sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
terça-feira, 23 de abril de 2013
Fiador
Karl Barth
terça-feira, 20 de novembro de 2012
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Impulso
Francisco van Thuan, "O Caminho da Esperança" (Paulinas), pág. 143.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Infalibilidade da esperança
Walter Kasper, "Introdução à fé", pág. 163
terça-feira, 17 de abril de 2012
Para todos
González Faus
quarta-feira, 28 de março de 2012
A maior fonte de esperança
- Gostei que tivesses vindo. Neste bairro poucos são os que proferem o seu nome abertamente, porque está associado a tantas coisas negativas e, no entanto, é a maior fonte de esperança.
Henri Nouwen, "A caminho de Daybreak", Paulinas, pág. 317
segunda-feira, 19 de março de 2012
Esperança: Kafka versus Joubert
Joseph Joubert
A esperança é abundante, mas não para nós.
Franz Kafka
domingo, 1 de janeiro de 2012
Nocturno
Se não vieres,
Senhor,
Quem poderá curar
A ferida de amar?
Sozinho com o cacho de um coração pesado,
Por toda a parte
Me queimará a ausência
Sem que jamais se consume
Este desejo de borboleta nocturna
Pela estrela
Até quando, enfim, até à aurora
Consentir.
Gilles Braudry
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
sábado, 18 de junho de 2011
"Where is my light", poema crente do judaísmo ateu
Leio num livro que é uma espécie de introdução ao ateísmo prático, humanista, segundo a acepção anglo-saxónica, este poema:
segunda-feira, 2 de maio de 2011
A esperança, segundo Vaclav Havel
"A esperança não é a convicção de que alguma coisa acabará bem, mas a certeza de que alguma coisa tem sentido, independentemente do modo como acabar".
Vaclav Havel, citado por Timothy Radcliffe em "Ser cristão para quê?", pág. 31.
terça-feira, 19 de abril de 2011
domingo, 17 de abril de 2011
Espera - Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen para este domingo de navegação
Deito-me tarde
Que nunca chega cedo
Espero a atenção a concentração da hora tardia
Ardente e nua
É então que os espelhos acendem o seu segundo brilho
É então que se vê o desenho do vazio
É então que se vê subitamente
A nossa própria mão poisada sobre a mesa
É então que se vê o passar do silêncio
Navegação antiquíssima e solene
domingo, 20 de fevereiro de 2011
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Entrevista a Moltmann, teólogo da esperança
Jürgen Moltmann, “teólogo da esperança” que tem agora quase 85 anos, protestante, deu há dias uma entrevista ao jornal da católico “Avvenire”. Alguns excertos:
Mais do que fé e incredulidade, esperança
A esperança é mais ampla porque ligada ao amor pela vida. Esperamos enquanto respiramos e, se duvidamos e ficamos tristes, a esperança perdida nos atormenta. Onde a esperança é destroçada na vida inicia a violência e a morte.Fé e sofrimento
Quando eu estava em perigo de vida não me perguntei por que eu me encontrava naquela situação: solicitei ajuda chorando e clamando. Uma divindade boa e onipotente não pode ajudar-nos. No cerne do cristianismo encontra-se a paixão de Deus sobre a cruz de Cristo. Nisso se revela uma paixão pela vida plena de misericórdia pelas devastações da vida. ‘Somente o Deus sofredor pode ajudar’, escreveu Bonhoeffer na cela, olhando o Deus crucificado. No Cristo moribundo a dor de Deus encontrou sua expressão humana. Deus sofre as nossas penas. Cristo vem para procurar o que está perdido e ele mesmo se dá por perdido para encontrar os perdidos. Quem se avizinha de Cristo toma parte na dor de Deus e percebe sua desolação.Deixar os muros da Igreja
O ateísmo foi debatido tão asperamente a ponto de o escritor Heinrich Boll dizer: “Não me agradam estes ateus, pois falam sempre de Deus”. Após o refluxo para felicidade privada o interesse por Deus desapareceu. Desde então aumentou o número de quantos o perderam e não sentem a falta da fé. Para instaurar um diálogo com eles, os cristãos devem deixar os muros da Igreja e andar no mundo. Os padres operários franceses andaram pelas fábricas e os teólogos da libertação andaram no meio do povo oprimido, compartilhando seu destino. Agora os acadêmicos andam entre os cultos e compartilham suas dúvidas.(…) O confronto entre fé e incredulidade exige que a Igreja dirija o seu coração ao exterior. Deve fazê-lo a todos os ateus sinceros: diz o que crês e crê no que dizes. Leva a sério as perguntas e as acusações de quem não pode crer, e procura junto com ele uma resposta de Deus. Já por demasiado tempo o povo relegou o cristianismo ao ângulo da fé e exaltou o diálogo ente as religiões para prosseguir imperturbada com a secularização. É hora de a fé cristã sair deste ângulo: Cristo não fundou uma nova religião, mas trouxe vida nova!Uma nota biográfica
Aos 16 anos eu queria estudar matemática e a religião era muito distante do ‘laicismo’ de minha casa. Em 1943 me alistei como soldado, e sobrevivi à tempestade que destruiu Hamburgo com 40.000 mortos. Quando o amigo junto a mim foi dilacerado por uma bomba, por primeira vez clamei a Deus. Experimentei como se ele ocultasse sua face.Ler tudo aqui.
Feito prisioneiro, recebi uma Bíblia: os Salmos das lamentações exprimiam o que eu experimentava. Entendi que Cristo é aquele que nos entende e que ele veio para procurar o que está perdido: é aquele que nos encontra. Por vontade de Cristo comecei a ter confiança em Deus. Não terei chegado à idéia que existe um Deus e que Deus é amor apaixonado e disposto a sofrer. Na guerra experimentei como é o abandono de Deus. Por isso, creio que Deus esteja com os sem Deus. E que ele possa ser encontrado entre eles. É neles que Deus aguarda aqueles que crêem.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Esperança e desejo
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Esperança mas sem ilusão - Entrevista com D. Manuel Clemente
José Leite Pereira (JN/TSF): Não queria perder a oportunidade de falar consigo, Sr. D. Manuel, sobre a sua homilia no início do ano de combate ao laicismo, que no fundo, tem a ver com o que estivemos a falar: do envolvimento dos cidadãos.
D. Manuel Clemente: Exactamente. A laicidade é uma enorme conquista da civilização. Essa, sim, é uma verdadeira conquista da civiloização porque é uma redescoberta e um aprofundamento da realidade pessoal como dinamismo de apreensão, escolha, opção e decisão em termos daquilo a que se chama a verdade. A verdade em geral, mas, sobretudo, a verdade como ela é sentida por cada um. O respeito pela pessoa e pelas suas opções, religiosas ou não - o Papa diz na sua mensagem para este ano que a liberdade religiosa também permite a alguém não só mudar de religião como até não ter nenhuma. É uma liberdade da pessoa em relação à verdade da pessoa. A laicidade e secularidade é um grande bem. O laicismo, sobretudo como ele foi protagonizado em alguns sectores mais radicais desde a revolução francesa e depois se espalhou, em especial, na Europa latina, é outra coisa. É dizer que as convicções religiosas dos cidadãos não têm nem devem ter nenhuma projecção pública. Isto é mau e é exactamente o contrário da laicidade. A laicidade respeita a liberdade religiosa da pessoa. O laicismo suprime essa liberdade religiosa porque a põe apenas no seu intímo, na sua consciência.
JLP: Isso seria um tema bom para outro programa. De qualquer modo creio que o Sr. D. Manuel não subscreve as palavras do Cardeal espanhol, o Arcebispo Roco, que, curiosamente no mesmo dia, falando do combate ao laicismo, dizia que era preciso lançar uma reconquista pela Espanha que estava demasiado laica. Estamos a falar de duas personalidades muito diferentes: a sua e a do Cardeal espanhol. Também penso que as suas visões são um pouco diferentes das dele.
DMC: Sobretudo não uso nem sinto as coisas em termos belicistas. Compreendo historicamente a palavra reconquista. Sou capaz de a situar em Espanha que, tal como Portugal, nasceu num quadro da chamada reconquista cristã. Compreendo a alusão histórica, mas não gosto de utilizar esse tipo de terminologia porque acho, antes de mais, que serve mais para distanciar as posições do que propriamente para fazermos qualquer coisa em conjunto e nos reencontrarmos mais à frente.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Entrevistador do Papa entrevistado pelo DN
sábado, 18 de dezembro de 2010
Quatro virtudes teologais: Fé, esperança, caridade e amor
Timothy Radcliffe ilustra cada pensamento do seu “Ir à Igreja porquê? O drama da Eucaristia” com referências à literatura e ao cinema e com pequenos casos e histórias. Falando das virtudes teologais, as virtudes que “nos tocam com a «virtus» de Deus, a graça dinâmica de Deus, tornando-nos fortes para a nossa caminhada rumo à felicidade em Deus”, conta o seguinte:
“Quando Jane Elisabeth Stanford vistou a capela da universidade que ela e o seu marido fundaram na Califórnia, mostraram-lhe as estátuas que representavam estas três virtudes: fé esperança e caridade. E ela perguntou: “E a do amor?” Ninguém se atreveu a indicar que caridade, neste contexto, significa «amor». Nunca discordem de um benfeitor! E assim, a Universidade de Stanford é, tanto quando sei, o único lugar no nundo que tem a figuração de quatro virtudes teologais” (pág. 21).
Uma das grandes vantagens de Internet é que podemos na hora confirmar o que estamos a ler.
A imagem da capela de Stanford e as virtudes (não estátuas, mas imagens, mosaicos) em pormenor, numa montagem:
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard










