sexta-feira, 28 de março de 2014
Um Papa impecável
Fotografia e notícia na Ecclesia. Não inclui a lista dos pecados do Papa Francisco.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
terça-feira, 3 de setembro de 2013
As indulgências, outra vez
No JN de hoje. Nunca percebo esta teologia das indulgências (repito-me, eu sei), mesmo que digam que a notícia não está bem feita, que omite isto e aquilo, que o documento diz mais não sei o quê, ou que a indulgência só vale para quem fizer mais uma série de coisas (a confissão entre elas). Neste último caso, a indulgência será inútil, o que está a montante é o que interessa. A indulgência será só uma declaração. É o que é. Resquícios medievais e renascentistas que teimam em não desaparecer. E razão terá o P.e Mário da Lixa. É marketing. Do foleiro.
segunda-feira, 10 de junho de 2013
Do argumento das nódoas da Igreja
O que aconteceu a von Pastor? Converteu-se ao catolicismo. E com fervor. Não por causa das glórias dos Papas, mas por causa dos crimes, das infidelidades, dos pecados. Se a Igreja sobrevive apesar de tudo, só pode ter origem divina.
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
Santas e pecadoras
Como a pergunta foi feita neste espaço (nos comentários daqui), devo dizer que, na minha opinião, tal ligação não deve ser feita. Ou antes, julgo que não há correlação estatística para fazer tais afirmações.
A questão é que - e essa é a perspetiva de abordagem da pedofilia neste blogue - enquanto houver a exigência do celibato para o exercício do sacerdócio ministerial, a Igreja, como instituição, não pode "lavar as mãos" deste crime e de outros crimes ou desvios - e mesmo sem ser desvios - de ordem sexual. E a prova de que a Igreja, de facto, sente este problema como seu está na emanação de normas para a admissão ao sacerdócio sobre esta questão em concreto.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
O cristianismo torna possíveis os novos começos
Walter Kasper, "Introdução à fé", pág. 175
terça-feira, 3 de julho de 2012
Rui Tavares: "Viver com o pecado"
quinta-feira, 31 de maio de 2012
O banco que faz o “trabalho de Deus”
Marc Roche, diz o artigo, explica "como o banco americano se tornou omnipresente e, tantas vezes, omnipotente - dois atributos divinos.
sábado, 24 de março de 2012
Os "mea culpa" de João Paulo II
quinta-feira, 22 de março de 2012
Banco encerra conta do Vaticano
quarta-feira, 7 de março de 2012
Anonymous ataca sítio do Vaticano
O grupo Anonymous atacou o sítio do Vaticano. Há momentos, ainda não era possível aceder a www.vatican.va. Os hackers, em mais uma cruzada, criticam:
- doutrinas, liturgias e preceitos absurdos e anacrónicos,
- as intenções de lucro no mundo inteiro,
- a escravidão de povos inteiros,
- a proteção aos nazis e pedófilos,
- a condenação dos preservativos e do aborto,
- a negação de teorias aceites como válidas ou plausíveis,
- as riquezas do Vaticano.
Dizem que não estão contra a religião cristã, mas contra a corrupta Igreja Católica. Eu também estou contra a corrupta Igreja Católica. Todos os cristãos devem estar. A parte do corrupta. Mas nesta altura - e em geral nas outras - estou solidário com o Vaticano, que também é Igreja.
(Os Anonymous escolheram a cara de um católico, Guy Fawkes, mas o slogan, "we are legion", remete para um dos demónios expulsos por Jesus nos evangelhos).
sábado, 3 de março de 2012
Anselmo Borges: Anjos e víboras
sábado, 14 de maio de 2011
Cobras e escadas, o jogo da salvação segundo David Lodge
Lá em cima estava o céu e lá em baixo o inferno. O nome do jogo era Salvação e o objectivo alcançar o céu e evitar o inferno. Era como o jogo das Snakes na Ladders: o pecado fazia-os recuar cinquenta casas; os sacramentos, as boas acções, ao actos de mortificação davam-lhes a possibilidade de voltar a subir em direcção à luz. Tudo o que faziam ou pensavam era passível de contabilidade espiritual. Ou era bom ou mau ou indiferente. Os que tinham êxito no jogo eliminavam os maus e convertiam em bons o maior número possível de indiferentes. Por exemplo, uma banal viagem de autocarro (indiferente) podiam ser convertida em pontos se se rezasse o terço em silêncio, passando discretamente as contas entre os dedos, dentro do bolso, no decurso da viagem. Rezar o terço em voz alta e às claras na mesma situação já era mais problemático. Testemunhar a fé, mesmo suscitando a chacota dos não crentes (supondo que estes eram dotadas de paciência e tolerância), era, obviamente, bom - até heróico e virtuoso; mas, feito com o fim de impressionar os outros e chamar a atenção para a virtude própria, era pior do que indiferente, era mau – orgulho do espírito, uma serpente muito traiçoeira. O caminho para o céu estava cheio destas armadilhas. No fundo, existia uma regra que era garantida: qualquer coisa que detestássemos era com certeza boa, e uma coisa que gostássemos imenso de fazer era com certeza má, ou potencialmente má – uma «situação pecaminosa».
quinta-feira, 24 de março de 2011
Os novos pecados segundo a revista "Visão"
domingo, 13 de março de 2011
Refeição para todos
quinta-feira, 10 de março de 2011
Sermão para mim próprio: Tentações intemporais
* Mateus conta como se lá tivesse estado. Ora esta é das poucas passagens em que não há testemunhas, só protagonistas. Como é que Mateus soube? Teria Jesus contado? Ou será um relato que condensa tudo o que o evangelho significa, já que está precisamente no início dos trabalhos de Jesus?
* Jesus vai para o deserto conduzido pelo Espírito Santo, o que quer dizer que nem sempre o Espírito Santo leva por bons caminhos.
* O deserto tanto é o lugar da comunidade e da solidariedade (foi no deserto que nasceu o Povo de Israel) como lugar de tentação, o que desmonta os que diabolizam a cidade. Todos os lugares podem ser bons ou maus. Os lugares não têm moral.
* As tentações acontecem após 40 dias e quarenta noites de jejum, uma quaresma. O 40 aparece imensas vezes na Bíblia (40 dias de chuva, de pregação, de jejum, de mediação, de ultimato) para significar mudança, preparação, introdução, nova vida.
* O Diabo tenta, cumprindo o que diz o que seu próprio nome, já que "diábolos", em grego, quer dizer “o que separa” (opõe-se a símbolo, “o que junta”). Há tentações. Não há possessões diabólicas.
* O Diabo tenta usando frases da Bíblia, o que quer dizer, como há muito foi observado, que o Diabo conhece a Bíblia, ou seja, conhecer a Bíblia, mesmo de cor, não é garantia de nada. O Diabo é um bom exegeta.
* As tentações acontecem “no deserto” (quem diria que lá não há nada), no “templo” (cuidado com a religião) e num “monte muito alto” (mania das grandezas) e são, respectivamente, sobre pão, espectáculo, poder. Ou então, consumo, magia, fama. Ou então, satisfação, êxito, audiências. Ou então… (é uma questão de reler Mt 1,11-11 e encontrar novos sentidos).
* Jesus responde com frases bíblicas, todas elas ditas ou remetidas para Deus. Usa o ás de trunfo, ou o Joker (por vezes parecem diabinhos), e sai-se bem. A humildade derrota a magia.
* As tentações são de Jesus, no início da chamada “vida pública”, mas nelas revêem-se os cristãos, a Igreja, o mundo em geral. Por isso é que Mateus as conta, mesmo não tendo estado lá.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Fumar

Thierry Maulnier, à esquerda, com Jacques Hébertot e André Malraux
Segundo o velho dito que fazia dantes a alegria dos seminários, não se deve fumar orando, mas pode-se orar fumando. Não é permitido aos cristãos conhecer o pecado, mas quem quereria interditar ao maior dos pecadores de crer em Deus?
Thierry Maulnier (1909-1988)
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
3 de Setembro de 590. Eleição do Papa Gregório I

Gregório I, num Antifonário do convento de Sant Gallen (Suíça)
Gregório I, que antes de ser Papa, eleito no dia 3 de Setembro de 590, foi prefeito de Roma e monge beneditino, é um dos grandes papas da história. Por isso tem o cognome de “Magno”, como Leão e poucos mais. (Há quem diga que João Paulo II também é Magno, mas ainda é cedo para saber se vai colar.)
Devem-se a este Papa, o primeiro com um passado monástico, três façanhas principais:
- o envio dos primeiros missionários para as Ilhas Britânicas (que viriam a ser, até aos primeiros séculos do segundo milénio, uma áreas cristãs mais dinâmicas);
- a compilação dos sete pecados mortais (ou capitais), a partir de tradições orientais
- a promoção do tipo de canto que ficou conhecido precisamente pelo seu nome: gregoriano.
Descubra os erros

sexta-feira, 14 de maio de 2010
14 de Maio de 964. Morre o Papa João XII

Otão I, o Grande, imperador (962-973), confirma a João XII as doações feitas pelos seus predecessores Pepino e Carlos Magno e devolve à Santa Sé os territórios que tinham sido ocupados por Berengário II
Eleito a 16 de Dezembro de 955, João XII morreu no dia 14 de Maio de 964, assassinado. Ficou com a fama de ser um dos piores papas de sempre, por dois motivos: foi libertino e simoníaco (vendia cargos eclesiásticos).
João XII, que antes tinha o nome de Octaviano, foi “um pobre homem, preguiçoso, ímpio, de vida escandalosa, simoníaco”, diz o historiador Laboa Gallego. Acabou “assassinado enquanto se encontrava na cama com uma mulher casada, provavelmente pela mão do marido enganado”.
No entanto, houve uma coisa boa no tempo de João XII. Ao coroar Otão I como imperador da Alemanha (ou melhor Sacro Império Romano-Germânico) fez com que a influência de nefastas famílias romanas sobre o papado diminuísse.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard














