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sexta-feira, 28 de março de 2014

Museus que querem ser igrejas e igrejas que são maus museus

No utilíssimo "Religião para ateus", Alain de Botton propõe uma reorganização dos museus - uma reinvenção - para que passem a ser lugares que "usam objetos belos para tornar-nos bons e sábios". "Só então - escreve - os museus poderão afirmar que cumpriram devidamente a nobre mas ainda elusiva ambição de se tornarem as novas igrejas".

Se o filósofo imagina que numa espiritualidade ateia os museus podem ser os lugares que "usam objetos belos para tornar-nos bons e sábios", quer dizer no contexto cristão as igrejas têm tal função. E de facto, toda a tradição, principalmente católica, foi construída neste pressuposto da ligação entre o visível e o invisível. Analogia do ser - diria a tradição tomista. Uma questão, porém, impõe-se: Quantas igrejas hoje cumprem tal função? E outra: Quais os cristãos que sabem ler o espaço da igreja, as suas imagens, a sua história? E outra, ainda: Quais os pastores que ajudam nesta leitura, quer por saberem ler as imagens, quer pelas celebrações (e homilias), participando no movimento geral de "pela beleza até Deus"?

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"Ser belo não é pecado", diz o secretário do Papa. E ser feio?


Do "Público" online (aqui):

Quem pensava que uma figura da Igreja não podia ser capa de uma revista mundana, engana-se. Que o diga a edição italiana da revista Vanity Fair que chega às bancas esta quarta-feira com uma figura minimamente surpreendente na primeira página: Georg Ganswein, o secretário pessoal do Papa.


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Pelos ouvidos

Não é por me terem dito que és o Filho de Deus que ouço a tua palavra; a tua palavra é bela, acima de qualquer palavra humana; é nisso que reconheço que és o Filho de Deus.

André Gide (1869-1951)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

sábado, 24 de março de 2012

Agostinho lido por atores


Agostinho e o seu mestre, Ambrósio de Milão

O ator e encenador Júlio Martin lê hoje textos de Santo Agostinho, a partir das 16h, na Igreja do Sagrado Coração de Jesus (Rua Camilo Castelo Branco, perto da rotunda do Marquês).  Com música de Rão Kyao. «Tarde Vos amei, ó Beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei!». Ler mais aqui.


domingo, 4 de março de 2012

Coisa bela

Tu sabes fazer alguma coisa que eu não sei. Eu sei fazer alguma coisa que tu não sabes. Juntos, façamos alguma coisa bela para Deus.


Madre Teresa de Calcutá

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Lepra

Jesus, ao curar o leproso, quer dizer para todos nós, cristãos, que nem a beleza, nem a feiúra, nem o cheiro, nem a cor são critérios para que as nossas peles se aproximem.


J.B. Libânio citado por Pedro José (aqui)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Anjinhos por detrás do padre gestor que é economista-chefe (Gestão 3)

  

Há pouco copiei para cá a capa do "Dinheiro Vivo". Olhando melhor para a capa, intrigou-me, no fundo, a imagens dos "anjinhos de Rafael", provavelmente os anjinhos mais conhecidos do mundo. Como por vezes ignoramos a origem das coisas mais comuns, procurei o quadro original dos anjinhos.


Foi pintado por Rafael, para estar junto ao túmulo do Júlio II, que era sobrinho de Sisto IV. O quadro é conhecido por "Madona sistina" e está atualmente no Museu de Dresden, Alemanha. Pintado por volta de 1514, mede 2,65 por 1,96 metros.


Dificilmente haverá pormenor da história da arte que revele mais o ser humano do que este. Os dois olham para outra criança, de quem se diz que é o salvador do mundo, e não conseguem evitar um certo ar de tédio.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Igreja-caravela de Troufa Real é hoje inaugurada


Notícia do "Sol" de ontem. A Igreja de S. Francisco Xavier, polémica, com projecto de Troufa Real, é hoje inaugurada. Não tenho opinião sobre a beleza ou fealdade da obra. Ver maquete aqui. Mas em discussões deste tipo lembro-me sempre a polémica à volta da Torre Eiffel.


Havia um escritor que detestava a torre e ia lá jantar todos os dias (pensava eu que era Maupassant, mas confirmei agora este morreu antes da inauguração). Um dia perguntaram-lhe: 
- Como é que detestando esta torre, vem cá jantar todos os dias?
O escritor respondeu:
- É que este é o único sítio de Paris de onde não a vejo.


Quem não gostar deste igreja pode sempre evitar o seu exterior entrando na barca.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sakozy vai dar-lhe uma medalha

A diocese de Beja tem feito um trabalho  notável na salvaguarda do património histórico religioso, que, em muitos sítios, é para aí 90 por cento do património artístico, se não for todo. Deve-se muito a este homem. Recebe uma medalha amanhã, na embaixada de França em Lisboa.

domingo, 10 de abril de 2011

À procura do absoluto



O filósofo franco-búlgaro Tzvetan Todorov é um mito do ensaísmo literário e histórico. Vivendo na França desde 1963, Todorov publicou mais de 20 livros sobre temas tão diversos como a conquista da América e o pensamento de Jean-Jacques Rousseau - mais particularmente, sobre sua ideia de felicidade humana. E foi em busca desse ideal que Todorov, hoje com 72 anos, começou a escrever o livro "A Beleza Salvará o Mundo", cujo título original, "Les Aventuriers de l"Absolu" ("Os Aventureiros do Absoluto"), transmite com precisão a intenção do escritor, a da busca incessante por um estado de plenitude que torne nossa existência menos ordinária e mais bela. Não que o título brasileiro seja incorreto. Ao contrário. Todorov, em entrevista ao Estado, diz que a frase "a beleza salvará o mundo", retirada do clássico russo "O Idiota", de Dostoievski, foi fundamental para que ele realizasse esse trabalho de pesquisa sobre realização interior de três grandes escritores, o irlandês Oscar Wilde (1854-1900), o poeta alemão Rainer Maria Rilke (1875- 1926) e a poeta russa Marina Tsvetaeva (1894-1941).
O ESTADO DE S. PAULO - Com todas as catástrofes e tragédias do século, é uma surpresa um livro como A Beleza Salvará o Mundo, considerando os campos de prisioneiros, os massacres e o horror do mundo globalizado. Essa foi a razão que o levou a escolher três escritores do passado para analisar em sua obra? Foi difícil encontrar exemplos no presente desse tipo de beleza que o senhor identifica nos trabalhos de Wilde, Rilke e Tsvetaeva? 

TZVETAN TODOROV - A aspiração à beleza, à experiência espiritual, a uma vida digna de ser vivida, não depende das circunstâncias exteriores. É provável mesmo que ela seja ainda mais forte quando a vida que levamos seja pouco satisfatória. Encontramos exemplos assim até nos campos de extermínio. Eugênia Ginzburg (escritora russa morta em 1977 e condenada a 18 anos de prisão em 1937, injustamente acusada de atividades contrarrevolucionárias na ex-URSS) lembrava sempre como a leitura dos poemas de Púchkin tinha o poder de levantar o moral de seus companheiros, no trem que os conduzia a Kolima. Primo Levi descreve os efeitos benéficos que produziam a lembrança de qualquer verso de Dante quando estava em Auschwitz. E não se trata apenas de obras de arte: contemplar uma paisagem, viver um encontro humano pode produzir o mesmo efeito.
Oscar Wilde, um dos escritores analisados em seu livro, costumava dizer que o autor não deveria usar sua biografia para escrever, porque o verdadeiro artista tem o dever de criar um mundo imaginário. Hoje parece acontecer o contrário, porque o que se vê são autores explorando detalhes íntimos de suas vidas em seus livros. Seria essa a razão de vermos tão poucos exemplos de beleza na literatura contemporânea?
Um escritor pode produzir uma grande obra a partir de qualquer experiência existencial, dependendo do que ele faça com ela. É verdade que a literatura contemporânea, em certos países, favoreça esse lado narcisista, provocando resultados pífios. Mas é possível escapar disso. Pegue, por exemplo, uma peça autobiográfica como Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene O"Neill (que, é bem verdade, é de 1940): ainda que explore a vida íntima do dramaturgo, ela atinge uma dimensão universal. Há também inúmeros escritores contemporâneos que não escrevem autobiografias e cujas obras encerram uma grande beleza. Rilke, como Oscar Wilde, pensava que a busca do absoluto devia se tornar o ideal de todo ser humano, mas sofria de uma espécie de "possessão demoníaca", como certa vez escreveu numa carta à amiga Lou Andreas-Salomé. Em ambos os casos, parece que a beleza estava ligada a uma certa ideia diabólica do mal, considerando, por exemplo, O Retrato de Dorian Gray e a atração de Rilke por Mussolini. É possível que os dois tenham sido atraídos pelo lado perverso e decadente da beleza?
Wilde não ligava necessariamente a beleza ao mal, mas queria que sua busca da beleza estivesse livre de qualquer pressão moral. Sua vida trágica nos mostra que essa separação era mais difícil do que imaginava. Rilke submeteu seus julgamentos morais e políticos às exigências estéticas, o que por vezes lhe causava um enorme sofrimento, conduzindo-o frequentemente a impasses. Não é a natureza da beleza a responsável por esses fracassos, é o lugar que destinam a ela esses criadores em relação a outras dimensões de sua existência. 

O ESTADO DE S. PAULO - Em "O Idiota", Dostoievski diz que há apenas um ser no mundo que é absolutamente belo, Cristo, "l"Être suprême", o ser supremo, para o escritor russo. E para o senhor, qual é a suprema beleza do mundo?
TZVETAN TODOROV - Para mim, a beleza absoluta não se encarna nos seres, sejam eles indivíduos ou uma comunidade. Acho que ela só se manifesta em experiências particulares. Por vezes, encontro-a em obras de arte, mas ela também pode estar nas folhas de uma árvore, no riso de uma criança ou no olhar de uma pessoa que amo.
Conheci a entrevista por intermédio do IHU. Original do jornal paulista aqui. Em ambos os sítios a entrevista poder ser lida na versão integral. 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Anglicanos querem vender quadros de Zurbarán para financiar pastoral


A Igreja Anglicana quer leiloar 12 quadros do pintor espanhol Francisco de Zurbarán (1598-1664). Os quadros, representando Jacob e os seus doze filhos (o quadro "Benjamim" não é Arthur Pond), estão no castelo de Auckland, sede episcopal de Durham, no noroeste de Inglaterra.

Prevê-se que a venda possa render 17,7 milhões de euros. Peter Crumpler, director de comunicação da Igreja Anglicana, diz que os 17,7 milhões de euros (15 milhões de libras), bem investidos, mais os custos dos seguros e da manutenção das pinturas, darão para pagar a 10 vigários de paróquias anglicanas. Sacrifica-se a arte pela pastoral, portanto.

Claro que há muitas vozes que estão contra a venda, a começar pelo bispo recentemente jubilado (e com créditos na investigação teológica), Thomas Wright. Li aqui.

As pinturas em questão podem ser vistas aquiCuriosamente, esta diocese anglicana investiu recentemente em belíssimos vitrais, ver aqui.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Aprender a fazer homilias com a música



Timothy Radcliffe op sobre como devem ser as homilias, na página 97 de “Ir à Igreja porquê?”:

“The Shawshank Redemption” [Os Condenados de Shawshank], um filme rodado em 1994 por Frank Darabont, fala-nos de Andy, um banqueiro americano, preso depois de, por engano, ter sido condenado pelo assassínio da sua mulher. Esforça-se por manter viva a esperança neste mundo deprimente. Tendo-se tornado um preso de confiança, com liberdade excepcional, um dia, ocupa a torre de controlo e emite pelos altifalantes a música da ópera As Bodas de Fígaro de Mozart. Todos estacam e se transfiguram. A beleza abriu-lhes um outro mundo em que já não eram simples criminosos, mas podiam atrever-se a esperar, de novo, uma vida humana. Nenhum de nós consegue pregar tão bem como Mozart, ou mesmo de forma tão libertadores como aqueles músicos no clube de jazz; é por isso que sempre precisaremos de artistas para compartilhar o acontecer da graça. Johann Sebastian Bach celebrou, no seu Oratório de Natal, o nascimento do «mais belo de todos os seres humanos». Precisamos de descobrir a música para repartir esta beleza com os nossos contemporâneos.

sábado, 20 de novembro de 2010

Anselmo Borges: Hospital do Menino Deus

Texto de Anselmo Borges no DN de hoje:


Bento XVI esteve de novo na Espanha, e os comentadores reconheceram, em geral, que a visita foi um êxito. Houve críticas? É a coisa mais natural. Numa sociedade pluralista, é evidente que nem todos concordarão com o Papa - como lembrou o teólogo galego Andrés Torres Queiruga, "quem fala em público expõe--se à crítica e ao peso das razões opostas" - e têm o direito de manifestar-se, como foi o caso dos homossexuais. O primeiro-ministro não esteve na missa? Fez bem e é mesmo de saudar, se realmente não acredita. O Papa foi alguma vez excessivo? Sim, quando comparou a actual situação espanhola em relação à Igreja com o que se passou na II República: "Em Espanha nasceu uma laicidade, um anticlericalismo, um secularismo forte e agressivo como o vimos precisamente nos anos trinta". Realmente, não se deve comparar o que não é comparável, mesmo se é verdade que hoje na Espanha e na Europa há má vontade contra a Igreja e se quer implantar um laicismo no lugar da laicidade. Mas também a Igreja não pode bater a culpa só no peito alheio.


Mas qual foi o núcleo da mensagem papal?


Em Santiago de Compostela, apareceu como "um peregrino mais" e daí lançou um convite premente à Europa para que recupere as suas "raízes cristãs". "É preciso que Deus volte a ressoar sob os céus da Europa", afirmou, acrescentando: "A Europa deve abrir-se a Deus." E reiterou a mensagem que tem mais a peito: a fé não é inimiga do ser humano, do progresso ou da razão; pelo contrário, constitui a sua plena realização.


Em Barcelona, no contexto da agora Basílica da Sagrada Família, esse hino de rara beleza em pedra a Deus e à fé, obra genial de Gaudí, o Papa cantou a beleza, ligando-a ao ideal da defesa da vida, da família e do casamento.


"Que fazemos ao dedicar este templo? No coração do mundo, perante o olhar de Deus e dos homens, num acto humilde e gozoso de fé, levantamos uma imensa mole de matéria, fruto da natureza e de um incomensurável esforço da inteligência humana, construtora desta obra de arte", como "sinal visível do Deus invisível, a cuja glória se erguem estas torres, setas que apontam para o absoluto da luz e dAquele que é a Luz, a Altura e a Beleza em si mesma". Gaudí conseguiu "unir a inspiração que lhe vinha dos três grandes livros nos quais se alimentava como homem, como crente e como arquitecto: o livro da natureza, o livro da Sagrada Escritura e o livro da Liturgia".


Para Bento XVI, "só onde há o amor e a fidelidade nasce e perdura a verdadeira liberdade". Por isso, "a Igreja advoga adequadas medidas económicas e sociais para que a mulher encontre no lar e no trabalho a sua plena realização; para que o homem e a mulher que contraem matrimónio e formam uma família sejam decididamente apoia- dos pelo Estado; para que se defenda a vida dos filhos como sagrada e inviolável desde o momento da sua concepção; para que a natalidade seja dignificada, valorizada e apoiada jurídica, social e legislativamente. Por isso, a Igreja opõe-se a todas as formas de negação da vida humana e apoia tudo quanto promova a ordem natural no âmbito da instituição familiar".


E insistiu na beleza: "A beleza é a grande necessidade do ser humano; é a raiz da qual brotam o tronco da nossa paz e os frutos da nossa esperança." Assim, Gaudí realizou uma das tarefas mais importantes: "Superar a cisão entre existência neste mundo temporal e abertura a uma vida eterna, entre a beleza das coisas e Deus como Beleza".


Num belo gesto simbólico, a última visita foi ao Hospital do Menino Deus, em Barcelona, cujo nome oficial é "Obra Benéfico-Social do Menino Deus", dirigido a crianças e jovens deficientes e suas famílias. Quis assim mostrar o seu interesse e afecto pelo trabalho a favor dos que mais precisam.


Afinal, quem duvidará de que este hospital e outras instituições do género são mais sinal do Evangelho de Jesus do que o Vaticano? Isto, também para sublinhar que "os papas do futuro viajarão cada vez mais como pastores", como disse ainda A. Torres Queiruga.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O quadro preferido de Ratzinger e um dos mais belos do mundo

Em Espanha ainda se fala muito da visita do Papa. Muito a favor e muito contra. E revelam-se episódios curiosos com Bento XVI ou ainda somente Joseph Ratzinger. No caso que para aqui trago, há um pretexto político. Mas isso passa-me ao lado.

No ano 2000, Joseph Ratzinger visitou o Prado. Estava tudo preparado para que admirasse as pinturas de Zurbarán y Murillo, mas o cardeal pediu para ver somente as obras de Goya, concretamente as “Pinturas Negras”, 14 pinturas que Goya fez na sua casa da Quinta del Sordo, nas margens do Manzanares, quando estava doente, por volta dos anos 1820-23.

Diz a pequena história que Joseph Ratzinger ficou fascinado com a pintura “O Cão” (“El Perro” - tem entrada na Wikipedia, aqui), que o pintor Antonio Saura diz ser “el cuadro más bello del mundo".

Deixo em espanhol o que li aqui e que me fez admirar o quadro:

“Es la obra más fascinante de Goya. La más enigmática. La más metafísica. La más difícil de descifrar!.

“Es un cuadro ateo y religioso. Esperanzador y nihilista. Muy concreto y abstracto. Sin perspectiva y con una misteriosa profundidad”.

“Habla de la soledad infinita y del vacío. Y también de la trascendencia. El perro mira algo que no podemos percibir. El animal parece interrogarse sobre alguna cosa que está más allá, sin posibilidad de obtener respuesta; sin poder formular siquiera la pregunta. Podría leerse como un cuadro zen y llegar a la conclusión de que la respuesta está en el intento imposible de la pregunta. El vacío, ese fondo ocre que no se acaba nunca, es de una intensa belleza. La pequeñez del animal remite a la inocencia primigenia de los seres vivos y la ausencia de referencias -no se sabe lo que el perro contempla y no se sabe en qué consiste ese plano oscuro e inclinado sobre el que asoma la cabeza- agranda la inquietud. Es un cuadro magnífico”.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Filosofia


Para que serve a Filosofia se ela não abre todas as aventuras, sem interditar nenhuma, a ciência, a douta ignorância, a ingenuidade, a beleza, a embriaguez de Deus?


Michel Serres (1930 - …)

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...