segunda-feira, 2 de abril de 2012
As afinidades entre a Inquisição e a atual guerra ao terrorismo
domingo, 11 de setembro de 2011
P.e James Martin, sj: Uma oração no "Ground Zero"
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
O escândalo dos destroços do 11 de Setembro
O cepticismo não se opõe à fé, que pode sempre ser crítica. Um saudável criticismo, um cepticismo moderado, na perspectiva católica, é sempre saudável. Dá cabo dos ídolos. Também por isso, eu tendo a não acreditar em milagres, em última análise, supérfluos para a aposta da fé. Mas isso não quer dizer que não se seja sensível aos sinais.
Nos destroços dos World Trade Center encontraram uma cruz de proporções tradicionais. Só vê significado religioso nisso quem é crente. E quem não é, quando muito, pode ficar sensibilizado. Por isso, na notícia que se segue, compreendo a atitude dos crentes. Já a atitude dos ateus não me parece resultar de um desejo sincero de igualdade, mas de uma tentativa de apagar o símbolo maior do cristianismo (e não apenas do catolicismo), que, segundo a teologia clássica e mais básica, nos diz que o crucificado sofreu por todos. Incluindo os ateus. E isso, admito, será algo sempre difícil de aceitar. Nunca a cruz deixará se ser motivo de escândalo.
O 11 de Setembro de 2001 deixou a baixa de Manhattan com toneladas de escombros que demoraram meses a limpar. O mais famoso deles acabou por ser uma curiosa formação de aço que levou os mais crentes a acreditar que uma cruz se tinha erguido dos destroços da tragédia.
A intersecção de duas vigas formou esta cruz, que se tornou num símbolo dos atentados e que foi colocada numa igreja de Manhattan. Agora, a cruz foi integrada no «National September 11 Memorial & Museum».
Até aqui, foram muitas as polémicas que assombraram este «pedaço» do 11 de Setembro. Várias organizações de ateus reclamaram que a cruz não poderia ser um símbolo de um Estado que se pretende laico, ainda para mais quando nenhuma outra religião além da católica estaria a ser homenageada.Notícia e imagem tiradas daqui.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Maçon terrorista
Norueguês, cristão, conservador, de extrema-direita, tudo qualificativos a que se pode acrescentar outro, terrorista, fazendo um todo que não é por estar junto (por exemplo, em terrorista cristão) pode ofender os noruegueses, cristãos, conservadores ou de extrema-direita que não são terroristas. Sim, há terroristas cristãos e Anders Behring Breivik é a prova. Ler tudo aqui.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Não se podia evitar a morte de Bin Laden?
Há um detalhe nada anedótico que torna ainda mais imoral a bravata norte-americana: poucas horas depois de ser abatido, o cadáver do suposto Bin Laden foi jogado no mar. A mentirosa declaração da Casa Branca diz que seus restos receberam sepultura respeitando as tradições e os ritos islâmicos, mas não foi assim. Os ritos fúnebres do Islã estabelecem que se deve lavar o cadáver, vesti-lo com uma mortalha, fazer uma cerimônia religiosa que inclui orações e honras fúnebres para só depois ser enterrado. Além disso, se especifica que o cadáver deve ser depositado diretamente na terra, recostado sobre o seu lado direito e com o rosto voltado para Meca. Na realidade, o que se fez foi matar e “sumir” com uma pessoa, supostamente o Bin Laden, seguindo uma prática abominável utilizada, sobretudo, pela ditadura genocida que assolou a Argentina entre 1976 e 1983. (Ler tudo aqui).
sábado, 29 de janeiro de 2011
Anselmo Borges: 711-2011. 1300 anos depois
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Descubra os erros desta entrevista

Lendo a entrevista a Eric Frattini, no “Sol” de sexta passada (28 de Maio), tem-se matéria suficiente para o jogo “Descubra os erros”. E falo apenas da Igreja Católica. E não falo do título, que é claramente abusador, penso.
1. Invocar a Doação de Constantino como se alguém a defendesse. Tal documento foi forjado na Idade Média, já depois de o Papa ser soberano sobre territórios de Itália. É um documento falso que pretende justificar o que já era dado adquirido. Há muito que a Igreja sabe e diz que é falso.
2. O Antigo Testamento (cerca de três quartos da Bíblia, em volume) já estava formado antes de aparecerem os cristãos. A formação do Novo Testamento é um processo gradual, comunitário, que na prática só termina no Concílio de Trento. Na realidade, são muitos os livros recusados: apócrifos, gnósticos (os que Irineu combatia especialmente), pseudo-apostólicos. Hoje percebe-se que os critérios para afirmar a inspiração divina de um texto neotestamentário, nos primeiros séculos, eram, afinal, muito humanos e de bom senso, basicamente três: poder relacionar o texto com um dos apóstolos (apostolicidade), ortodoxia (ensinamentos que não contradissessem o pensar e sentir da ecumene) e uso litúrgico (uso nos encontros celebrativos cristãos).
3. O Evangelho de Maria e o Evangelho Secreto de Marcos foram recusados. E o de Pedro. E o de Tiago. E o de Filipe. E o árabe da Infância. E o de Nicodemos. E a História de José, o carpinteiro. E muitos outros. Na realidade, há hoje quem diga que o Evangelho de Tomé, recusado, é capaz de ter palavras realmente proferidas por Jesus. Mas, no geral, não cabe nos critérios apontados.
4. Portugal, “um bom sítio para lavar a imagem do Papa”? A imagem, a conta gotas, como reconhece, começou a ser posta em causa com maior intensidade em Fevereiro e Março de 2010. A viagem estava planeada pelos menos desde Agosto de 2009. O presidente da República e a Conferência Episcopal anunciaram-na no dia 24 de Setembro de 2009.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Helena Matos, o Bispo e a ETA
Helena Matos diz no “Público” de hoje que a “ETA só existe porque conta com o apoio de simpático de activistas que lhes garantem apoio aos presos; de gente que lhes diz onde vivem juízes, polícias e opositores, de partidos nacionalistas legais, sindicatos e empresários que mantêm com os terroristas relações mafiosas e de uma Igreja católica que não os condena”.
Mas o Bispo de Bilbau já disse: "Mais uma vez, afirmamos energicamente que a ETA deve desaparecer. A sua existência é um grave perigo para a nossa vida, a nossa liberdade e segurança" (aqui, na Ecclesia; e aqui, na diocese espanhola).
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard





