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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Do uso dos crucifixos

Um crucifixo de bronze também pode ser usado para parir a cabeça a alguém, mas não é uma boa razão para se proibir o fabrico de crucifixos.

Claudio Magris, pág. 135 de "A história não acabou"

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Entretanto nas Filipinas

Procissão nas Filipinas. Vem no "Público" de hoje, online, "fotos do dia", mas não diz qual é a comemoração.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Um "bom colégio de padres" - anedota contada por Bergoglio

Esta história foi contada por Jorge Bergoglio no livro-entrevista publicado em Portugal pelas Paulinas (Francesca Ambrogetti e Sergio Rubin, "Papa Francisco, Conversas com Jorge Bergoglio"), na página 42:

Um rapaz judeu era expulso de todas as escolas por ser indisciplinado, até que outro judeu recomenda ao pai um «bom colégio de padres». E anima-o, dizendo-lhe que, certamente, ali o irão endireitar. O pai aceita o conselho. Passa-se o primeiro, mês e o rapaz porta-se muito bem, sem qualquer repreensão. Também não tem problemas de comportamento nos meses seguintes. O pai, levado pela curiosidade, foi ver o reitor para saber como é que ele conseguiu encarrilhá-lo. “Foi muito simples”, responde o sacerdote. “No primeiro dia agarrei-o por uma orelha e disse-lhe, apontando para o crucifixo: «Este era judeu como tu; se te portares mal, vai-te acontecer o mesmo»”.

Mas esta faz lembrar uma outra contada por Onésimo Teotónio de Almeida. Pode lê-la aqui.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Cruz, biografia e poder

Separar a cruz da história documental, para pôr em relevo o seu significado, é retirar à crucifixão de Jesus o seu poder subversivo.

Christian Duquoc

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O símbolo de Catalina


Catalina Pestana no "Expresso" de sábado. Não li. Não me interessa a questão do disse não disse (interessa, sim, que venha ao de cima a verdade e seja feita justiça). E se ela sabe, que seja investigado o que sabe.

O que atraiu a minha atenção foi o símbolo que Catalina traz ao pescoço. Não é a típica cruz, mas um ankh, o símbolo egípcio para a eternidade, o preferido do danbrowniano Robert Langdon. Estará Catalina envolvida numa conspiração?

domingo, 25 de novembro de 2012

Cruz da Fortuna

No quiosque, ao comprar o jornal, vejo que uma revista oferece (por mais 1,99 euros, pareceu-me) a "Cruz da Fortuna". É claro que não pensam, quem promove a venda, que Cruz (de Cristo) e Fortuna (do mundo), se não são contraditórios, são improváveis ao mesmo tempo e na mesma pessoa. Não costumam andar juntos. A não ser que os promotores pensem, à maneira de São Paulo, que a verdadeira fortuna está na Cruz de Cristo.

(Em dia de Cristo-Rei)

sábado, 13 de outubro de 2012

O Deus cristão só é pensável e dizível enquanto...


O Deus cristão só é pensável e dizível enquanto Deus que se dá a pensar e a dizer na sua própria Palavra; Palavra que encarnou no Homem-Deus Jesus Cristo. O Deus cristão é, por isso, um Deus que entra em contacto com a fugacidade da História, mais ainda, é o Deus que morre na cruz, onde se concentram presença e ausência de si mesmo.

João Manuel Duque, "Dizer Deus na Pós-Modernidade" (Ed. ECP/Alcalá), p. 71-72

sábado, 29 de setembro de 2012

Crucificação de Neymar na "Placar"


Contexto: "Cai-cai", pelo que percebi, é fazer fita, caindo, para o que árbitro assinale falta contra a equipa que comete a suposta falta. Não falta disso, dizem, que eu nem sei como se chama o guarda-redes da equipa que me é menos indiferente, no futebol português. Pelos vistos, na Brasil, há um grande debate sobre o assunto.

Os bispos brasileiros, a propósito desta capa, emitiram uma nota:

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, manifesta profunda indignação diante da publicação de uma fotomontagem que compõe a capa de uma revista esportiva na qual se vê a imagem de Jesus Cristo crucificado com o rosto de um jogador de futebol. 
 Reconhecemos a liberdade de expressão como princípio fundamental do estado e da convivência democrática, entretanto, que há limites objetivos no seu exercício. A ridicularização da fé e o desdém pelo sentimento religioso do povo por meio do uso desrespeitoso da imagem da pessoa de Jesus Cristo sugerem a manipulação e instrumentalização de um recurso editorial com mera finalidade comercial. 
 A publicação demonstrou-se, no mínimo, insensível ao recente quadro mundial de deplorável violência causado por uso inadequado de figuras religiosas, prestando, assim, um grave desserviço à consolidação da convivência respeitosa entre grupos de diferentes crenças. 
 A fotomontagem usa de forma explícita a imagem de Jesus Cristo crucificado, mesmo que o diretor da publicação tenha se pronunciado negando esse fato tão evidente, e isso se constitui numa clara falta de respeito que ofende o que existe de mais sagrado pelos cristãos e atualiza, de maneira perigosa, o já conhecido recurso de atrair a atenção por meio da provocação.
E para quem aprecia pintura, que pintor emita a capa? Velázquez, penso.

domingo, 6 de maio de 2012

Enquanto os francos vão a votos

Clóvis, rei dos francos, batizado talvez em 496 (pelo menos a França celebrou o 1500.º aniversário do batismo de Clóvis em 1996), ao ouvir a narração do episódio da crucificação de Jesus, exclamou: "Oh, quem me dera lá ter estado, com os meus francos". Teria dado cabo de tudo.

domingo, 15 de abril de 2012

Superstição



John Henry Newman (1801-1890), perto dos 20 anos, escreveu uma autobiografia sobre as suas primeiras duas décadas de vida. Em "Apologia" (ed. Verbo), dá-nos alguns excertos desses escritos juvenis. Num deles mostra-se como os sinais cristãos pode ter um uso supersticioso: 
"Eu era muito supersticioso e durante certo tempo antes da minha conversão [quando tinha 15 anos] costumava frequentemente benzer-me quando me dirigia para um lugar escuro".

sábado, 7 de abril de 2012

Levar a sua cruz


É decisivo recordar que «perder [a vida]» significa substancialmente «saber dar» e não certamente «para deitar fora a vida» ou «malbaratá-la».

Não é assim tão evidente. Antes, parece que basta evocar a palavra “cruz” para nos evocar um contexto de dor e negatividade, de maneira que a expressão “levar a sua cruz” equivale quase sempre a “resignar-se ao inevitável”, “sofrer sem lamentar-se”. Pode-se mesmo chegar a determinados casos extremos, não muito raros, que levam a uma suspeita sistemática do prazer e a procurar autocastigar-se quando parece que as coisas correm demasiado bem.

Deve-se reconhecer que há uma forma incorreta de entender a cruz, que empobrece e reduz o seu significado e produz uma visão sofrida e tétrica do cristianismo, onde a fé, em vez de funcionar como força dinâmica e positiva, leva a que a pessoa se dobre sobre si mesma, numa atitude lamurienta e vitimista, que é tudo menos a resposta a um «bom romance». (…) Porque há realmente uma saída.

Domenico Pezzini, "As feridas que curam. Reflexões sobre a Paixão e a Páscoa" (Paulinas), pág. 13-14

sábado, 31 de março de 2012

Evitei-te

Separei-me de ti; evitei-te, renunciei, crucificado.
Que nunca eu seja separado dele.


Blaise Pascal (1623-1662)

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Um passarinho que canta num bosque de espinhos - Texto de João XXIII


Uma nota característica deste retiro espiritual tem sido uma grande paz e alegria interior, que me encoraja a oferecer-me ao Senhor, em ordem a qualquer sacrifício que Ele queira pedir-me. Desejo que esta tranquilidade e esta alegria penetrem cada vez mais, por dentro e por fora, toda a minha pessoa e toda a minha vida. [...] Terei muito cuidado na guarda deste gozo interior e exterior. [...] Para mim, deve ser um convite perene a imagem de São Francisco de Sales que, entre outras, gosto de repetir: eu sou como um passarinho que canta num bosque de espinhos.

Assim, pois, poucas confidências sobre o que possa fazer-me sofrer. Muita discrição e indulgência no meu juízo acerca das pessoas e das situações; inclinação para orar especialmente por quem for para mim motivo de sofrimento; e, em tudo, grande bondade e paciência sem limites, lembrando-me de que qualquer outro sentimento [...] não está de acordo com o espírito do Evangelho nem da perfeição evangélica. Prefiro ser considerado um pobre homem, desde que, a qualquer preço, faça triunfar a caridade. Deixar-me-ei esmagar, mas quero ser paciente e bom até ao heroísmo.

Papa João XXIII (1881-1963), “Diário da alma”, 1930, durante um retiro em Rusciuk.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...