Timothy Radcliffe, na página 159 de "Ser Cristão para quê?", fala da "filantropia telescópica", uma expressão de Charles Dickens. Refere-se aos que amam quem está longe, geralmente esquecendo-se de quem está perto. A Sra. Jellyby, diz Dickens, estava marcada por "filantropia telescópica, porque não conseguia ver nada mais perto do que África".
Já no séc. XII, Aelredo de Rivaulx advertira os religiosos do seu mosteiro contra "um amor que, dirigindo-se a todos, não alcança ninguém".
Acrescento que já João notava a contradição de que diz que ama a Deus, que não vê, e não ama o próximo, que vê. Precisamente por isso, penso eu. A filantropia a olho nu é a mais difícil.
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