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sábado, 25 de outubro de 2014

Este blogue já teve mais de 500 visitas diárias

Este blogue já teve mais de 500 visitas diárias. Foi no tempo de Bento XVI e nos primeiros meses de Francisco. Agora anda pelas 100. A queda não tem nada a ver com Papas nem com mudanças de bispo (que aconteceu na diocese em que vivo). Tem a ver somente comigo e as minhas circunstâncias familiares e  laborais.

Mas vou retomar o ritmo antigo das três a cinco entradas diárias (nem nas cinco semanais estou agora). A ver se acontecem três coisas:

- diminui o tom de irritação nos comentários;
- sobem as visitas até aos 300 no prazo de um mês;
- e ficam aqui registadas coisas que me interessam (sim, o meu blogue também funciona para mim como arquivo).

terça-feira, 10 de junho de 2014

Porta aberta

Hoje dei-me ao trabalho de ler alguns dos comentários que de vez em quando deixam em algumas das entradas. Uma vergonha. Há gente, suponho que muito católica, que não é nada cristã. E há gente que, sob o anonimato, fala contra alguém que conhece. E esse alguém atingido fala para o primeiro sabendo com quem fala, ora parecendo que sim, ora parecendo que não, ora deixando-se confuso. Não gosto disto, embora também haja quem se sirva do anonimato com bons modos (simpatia, elevação do debate, contributos úteis). Mas recuso-me a acabar com a possibilidade da má educação.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Efeito Bento XVI no meu blogue

Foi há um mês que Bento XVI anunciou a resignação. A notícia, penso que a com mais impacto em 2013, até ao momento, notou-se no número de visitas deste blogue.

O mês de janeiro tinha sido  razoável, com cerca de 10500 visitas mensais (o que dá mais de 300 por dia), mas o mês de fevereiro estava a ser mais fraquinho. Certamente ficaria abaixo das 10 000 visitas se não fosse Bento XVI. Acabou por ficar nas 11 524. No gráfico nota-se bem como este blogue foi mais procurado de 11 de fevereiro em diante.

O melhor mês de sempre, contudo, continua a ser o de março de 2012. Pelo que vou vendo, há quatro meses em que este blogue é mais consultado: março, maio, outubro e novembro, meses sem férias escolares (março, em 2013, tem).

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Dois anos de Tribo de Jacob



O meu blogue fez hoje (comecei a escrever a 17 de Maio, mas já passa de meia-noite) dois anos. Inaugurei-o no dia 17 de Maio de 2009 depois de ler a mensagem de Bento XVI para o 43.º Dia Mundial das Comunicações Sociais. Exortava o Papa, dirigindo-se especialmente aos jovens, “para levarem para o mundo digital o testemunho da sua fé”. “Senti-vos comprometidos a introduzir na cultura deste novo ambiente comunicador e informativo os valores sobre os quais assenta a vossa vida”.

Leitor de alguns blogues, e já não me sentindo jovem, decidi escrever um centrado nos meus interesses católicos: os livros que leio, os cronistas preferidos (infelizmente são poucos) e cujos textos transcrevo, as efemérides relacionadas com o cristianismo, as notícias especialmente significativas, a linguagem de inspiração religiosa na cultura não especificamente confessional, um ou outro texto de opinião da minha autoria, textos clássicos do cristianismo, notas de humor. Num fundo, ponho neste blogue o que gostaria de encontrar num blogue católico livre, dialogante, ecuménico, aberto à cultura. Sem defesas da missa tridentina. Em comunhão com Roma, o que não significa abdicar da crítica na procura da verdade.

Escrevo uma média de quatro vezes por dia e a verdade é que poderia escrever mais. Todos os dias há assuntos de que não falo, mas que julgo que aqui caberiam. Há rubricas que gostava de inaugurar, mas não o faço porque não as sustentaria. Há notícias que gostaria de comentar. Blogues, principalmente estrangeiros, que gostaria de ler mais e citar. O tempo escasseia e a vida offline ainda é o melhorzinho que há para fazer.

Disse há um ano que, no início, esperava merecer umas cem visitas diárias em poucos meses, mas só as atingi precisamente ao completar o primeiro ano. Mas já não esperava que, passado outro ano, o número triplicasse.

O blogue tem motivado alguns contactos proveitosos. O que é óptimo. E tem acolhido comentários, por vezes anónimos, de pessoas que sabem mais e escrevem melhor do que eu. O que é uma bênção ainda maior.

Espero continuar a merecer a atenção de todos os que me lêem. Não darei muito mais do que o que tenho dado diariamente. Mas tenho vontade de melhorar dentro do estilo que caracteriza este espaço.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

A escada de Wittgenstein



Este é o túmulo de Wittgenstein, que morreu há 60 anos, em Cambridge. A escada em miniatura é um objecto inusitado num túmulo. Mas pode-se dela depreender a ideia de a morte ser uma subida para algures. Ou pensar que o judeu Wittgenstein (baptizado no catolicismo) conhecia a escada de Jacob. 
Mas não é preciso conhecer muito da obra de Wittgenstein para saber que ele termina o seu livro mais conhecido, e único publicado em vida, o "Tractatus", com uma referência à escada:

As minhas proposições explicam-se do seguinte modo: quem me entende, por fim, reconhecê-las-á como absurdas, quando, graças a elas – por elas –, tiver subido para além delas. (É preciso, por assim dizer, deitar fora a escada depois de ter subido por ela.)
Deve-se ultrapassar essas proposições para ver o mundo correctamente. 
Sobre o que não se pode falar, deve-se calar.

Wittgenstein gostava de ter dedicado um livro a Deus.

domingo, 28 de novembro de 2010

28 de Novembro de 1757. Nasce o pintor e poeta William Blake

William Blake nasceu em Londres no dia 28 de Novembro de 1757. Na mesma cidade morreu, no dia 12 de Agosto de 1827.


Pintor, poeta, tipógrafo foi uma figura seminal do romantismo. As suas pinturas são hoje imensamente reproduzidas, incluindo uma “Escada de Jacob” (aqui). Talvez a mais conhecida seja este “Ancião dos Dias”, inspirado no capítulo 7 do Livro de Daniel.


O poema seguinte é retirado das "Canções da Inocência".


Compaixão, pena, paz e amor,
Todos lhes rezam no seu sofrimento;
E a estas virtudes de tanto fulgor
Entregam o seu agradecimento.

Compaixão, pena, paz e amor,
É Deus, nosso pai adorado,
Compaixão, pena, paz e amor,
É o Homem, seu filho amado.

Tem compaixão humano coração,
E tem a pena uma face humana,
Amor, a forma divina de eleição
E a paz, o traje que irmana.

Todo o homem, em todo o clima,
Que, com dor, reza como é capaz,
Reza à forma humana divina,
Compaixão, pena, paz e amor.

A humana forma amar é um dever,
Para os ateus, os turcos, os judeus;
Compaixão, pena, paz e amor, haja onde houver,
Também é lá que encontrareis Deus.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ele disse isto?


A escada da ciência é a escada de Jacob: ela só acaba aos pés de Deus.

Albert Einstein (1879-1955)

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Um ano de Tribo de Jacob

O meu blogue faz hoje um ano. Nasceu no dia 17 de Maio de 2009 como resposta pessoal ao apelo de Bento XVI na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2009: “Novas tecnologias, novas relações. Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”.

Desde esse dia até hoje, coloquei no blogue 1391 mensagens, o que dá uma média de 3,8 por dia. Na realidade, mais de metade não são mensagens originais, mas artigos da imprensa escrita, referências de outros blogues, imagens da grande rede, poemas de vários livros.

A minha intenção óbvia é dar sinal da presença cristã na cultura. “Promover uma cultura de respeito, de diálogo, de amizade”. Por certo, Bento XVI já se referia às redes sociais, mas em matéria de tecnologias, gosto de andar um passo atrasado. Perde-se menos tempo e é-se menos esquizofrénico.

No início pensava: dentro de um mês devo ter uma média de 100 visitas diárias. Como um pouco de modéstia nunca faz mal, só alcancei tal número passado quase um ano.

Espero manter o mesmo ritmo durante o próximo ano. A todos os que de vez quando me visitam, obrigado pela visita.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

A fé é nocturna, como o combate de Jacob, diz Tolentino Mendonça

Fé, luz, noite, poesia e, de caminho, uma explicação para a origem deste blogue, tudo neste excerto da entrevista que Carlos Vaz Marques fez a Tolentino Mendonça para a “Ler” n.º 86 (Dezembro de 2009).


Tolentino Mendonça - O silêncio é um caminho. Não basta, por exemplo, estarmos calados para estar em silêncio. Podemos estar calados e o rumor ser ensurdecedor. Há uma qualidade de silêncio que é uma conquista, que é um processo em que nós entramos.

Carlos Vaz Marques – Talvez esta insistência na noite e no silêncio sirva para explicar uma frase sua na qual dizia que “a fé é um salto no escuro”.

TM - A fé tem a ver com a noite.

CVM – A fé não é diurna, não é luminosa?

TM – Não. A fé é claramente nocturna.

CVM – Mas uma das construções imagéticas mais presentes ao falar da fé é a ideia de “ver a luz”.

TM – Mas a luz só se vê à noite, como as estrelas. As estrelas brilham no céu nocturno. A luz da fé brilha na noite. A fé é um lugar sem certezas. A fé é um lugar de abertura. A fé é uma forma de hospitalidade radical. Para mim, as grandes imagens bíblicas da fé são as da luta de Jacob com o anjo (quando ele, no amanhecer ainda escuro, ao atravessar um riacho, luta com o próprio Deus sem saber que está a lutar com Deus; mas essa imagem do combate nocturno, agónico, um bocado imperceptível mas que nos fere e deixa depois no nosso corpo a ferida, é a imagem mais prodigiosa do que é a fé no Antigo Testamento) e a do percurso que as mulheres fazem de manhãzinha, com o dia ainda muito escuro, a caminho de um sepulcro que encontram vazio. A fé tem necessariamente esse lado nocturno de indagação e de expectativa. A fé é uma expectativa. E é nesse sentido a imagem do salto no escuro.

CVM – A sua poesia é um acto de fé?

TM - A minha poesia é o mapa da minha procura. É o testemunho de que eu busquei. Nem sempre diz o que busco mas diz sempre que eu busquei.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Sete anos de pastor Jacob servia


Sete anos de pastor Jacob servia
Labão, pai de Raquel, serrana bela;
Mas não servia ao pai, servia a ela,
E a ela só por prémio pretendia.

Os dias, na esperança de um só dia,
Passava, contentando-se com vê-la;
Porém o pai, usando de cautela,
Em lugar de Raquel lhe dava Lia.

Vendo o triste pastor que com enganos
Lhe fora assim negada a sua pastora,
Como se a não tivera merecida,

Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: — Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!

Luís de Camões

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...