Carlos Abreu Amorim, que tentou demonstrar que era esta a narrativa de Salgado, recomendou-lhe que lesse as "Confissões" de Santo Agostinho. O banqueiro, assumindo-se como "católico praticante", com "o maior respeito" pelo grande Doutor da Igreja, garantiu que "sempre que posso leio as Meditações de Santo Agostinho". Não sendo "Meditações" nenhum título canónico da obra do santo de Hipona, a referência de Salgado não deixa de ser adequada. É que, Salgado, meditar, até pode ter meditado. Confessar, não confessou.
Ler mais aqui.
(nota do blogue: Carlos Abreu Amorim é, segundo o conhecimento geral, ateu. Ou pelo menos agnóstico.)
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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Compreender o Espírito Santo
Do "Diário Económico" de hoje. Julgo que a cronista se referia ao Espírito Santo mesmo, o original. Mas ficaram com piada, o texto e a foto.
domingo, 8 de dezembro de 2013
Diplomacia sem a ajuda do Espírito Santo
João Marcelino (DN) escreveu ontem, num artigo sobre Mandela
(aqui), que Adriano Moreira dizia “que todos os ocidentais devem desculpa aos países africanos e que a diplomacia portuguesa é tão boa como a do Vaticano mas
sem a ajuda do Espírito Santo...”
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
National Security Agency antecipa-se ao Espírito Santo?
Ao ler a notícia de cima, no "Metro" de ontem, numa primeira reação, pensei: "Não me digas que os EUA imaginavam que iriam eleger Francisco". Ou: "A NSA antecipou-se ao Espírito Santo". Pensamentos frívolos, mais do que insensatos. A NSA espiou (espia?) muita gente, aos milhões. Milagre seria se Bergoglio tivesse escapado.
A tira aqui em baixo é do "Público" de ontem.
quarta-feira, 17 de abril de 2013
O Papa não fala do II Concílio do Vaticano?
Há dias um jornalista
espanhol (o mesmo que apostou todas as fichas na eleição de Bergoglio) notou
que o Papa Francisco não fala do Vaticano II.
“Desde que llegó al solio
pontificio, Francisco no citó (ni una sola vez, que yo sepa) el Concilio
Vaticano II”, escreveu José Manuel Vidal.
A coisa pode ter muitas
leituras. Desde a que afirma que não é necessário falar do que é evidente (a
importância do Concílio) até à que diz que quem não é falado não é lembrado.
Alguns preferem esta última versão, em geral, os mesmos que notaram que
Francisco falou diversas vezes no diabo/demónio logo no arranque do pontificado
(uma americano fez disso uma bandeira e só faltou dizer que “nem tudo está
perdido”).
José Luis Segovia, director
de um instituto pastoral madrilena, interpretou o silêncio franciscano como uma
omissão intencional. “Se trata de una omisión intencionada, que busca unir y
sumar, sin ahondar en la «piedra» de escándalo en que se ha convertido, para
las derechas y las izquierdas eclesiásticas, el Vaticano II” – li no mesmo
artigo atrás apontado.
Ontem, se dúvidas havia,
Bergoglio desfê-las, alertando para os que resistem à ação do Espírito Santo no
Concílio, que no fundo somos todos (“Fizemos tudo o que nos disse o Espírito
Santo no Concílio, naquela continuidade do crescimento da Igreja que ele foi?
Não”) e para os que olham para o Vaticano II como uma página negra da história
eclesial (“Mais: há vozes que querem voltar atrás”).
Francisco não escreveu
nenhuma encíclica sobre isto. Foi numa missa, provavelmente sem ler papéis. Li
na Ecclesia. Mas se alguém tinha dúvidas, deu para esclarecê-las.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Das costas largas do Espírito Santo
Anda para aí uma teoria da dupla verdade, como na Idade Média. Diz respeito ao Papa. É mais ou menos assim: "Eu acho que o próximo Papa devia fazer isto mais aquilo e aquilo, por isso devia ser esta pessoa com estas características mais aquelas. Mas quem vai decidir é o Espírito Santo e esse será o meu Papa".
Ontem Marcelo Rebelo de Sousa, depois de conjeturar sobre tudo e coisa nenhuma, como é costume, disse: "Mas o Espírito Santo é que vai decidir". Nem sei por que hão de gastar dinheiro no conclave, ao preço a que as viagens estão. Mais valia fazerem um sorteio, como no livro dos Atos dos Apóstolos, para a eleição de Matias. Poupava-se dinheiro, tempo e a responsabilidade ficava toda do lado do Espírito Santo.
Ontem Marcelo Rebelo de Sousa, depois de conjeturar sobre tudo e coisa nenhuma, como é costume, disse: "Mas o Espírito Santo é que vai decidir". Nem sei por que hão de gastar dinheiro no conclave, ao preço a que as viagens estão. Mais valia fazerem um sorteio, como no livro dos Atos dos Apóstolos, para a eleição de Matias. Poupava-se dinheiro, tempo e a responsabilidade ficava toda do lado do Espírito Santo.
sábado, 28 de julho de 2012
No calor, frescura
Ótimo consolador,
Doce hóspede da alma,
Doce refrigério.
No trabalho, descanso,
No calor, frescura,
No choro, consolação.
De um hino atribuído a Estêvão (Stephen) Langton (séc. XII-XIII) sobre o Espírito Santo.
Doce hóspede da alma,
Doce refrigério.
No trabalho, descanso,
No calor, frescura,
No choro, consolação.
De um hino atribuído a Estêvão (Stephen) Langton (séc. XII-XIII) sobre o Espírito Santo.
domingo, 27 de maio de 2012
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
13 de fevereiro de 1906. Nasce Agostinho da Silva
Agostinho da Silva faria hoje 96 anos. Nasceu no dia 13 de
fevereiro de 1906, no Porto. E morreu em Lisboa, no dia 3 de abril de 1994.
Neste filósofo, admirava o gosto pela conversa, a tirada desconcertante, o amor
pela liberdade, quase anarquia, ao ponto de não tem BI nem número de
contribuinte – coisas que se tolera em alguém desprendido como ele era.
De vez em quando falava de Deus.
Toda a prova da existência de Deus o rebaixa a nosso próprio nível.
Acreditar num Deus provado seria tão relevante como acreditar na tabuada.
Deus não se afirma nem se nega: Deus É, mesmo quando não é, numa plena manifestação da sua suprema liberdade.
Deus é imanente e transcendente ao homem; o homem é imanente e transcendente a Deus.
Crê com todo o teu ser; só assim terás atingido o máximo da dúvida.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
O cristianismo não morrerá de velhice se...
O cristianismo não morrerá de velhice, porque aquilo que professa é tudo o que o homem percebe como sendo o sentido último e definitivo da sua própria vida, além do qual não pode ir. As formas com que ele se explicará e dará testemunho no futuro estão encerradas num plano misterioso que inclui a liberdade criativa da Igreja, quando tiver de corresponder às exigências do Espírito.
Rino Fisichella, "A fé como resposta de sentido",
Paulinas, pág. 159
sábado, 1 de outubro de 2011
Pentecostes
Hypocrite, reader,
My double, my brother
Your daddy really took
it out of you
But did he speak it in
tongues?
But did he speak it in
tongues?
Sneaking out the
windows now
You've got the spirit
now
Hypocrite, reader
My double, my brother
Where did we lose our
way?
It's like we're
speaking in tongues
It's like we're
speaking in tongues
Sneaking out the
windows now
You've got the spirit
now
You've got the spirit
now
You've got the spirit
now
Hypocrite, reader
My double, my brother
Now I can't understand
a word
Now you're speaking in
tongues
(Speaking in tongues)
Now you're speaking in
tongues
(Speaking in tongues)
Now you're speaking in
tongues
(Speaking in tongues)
Now you're speaking in
tongues
(Speaking in tongues)
Come out of your head
And into my world now
Come out of your head
And into my world, my
world, my world now
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Coerência pós-oração
Quem pede "Vem, Espírito Santo!", tem de estar preparado para dizer: "Vem e incomoda-me onde tenho de ser incomodado!"
Wilhelm Stählin (1883-1975)
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Sombras da Igreja em Portugal, segundo D. Manuel Clemente
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Viva o consalvismo!
Durante as convulsões napoleónicas, dizem ao cardeal Consalvi, principal conselheiro de Pio VII:
- Eminência, a situação é muito séria. Napoleão quer destruir a Igreja.
O cardeal respondeu:
- Isso nem sequer nós fomos capazes de fazer.
Deste episódio consalvista ficam duas ideias: Não só a Igreja está para durar como quem mais mal lhe pode fazer está dentro dela.
Churchill poderá ter-se inspirado neste episódio para dizer que seus inimigos não estavam na bancada oposta - onde estavam os seus adversários - mas na sua própria bancada.
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Oração de Paulo VI ao Espírito Santo
Ó Espírito Santo
dai-me um coração grande,
aberto à vossa silenciosa e forte palavra inspiradora,
fechado a todas as ambições mesquinhas,
alheio a qualquer desprezível competição humana,
compenetrado do sentido da santa Igreja!
Um coração grande,
desejoso de tornar-se semelhante
ao Coração do Senhor Jesus!
Um coração grande e forte
para amar todos,
para servir a todos,
para sofrer por todos!
Um coração grande e forte
para superar todas as provações,
todo o tédio, todo o cansaço,
toda a desilusão, toda ofensa!
Um coração grande e forte,
constante até o sacrifício, quando for
necessário! Um coração cuja felicidade
é palpitar com o Coração de Cristo
e cumprir humilde, fiel e virilmente
a vontade do Pai.
Amém.
Papa Paulo VI
sábado, 25 de junho de 2011
Anselmo Borges: As 'sopas' do Espírito Santo
Texto de Anselmo Borges no DN de hoje (aqui):
Várias vezes Natália Correia me desafiou para as festas do Divino Espírito Santo, nos Açores - ela era espírito-santista. Então, não foi possível. Mas este ano aconteceu.
É capaz de ser a festa mais humanista do mundo. Ah!, aquela coisa dos "impérios"! Chegue quem chegar, senta-se e come e bebe fartamente, sem que alguém lhe pergunte quem é, donde é, o que faz. De graça. No "império" a que me acolhi, lá estava o espírito: "A hora de repartir/Que a gente tanto gosta./Pão, carne, massa e vinho/Temos sempre a mesa posta." Ali, foram servidas mais de 600 "sopas" (um ensopado de carne excelente).
Se formos à procura da origem destas festas, encontraremos um monge célebre do século XII, Joaquim de Fiore, que deu o joaquimismo. Segundo ele, a História do mundo está dividida em três Idades: a Idade do Pai ou da Lei, que é a idade da servidão e do medo; a Idade do Filho, que é a idade da submissão filial; a Idade do Espírito Santo, na qual se ia entrar, e que é a idade do Amor, da Liberdade e da Fraternidade.
Houve sempre, ao longo da história da Igreja, um conflito entre os que acentuam o lado visível, institucional, hierárquico, e os que sobrepõem à Igreja visível uma Igreja espiritual, carismática, fraterna. O joaquimismo constituía uma mensagem revolucionária de contestação de uma Igreja pecaminosamente mundana; os franciscanos "espirituais" - fraticelli (irmãozinhos) -, desgostados com os Papas que abafavam o Espírito, aderiram à inspiração carismática, espírito-santista do joaquimismo.
Em 1282, D. Dinis casa com D. Isabel de Aragão, a futura Rainha Santa. O casamento realizou-se em Trancoso, que, significativamente, havia de ser a terra do sapateiro Bandarra, profeta do Quinto Império, tão querido do Padre António Vieira e Fernando Pessoa. Toda a família da nova rainha de Portugal era partidária dos frades espirituais, e a própria rainha possuía um conceito franciscano da vida: simplicidade, desapego dos bens terrenos, amor aos pobres e fracos. Santa Isabel protegia os franciscanos, e foi por seu intermédio que entrou um culto especial ao Espírito Santo. Fundaram-se confrarias do Espírito Santo, irmandades de socorro mútuo, e instauraram-se as Festas do Império do Espírito Santo, nas quais se celebrava o Pentecostes, comemorando a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos.
A principal cerimónia desse culto, durante a semana do Pentecostes, realizada por um franciscano, constava da coroação com três coroas, uma imperial e duas reais, do Imperador e dois Reis, geralmente na pessoa de uma criança e dois homens do povo pertencentes à Confraria do Espírito Santo. O Imperador, um menino, símbolo da humanidade renovada, religada às verdades básicas da pobreza evangélica e do amor ao próximo, empunhava o ceptro com que, tocando na fronte, se significava a bênção do Espírito Santo, e, depois de ter recebido as homenagens da população e das autoridades civis, militares e religiosas "fora" da igreja, procedia à libertação dos presos e à distribuição do pão, não como esmola, mas como preâmbulo da instauração na Terra da era da fraternidade profetizada.
Esta Festa dos Imperadores generalizou-se e encontramo-la em muitos pontos do País, mas de modo especial em Tomar e a sua Festa dos Tabuleiros ou do Divino Espírito Santo. Aqui, no fim da procissão, há a distribuição do bodo aos pobres.
Mas as festas do Divino Espírito Santo enraizaram sobretudo nos Açores e, por causa da emigração, em vários núcleos portugueses dos Estados Unidos e do Canadá. Nos Açores, temos as chamadas Igrejas "paralelas", de que ainda hoje é possível encontrar vestígios. No quadro das celebrações religiosas, continuam com lugar destacado as Festas do Divino Espírito Santo e do "Império", procedendo-se à coroação de uma criança, que segue na procissão com o ceptro, sendo igualmente de destacar as referidas "sopas". A soçobrar na crise, é bom lembrar estas Festas da Fraternidade universal. A utopia tem duas funções essenciais: criticar o presente e obrigar a transformá-lo. Outro mundo é possível.
domingo, 19 de junho de 2011
E o primeiro que usou a palavra Trindade foi...
Hoje é dia da Santíssima Trindade.
E dia de recordar Tertutiliano (165-212), um teólogo africano, de Cartago, provavelmente leigo, que no final aderiu à seita/heresia do montanismo.
Tertuliano, convertido que dizia que "não se nasce cristão, torna-se", foi o primeiro a usar a palavra "trinitas" aplicada a Deus, como complemento a "unitas". Unidade e trindade.
Dois esquemas clássicos para explicar o que está para além da razão:
E dia de recordar Tertutiliano (165-212), um teólogo africano, de Cartago, provavelmente leigo, que no final aderiu à seita/heresia do montanismo.
Tertuliano, convertido que dizia que "não se nasce cristão, torna-se", foi o primeiro a usar a palavra "trinitas" aplicada a Deus, como complemento a "unitas". Unidade e trindade.
Dois esquemas clássicos para explicar o que está para além da razão:
quarta-feira, 15 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
Bento Domingues: Redescobrir o essencial
Texto de Bento Domingues no "Público" deste domingo, Domingo de Pentecostes, 12 de Junho de 2011. O texto de autor anónimo que o dominicano "pega" de Hans Kung foi citado neste blogue há um ano, aqui.
Obrigação sem amor só desgosta;
Obrigação por amor dá constância.
Obrigação por amor dá constância.
Responsabilidade sem amor faz agir sem brandura;
Responsabilidade por amor produz solicitude.
Justiça sem amor é dureza de coração;
Justiça por amor incute confiança.
Educação sem amor suscita contradição;
Educação por amor dá paciência.
Inteligência sem amor torna manhoso;
Inteligência por amor torna compreensivo.
Amabilidade sem amor é apenas hipocrisia;
Amabilidade por amor é bondade.
Ordem sem amor torna mesquinho;
Ordem por amor torna magnânimo.
Competência sem amor torna capcioso;
Competência por amor torna digno de confiança.
Poder sem amor torna violento;
Poder por amor dispõe a ajudar.
Honra sem amor torna altivo;
Honra com amor torna modesto.
Posse sem amor torna avarento;
Posse por amor torna generoso.
Fé sem amor torna fanático;
Fé por amor torna pacífico.
Responsabilidade por amor produz solicitude.
Justiça sem amor é dureza de coração;
Justiça por amor incute confiança.
Educação sem amor suscita contradição;
Educação por amor dá paciência.
Inteligência sem amor torna manhoso;
Inteligência por amor torna compreensivo.
Amabilidade sem amor é apenas hipocrisia;
Amabilidade por amor é bondade.
Ordem sem amor torna mesquinho;
Ordem por amor torna magnânimo.
Competência sem amor torna capcioso;
Competência por amor torna digno de confiança.
Poder sem amor torna violento;
Poder por amor dispõe a ajudar.
Honra sem amor torna altivo;
Honra com amor torna modesto.
Posse sem amor torna avarento;
Posse por amor torna generoso.
Fé sem amor torna fanático;
Fé por amor torna pacífico.
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Sinodalidade e sinonulidade
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