Mostrar mensagens com a etiqueta Caminho. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Caminho. Mostrar todas as mensagens

domingo, 21 de julho de 2013

Uma frase de Bento Domingues no "Público" de hoje. Fé, muleta ou cajado?

Nós ainda estamos a caminho. A fé cristã — ao contrário da religiosidade natural, fácil e despreocupada — é sempre uma fé em processo de ressurreição. Encontra-se em fases muito diversas, ao longo das nossas vidas. O comentário irónico de que a fé é uma muleta para fracos e coxos, dispensável pelos fortes, pode ser, apenas, um expediente de conversa. Prefiro a metáfora de cajado do peregrino, que todos somos.

Bento Domingues

Público, 21-07-2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Coisas grandes sem caminho?

Se o Senhor te tivesse dito unicamente "Eu sou a Verdade e a Vida", poderias replicar-lhe: Grandes coisas me ofereces, mas como se chega lá?

Agostinho de Hipona

domingo, 12 de agosto de 2012

A isso chama-se caminho

Sentimos uma necessidade absoluta de nos movermos. Mais, de nos movermos numa direção específica. Uma dupla necessidade, portanto: de nos pormos a caminho e de sabermos para onde.

D. H. Lawrence citado por Paul Theroux em "A Arte da Viagem" (ed. Quetzal)

terça-feira, 13 de março de 2012

"Espaço para a autenticidade", texto de Tolentino Mendonça



É urgente que a vida não seja só a acumulação do tempo e do seu cavalgar sonâmbulo

Gosto, mas gosto muito, que a primeira palavra de Jesus no Evangelho de João seja uma pergunta (e seja aquela pergunta): “Que procurais?” (Jo 1,38). Consola-me ir percebendo que o que sustenta a arquitetura dos encontros e dos desencontros que os Evangelhos relatam é uma espécie de coreografia de perguntas, um intenso tráfico interrogativo, construído a maior parte do tempo a tatear, sem saber bem, com muitas dúvidas, muitos disparos ao lado, muita incapacidade até de comunicar. Isso é uma âncora, por muito que nos custe, pois uma vida só assente em respostas é uma vida diminuída, à maneira de uma primavera que não chegou a ser. Não sei como vai rebentar em nós a primavera, como se vai acender este reflorir que a natureza insinua, este renascer que o gesto pascal de Jesus espantosamente (res)suscita na nossa humanidade. Sei apenas que nas perguntas, mesmo naquelas que são difíceis e nos estremecem, reencontramos a vida exposta e aberta, certamente mais frágil, mas a única que nos permite tocar as margens de uma existência autêntica.

Todos somos habitados por perguntas e elas cartografam zonas silenciosas, territórios de fronteira do nosso ser. Estes dias reencontrei a pergunta de Pilatos (ainda no Evangelho de João): “O que é a verdade?” (Jo18,38). E dei comigo a aproximar esta pergunta de uma das frases emblemáticas de Jesus: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14,2). Sem querer relativizar a natureza densamente dogmática do enunciado, dei comigo, porém, a revisitá-lo em chave existencial. E era como se Jesus, mestre da vida que incessantemente se reformula em nós, nos desafiasse a uma apropriação. Sim, a uma apropriação. É necessário que perante a multidão dos caminhos percorridos e a percorrer cada um de nós diga: “eu sou o caminho que percorro”. É decisivo que as verdades que acordamos não sejam uma sobreposição, mas uma expressão profunda do que somos: “eu sou a verdade”. É urgente que a vida não seja só a acumulação do tempo e do seu cavalgar sonâmbulo, mas que cada um, pelo menos uma vez, possa dizer plenamente: “eu sou a vida”. Acho que é disto que o mistério pascal fala.

José Tolentino Mendonça
Copiei daqui.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Caminhar para o Caminho

Não é a montanha que desgasta mas sim a pequena pedra no teu sapato.

Robert Service (1874-1958)

Vou caminhar um pouco.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O perigo de caminhar e só caminhar

Caminhar é uma maneira dissimulada de esperar, mais digna do que a do hóspede despreocupado na sala de espera, mas não menos maliciosa. Continua a caminhar, para que não tenhas de tomar decisões ao chegar. E este caminhar a que me refiro não é o caminho físico do vagabundo alegre, mas o caminhar moral, mental e psicológico que representa a actividade constante, a pressa, o trabalho sem fim e as ocupações que se sucedem umas às outras sem parar. Tudo aquilo que nos protege do perigo de pensar e do risco de tomar decisões. Continua a caminhar para não ter de pensar. Procura trabalhar todo o dia para não teres tempo de te enfrentar contigo mesmo, com a tua vida e com as tuas opções. Corre sem parar. Em paradoxo irónico quer dizer, espera tranquilo e não faças nada. (...) A pontualidade em decidir-se é uma virtude rara.


Carlos G.Vallés, sj. "Saber escolher" (Livraria A.I., Braga), pág. 111-112

domingo, 12 de dezembro de 2010

Embrulhos

Max Jacob por Picasso

Parte-se à busca de Deus, como se diz, e acha-se uma religião. Um culto no lugar do objecto desse culto. Uma estrada atravancada de indicadores, de embrulhos e de bagagens, em lugar de uma via real em relação com a nossa necessidade de libertação.

Max Jacob (1876-1944)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Estrada


Se o poeta me conduz até Deus, eu quero que isso seja pela estrada por onde eu próprio caminho, as longas estradas terrestres, cheias de armadilhas e de tentações.

Alain-Fournier (1886-1914)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Temor dos caminhos

Tu que deste a santidade aos santos
e a sabedoria aos simples
e desceste aquele ardor sobre os apóstolos
que deram testemunho de Ti
acolhe e santifica os grãos desta oração.
Teus vivificantes dons
curem nosso temor dos caminhos.
Demora em nós a sombra
do Teu nome que salva.

Oração da Liturgia Maronita

Os maronitas são cristãos da região do Líbano e da Síria, com ritos próprios, mas em comunhão com a Igreja Católica desde o tempo das Cruzadas.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Espírito ardente de desejo

O muçulmanos estão a viver desde há dias o mês do Ramadão, pretexto para citar esta oração de Ibn Arabi.

Em nome de Deus,
o Omnicompassivo e Mais Misericordioso:

Louvado seja Deus que traz
a mais esplêndida prosperidade!

Peço-Lhe:
orientação para seguir o Seu Caminho;
inspiração para verificar a Sua Realidade;
um coração certo da Sua Verdade;
uma mente iluminada pela providencial
consciência da Sua Soberania;
um espírito ardente de desejo por Ele;
uma alma em paz livre da ignorância;
um entendimento radiante com os lampejos do pensamento e do seu brilho...

Ibn Arabi

Ibn Arabi, poeta e filósofo muçulmano, nasceu na Andaluzia (Espanha), em 1165, e morreu em Damasco (Síria), em 1240. As suas orações reflectem ensinamentos das três grandes religiões monoteístas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo).

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Caminhos impenetráveis

Diz-se que os caminhos de Deus são impenetráveis. Seguramente. Eu não teria nunca aceitado, em caso algum, servir um Deus cujos caminhos tivessem ficado ao alcance da compreensão humana.

Rabi Menachem Mendel de Kotzk (1787-1859)

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Leituras matutinas: A fé é como um caminho que sobe a montanha


"A fé é como um caminho que sobe a montanha; exige fadiga, atenção, estudo, paciência, coragem e atravessa toda a existência de uma pessoa. Percorrê-lo até ao fim é uma empresa que requer constância e opção de vida irrevogável.

A fé é sempre uma escolha livre e consciente que requer o empenhamento de uma vida inteira. Não se crê às prestações ou nos momentos de maior sofrimento; o caminho da fé é uma opção irrevogável que implica a entrega da própria vida nas mãos de um Deus que não se vê, mas que se percebe presente como último e definitivo portador de sentido. Não somos daqueles que consideram que a fé já abandonou as nossas terras e se mudou para outras paragens".

Rino Fisichella in "A fé como resposta de sentido", ed. Paulinas, 7-8.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...