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domingo, 27 de maio de 2012

Alegria da alma que recebe de Deus a vida

Exatamente como se um imperador desse uma maçã a uma pessoa, essa pessoa haveria de lhe dar mais importância do que se alguma outra pessoa lhe desse um bom capote. Assim também a alma acharia insuportável que tivesse de receber a vida de alguém diferente de Deus, é por isso que Ele diz «Eu dou», para que a alma tenha uma perfeita alegria em lhe ter sido dada a vida.


Mestre Eckhart

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mística de olhos abertos

Disse Mestre Eckhart (1260-1328):
Se alguém estivesse num êxtase como S. Paulo e soubesse que um enfermo precisava que lhe levasse um pouco de sopa, eu consideraria muito melhor que por amor abandonasse o êxtase, servindo o necessitado com um amor maior.
E Ruysbroek (1293-1381), um pouco depois, afirmou:
Se estás em êxtase e o teu irmão precisa de um remédio, deixa o êxtase e vai levar o remédio ao ter irmão; o Deus que deixas é menos seguro que o Deus que encontras.
Lido em "Religião e Diálogo Inter-religioso", de Anselmo Borges.

domingo, 10 de julho de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Diz o Mestre

O Pai ri para o Filho e o Filho ri para o Pai, e o riso gera prazer, e o prazer gera alegria, e a alegria gera amor.


Mestre Eckhart (1260-1328)

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O cheiro de Deus

Introdução a Mestre Eckhart
Michael Demkovich
Paulinas
200 páginas

“No seu tempo, [Mestre Eckhart] teve muita fama como teólogo e como místico. Depois, durante séculos, foi grandemente esquecido. Agora é um mestre espiritual que é apreciado por cristãos, budistas e outros crentes, por intelectuais e por pessoas que desejam simplesmente chegar mais perto de Deus ou descobrir o Deus que já está no centro das nossas vidas”, escreve Timothy Radcliffe, antigo geral dos dominicanos, no prefácio desta obra.

Mestre Eckhart (1260-1327), teólogo, filósofo e pregador dominicano. Nasceu na região da Turíngia, no centro da Alemanha, e terá morrido em Avinhão, França, mas não se sabe onde foi sepultado.

Neste livro, Michael Demkovich, também ele membro da Ordem dos Pregadores (dominicanos), traça uma biografia do místico medieval: a sua educação, o ensino em Paris e Estrasburgo, a direcção de uma comunidade de frades, o julgamento das suas doutrinas, em Avinhão, consideradas heréticas.

Na segunda parte, “Sobre a Alma (De Anima)”, desenvolve uma espécie de “conhece-te a ti mesmo” seguindo as intuições do frade alemão patentes nos seus sermões.

A última parte recolhe dez exemplos, isto é, imagens, comparações, alegorias, da pregação de Eckhart. O intelectual da Universidade de Paris, que era o grande centro cultural da Idade Média, pregava as mesmas ideias ao povo que nunca estudara filosofia. Jesus tinha as parábolas. Eckhart tem os “exempla”. Radcliffe revela os seus dois preferidos: “O primeiro descreve como necessitamos de algum ponto estável nesta vida turbulenta: somos como pessoas levadas pela corrente, rio abaixo, que, quando querem dormir, deitam a âncora para poderem ficar tranquilas. O segundo compara a pessoa que anda em busca de Cristo ao cão de caça que apanhou o faro de um coelho. Se o cão passa à frente ou ao lado do coelho, perde o cheiro”. No desenvolvimento do exemplo, Eckhart observa que há cães que em vez de seguirem o cheiro, seguem o cão que vai à frente. Não vão longe. Demkovich explica: “Tão frequentemente as pessoas procuram Deus da maneira como vêem outras pessoas procurar Deus, mas nunca apanharam realmente «o cheiro de Deus»”.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Para ler tudo, tudo, tudo. Em breve


No “Público” de hoje (edição em papel), três assuntos que o Tribo de Jacob segue com interesse (e aos quais, provavelmente, ainda voltará):

* Foi o jesuíta Manuel Dias que ensinou aos chineses quem era Galileu (P2, páginas 4 e 5). Texto de Ana Machado (o único que encontrei on-line, aqui);

* “Etty, Rilke e Eckhart. Viagens pela mão dos místicos”. Textos de António Marujo e Tolentino Mendonça. Sobre as recentes edições das obras: “Cartas” (1841-43), de Etty Hillesum (Assírio & Alvim); “Livro das Horas”, de Rainer Maria Rilke (Assírio & Alvim); e “Tratados e sermões”, de Mestre Eckhart (Paulinas). O texto principal começa assim: “Há uma mulher num campo de concentração que lê o místico medieval Mestre Eckhart e faz récitas de Rilke – pelo meio tem que limpar retretes. Há um poeta que vagabundeia pela Europa e escreve em castelos como se fossem conventos. Há um frade dominicano que faz sermões sobre o desapego e é perseguido pela Inquisição” (“Ípsilon”, páginas 22-25). Imagem deste post: Etty Hillesum;

* “Portugal teria podido proteger muitos dos judeus de origem portuguesa, mas não o fez”, diz uma entrevista de José Manuel Fernandes ao académico alemão Carsten L. Wilke (“Ípsilon”, páginas 26-28).

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...