Mostrar mensagens com a etiqueta Credo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Credo. Mostrar todas as mensagens
sábado, 20 de outubro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Como os cristãos reconheceram Deus em Jesus
O "Q" acaba por ser o único sítio onde podemos ler textos relativamente longos na imprensa portuguesa. Há dias alguém me dizia que, nos jornais, só lê os textos longos. Subscrevo, embora se diga que já ninguém tem tempo para textos grandes.
Em relação a esta peça do último sábado, diga-se que a entrada tem pouco a ver com o resto do texto. Praticamente não se fala de Niceia. O livro de Geza Vermes, que está na origem destas duas páginas, com certeza que sim. Mas este resumo de Miri Rubim poderia estar enquadrado de outro modo.
segunda-feira, 19 de março de 2012
Concurso de música sacra para musicar "Credo" comentado por Ratzinger
Schopenahuer disse que ainda que o universo desaparecesse, a música subsistiria. Não sei como. Se Schopenahuer não acreditava , também não poderia acreditar em música celestial. Mas também não deve ter sido a pensar nessa frase schopenahueriana que surge o concurso anunciado na revista de domingo do "Correio da Manhã".
Bem procurei no sítio do concurso, mas não encontrei nenhuma referência a Ratzinger, somente ao Conselho Pontifício da Cultura e à Rádio Vaticana. Que se musique o Credo dos Apóstolos, parece lógico. Agora musicar um comentário...
Bem procurei no sítio do concurso, mas não encontrei nenhuma referência a Ratzinger, somente ao Conselho Pontifício da Cultura e à Rádio Vaticana. Que se musique o Credo dos Apóstolos, parece lógico. Agora musicar um comentário...
sábado, 15 de outubro de 2011
Anselmo Borges: De Jesus a Jesus Cristo
Aspecto do colóquio de Valadares. Fala o teólogo Xavier Pikaza
Anselmo Borges no DN de hoje:
Realizou-se nos dias 8 e 9 deste mês, em Valadares, Seminário da Boa Nova, com mais de duzentos participantes, um Colóquio internacional, subordinado ao tema: "Quem foi (é) Jesus Cristo?"
Jesus Cristo está na base da maior religião: mais de dois mil milhões de seres humanos espalhados pelo mundo reclamam-se hoje da fé nele e dizem-se cristãos. A sua figura foi de tal modo determinante que a História se dividiu em antes e depois de Cristo. Ninguém tem dúvidas de que sem ele a História seria diferente.
No entanto, viveu num recanto do Império Romano e a sua intervenção pública pode não ter chegado a dois anos. Morreu como blasfemo religioso e subversivo social e político. Uma coligação de interesses religiosos e políticos de Jerusalém e Roma condenou-o à morte e morte de cruz, própria dos escravos.
Com essa morte ignominiosa, deveria ter sido o fim. O que se passou, para que, pouco depois, tivesse começado em seu nome um movimento que transformou o mundo e que chegou até nós? Após a dispersão, os discípulos voltaram a reunir-se, afirmando que ele está vivo em Deus.
Como escreve o historiador E. P. Sanders, professor em Oxford e Cambridge, "sabemos quem foi Jesus, o que fez, o que ensinou e porque morreu; e, talvez o mais importante, sabemos como inspirou os seus seguidores, que, por vezes, não o entenderam, mas que lhe foram tão fiéis que mudaram a História". "Em rigor, a ressurreição não faz parte da história do Jesus histórico, mas pertence ao resultado da sua vida."
Sem a convicção de fé dos discípulos de que ele é o Vivente em Deus, não haveria cristianismo. Só assim se entende a passagem do Jesus da história ao Cristo da fé, de tal modo que o seu nome agora é Jesus Cristo, Jesus em quem se acredita como o Cristo, o Messias e Filho de Deus.
Para os crentes, se Jesus não fosse o Cristo, não passava de mais um combatente bom pela Humanidade e um revolucionário crucificado. Há, porém, um outro perigo, mais subtil: o de se ficar apenas com o Cristo Senhor glorificado, esquecendo o Jesus histórico de Nazaré, e o que ele queria, e o que ele fez, numa mensagem e comportamento que o levaram à cruz.
Veja-se o que se diz no Credo: "Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigénito de Deus, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro. Por ele todas as coisas foram feitas. E, por nós, homens, e para nossa salvação desceu dos céus. E encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia e subiu aos céus." Pergunta-se: e entre o nascimento e a morte na cruz, o que se passou? Não aconteceu nada? Ele não fez nada?
Este é que pode ser e tem sido o grande esquecimento. Tudo começou em São Paulo, que não tinha conhecido o Jesus histórico e, assim, só contactou com o Jesus glorificado, o Senhor, o Kyrios. Foi este Jesus Kyrios (Senhor) que ocupou o centro no quadro de interesses imperiais, como é sabido desde Constantino, e que acabou por legitimar poderes, domínios, guerras, uma Igreja senhorial.
Pensou-se então que bastava prestar-lhe culto -missas, procissões, adorações ao Santíssimo... -, sem a exigência de segui-lo no seu Evangelho do Reino de Deus, no que ele quis e fez com os pecadores, as mulheres, os estrangeiros, na relação com o dinheiro, com a política, os pobres, Deus e a religião. O cristão não precisaria de converterse.
Há um texto terrível do filósofo agnóstico Max Horkheimer, um dos fundadores da Escola Crítica de Frankfurt: "Jesus morreu pelos homens, não podia guardar-se para si próprio avaramente e pertencia a tudo o que sofre. Os Padres da Igreja fizeram disso uma religião, isto é, fizeram uma religião, que também para o mal (moral) era uma consolação. Desde então isso teve um êxito tal no mundo que pensar em Jesus nada tem a ver com a acção e ainda menos com os que sofrem. Quem lê o Evangelho e não vê que Jesus morreu contra os seus actuais representantes não sabe ler."
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
-
O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
-
A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard
-
Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...



