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quarta-feira, 13 de março de 2013

Francisco I, seja o que Deus quiser


As escolha surpreendeu. Pela positiva. O sentimento "seja o que Deus quiser", em mim, é de confiança. Há oito anos era de  resignação. No meu caso, claro, insisto.

O nome já não estava entre os favoritos, apesar de de vez em quando ainda ser apontado. 

Fui ver onde é que Jorge Bergoglio já apareceu neste blogue.

Aqui, no dia 27 de fevereiro de 2012.

E aqui, há dias, juntamente com o nome Francisco. Mas não na mesma pessoa.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Que nome vai escolher o novo papa?

Bento XVII? Improvável. Seria a continuidade de Bento XVI. Mas Bento XVI quis dizer “mais como eu não”. E há que cumprir o pedido. Só Angelo Scola poderia escolhê-lo, pois conhecia bem Bento XVI de diversos outros sítios. Saberia ser continuador.

João Paulo III? Não me parece. João Paulo II esgotou, pelo menos enquanto os que viveram sob o seu pontificado andarem por cá, a junção dos nomes. Não é que João Paulo II tenha sido um grande papa. Julgo que não foi. E duvido que o seu processo de canonização avance depois do que veio ao de cima com Bento XVI. Os escândalos do dinheiro e do sexo. Mas ninguém quer assumir, julgo eu, a teatralidade, as grandes imagens de João Paulo II.

Paulo VII? É uma possibilidade. Passaram uns anos. Significaria que o novo Papa aposta na continuidade do Concílio Vaticano II. Fazer o que ainda não foi feito. O milanês Ravasi, como Montini, poderia escolher este nome.

João XXIV? Outro nome que parece esgotado. Só um reformador otimista humilde poderá voltar a usá-lo. Mas como as coisas estão, é difícil reformar com humildade. E se for otimista, poderá não querer fazer reformas. Um cardeal franciscano poderia escolher este nome. Claudio Hummes, brasileiro, não é carta descartada. E há O’Malley, capuchinho dos EUA. Mas estes poderiam ter coragem para escolher o seguinte nome. Pelo menos, de certeza que lhes passa pela cabeça, ainda que fica mal escolher o nome do fundador da ordem.

Francisco I? Sobre este nome, ler o magnífico texto Maurizio Chierici no jornal “Il Fatto Quotidiano”, traduzido aqui.

Clemente XV? É uma possibilidade para D. José Policarpo. No anterior conclave disse que se fosse eleito era este o nome escolheria. Um sinal, já, de que é um Clemente que lhe sucede em Lisboa? O Clemente XIV não foi clemente. Era franciscano e extinguiu os jesuítas. Ficou na história como “o rigoroso”.

Pio XIII? Um asiático poderia escolher este nome. O Tagle das Filipinas, por exemplo. Um africano também seria capaz de escolher tal nome. Mas não um europeu nem um americano.

Leão XIV? Demasiado feroz. Quer-se mansidão. A não ser que apareça alguém extremamente humilde, reformador e com um grande sentido de humor e uma elevada auto-estima. Há dois cardeais jesuítas ou só há um, argentino, Bergoglio? De momento não sei quantos jesuítas há no conclave. A dificuldade está em juntar humildade a um jesuíta.

(Hei de voltar aos nomes papais)
Nota de 13 de março às 22h42. Não deu tempo de voltar aos nomes papais, mas também não foi preciso. O improvável Francisco já cá estava.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Próximo Papa só por milagre não será italiano

No "Expresso" de sábado passado.

Que o próximo Papa vai ser italiano, também é da minha opinião que sim. Mas nunca se sabe se surge um Jorge Bergoglio (argentino, 76 anos), de quem dizem já ter recolhido muitos votos no último conclave, ou um Timothy Dolan (dos EUA, 62 anos - seria curioso ouvir falar da mãe do Papa; da sogra já se ouviu uma vez, nos Evangelhos).

Antes de Bento XVI falava-se de Maradiaga (hondurenho, 71 anos), mas este está queimado na imprensa norte-americana por causa de certas afirmações - não, não teve nada a ver com a sexualidade nem com a pedofilia.

Quanto aos italianos, há Ravasi, da cultura, e Scola, de Milão.

Que Bento XVI não fez reformas, também é da minha opinião que não. Fez, está a fazer, umas coisas tímidas. (Para alguns fez tudo perfeito; e para outros, até fez demasiado.) Os teólogos nunca são bons a fazer reformas. Isso é coisa de pastores. Os teólogos, como pensam demasiado, veem convenientes e inconvenientes em tudo. E isso paralisa.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...