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domingo, 2 de março de 2014

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Depressão

Que a tristeza de viver, muitas vezes em desacordo com a tua vontade, não nos submerja, mas antes que a tua misericórdia se estenda a toda a nossa vida e a fertilize.

Martinho Lutero

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Essencial definição do Homem

Aquele que pode perseverar no amor, num amor verdadeiro, capaz de velar pela alegria e pelo pão, aquele que pode perseverar nesse amor ou convencer-se para a ele regressar, eis a mais essencial definição do Homem.

Abbé Pierre, 1971

terça-feira, 31 de julho de 2012

A palavra é um soberano poderoso

A palavra é um soberano poderoso
porque com um sopro pequeníssimo e completamente invisível
realiza obras profundamente divinas,
de facto, ela tem a capacidade de apagar o medo
de difundir a alegria
de intensificar a compaixão.


Górgias, "Elogio de Helena""

terça-feira, 3 de julho de 2012

Infalibilidade da esperança

Se a infalibilidade (...) se entende como infalibilidade da esperança, revela-se então como uma verdade evangélica, no melhor sentido da palavra. Muitos pensamentos e muitas manifestações da Igreja passariam, desde esse momento, a ser acolhidos de forma completamente diversa e a ressoar com um som de mais intensa alegria e esperança.


Walter Kasper, "Introdução à fé", pág. 163

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Como alcançar a felicidade – II


Carlos Vallés sentiu que o seu caminho para a felicidade ficou a descoberto com a objeção do ouvinte. Defendeu, por isso, que se havia quatro pilares para a felicidade (a liberdade, o trabalho, os afetos e a fé), haveria que apontar mais quatro pilares para cada um dos primeiros – e assim sucessivamente “numa interminável torre de Babel”.

O pessoal da conferência rio e, diz Vallés, “o riso final contribuiu mais para a alegria de todos os presentes do que o discurso que o precedeu”.

Conclusão: “Menos teoria e mais alegria. Praticar a alegria é a melhor maneira de pregar a alegria. Sentir a alegria é comunicá-la”.

domingo, 26 de junho de 2011

Alegria com cordão de seda



O Homem foi feito para Alegrias e Desgraças
E quando isto bem sabemos
Pelo mundo vamos em segurança
Alegria e Desgraça são tecidas numa excelente
Roupagem para a divina Alma
Por debaixo de todo o desgosto e aflição
Corre uma alegria com cordão de seda.


Poema e imagem de William Blake (1757-1827)

terça-feira, 21 de junho de 2011

Demasiado medo

Se a Igreja quer ser testemunha da alegria da Ressurreição, nós temos de permanecer libertos do medo. Há demasiado medo na Igreja - medo da modernidade, da complexidade da experiência humana, de dizer o que realmente acreditamos, medo uns dos outros, medo de nos enganarmos, de não alcançar aprovação. É este medo que pode, por vezes, apagar aquela alegria que deveria intrigar as pessoas e levá-las a interrogar-se sobre o segredo das nossas vidas.


Timothy Radcliffe na pág. 103 de "Ser cristão para quê?" (ed. Paulinas)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Diz o Mestre

O Pai ri para o Filho e o Filho ri para o Pai, e o riso gera prazer, e o prazer gera alegria, e a alegria gera amor.


Mestre Eckhart (1260-1328)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pergunta e resposta

Deus participa no destino do homem, tanto no bem como no mal. Quem quer que o bendiga por Jerusalém mas não o interrogue acerca de Treblinka é pura e simplesmente um hipócrita. Deus quer-se na origem de todos os nossos actos, e também no seu desfecho. Ele é, ao mesmo tempo, pergunta e resposta.

Élie Wiesel (1928-...)

domingo, 12 de dezembro de 2010

Bento Domingues: O Evangelho é divertido

Bento Domingues no "Público" deste "domingo da alegria" (como todos os outros):

(…) Jesus parece menos obsessivo [do que João Baptista] na sua oposição às diferentes correntes religiosas dessa época, embora muito mais radical.

(…) A reforma religiosa proposta por João não vai muito além da moral e da ascese; Jesus, pelo contrário, é um humorista. Diverte-se a mostrar, em gestos e parábolas, que o amor que Deus nos tem não depende das práticas nem das instituições que arranjamos para lhe agradar. A sua alegria é outra e a nossa também.

Se lêssemos as narrativas do Novo Testamento sem beatices e reparássemos na ironia, no riso e no humor que as percorrem, seria fácil descobrir quanto o Evangelho é divinamente divertido!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A tristeza é um glutão do coração e alimenta-se da mãe que o gerou

A tristeza é um glutão do coração e alimenta-se da mãe que o gerou.

Sofre a mãe quando dá à luz um filho; porém, esta, tendo dado à luz, vê-se livre da dor. A tristeza, ao contrário, enquanto é gerada, provoca fortes dores e, sobrevivendo, após o esforço, não traz sofrimentos menores.

O cristão triste não conhece a alegria espiritual, como aquele que acometido por forte febre não reconhece o sabor do mel.

O cristão triste não saberá como contemplar, nem brota nele uma oração pura: a tristeza impede todo o bem.

Ter os pés amarrados impede a corrida; assim é a tristeza: um obstáculo para a contemplação.

O prisioneiro dos bárbaros está preso com correntes; a tristeza amarra aquele que é prisioneiro das paixões.

A tristeza não tem força, assim como não tem força uma corda se lhe faltar quem amarre.

Aquele que está atado pela tristeza é vencido pelas paixões e, como prova da sua derrota, aumenta a atadura.

O moderado não se entristece pela falta de alimentos, nem o sábio quando é atacado por um lapso de memória, nem o manso que renuncia à vingança, nem o humilde que se vê privado da honra dos homens, nem o generoso que sofre uma perda financeira. Com efeito, eles evitam, com força, o desejo destas coisas, como efectivamente aquele que corajosamente rejeita os golpes. Assim, o homem que confia no Senhor não é ferido pela tristeza.


Evágrio Pôntico

Originário da Capadócia (actual Turquia), Evágrio Pôntico, viveu no séc. IV nos desertos do Egipto. É um dos chamados “Padres do Deserto”, homens que procuravam a perfeição cristã no isolamento dos lugares inóspitos e através da privação dos bens mais elementares.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Nós cortados dos outros

«O Inferno são os outros», escreveu Sartre. Eu estou intimamente convencido do contrário. O inferno somos nós próprios cortados dos outros. «Tu viveste a procurar ser auto-suficiente. Basta-te a ti próprio!» Pelo contrário, o Paraíso é estar em comunhão ilimitada. É a alegria da partilha, da troca, banhados na luz de Deus.

Abbé Pierre (1902-2007)

domingo, 4 de julho de 2010

Bento Domingues: As raízes imortais da alegria

"Séculos de pregação centrados no pecado e no medo escreveram o antievangelho, o dever sagrado da tristeza. (…) Enquanto o mundo for mundo, a última palavra que revela o verdadeiro ser humano e o verdadeiro religioso será a prática da compaixão, da misericórdia, rosto de Deus".


segunda-feira, 31 de maio de 2010

O argumento da alegria, por Cioran

Se eu acreditasse verdadeiramente que a alegria nos é dada por Deus, gostaria que Ele ma desse bem raramente; mas mesmo se ela não viesse senão de mim, está tão carregada de substância, de realidade, que por causa dela eu acreditaria em Deus por necessidade de gratidão, porque ela, esta alegria, é tão densa, tão cheia, tão divinamente pesada, que não se pode suportá-la sem uma referência suprema.

E. M. Cioran (1911-1995)

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

16 de Dezembro de 1770. Nasce Beethoven

Ludwig van Beethoven nasceu no dia 16 de Dezembro de 1770, em Bona. Este vulto maior da música, entre o classicismo e o romantismo, morreu em Viena, no dia 26 de Marco de 1827.

Beethoven foi baptizado católico (no dia a seguir ao nascimento), mas há quem duvide das suas convicções religiosas. No entanto, o músico, conhecido por “o espanhol” por ser moreno, dizia que a “Missa Solemnis” (de rito católico) era a coroa da sua vida de trabalho. Há mais elementos para pensar que era católico, embora, como era habitual (e é), o trabalho artístico misturasse elementos da mitologia e do paganismo com referências cristãs, como no Hino da Alegria (Nona Sinfonia), com referências ao Eliseu grego (paraíso).

O Hino baseia-se na letra da “Ode à Alegria”, de Friedrich Schiller:

Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais agradável
E cheio de alegria!

Alegria, mais belo fulgor divino,
Filha de Eliseu, ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Teus encantos unem novamente
O que o rigor da moda separou.
Todos os homens se irmanam
Onde pairar teu voo suave.
A quem a boa sorte tenha favorecido
De ser amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma doce companheira
Rejubile-se connosco!
Sim, também aquele que apenas uma alma
possa chamar de sua sobre a Terra.
Mas quem nunca o tenha podido
Livre de seu pranto esta Aliança!

Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos dá beijos e as vinhas
Um amigo provado até a morte;
A volúpia foi concedida ao verme
E o Querubim está diante de Deus!

Alegres, como voam seus sóis
Através da esplêndida abóboda celeste
Sigam irmãos sua rota
Gozosos como o herói para a vitória.

Abracem-se milhões de seres!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Irmãos! Sobre a abóboda estrelada
Deve morar o Pai Amado.
Vos prosternais, Multidões?
Mundo, pressentes ao Criador?
Buscais além da abóboda estrelada!
Sobre as estrelas Ele deve morar.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...