Mostrar mensagens com a etiqueta Esperança. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Esperança. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 23 de abril de 2013

Fiador

Jesus, reconhecido como o Cristo, confirma, dá crédito e robustece toda a esperança humana.

Karl Barth

terça-feira, 20 de novembro de 2012

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Impulso

Quem anda perdido, quem não tem um objetivo, facilmente perde a esperança. Pelo contrário, aquele que avança para a própria meta, está cheio de esperança.


Francisco van Thuan, "O Caminho da Esperança" (Paulinas), pág. 143.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Infalibilidade da esperança

Se a infalibilidade (...) se entende como infalibilidade da esperança, revela-se então como uma verdade evangélica, no melhor sentido da palavra. Muitos pensamentos e muitas manifestações da Igreja passariam, desde esse momento, a ser acolhidos de forma completamente diversa e a ressoar com um som de mais intensa alegria e esperança.


Walter Kasper, "Introdução à fé", pág. 163

terça-feira, 17 de abril de 2012

Para todos

(...) O simples facto de testemunhar uma esperança já tem algo de notícia boa. Mais de uma vez me disseram: «Que sorte tens tu que esperas tudo isso!» Até que uma vez, perante um caso particularmente dramático, me ocorreu responder: «Não te lamentes, porque também o espero para ti».


González Faus

quarta-feira, 28 de março de 2012

A maior fonte de esperança

O meu amigo e eu falámos muito de Jesus e, quando nos separámos, ele disse:
 - Gostei que tivesses vindo. Neste bairro poucos são os que proferem o seu nome abertamente, porque está associado a tantas coisas negativas e, no entanto, é a maior fonte de esperança.


Henri Nouwen, "A caminho de Daybreak", Paulinas, pág. 317

segunda-feira, 19 de março de 2012

Esperança: Kafka versus Joubert

A esperança é um empréstimo que se pede à felicidade.
Joseph Joubert


A esperança é abundante, mas não para nós.
Franz Kafka 

domingo, 1 de janeiro de 2012

Nocturno



Se não vieres,
Senhor,
Quem poderá curar
A ferida de amar?
Sozinho com o cacho de um coração pesado,
Por toda a parte
Me queimará a ausência
Sem que jamais se consume
Este desejo de borboleta nocturna
Pela estrela
Até quando, enfim, até à aurora
Consentir.


Gilles Braudry

sábado, 18 de junho de 2011

"Where is my light", poema crente do judaísmo ateu



Leio num livro que é uma espécie de introdução ao ateísmo prático, humanista, segundo a acepção anglo-saxónica, este poema:

Where is my light?
My light is in me.

Where is my hope?
My hope is in me.

Where is my strength?
My strength is in me.

My strength is in me... and in you.

O poema, “Where is my light?, é de Sherwin Theodore Wine (1928-2007), fundador do “judaísmo humanista” - uma estranha tentativa de conciliar vida judaica e ateísmo (ver www.shj.org) - parece-me.

A questão é: este poema não poderia ter sido escrito ou dito por um crente em Deus? É que se o autor dissesse que a luz, esperança, e força “sou eu”... Mas não. Diz “está em mim” e "em ti". O que remete para dezenas (centenas?) de passagens bíblicas.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A esperança, segundo Vaclav Havel



"A esperança não é a convicção de que alguma coisa acabará bem, mas a certeza de que alguma coisa tem sentido, independentemente do modo como acabar".


Vaclav Havel, citado por Timothy Radcliffe em "Ser cristão para quê?", pág. 31.

terça-feira, 19 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

Espera - Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen para este domingo de navegação

Deito-me tarde

Espero por uma espécie de silêncio
Que nunca chega cedo
Espero a atenção a concentração da hora tardia
Ardente e nua
É então que os espelhos acendem o seu segundo brilho
É então que se vê o desenho do vazio
É então que se vê subitamente
A nossa própria mão poisada sobre a mesa

É então que se vê o passar do silêncio
Navegação antiquíssima e solene

Sophia de Mello Breyner Andresen. Poema lido aqui.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Entrevista a Moltmann, teólogo da esperança



Jürgen Moltmann, “teólogo da esperança” que tem agora quase 85 anos, protestante, deu há dias uma entrevista ao jornal da católico “Avvenire”. Alguns excertos:


Mais do que fé e incredulidade, esperança
A esperança é mais ampla porque ligada ao amor pela vida. Esperamos enquanto respiramos e, se duvidamos e ficamos tristes, a esperança perdida nos atormenta. Onde a esperança é destroçada na vida inicia a violência e a morte.
Fé e sofrimento
Quando eu estava em perigo de vida não me perguntei por que eu me encontrava naquela situação: solicitei ajuda chorando e clamando. Uma divindade boa e onipotente não pode ajudar-nos. No cerne do cristianismo encontra-se a paixão de Deus sobre a cruz de Cristo. Nisso se revela uma paixão pela vida plena de misericórdia pelas devastações da vida. ‘Somente o Deus sofredor pode ajudar’, escreveu Bonhoeffer na cela, olhando o Deus crucificado. No Cristo moribundo a dor de Deus encontrou sua expressão humana. Deus sofre as nossas penas. Cristo vem para procurar o que está perdido e ele mesmo se dá por perdido para encontrar os perdidos. Quem se avizinha de Cristo toma parte na dor de Deus e percebe sua desolação.
Deixar os muros da Igreja
O ateísmo foi debatido tão asperamente a ponto de o escritor Heinrich Boll dizer: “Não me agradam estes ateus, pois falam sempre de Deus”. Após o refluxo para felicidade privada o interesse por Deus desapareceu. Desde então aumentou o número de quantos o perderam e não sentem a falta da fé. Para instaurar um diálogo com eles, os cristãos devem deixar os muros da Igreja e andar no mundo. Os padres operários franceses andaram pelas fábricas e os teólogos da libertação andaram no meio do povo oprimido, compartilhando seu destino. Agora os acadêmicos andam entre os cultos e compartilham suas dúvidas.(…) O confronto entre fé e incredulidade exige que a Igreja dirija o seu coração ao exterior. Deve fazê-lo a todos os ateus sinceros: diz o que crês e crê no que dizes. Leva a sério as perguntas e as acusações de quem não pode crer, e procura junto com ele uma resposta de Deus. Já por demasiado tempo o povo relegou o cristianismo ao ângulo da fé e exaltou o diálogo ente as religiões para prosseguir imperturbada com a secularização. É hora de a fé cristã sair deste ângulo: Cristo não fundou uma nova religião, mas trouxe vida nova!
Uma nota biográfica
Aos 16 anos eu queria estudar matemática e a religião era muito distante do ‘laicismo’ de minha casa. Em 1943 me alistei como soldado, e sobrevivi à tempestade que destruiu Hamburgo com 40.000 mortos. Quando o amigo junto a mim foi dilacerado por uma bomba, por primeira vez clamei a Deus. Experimentei como se ele ocultasse sua face.
Feito prisioneiro, recebi uma Bíblia: os Salmos das lamentações exprimiam o que eu experimentava. Entendi que Cristo é aquele que nos entende e que ele veio para procurar o que está perdido: é aquele que nos encontra. Por vontade de Cristo comecei a ter confiança em Deus. Não terei chegado à idéia que existe um Deus e que Deus é amor apaixonado e disposto a sofrer. Na guerra experimentei como é o abandono de Deus. Por isso, creio que Deus esteja com os sem Deus. E que ele possa ser encontrado entre eles. É neles que Deus aguarda aqueles que crêem.
 Ler tudo aqui.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Esperança e desejo


Diz Timothy Radcliffe que Tomás de Aquino chama à oração “a intérprete do desejo” ou “a intérprete da esperança”. O que quer dizer que a oração não anda longe nem do desejo nem da esperança. É bom saber isso.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Esperança mas sem ilusão - Entrevista com D. Manuel Clemente


Mais uma entrevista com D. Manuel Clemente, com enfoque no norte do país.

Um excerto:

José Leite Pereira (JN/TSF): Não queria perder a oportunidade de falar consigo, Sr. D. Manuel, sobre a sua homilia no início do ano de combate ao laicismo, que no fundo, tem a ver com o que estivemos a falar: do envolvimento dos cidadãos.

D. Manuel Clemente: Exactamente. A laicidade é uma enorme conquista da civilização. Essa, sim, é uma verdadeira conquista da civiloização porque é uma redescoberta e um aprofundamento da realidade pessoal como dinamismo de apreensão, escolha, opção e decisão em termos daquilo a que se chama a verdade. A verdade em geral, mas, sobretudo, a verdade como ela é sentida por cada um. O respeito pela pessoa e pelas suas opções, religiosas ou não - o Papa diz na sua mensagem para este ano que a liberdade religiosa também permite a alguém não só mudar de religião como até não ter nenhuma. É uma liberdade da pessoa em relação à verdade da pessoa. A laicidade e secularidade é um grande bem. O laicismo, sobretudo como ele foi protagonizado em alguns sectores mais radicais desde a revolução francesa e depois se espalhou, em especial, na Europa latina, é outra coisa. É dizer que as convicções religiosas dos cidadãos não têm nem devem ter nenhuma projecção pública. Isto é mau e é exactamente o contrário da laicidade. A laicidade respeita a liberdade religiosa da pessoa. O laicismo suprime essa liberdade religiosa porque a põe apenas no seu intímo, na sua consciência.

JLP: Isso seria um tema bom para outro programa. De qualquer modo creio que o Sr. D. Manuel não subscreve as palavras do Cardeal espanhol, o Arcebispo Roco, que, curiosamente no mesmo dia, falando do combate ao laicismo, dizia que era preciso lançar uma reconquista pela Espanha que estava demasiado laica. Estamos a falar de duas personalidades muito diferentes: a sua e a do Cardeal espanhol. Também penso que as suas visões são um pouco diferentes das dele.

DMC: Sobretudo não uso nem sinto as coisas em termos belicistas. Compreendo historicamente a palavra reconquista. Sou capaz de a situar em Espanha que, tal como Portugal, nasceu num quadro da chamada reconquista cristã. Compreendo a alusão histórica, mas não gosto de utilizar esse tipo de terminologia porque acho, antes de mais, que serve mais para distanciar as posições do que propriamente para fazermos qualquer coisa em conjunto e nos reencontrarmos mais à frente.

Pode ser lida on-line, aqui.


Mais entrevistas com o Bispo do Porto e Prémio Pessoa 2009 aqui.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Entrevistador do Papa entrevistado pelo DN

Entrevista do DN de sexta-feira, 18 de Dezembro, a Peter Seewald, que conduziu Bento XVI no livro-entrevista "Luz do Mundo".

sábado, 18 de dezembro de 2010

Quatro virtudes teologais: Fé, esperança, caridade e amor

Timothy Radcliffe ilustra cada pensamento do seu “Ir à Igreja porquê? O drama da Eucaristia” com referências à literatura e ao cinema e com pequenos casos e histórias. Falando das virtudes teologais, as virtudes que “nos tocam com a «virtus» de Deus, a graça dinâmica de Deus, tornando-nos fortes para a nossa caminhada rumo à felicidade em Deus”, conta o seguinte:

“Quando Jane Elisabeth Stanford vistou a capela da universidade que ela e o seu marido fundaram na Califórnia, mostraram-lhe as estátuas que representavam estas três virtudes: fé esperança e caridade. E ela perguntou: “E a do amor?” Ninguém se atreveu a indicar que caridade, neste contexto, significa «amor». Nunca discordem de um benfeitor! E assim, a Universidade de Stanford é, tanto quando sei, o único lugar no nundo que tem a figuração de quatro virtudes teologais” (pág. 21).

Uma das grandes vantagens de Internet é que podemos na hora confirmar o que estamos a ler.

A imagem da capela de Stanford e as virtudes (não estátuas, mas imagens, mosaicos) em pormenor, numa montagem:


Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...