J. R. R. Tolkien nasceu no dia 3 de janeiro de 1892, em Bloemfontein, África Sul. O autor de “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion” teve educação católica depois de a sua mãe se ter convertido ao catolicismo em 1900, deixando muito desgostosa a sua família batista, que, por isso mesmo, deixou de a apoiar economicamente. Nessa altura já Tolkien era órfão de pai (Arthur Reuel Tolkien morreu em 1896) e vivia em Inglaterra.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
3 de Janeiro de 1896. Nasce J.R. R. Tolkien
J. R. R. Tolkien nasceu no dia 3 de janeiro de 1892, em Bloemfontein, África Sul. O autor de “O Hobbit”, “O Senhor dos Anéis” e “O Silmarillion” teve educação católica depois de a sua mãe se ter convertido ao catolicismo em 1900, deixando muito desgostosa a sua família batista, que, por isso mesmo, deixou de a apoiar economicamente. Nessa altura já Tolkien era órfão de pai (Arthur Reuel Tolkien morreu em 1896) e vivia em Inglaterra.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Aragorn é dominicano (como os frades)
“A razão porque Aragorn em uma estela é porque Tolkien, muitas vezes, ajudava à missa em Blackfriars [colégio dos dominicanos em Oxford], no altar de S. Domingos, que tem uma estrela na testa. Aragorn é de facto, um dominicano”.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Tolkien, Newman e Bento XVI

Quem é o autor da estátua de John Henry Newman que esteve na cerimónia da beatificação? Pode ser vista na notícia do “Correio da Manhã”, na segunda página, imediatamente abaixo. O autor é Tim Tolkien. E como o nome sugere, é da família do autor do “Senhor dos Anéis”, J.R.R. Tolkien (1892-1973). Bisneto.
Não sei se o Papa gosta de ler Tolkien. Dele li em tempos comentários a C.S. Lewis, amigo de Tolkien, mas todo ele anglicano. Mas a relação no meio disto tudo não tem a ver com gostos literários, pelo menos directamente. É que Tolkien, o bisavô, foi estudante do oratório fundado por John Henry Newman, em Birmingham. Nasceu dois anos depois da morte do cardeal, mas foi aluno do irmão Francis Morgan, um protegido de Newman.
Se Tolkien era um católico convicto (até preferia a missa em latim, aqui), deve-o também a Newman e ao seu Oratório de São Filipe de Neri.
Notícia da BBC com Tim Tolkien, aqui.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
21 de Julho de 1954. Tolkien lança o primeiro livro da trilogia “O Senhor dos Anéis”

No dia 21 de Julho de 1954, é publicado em Inglaterra “A Irmandade do Anel”, primeiro volume da trilogia “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien. Seguir-se-ia “As Duas Torres”, no dia 11 de Novembro seguinte, e “O Regresso do Rei”, no dia 20 de Outubro de 1955.
Tolkien era católico (não gostou muito das mudanças do Vaticano II, ver aqui) e é sabido que a trilogia, inspirando-se em motivos não-cristãos, bebe muito do cristianismo (ver aqui).
Quando os livros foram publicados (o terceiro estava para ter como título “A Guerra do Rei”, mas os editores sugeriram o outro título), alguns críticos viram na trilogia alusões à II Guerra Mundial, coisa que o autor rejeitou, até porque a génese da obra já vinha de “O Hobbit”, livro publicado em 1937, antes do conflito.
Numa carta ao padre jesuíta Robert Murray, em 1953, Tolkien afirmou: “«O Senhor dos Anéis» é, claro, uma obra fundamentalmente religiosa e católica; inconscientemente no princípio, mas conscientemente na revisão (…) É por isso que não introduzi, ou cortei praticamente todas as referências a coisas como religião, cultos ou práticas, no mundo imaginário. Mas o elemento religioso é absorvido pela história e pelo simbolismo” (li aqui).
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Tolkien não quis ser espião

"Tolkien treinou para ser espião mas recusou integrar a mítica equipa de Bletchley Park"
Como sabia muitas línguas antigas, não admira que Tolkien fosse convidado para um departamento que tinha como uma das funções principais a decifração de mensagens do inimigo.
No Público ontem, 21 de Setembro, escreve-se: “Documentos recém-descobertos mostram quem em Março de 1939, nas vésperas da segunda guerra mundial, Tolkien se treinou durante três dias no quartel-general do então GCCS, um departamento governamental criado após a guerra de 1914-18 para concentrar os serviços britânicos de decifração de códigos e cifras. Os oficiais responsáveis pela escolha elogiaram-lhe o talento, mas quando propuseram a Tolkien um lugar como espião, recebendo 500 libras por ano – um ordenado considerável para a época -, o escritor recusou. Ninguém sabe porquê, ainda que a explicação mais lógica pareça ser a de que preferiu prosseguir a carreira literária que já iniciara com a publicação de O Hobbit, em 1937”.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
O dia em que o anel foi destruído

Tolkien insistiu que a sua principal obra, a triologia “O Senhor dos Anéis”, tem de facto um “elemento cristão” e especificamente “católico romano”, embora a palavra Cristo nunca seja escrita. A primeira explicação dessa ausência diz que Cristo está presente em “O Senhor dos Anéis” como está presente no Antigo Testamento, onde o seu nome nunca aparece. Está em graça, e não explicitamente em pessoa. Mas há elementos que remetem para o cristianismo, como afirmação de que “por cima de todas as sombras, caminha o sol”. Por outro lado, a viagem de Frodo e Sam para destruir o anel é a imitação de Cristo a levar a cruz. “O Senhor dos Anéis” é uma “obra de paixão sublimemente mística”, afirmou um estudioso de Tolkien. E é curioso (mas não fortuito) que o dia da destruição do anel (e do senhor da trevas) seja um 25 de Março. Tolkien conhecia uma tradição inglesa antiga que diz que a Páscoa foi a 25 de Março, tal como sabia que esse é o dia litúrgico da Anunciação, o dia da encarnação de Cristo, a nove meses do Natal. O pecado, como o anel, é destruído com a Encarnação/Paixão.
Orações em línguas inventadas por Tolkien
no aer i eneth lín
tolo i arnad lín
caro den i innas lin
bo Ceven sui vi Menel.
Anno ammen sír imbas ilaurui vín
ar díheno ammen i úgerth vin
sui mín i gohenam di ai gerir úgerth ammen.
2 de Setembro de 1973. Morre Tolkien

John Ronald Reuel Tolkien, mais conhecido por J.R.R. Tolkien, morreu há 36 anos. Sentia-se ele próprio um hobbit. Apreciava a rotina e as coisas simples como bebericar cerveja e fumar cachimbo.
Tolkien não gostou de algumas mudanças do II Concílio do Vaticano. Era católico e assim continuou, mesmo quando a liturgia passou a celebrar-se nas línguas vernáculas.
Conta o seu neto que ia à missa com o avô e o ouvia a dar as respostas em latim, baixinho, quando já todos respondiam em inglês.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Vaticano aprova Harry Potter

“«Osservatore Romano» aprova filme de Harry Potter”, diz uma notícia do “Público” de 15 de Julho passado. A notícia não assinada refere que a propósito da estreia do filme “O Príncipe Misterioso” o Vaticano mudou de ideias, visto que em 2003 Ratzinger (ainda cardeal) escrevera que os livros de Harry Potter continham “seduções subtis” que poderiam corromper jovens cristãos. Já o novo filme, diz o jornal do Vaticano, “alcança um ponto de equilíbrio correcto”, graças a “uma clara linha de demarcação entre os que trabalham para o bem e os que praticam o mal”. O “Osservatore Romano” considera “O Príncipe Misterioso” o melhor filme baseado nos livros de J.K. Rowling, ainda que lhe falte “uma referência ao transcendente”.
Foi referido neste blogue um número da “Communio” que fala de “Imaginários contemporâneos” e dedica um artigo à “boa utilização da literatura fantástica”, por Suzanne Bray, referindo em concreto as obras de C.S.Lewis (principalmente as “Crónicas de Nárnia”), de J.R.Tolkien (“O Senhor dos Anéis”) e de J.K.Rowling (“Harry Potter”).
Suzanne Bray sintetiza em quatro pontos as razões “que podem impulsionar os responsáveis pela educação cristã a servirem-se da literatura fantástica nas suas estratégias pedagógicas”. Resumo-os:
1) A literatura fantástica (LF) pode ajudar a compreender aspectos difíceis da teologia cristã;
2) A LF torna a luta espiritual e a consagração mais atractivas ao sublinhar a doação de si mesmo para vencer o mal;
3) A LF oferece vocabulário, imagens e referências culturais para explicar a fé aos que estão afastados da cultura cristã;
4) A LF pode ensinar os jovens a ler de forma crítica mensagens ideológicas ou propagandísticas que fazem parte do quotidiano.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
"Inklings": Escrita e cristianismo
“Temos uma espécie de clube informal chamado os Inklings; as qualificações [para ser membro] (…) são o gosto pela escrita e o cristianismo”.
C. S. Lewis
O clube Inklings existiu desde 1936 até à morte de Lewis (1963), embora a partir de 1949 as reuniões fossem menos regulares. “Tolkien e Lewis eram os pilares do grupo, que tinha uma vintena de pessoas. Tolkien leu aí o Hobbit, O Senhor dos Anéis, The Notion Club Papers (que põe em cena o próprio grupo dos Inklings!); e Lewis Out of The Silent Planet, Perelandra, The Problem of Pais e The Great Divorce”. Fonte: "Communio", Out/Nov/Dez 2008.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
C.S. Lewis, o anglicano
Em “Surprised by Joy”, C. S. Lewis, convertido ao anglicanismo, escreve sobre Tolkien, que teve um papel importante na sua conversão: “A minha amizade com este último marcou a derrocada de dois dos meus velhos preconceitos. Na minha entrada no mundo aconselharam-me vivamente (de forma implícita) a nunca me fiar num papista, e na minha entrada na faculdade de Letras (de forma explícita) a nunca crer num filólogo. Tolkien era uma coisa e outra!” Citado por Michael Devaux, Communio, n.º 4, 2008.
Tolkien, o católico
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard



