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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Do uso dos crucifixos

Um crucifixo de bronze também pode ser usado para parir a cabeça a alguém, mas não é uma boa razão para se proibir o fabrico de crucifixos.

Claudio Magris, pág. 135 de "A história não acabou"

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Fornece-se uma parafernália de refugo paranormal a cada passo...

Fornece-se uma parafernália de refugo paranormal a cada passo, cartomantes adivinham o passado e o futuro dos pacóvios com fórmulas vazias que querem dizer tudo e nada, os horóscopos são consultados como laboratório e milagres repetidos como os televisivos; o ocultismo faz-se acompanhar de profecias sempre desmentidas e sempre readaptadas como pastilha elástica. Poucos acreditam em Cristo mas muitos nas nossas senhoras de gesso que choram e nas nuvens que assume o perfil do Padre Pio; quase todos têm vergonha de rezar, mas não de perguntar ao primeiro que aparecer de que signo astrológico é. Patetices como o satanismo e missas negras recebem uma atenção que conviria dedicar à leitura de Kant ou dos Evangelhos, ou mesmo de agradáveis romances policiais.


Claudio Magris na página 139 de “A história não acabou” (ed. Quetzal)

terça-feira, 7 de abril de 2015

Laicidade, o que é?, por Claudio Magris


"Laicidade não é um conteúdo filosófico, mas sim um âmbito mental, a capacidade de distinguir o que é demonstrável racionalmente do que, pelo contrário, é objeto de fé - independentemente da adesão ou não a essa fé - e de distinguir as esferas e os âmbitos das diferentes competências, por exemplo, as da Igreja e as do Estado, o que - precisamente conforme o dito evangélico - se deve dar a Deus e o que se deve dar a César."

Claudio Magris, na pág, 24 do admirável "A História não acabou. Ética, Política, Laicidade", Quetzal

quarta-feira, 5 de março de 2014

Qual o livro que mais o marcou, sr. Brecht?


Resposta de Bertolt Brecht à pergunta de uma revista berlinense, no anos 20, sobre "a impressão mais forte" de leitura das suas vidas:
- Você vai rir-se: a Bíblia.
(Lido no livro "Alfabetos", de Claudio Magris)

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

depois dos quais não se teme mais nenhum príncipe deste mundo


No primeiro texto de "Alfabetos", depois de apontar alguns livros que o influenciaram, Claudio Magris escreve que

 "(...) acima de todos, estavam o Antigo e o Novo Testamento, depois dos quais não se teme mais nenhum príncipe deste mundo e se compreende que a pedra mais vil, aquela desprezada pelos construtores, é a verdadeira pedra angular".

Estamos em comunhão.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...