outra coisa, sentem-se malvistas ou cristãos de segunda classe. Mas estas são as situações em que as pessoas comuns se encontram na nossa sociedade, e estas são as pessoas que decerto Jesus convida a entrar, a sentar-se, a comer com Ele na praia [Jo 21,12]. Deus aceita os nossos amores limitados, frágeis e desleixados. Se há um lugar para Pedro, que negou Jesus, então há lugares para todos nós. Talvez, como Pedro na sua conversação com Jesus [Jo 21,15-19], seja necessário algum processo de cura, enfrentando corajosamente o que fizemos e pedindo perdão; mas não pode, decerto, haver uma exclusão permanente.

segunda-feira, 7 de março de 2011

7 de Março de 1274. Morre Tomás de Aquino


Tomás de Aquino morreu no dia 7 de Março de 1274, aos 49 anos. Nasceu no sul de Itália, filho dos condes de Aquino. Andou por Paris, Colónia, Itália, sempre a falar e escrever em latim, quando já se falavam as três línguas em questão. A sua principal obra é a “Suma Teológica”, síntese harmónica entre relevação cristã e filosofia aristotélica.

Repudiado pela Igreja nos primeiros anos após a morte, o pensamento filosófico e teológico de S. Tomás, durante séculos, foi considerado doutrina oficial da Igreja Católica, a “filosofia perene”, com o consequente prejuízo de outras formas de pensar.

Tomás de Aquino é o patrono dos filósofos e das universidades e escolas católicas, entre mais uma série de coisas, incluindo os fabricantes de lápis. Menos conhecidas, mas muito belas, são as suas orações. Como esta, que revela a sua fé na Eucaristia.


Adoro-Te com amor, ó Deus escondido
Que, sob estas espécies, verdadeiramente estás presente;
Dou-Te o meu coração inteiramente
Em Tua contemplação estou rendido;

A vista, o tacto, o gosto nada sabem.
Só no que o ouvido sabe se há-de crer.
Creio em tudo o que o Filho de Deus veio dizer.
Nada mais verdadeiro pode ser
Do que a própria Palavra da Verdade.

Na cruz estava oculta a divindade,
Aqui também o está a humanidade.
E, contudo, eu creio e o confesso
Que ambas aqui estão na realidade;
E o que pedia o bom ladrão, eu peço.

Não consigo ver as Tuas chagas, como Tomé,
Mas confesso-Te meu Deus e meu Senhor!
Faz-me ter cada vez em Ti mais fé,
Uma esperança maior e mais amor.

Ó memorial da morte do Senhor,
Pão vivo que ao homem dás a vida!
Que a minha alma sempre de Ti viva!
Que sempre lhe seja doce o Teu sabor!

Senhor Jesus, doce pelicano!
Lava-me com o Teu sangue a mim, imundo,
Com esse sangue do qual uma só gota
Pode salvar, do pecado, todo o mundo.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Quoniam sine dominico non possumus


Em 304, no Norte de África, quando Emérito foi preso por receber estranhos em sua casa para a celebração da Eucaristia, justificou-se dizendo: “Quoniam sine dominico non possumus” (“Sem o dia do Senhor, não podemos viver”). Em muitos países, os fiéis ainda têm de caminhar durante horas pela selva ou sob um calor intenso para assistir à Eucaristia, ou fazê-lo correndo o risco de detenção e de prisão – por exemplo, em certas partes da China. Tudo por uma pequena hóstia branca! Não se pode começar a entender o porquê enquanto se não descobrir dentro de si mesmo esse vazio de fome.

Timothy Radcliffe na página 209 de "Ir à Igreja porquê?"

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O grande acontecimento do mundo. Deste e do outro


Ir à Igreja porquê? O drama da Eucaristia

Timothy Radcliffe

Ed. Paulins

296 páginas


Se houvesse um top para os melhores livros católicos do ano, este estaria certamente num dos primeiros lugares. “Ir à Igreja porquê? O drama da Eucaristia”, do ex-mestre geral dos frades dominicanos, Timothy Radcliffe, é um espicaçar para a fé, um indutor de esperança, um tónico para o amor. E tudo isto servido com uma imensa dose de humor, cultura e inteligência. Não só o conteúdo é profundo e enriquecedor, como a forma, a escrita, é apaixonante, por vezes divertida, sempre estimulante.

O livro começa com uma anedota já contada neste blogue, a que várias vezes se alude ao longo das primeiras páginas e que expõe a finalidade da obra:

“Certo domingo, a mãe acordou o filho com uma sacudidela e disse-lhe que estava na hora de ir para a igreja. Sem resultado. Dez minutos mais tarde, insistiu:

- Sai imediatamente da cama e vai para a igreja.

- Ó mãe, não me apetece! É tão aborrecido! Porque é que hei-de chatear-me?

- Por duas razoes: sabes muito bem que deves ir à igreja ao domingo e, em segundo lugar, és o bispo da diocese”.

Claro que, como diz Timothy Radcliffe, “não são apenas os bispos que, por vezes, não têm desejo de ir à igreja”. Um jovem, a quem o seu bispo perguntou, no dia do Crisma, se iria à igreja todos os domingos, respondeu: “Iríeis também ver o mesmo filme todas as semanas?”

Este livro não é sobre como fazer missas criativas e espectaculares, como alguns gostam. Nem sobre a Teologia da Eucaristia. É sobre ir à Missa, sobre como na participação em qualquer Missa, da maior festa e com o padre mais bem falante à mais humilde celebração e no lugarejo mais remoto, se vive um drama. É “uma exploração (…) do modo como a Eucaristia se refere a tudo”. A Missa “representa o drama fundamental de toda a existência humana. Forma-nos como pessoas que crêem, esperam e têm caridade”. A tese deste livro é esta: “O nosso «sim» ao Corpo de Cristo transforma o modo como pertencemos uns aos outros e, por conseguinte, quem somos”.

O autor ilustra a sua obra, dividida em três grandes partes sobre a fé, a esperança e o amor (que remetem para a Liturgia da Palavra, a Oração Eucarística e a Comunhão), com pequenos casos pessoais ou da história, trechos de romances e de poemas e alusões a filmes, o que constitui uma excelente ponte cultural para o mundo em que vivemos.

Refira-se, por último, como grande sinal de ecumenismo, que este livro foi encomendado pelo arcebispo Rowan Williams, primaz da igreja anglicana (que também é um grande poeta), e adoptado como o seu Livro da Quaresma para 2009.

Como dizia um padre, para andar limpo não é preciso conhecer a composição química da água. Basta lavar-se. Para participar na Eucaristia, não será necessário ler livros sobre a Missa. Mas quem ler este, vai tornar-se mais consciente do grande dom de Cristo à sua comunidade e ao mundo.

domingo, 31 de outubro de 2010

31 de Outubro de 1632. Vermeer é baptizado

"Alegoria da Fé"

Johannes Vermeer nasceu em Delft e foi baptizado no dia 31 de Outubro de 1632. Poderá ter nascido uns dias antes ou mesmo nesse dia. Em Delft viveu e pintou. E morreu, no dia 15 de Dezembro de 1675. Está sepultado na Igreja Velha de Delft.

Vermeer morreu pobre e pouco reconhecido, embora hoje seja considerado o grande pintor holandês do século XVII, a par de Rembrandt. Com o filme “Rapariga com brinco de Pérola” (2003,de Peter Webber, com Scarlett Johanson) tornou-se conhecido do grande público.

Este pintor era católico, casou-se com uma católica e deu "nomes católicos” a alguns dos seus 14 filhos (quatro morreram nos primeiros dias): Maria, Elisabeth, Johannes, Franciscus, Catharina, Ignatius, este último em honra do fundador dos jesuítas.

Vermeer pintou a “Alegoria da Fé”, também conhecida por “Alegoria da Fé Católica”, que manifesta fé na Eucaristia.

Para conhecer melhor esta pintura veja-se o sítio Essential Vermeer.

terça-feira, 22 de junho de 2010

“O pão nosso de cada dia nos dai hoje”

Cristo é o nosso pão. Não podemos pedi-lo senão para agora. Porque ele está sempre aí, à porta da nossa alma, na qual quer entrar, mas não viola o consentimento. Se consentimos que ele entre, ele entra; assim que não o queremos mais, imediatamente se vai.

(...)

O pão é-nos necessário. Somos seres que retiram continuamente a sua energia do exterior, porque à medida que a recebemos esgotamo-la nos nossos esforços. Se a nossa energia não é quotidianamente renovada, ficamos sem forças e incapazes de movimento.

Simone Weil (1909-1943), excerto da explicação do Pai-Nosso, in “Espera de Deus”, Assírio & Alvim, pág. 219.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Tu, mesa aberta a todos

Tu és, ó Cristo, o Reino dos céus
e a terra prometida aos mansos,
tu o prado do paraíso, a sala do divino banquete,
tu o tálamo das núpcias, mesa aberta a todos,
tu o pão da vida, tu a bebida inaudita,
tu ao mesmo tempo a talha para a água e a água da vida,
tu também a lâmpada inextinguível para cada um dos santos,
tu o hábito e a coroa, e aquele que distribui as coroas,
tu a alegria e o repouso, tu as delícias e a glória,
tu a alegria, tu a felicidade, ó meu Deus!

Excerto de uma oração de Simão, o Novo Teólogo, que viveu em Tessalónica (actual Selânik ou Salonika, na Grécia), no séc. XI.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

26 de Abril de 1500. Primeira missa celebrada no Brasil

"A primeira missa no Brasil", 1861, quadro de Victor Meirelles de Lima, no Museu Nacional de Belas Artes (Brasil)

Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 22 de Abril de 1500. No dia 26 seguinte, domingo de Pascoela, Frei Henrique de Coimbra, um dos elementos da frota, presidiu à primeira missa.

Regressado a Portugal, o frade ainda andou por África e Índia, sendo depois nomeado bispo de Ceuta. Morreu em Olivença, que era a sede do bispado de Ceuta, em 1532.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Canta, ó língua - hino para esta quinta

Hoje é Quinta-feira Santa, dia em que os cristãos vivem a instituição da Eucaristia naquela que foi a Última Ceia de Jesus e a primeira de uma série que ainda hoje continua sempre que se celebra a missa. Aliás, alguns dizem que as missas actuais são apenas – e é muito – participação da única Última Ceia.

O cântico “Pange língua”, “Canta, ó língua” é atribuído a Tomás de Aquino (1225-1274).

Canta, ó língua, o mistério
deste Corpo glorioso,
e do Sangue precioso
derramado sobre o mundo,
fruto de ventre fecundo,
Rei de todas as nações.

Foi-nos dado e nasceu
para nós da Virgem pura.
Nesta terra, Ele desceu,
semeou sua Palavra.
Cumprindo aqui o seu tempo,
grande sinal nos deixou.

Na noite santa da Ceia,
com os irmãos, reunido,
observando todo o rito
daquilo que é prescrito,
por suas mãos, em alimento,
aos doze, se entregou.

O Verbo encarnado torna
pelo seu Verbo, pão e vinho,
no seu Corpo e no seu Sangue.
Para além do entendimento,
a fé é o suficiente
do sincero coração.

Este grande sacramento,
inclinados, adoremos;
os antigos manuscritos
dão lugar a novo rito.
Sirva a fé de complemento
na fraqueza dos sentidos.

Seja dado ao Pai e ao Filho,
o louvor, o júbilo,
saudação, honra, virtude
assim como a bênção.
Ao que de ambos procede
demos o mesmo louvor.
Ámen.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...