terça-feira, 7 de abril de 2015
Laicidade, o que é?, por Claudio Magris
"Laicidade não é um conteúdo filosófico, mas sim um âmbito mental, a capacidade de distinguir o que é demonstrável racionalmente do que, pelo contrário, é objeto de fé - independentemente da adesão ou não a essa fé - e de distinguir as esferas e os âmbitos das diferentes competências, por exemplo, as da Igreja e as do Estado, o que - precisamente conforme o dito evangélico - se deve dar a Deus e o que se deve dar a César."
Claudio Magris, na pág, 24 do admirável "A História não acabou. Ética, Política, Laicidade", Quetzal
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Pecado original segundo Alain de Botton
Não é difícil acreditar no pecado original. Para quem é crente, o pecado está demasiado patente para não nos marcar até para lá da medula. O difícil é acreditar na roupagem do pecado original, incluindo as frases do catecismo. E o nome, que remete para a origem.
Lembrei-me disto ao ler uma passagem de "Religião para ateus", de Alain de Botton, livro muito aconselhável, a bispos, padres, seminaristas e gente empenhada na Igreja de uma forma geral. Diz ele a certo ponto (pág. 112) sem falar de "pecado original":
"(...) O cristianismo (...) tem um conceito inteiramente diferente da natureza humana. (...)Acredita que, no fundo, somos criaturas desesperadas, frágeis, vulneráveis e pecadoras, muito menos sábias do que bem informadas, sempre à beira da ansiedade, torturadas pelas nossas relações, com pavor da morte - e, acima de tudo, com necessidade de Deus".
sábado, 29 de dezembro de 2012
Botton sobre os santos
A escassez de modelos ideais ajuda a explicar por que é que o catolicismo coloca diante dos seus crentes cerca de 2500 dos seres humanos mais grandiosos e virtuosos que, sendo ele, já pisaram a terra.
Alain de Botton, pág. 92 de "Religião para ateus" (D. Quixote)
domingo, 28 de outubro de 2012
Fé é amor
Abbé Pierre, 1992
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Para um dicionário católico pós-crise actual (1). Clericalismo
Clericalismo – Mentalidade elitista e respectivos padrões de comportamento que considera que os clérigos são intrinsecamente superiores aos outros membros da Igreja, pelo que merecem deferência automática.
Consequência lógica - A passividade e a dependência são a sina dos leigos.
Consequência catastrófica - Os abusos sexuais. O clericalismo dos leigos e dos clérigos impede que se questionem as acções do clero.
Baseado nas declarações de Michael Kelly, vice-editor do jornal "Irish Catholic", lidas aqui.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard


