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quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Ensaios sobre literatura e crença



Dei com este livro por acaso, quando andava à procura de um outro, coisa que não é nada incomum. Já conhecia o autor de “A Mecânica da Ficção”, que julgava já ter citado neste blogue. Não citei, apenas o usei sem citar, esperando que um leitor culto que me criticou chegasse ao autor. Todas as informações deste texto tinham sido tiradas de “A Mecânica da Ficção”. Daí que eu afirmasse no final do texto: “O meu caríssimo leitor que se queixa da descida de nível decerto saberá encontrá-las no agradável bosque de Jacob”.

“Bosque de Jacob” é uma referência a James Wood. Demasiado rebuscado. E irrelevante, admito.

Incomum foi só ler o título completo ao chegar a casa. James Wood garante ensaios rigorosos, apetecíveis e informativos sobre literatura. Lendo o índice, vi que os ensaios tinham todos uma temática religiosa e para-religiosa, razão por que o comprei à primeira vista. Como trabalho ao pé de várias livrarias, só compro determinado livro depois da segunda ou terceira sessão de namoro.

No índice deste volume dei com títulos como: “Sir Thomas More: Um Homem para a Efemeridade”, “O todo e o Se: Deus e Metáfora em Melville”, “As Perversões Cristãs de Knut Hamsun”, “O Misticismo de Virginia Woolf”, “O Antissemitismo Cristão de T. S. Eliot”, “A Herança Perdida: O Legado de Ernst Renan”. São 21 ensaios, todos eles, sei-o agora, com temática de fundo religioso, mesmo “O Shakespeare de Bloom”. Mas só quando cheguei a casa reparei que o título, completo, é “A Herança Perdida. Ensaios sobre Literatura e Crença”.

Na pág. 23, e foi o primeiro anticlímax do livro, vem que "como Lorde Conselheiro, [Thomas More] prendera e interrogara luteranos, por vezes na sua própria casa, e enviou seis defensores da Reforma para a fogueira (...)".

Com certeza que voltarei a este livro, mais que não seja para falar da tese da herança perdida, que diz que, mais do que a ascensão da ciência, foi a ascensão do romance que arrumou com a divindade de Jesus.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Romances

Escrever romances é um acto de rebelião contra a realidade, contra Deus, contra a criação de Deus que a realidade.

Mário Vargas Llosa (1936-…)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

"Inklings": Escrita e cristianismo

“Temos uma espécie de clube informal chamado os Inklings; as qualificações [para ser membro] (…) são o gosto pela escrita e o cristianismo”.

C. S. Lewis


O clube Inklings existiu desde 1936 até à morte de Lewis (1963), embora a partir de 1949 as reuniões fossem menos regulares. “Tolkien e Lewis eram os pilares do grupo, que tinha uma vintena de pessoas. Tolkien leu aí o Hobbit, O Senhor dos Anéis, The Notion Club Papers (que põe em cena o próprio grupo dos Inklings!); e Lewis Out of The Silent Planet, Perelandra, The Problem of Pais e The Great Divorce”. Fonte: "Communio", Out/Nov/Dez 2008.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...