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quinta-feira, 28 de julho de 2011

Padre, profissão de risco

No "Jornal de Notícias" de hoje: Padre, profissão de risco. Post seguinte (daqui a pouco): freira, profissão de vanguarda.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O padre do 11 de Setembro

No jornal "i" desta sexta-feira. Vale a pena ler o testemunho de um padre que trabalha da zona do "Ground zero". Tens algumas boas histórias (o médico judeu, os que se casaram, a cidade que melhorou...) e uma imprecisão. O padre que morreu no atentado, capelão dos bombeiros de NY, não era jesuíta, mas franciscano, Mychal F. Judge.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Padre desde o Douro numa jangada de bolas

Havia o padre voador, Bartolomeu de Gusmão. Agora há o padre navegador.
Confesso que sinto sempre alguma perplexidade com este tipo de iniciativas, mesmo com as melhores intenções. Duvido da evangelização pelo insólito. Uma jangada "em forma de Cristo"? A notícia é do JN de hoje.

Notícia e vídeo aqui.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O Papa escreve aos candidatos a padre

Bento XVI escreveu aos seminaristas. Perante o espectro que paira sobre o sacerdócio ministerial na actualidade, não deve ser fácil educar para ser padre. Há que incentivar. A carta começa com um caso pessoal. É bom ver os ver os bispos, papas ou quem quer que seja, religiosos em geral, falarem da sua própria experiência. Quanto a mim, deviam falar mais. Pode ser lida na íntegra aqui.

"Em Dezembro de 1944, quando fui chamado para o serviço militar, o comandante de companhia perguntou a cada um de nós a profissão que sonhava ter no futuro. Respondi que queria tornar-me sacerdote católico. O subtenente replicou: Nesse caso, convém-lhe procurar outra coisa qualquer; na nova Alemanha, já não há necessidade de padres. Eu sabia que esta «nova Alemanha» estava já no fim e que, depois das enormes devastações causadas por aquela loucura no país, mais do que nunca haveria necessidade de sacerdotes. Hoje, a situação é completamente diversa; porém de vários modos, mesmo em nossos dias, muitos pensam que o sacerdócio católico não seja uma «profissão» do futuro, antes pertenceria já ao passado. Contrariando tais objecções e opiniões, vós, queridos amigos, decidistes-vos a entrar no Seminário, encaminhando-vos assim para o ministério sacerdotal na Igreja Católica. E fizestes bem, porque os homens sempre terão necessidade de Deus – mesmo na época do predomínio da técnica no mundo e da globalização –, do Deus que Se mostrou a nós em Jesus Cristo e nos reúne na Igreja universal, para aprender, com Ele e por meio d’Ele, a verdadeira vida e manter presentes e tornar eficazes os critérios da verdadeira humanidade".

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Esquizofrenia teológica

Até onde e quando vai durar a crise da pedofilia? É, sem qualquer margem para dúvidas, o maior e pior escândalo dos tempos modernos na Igreja Católica. Os responsáveis eclesiais já deixaram de comparar os números dos casos provocados por membros do clero com os da população em geral. Era uma péssima estratégia. Não há comparação possível porque a população em geral não assume o mesmo sentido da sexualidade que assume um padre.

Mas não sei se estão a tirar as conclusões que uma situação como esta sugere. Temo que não. E o pior de uma crise é quando não é aproveitada para repensar, renovar, suprimir, inovar, criar. Pensa-se sempre no reforço da disciplina. Não se pensa na doutrina e teologia que está na sua base. Seguindo um preceito evangélico, os odres continuam velhos. Estragam o vinho. Mas só se pensa em remendos para os odres. Em remendos novos para o vestido velho que não os aguenta.

Há a questão das vítimas e da sua protecção e, da maneira que for possível, a tentativa de recompensar pelos danos feitos. Todos de acordo. Mas ninguém questiona que os padres pedófilos podem ser vítimas de um sistema educativo, ideológico e teológico que leva à esquizofrenia moral. Comportamentos públicos virtuosos e taras privadas.

E se, na teologia católica, a Eucaristia presidida por um padre indigno é tão válida como aquela que é presidia por um padre santo (é o que se depreende da teologia do sacerdócio; "o padre é sempre padre, mesmo no inferno", diz um axioma católico), residindo nisso a origem da deferência e respeito com que o clero é tratado pelo povo crente, como separar o trigo do joio? É que aqui é mesmo preciso separá-lo. Mas a prática pastoral diz que o padre indigno (e não penso só em pedofilia, porque não conheço nenhum pedófilo, mas sei de alguns que não são virtuosos noutros campos e situações) pode continuar o seu trabalho santificador desde que não dê suficiente escândalo. Pode ser muito católico. Mas não é nada evangélico. Esquizofrenia teológica.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Actos de beleza

No jornal da Diocese do Porto, o "Voz Portucalente", um pequeno mas belo texto de Rui Osório, padre que em tempos foi jornalista do "Jornal de Notícias". Aliás, julgo que ainda lá colabora com uma página "religiosa" aos domingos.

Há os discursos sobre a beleza. Este texto fala de um acto.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...