sábado, 21 de setembro de 2013
domingo, 5 de maio de 2013
Kierkgaard. 200 anos de angústia, desespero e fé
segunda-feira, 9 de abril de 2012
quinta-feira, 9 de junho de 2011
A "Certeza" de Gabriel Marcel
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
11 de Novembro de 1855. Morre Kierkegaard

O filósofo e teólogo Soren Kierkegaard nasceu no dia 5 de Maio de 1813 e morreu no dia 11 de Novembro de 1855, aos 42 anos, em Copenhaga.
Influenciou a filosofia existencialista, principalmente o ramo cristão (Karl Jaspers, Gabriel Marcel, Unamuno) e teólogos como Paul Tillich e Rudolph Bultmann e mesmo Barth.
Uma das ideias de Kierkegaard é que o universo é paradoxal, sendo o maior paradoxo a união de Deus e do ser humano em Jesus Cristo. Insistia também todos três lados: o estético, o ético e o religioso. A par disso, criticava a igreja nacional dinamarquesa.
Reflectiu sobre o amor, o desespero, a angústia, a fé e escreveu: “Dentro do possível, o crente possui o antídoto eterno e seguro do desespero; pois Deus pode tudo a todo instante. É aí que está a santidade da fé, que resolve as contradições”.
Ele sabia disso. Mas terá essa convicção dissipado a angústia de ver Regine Olsen, a mulher que amava, casar-se com um funcionário público?
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Agonia
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Nós cortados dos outros
«O Inferno são os outros», escreveu Sartre. Eu estou intimamente convencido do contrário. O inferno somos nós próprios cortados dos outros. «Tu viveste a procurar ser auto-suficiente. Basta-te a ti próprio!» Pelo contrário, o Paraíso é estar em comunhão ilimitada. É a alegria da partilha, da troca, banhados na luz de Deus.quinta-feira, 27 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
5 de Maio de 1813. Nasce Kierkegaard

Nasce em Copenhaga, no dia 5 de Maio de 1813, o filósofo e teólogo Soren Kierkegaard. O pai do existencialismo morreria no dia 11 de Novembro de 1855.
Joseph Ratzinger, na obra “Introdução ao Cristianismo” (Princípia), resume uma história contada por Harvey Cox em “A Cidade do Homem” (edição brasileira; a portuguesa é “A Cidade Secular”), que este havia tomado de Kierkegaard.
A história é, portanto, de Kierkegaard. Mas cito-a na versão de Joseph Ratzinger, a única de que disponho.
“Certa vez, houve um incêndio num circo ambulante na Dinamarca. O director mandou imediatamente o palhaço, que já se encontrava vestido e maquilhado a preceito, para a vila mais próxima, à procura de ajuda, advertindo-o de que existia o perigo de o fogo se espalhar pelos campos ceifados e ressequidos, um risco iminente para as casas do próprio povoado. O palhaço correu até à vila e pediu aos moradores que viessem ajudar a apagar o incêndio que estava a destruir o circo. Mas os habitantes viram nos gritos do palhaço apenas um belo truque de publicidade que visaria levá-los a acorrer em grande número às sessões do circo; aplaudiam e desatavam a rir. Diante dessa reacção, o palhaço sentiu mais vontade de chorar do que de rir. Fez de tudo para convencer as pessoas de que não estava a representar, de que não se tratava de um truque e sim de um apelo da maior seriedade: estava realmente em causa um incêndio. Mas a sua insistência só fazia aumentar os risos; eles achavam que a performance estava excelente – até que o fogo alcançou de facto aquela vila. Aí já foi tarde, e o fogo acabou por destruir não só o circo, mas também a povoação” (pág. 27-28).
terça-feira, 23 de março de 2010
A Deus que fala e se cala

Nunca nos deixes esquecer
Que quando falas também te calas.
Concede-nos que mantenhamos a confiança,
Enquanto esperamos a tua vinda,
Quando te calas por amor
E quando por amor falas.
Quer te cales quer fales,
És o mesmo Pai,
O mesmo coração paterno;
Quer nos guies com tua voz
Ou nos eduques
Com teu silêncio.
Soren Kierkegaard (1813-1855)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Dostoiévski: "Se Deus não existisse, tudo seria permitido"

Dostoiévski escreveu em “Os Irmãos Karamazov”:“Se Deus não existisse, tudo seria permitido”. A frase tem sido glosada de muitas formas e feitios.
Jean-Paul Sartre escreveu que “tudo é permitido se Deus não existe". Não existindo Deus, "o homem está desamparado", porque não encontra "nenhuma possibilidade de se agarrar, nem em si, bem fora de si”. Esse «desamparamento» é o princípio do existencialismo. Sem Deus, não existe causa nem fim. O homem é liberto e livre. Assim pensa o existencialismo ateu.
Simone de Beauvoir reflecte na mesma linha de Sartre, com algumas nuances, mas contra Dostoiévski. Não existe Deus, a liberdade é maior, a responsabilidade é total. “Bem longe de a ausência de Deus autorizar toda a licença, é pelo contrário porque o homem está desamparado sobre a Terra que os seus actos são compromissos definitivos, absolutos. Ele carrega a responsabilidade de um mundo que não é obra de uma potência estrangeira, mas de si mesmo onde se inscrevem tanto as suas derrotas como as suas vitórias. Um Deus pode perdoar, apagar, compensar; mas, se Deus não existir, as faltas do homem são inexpiáveis”.
George Perros, cómico e escritor (1923-1978), acrescenta, porém: “Eu acho que o que assusta, é que tudo seja permitido mesmo que Ele exista”.
Por fim, Jacques Lacan (1901-1991), apoiando-se na sua prática de psicanalista, diz o contrário de Dostoiévski: “Se Deus não existe, então já nada mais é permitido. As nevroses demonstram-no diariamente”.
Também eu gostava de acrescentar um pensamento a estes ilustres franceses (adaptei as frases de um livro de Jérôme Duhamel e Jean Mouttapa, “Dicionário inesperado de Deus”, na Editorial Notícias): Se Deus existe, tudo é permitido. Não falo do poder de Deus, falo do poder dos homens. Na verdade, este pensamento não é original. Agostinho de Hipona escreveu há 1600 anos: “Ama e faz o que quiseres”. É sensivelmente o mesmo. Ama porque Deus existe. Faz o que quiseres porque daí brota um campo imenso de possibilidades.
9 de Fevereiro de 1881. Morre Dostoiévski

Retrato de Fiódor Dostoiévski (1872), por Perov
Fiódor Dostoiévski nasceu no dia 11 de Novembro de 1821, em Moscovo, e morreu no dia 9 de Fevereiro de 1881, em São Petersburgo. É unanimemente considerado um dos maiores romancistas da literatura mundial, devido a obras como “O Idiota”, “Irmãos Karamazov” ou “Crime e Castigo”. E é visto como iniciador do existencialismo, influenciando a filosofia e a teologia.
sábado, 7 de novembro de 2009
7 de Novembro de 1913. Nasce Camus

Albert Camus, que com Nietzsche e Dostoiévski, formavam uma trindade de existencialistas (ou pré) que, estudantes, gostávamos de ler ou de dizer que líamos, nasceu no dia 7 de Novembro de 1913, um dia depois de Gandhi ter sido preso na África do Sul, quatro anos precisos antes de Lenine depor Kerenski, na Revolução que para o calendário ortodoxo (juliano) foi em Outubro.
Camus, no estudo da Filosofia/Teologia, era um existencialista aberto, não-cristão, ao contrário de Gabriel Marcel ou Karl Jaspers, mas representando um humanismo ateu dialogante, diferente do de Sartre.
A tese de doutoramento de Camus foi sobre Santo Agostinho. Nobel da Literatura em 1957 (três anos antes de morrer), escreveu “O estrangeiro”, “O mito de Sísifo. Ensaio sobre o absurdo”, “A peste”, “O homem revoltado”, entre outras obras.
Como isto anda tudo ligado, li ontem em “A Vertigem das Listas” (p. 309-310):
Eu lembro-me de que o protagonista de “O Estrangeiro” é Antoine (?) Meursault: foi frequentemente observado que ninguém se recorda do seu nome.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard




