Deus é talvez menos um além do saber do que um certo aquém das nossas frases. E se o ocidental é inseparável dele, não é por uma propensão invencível de franquear as fronteiras da experiência, mas porque a sua linguagem o fomente sem cessar à sombra das suas leis: "Eu receio bem que não nos desembaracemos nunca de Deus, uma vez que nós ainda acreditamos na gramática" (Nietzsche).
Michel Foucault (1926-1984)
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