segunda-feira, 9 de abril de 2012
Os Pascal riam pouco
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
24 de Janeiro de 1656. Pascal defende o jansenismo
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Origens religiosas da Revolução Francesa

Hoje é dia da Revolução Francesa. No dia 14 de Julho de 1789, o povo parisiense assaltou a prisão da Bastilha.
Escolhi outro facto para assinalar hoje como efeméride neste blogue (o Missal de Pio V), mas não resisto a transcrever uma explicação religiosa para a revolução que mudou a face da terra. Lida recentemente, para mim representou grande novidade. Mas agora percebo por que é que nos episódios iniciais da Revolução Francesa, feita contra o rei e a Igreja, surgem com frequência nomes de padres entre os protagonistas.
“Nos anos 1750, a Igreja [em França] cinde-se entre o partido de Roma, ligado à monarquia, e os padres jansenistas, próximos das camadas pobres e populares – ao passo que o primeiro jansenismo foi aristrocrático. As paróquias nas quais é mais importante a presença deles são as mais pobres de Paris, como as de Maubert-Mutualité, de Saint-Germain-l’Auxerrois ou de Saint-Jacques-du-Haut-Pas, nas imediações do [hospital militar de] Val-de-Grâce. O jansenismo coloca-se assim ao serviço do povo, opondo-se à monarquia e ao papa; os sacramentos que esses padres administram, nomeadamente o da extrema-unção, não são considerados válidos por Roma. Ora, essa condenação provoca um escândalo, e alguns historiadores chegam a ver nesse acontecimento uma das causas da Revolução. Rejeitart os últimos sacramentos equivale, de facto, a privar uma alma da sua dignidade, do seu descanso, da sua salvação. Esse acontecimento, aparentemente religioso, vai legar o povo a desligar-se da monarquia: o rei, dizia-se, não tem nenhum poder sobre as almas e não pode determinar a salvação delas. Trata-se, neste caso, de uma nova concepção de felicidade para as classes populares: doravante, cabe aos homens velar pela respectiva salvação, sem que nenhuma ordem emanada de cima lhes seja imposta”.
Arlette Farge in "A mais bela história da felicidade" (Texto & Grafia), pág. 121.
sexta-feira, 19 de março de 2010
19 de Março de 1721. Morre Clemente XI

Clemente XI (Giovanni Francesco Albani, 22-07-1649 – 19-03-1721) foi Papa de 23 de Novembro de 1700 até 19 de Março de 1721. Morreu no dia de S. José, de quem era devoto. O pontificado desta Papa de grande erudição ficou marcado três acontecimentos: disputas pelo trono de Espanha (1702-1714), em que Portugal também se vê envolvido, que acabam com a assinatura do Tratado de Utreque, que significa perda de parte dos Estados Pontifícios; condenação do quesnelismo, uma derivação do jansenismo, através da encíclica “Unigenitus”, de 1713; e por uma tomada de posição em favor dos dominicanos e contra os jesuítas na questão dos “ritos chineses”.
Na bula “Ex illa die”, publicada, por coincidência, no dia 19 de Março de 1715, o Papa diz que os convertidos ao catolicismo não podem participar nos festivais de Primavera e de Outono, em que veneravam Confúcio e os antepassados, nem venerar os antepassados nos tempos familiares. Por outro lado deviam deixar de usar a expressão “Senhor celeste” (“Tianzhu”). Apesar de “Deus” (latim) soar mal em chinês, é o termo que deve ser usado. É o início do fim das missões católicas na China.
domingo, 7 de março de 2010
7 de Março de 1724. Morre o Papa Inocêncio XIII

Inocêncio XIII (Michelangelo Conti, nascido a 13 de Maio de 1655) foi papa de 8 de Maio de 1721 a 7 de Março de 1724. Entre 1697 e 1710 foi núncio em Portugal. Mais tarde teve algumas dissensões com D. João V, que primeiro não queria aceitar o núncio Bichi e depois exigiu que este permanecesse em Portugal.
Inocêncio XIII, talvez devido à influência dos jansenistas, não via com bons olhos as adaptações que os jesuítas estavam a fazer na Índia e na China, acolhendo as especificidades locais nos ritos católicos. Mantém, por isso, a proibição dos ritos malabares na Índia (proibidos desde 1703) e dos ritos chineses (proibidos desde 1707) e chegou a suspender a actividade dos jesuítas na China e as admissões na Companhia de Jesus.
sábado, 23 de janeiro de 2010
"Última Ceia", de Philippe de Champaigne
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
-
O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
-
A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard
-
Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...


