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quinta-feira, 28 de junho de 2018

Uma questão de visão, talvez

D. Carlos Azevedo diz que a nomeação de D. António Marto para cardeal tem mais a ver com a visão dele (do nomeado) da Igreja do que com a ligação a Fátima. E alguém muito por dentro da conferência episcopal portuguesa, sem ser bispo, diz-me que é para D. António Marto fazer ver as suas posições reformistas, opondo-se a D. Manuel Clemente, tido como paralisado, e marcando terreno para ser sucessor na liderança da CEP. Eu, por mim, fico admirado como conseguem ver tanta ação reformista em D. António Marto. Talvez eu esteja a procurar mal, porque ainda não vi nada.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

D. Manuel Clemente sobre D. António Marto


D. Manuel Clemente:

O novo cardeal [D. António Marto] é expressão eloquente desta geração, no que diz e no modo como atua. O seu percurso pessoal, da aldeia natal ao seminário, da experiência fabril ao estudo romano, do magistério universitário aos sucessivos cargos episcopais (em Braga, Viseu e Leiria-Fátima), representa na Igreja em Portugal o melhor do que essa geração nos trouxe e continua a trazer.


Ler tudo aqui.

D. António Marto vai receber o barrete amanhã, no Vaticano. É o sétimo da lista. Espero que faça bom uso dele, do barrete e do cadinalato.

sábado, 14 de novembro de 2015

Pacto das Catacumbas

A editora Paulinas apresenta no dia 16 de novembro, às 18h30, na Capela do Rato, em Lisboa, o livro "O Pacto das Catacumbas". Vai lá estar D. Manuel Clemente.

Da sinopse:

No dia 16 de novembro de 1965, quando o Concílio Vaticano II já se aproximava do fim, 40 bispos reuniram-se nas catacumbas de Santa Domitila, em Roma, para celebrar a Eucaristia e assinar um documento em que expressavam o seu compromisso pessoal com os ideais do Concílio: viver um estilo de vida simples e a exercer o seu ministério pastoral de acordo com critérios evangélicos. O Pacto das Catacumbas é, sem dúvida, um compromisso pessoal de cada um daqueles bispos, mas é também, simultaneamente, um desafio para toda a Igreja e um instrumento para aferir a sua fidelidade ao Evangelho.

Bento Domingues escreveu há tempos sobre este pacto. Ler aqui.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O que é que antes de ser já o era?

D. Manuel Clemente diz que é preciso “investir muito mais” na preparação para o Matrimónio e no acompanhamento da vida conjugal, prioridades apontadas pelo Sínodo dos Bispos sobre a família.

Li na Ecclesia.

Mais fica reforçada a ideia de que os bispos andaram a perder tempo em Roma neste sínodo (como quase em todos, até agora).

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

D. Manuel Clemente ainda é bispo do Porto segundo o "Inimigo Público"

O humor não tem de ser verdadeiro. Tem de ser engraçado, jogando com alguma verosimilhança. No caso desta "notícia" do "Inimigo Público" de hoje, o tiro sai ao lado. O humorista, porque este tipo de humor faz-se a ler as verdadeiras notícias, não deve ler notícias desde maio passado.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

terça-feira, 9 de julho de 2013

Mário Soares diz que puseram na missa do patriarca de Lisboa "capangas" para "bater palmas aos políticos"

Mário Soares no DN de hoje (tudo, aqui):
TEMOS ESPERANÇA NO NOVO PATRIARCA?No último domingo, realizou-se a primeira missa de D. Manuel Clemente, atual patriarca, no Mosteiro dos Jerónimos. Havia a esperança de ser um novo impulso para a Igreja portuguesa, muito mais aberta do que a espanhola e mais próxima do pensamento do novo Papa Francisco. 
Mas não foi. A missa, instrumentalizada pelo Governo moribundo que temos, tornou-se uma vergonha inaceitável. A presença do Presidente da República, nada discreta, de Passos Coelho e de Paulo Portas e mais a claque dos capangas que lá puseram para bater palmas aos políticos presentes resultou num escândalo. Nenhum católico verdadeiro pode aceitar uma tal humilhação a que sujeitaram o patriarca, que, julgo, não a merecia. Mas a verdade é que não reagiu e pelo contrário parecia satisfeito, como se viu na televisão. 
Se a Igreja não deve intrometer-se na política, a verdade é que os políticos também não devem aproveitar-se da Igreja para fazerem propaganda. Teremos voltado ao tempo triste do fascismo? 
Foi o que aconteceu, sem que o senhor patriarca tivesse reagido minimamente. Começou muito mal com a sua primeira missa. Direi mesmo que foi uma vergonha que infelizmente o vai marcar negativamente perante os católicos sinceros e progressistas, sem falar dos leigos, como eu, que se lembram bem dos tempos em que o fascismo utilizava a religião... 
Não sei agora como é que o senhor patriarca vai falar dos desempregados e dos pobres, quando deixou que os responsáveis por essa desgraça nacional fossem aplaudidos nessa primeira missa, obviamente organizada pelos políticos, como está à vista, quando são vaiados sempre que se atrevem a aparecer na rua.
É óbvio que uma Igreja como o Mosteiro dos Jerónimos é um local sagrado. 
Não se compreende assim que o novo patriarca, que é uma pessoa culta e experiente, deixasse que os políticos presentes fossem aplaudidos sem que ele, patriarca, lhes lembrasse que a Igreja onde estavam é um lugar sagrado, não é um lugar próprio para esse tipo de manifestações políticas. Começou mal, muito mal, as suas novas funções, como o povo católico mais humilde vai compreender.
Concordo que as palmas aos governantes são despropositadas numa igreja. Mas daí até dizer que se tratava de uma "claque dos capangas que lá puseram para bater palmas aos políticos" ou  de uma "primeira missa, obviamente organizada pelos políticos", vai uma grande distância. E parece que Mário Soares não ouviu que novo patriarca pediu aos políticos que apostem na criação de emprego.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

D. Manuel III, Patriarca de Lisboa?

Corre para aí que o novo patriarca de Lisboa é D. Manuel III. O "Público" usa e abusa da designação. Não imagino de onde vem tal designação. Obviamente, já terá havido dois patriarcas Manuel. Se é o próprio que quer tal designação, o que pretende com isso? (É o que dá a entender a "Visão", que lhe chama "pontífice".) Até parece que os bispos (ou será prerrogativa dos patriarcas?) estão numa sucessão dinástica. Sucessão, sim, mas apostólica.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

D. Clemente na cadeira papal


Notícia da "Sábado" desta semana, que saiu hoje porque amanhã é feriado em Lisboa. O título tem piada, mas está errado. D. Manuel Clemente "só" é patriarca de Lisboa. Cardeal, somente quando o Papa o nomear, em princípio no primeiro consistório após a entrada no novo patriarca em Lisboa, o qual, julgo eu, ainda não está marcado.

sábado, 18 de maio de 2013

Só às 11h é que se sabe que D. Manuel Clemente é o Patriarca de Lisboa

Só hoje às 11h se pode dizer que D. Manuel Clemente é o próximo Patriarca de Lisboa, segundo pede a Santa Sé, porque é a essa hora que a coisa se torna oficial em Roma. Já toda a gente sabe, ontem vários jornais diziam (pelo menos online) quem é, e hoje aparece na primeira página de alguns, mas a notícia anda pelas redações com embargo. Alguns meios cumprem-no. Outros não, como a Lusa. E outros chegam ao cúmulo de dizer mais ou menos isto: eu tenho aqui o comunicado que diz quem é o próximo  Patriarca, mas não posso dizer quem é antes das 11 horas de sábado. Mas a Lusa diz que é D. Manuel Clemente.

terça-feira, 30 de abril de 2013

D. Clemente está quase a chegar a Lisboa

Notícia do JN de hoje. Reparem que, em relação ao CM de ontem, D. Manuel avançou um bocadinho para sul. E D. Policarpo ficou mais contente.

sábado, 29 de dezembro de 2012

D. Manuel Clemente: "O papel da Europa na crise..."


Texto de D. Manuel Clemente no DN de hoje, edição comemorativa dos 148 anos do matutino lisboeta.

O meu resumo. A Europa enquanto identidade humana e cultural, que é mais a consequência do cristianismo pós queda do império do que propriamente do Império Romano (que não incluía grande parte da Europa atual e incluía muitas outras áreas que não são Europa), emergiu de dois conflitos mundiais mas está em em crise, pondo em causa o sonho dos pais fundadores, provenientes, justamente, dos dois lados conflituantes do Reno. Para ultrapassar a crise atual, há dois factores positivos e relativamente novos: a interdependência dos mercados e a geração "europeia" de migrantes e estudantes.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Os "pingos amargos" do sr. Pingo Doce



Bento Domingues referiu há dias (ver aqui e comentários), na sua crónica, a entrevista que Alexandre Soares dos Santos deu a Anabela Mota Ribeiro (revista “2” do “Público” de 2 de setembro). Aqui ficam os “pingos amargos” do acionista principal da Jerónimo Martins.

(…) Sou católico, crente, praticante, e gostava, se na realidade houver alguma coisa para lá, de encontrar o meu pai (…). 
Tem na sala uma fotografia com o Papa João Paulo II. Foi importante para si o encontro com ele? O que é que representou? 
Foi importante conhecê-lo, mas o Papa que conheci era um Papa com muita idade. Era uma reunião privada, organizada por um padre muito nosso amigo. Eu tinha esperado uma hipótese de… falar. 
Sobre o quê? 
Por que é que a Igreja é tão lenta a reformar-se? São coisas que discuto como bispo D. Manuel Clemente. Por que é que não se devem admitir mulheres padres? Por que é que não se há-de admitir o casamento? Por que é que a Cúria Romana é constituída por uns tipos que têm 80 anos, que não sabem nada de nada da vida, que estão ali fechados? (…) 
A conversa com o Papa seria para discutir a sociedade. Não seria para falar dos seus problemas íntimos. Tudo está direccionado para o domínio social. 
Filha, quando se chega à minha idade, sei exactamente para onde vou. (...)
Tanto diz coisas que politicamente consideraríamos à esquerda como outras à direita. 
Mas isto não é um problema de esquerda ou de direita. Eu não sou de esquerda nem de direita. O António Barreto diz-me que sou um conservador liberal. Sou é cristão. Não digo que sou católico. Sou cristão. Como tal, tenho um conjunto de valores e princípios que tenho de respeitar (...).

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dois bispos do Porto falam dos sacrifícios económicos dos portugueses

A entrevista a D. Januário Torgal Ferreira vem no DN de hoje. A de D. Manuel Clemente veio no "Correio da Manhã" de ontem. Ambos ligados ao Porto. D. Januário é natural do Porto. D. Clemente é bispo do Porto. Ambas as entrevistas em jornais da Lisboa. Mas tons, modos, conteúdos muito diferentes. Nesta caso concreto, porque o assunto de fundo é o mesmo, prefiro a clareza, os modos, a humildade, também, de D. Manuel Clemente. Basta ler a primeira resposta de cada entrevista.


terça-feira, 22 de maio de 2012

D. Manuel Clemente: Há novos descobridores


D. Manuel Clemente no CM de hoje, a pretexto de um livro que, de facto, me proporcionou umas férias de longas e deliciosas leituras. De um autor amigo de Portugal.


Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...