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sábado, 24 de outubro de 2015

Heróis do hospital



O Diário de Notícias de hoje em vez de fotografias traz desenhos. Desta vez tem a ver com o festival de BD da Amadora. Já há cinco meses fez coisa parecida, numa edição que, diz o jornal, "foi um sucesso".

Copia o que o Público já fez há uns anos, várias vezes, aliás. E também o que fez “O Independente” no final dos anos 80 ou no princípio dos 90, julgo que, por sua vez, imitando o que o “Liberation” fazioa a propósito do festival de BD de Angoulême.

Nestas edições todas, na minha opinião, a única que teve piada foi a de "O Independente", que guardo, como muitas outras, algures em casa dos meus pais.

De resto, o DN de hoje perde muito do seu valor informativo. As imagens estorvam, como esta, que por meter uma cruz provocou este meu comentário. A reportagem fala do pessoal não médico que trabalha no hospital (início aqui). Padre (P.e Fernando Sampaio, do Santa Maria) incluído.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Graffiti de Papa Super-Homem

O serviço de comunicação do Vaticano partilhou na sua conta de Twitter uma fotografia tirada a um graffiti do Papa Francisco ao estilo Super-Homem. A pintura encontra-se num muro da cidade de Roma, refere a conta de Twitter.

O "tweet" reproduz a fotografia do graffiti em que o Papa Francisco surge vestido de branco, mas de punho em riste, posição popularizada pelo Super-Homem. Na outra mão segura uma pasta que diz "valores".
O "tweet" foi enviado em espanhol e em inglês: "Les compartimos este graffiti que vimos hoy" e "We share with you a graffiti found in a roman street near the Vatican" (Partilhamos convosco um graffiti que encontrámos numa rua de Roma perto do Vaticano).
O serviço de comunicação do Vaticano modernizou-se desde que o Papa emérito Bento XVI, antecessor do Papa Francisco, decidiu abrir uma conta no Twitter.
A conta do Papa é escrita em nove línguas e conta atualmente com mais de dez milhões de "seguidores".

sábado, 1 de junho de 2013

quarta-feira, 29 de maio de 2013

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

As potencialidades do Homem-Aranha na nova evangelização

Um padre benze os fiéis com uma pistola de água, ou uma metralhadora, e veste paramentos com super-heróis estampados. Passa-se no México. Deve ser isto a nova evangelização. Li no Público.




Paramento com o "Homem-Aranha". Têm de ser estudadas as virtualidades do Homem-Aranha na evangelização. É a segunda vez que dou com ele em coisas de temática cristã, ou a terceira, se contar com um texto em que João César das Neves afirma que "grandes poderes trazem grandes responsabilidades" (uma frase tirada de um dos filmes do aracnídeo). A segunda vez foi num dvd da Paulus, sobre São Paulo em Corinto. O dvd intitula-se "O Céu de Corinto". O Homem-Aranha aparece várias vezes entre a multidão que ouve o apóstolo Paulo. E também aparece no seguinte trailer, aí pelos minutos 2:29 e 2:52.



segunda-feira, 4 de junho de 2012

Sentido da vida

A minha vida não tem sentido, não tem rumo, não tem objetivo e, no entanto, sou feliz. Não consigo perceber. O que é que estou a fazer certo?


Snoopy

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Morreu Mingote



Só hoje soube que morreu Mingote, o cartunista do "ABC". Em tempos li, emprestado, um livro de cartunes religiosos deste autor que tão bem caracterizava a sociedade espanhola. Mas o livro em questão era só de cartunes de temática evangélica e religiosa, com largo destaque para a Semana Santa em Espanha.

Ángel Antonio Mingote Barrachina, I Marquês de Daroca, nasceu a 17 de janeiro de 1919 e morreu no dia 3 de abril de 2012.



terça-feira, 27 de março de 2012

Morreu Moebius. Morreu Tonino Guerra. Morreu Tabuchi


Morreu Moebius. Morreu Tonino Guerra. Morreu Tabuchi. Não sei se algum deles era católico. Ou cristão. Mas encontrava em todos eles, de vez em quando, um vislumbre de transcendência. Talvez não seja possível ser artista sem lidar, ou pelo menos sem pretender lidar com o sublime. E o sublime abre para o infinito.


Moebius desenhou uma vez um ser intemporal que tinha traços da representação tradicional de Deus-Pai. Durante uns tempos usei a imagem como marcador de livros.

Tabucchi, que em Portugal chegou a apoiar políticas radicais, escreveu um dia sobre de Zanotelli, missionário que admirava e que, com a facilidade da Internet, também eu quis conhecer (António Marujo entrevistou-o; ver volume I de “Deus vem a Público”).

De Tonino Guerra li as “Histórias Para uma noite de calmaria” (na Assírio&Alvim) antes de saber que foi professor da primária durante a II Guerra Mundial, que esteve preso num campo de concentração, que foi argumentista de Antonioni e Fellini. Numa das suas histórias, diz um camponês a um caçador atormentado – e a frase vale por si, embora feche um conto: “É preciso respeitar o mistério quando se tem a sorte de o encontrar”.

Do livro acima referido, deixo aqui, na íntegra, o magnífico “A Cor do Tempo”.
O convento tinha a forma de uma margarida. Desprendendo-se de uma torre cilíndrica, cada cela formava uma pétala. Entre uma e outra cela, no pouco espaço de muro da torre que permanecia descoberto, havia uma fenda, fechada por um vitral colorido. Conforme a deslocação do sol em redor do convento, no interior do quarto cilíndrico, havia uma luz com a cor que jorrava do vitral que protegia a fenda atingida pelos raios do sol. Se a luz era azul era meio-dia, cor de laranja era já hora da ceia e assim para todas as outras horas do dia. De noite, a lua substituía o sol. No Inverno, com o céu encoberto, os monges passavam dias e dias sem saber a hora exacta e eram felizes porque as suas vidas caminhavam de modo desordenado, especialmente no momento do encontro para o canto nocturno. Ou o levantar era demasiado cedo ou demasiado tarde e cada um acabava, assim, por cantar sozinho e os outros depois ou antes dele. Os cânticos solitários inundavam o céu até ao amanhecer.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Novas igrejas


- Gostarias de fazer parte da minha igreja?
- O culto realiza-se no meu blogue. Deixas as tuas orações nos comentários.
-  Confessa os teus pecados em mensagens até 140 caracteres e envia-mas pelo twitter.
- Não há ofertório. Basta clicares nuns anúncios.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Abel Varzim e Tintim

Retirado da revista "Transformar", do Forum Abel Varzim, em linha com o que já neste blogue se escreveu sobre o Tintin (ver Dois padres na vida de Tintin). Note-se que as novas traduções portuguesas escrevem Tintin - como no original.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Tintin, herói católico


O jornal do Vaticano, "L’Osservatore Romano", dedica as páginas centrais da edição de hoje [7 de Novembro] e uma chamada de capa para Tintin, personagem de banda desenhada a quem a Santa Sé chama de «herói católico», diz o Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (aqui), retomando do DN (aqui).

Não sei o que será um herói católico (os santos?), mas sem dúvida que o Tintin estava bem relacionado com os padres, como referi aqui.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dois padres na vida de Tintin


Estreia hoje em Portugal o filme speilberguiano do Tintin. Como blogue católico, parece-me bem recordar que o Tintin nasceu no jornal “Le Petit Vingtième”, o suplemento juvenil do jornal católico “Le Vingtième Siècle”.

Um dia, o director do jornal, o padre Norbert Wallez (de quem se diz que tinha simpatias pelo nazismo; curiosamente, o jornal que dirigia desaparece precisamente com a invasão da Bélgica pelos alemãs, em 1940) pediu a Hergé que desenhasse algo para as crianças. Assim surgiu o Tintin, o repórter inspirado na experiência escutista de Hergé, na edição de 10 de Janeiro de 1929 (a capa que reproduzo é de 1934).


Tintin veio para Portugal graças a outro padre, Abel Varzim, que tendo estudado em Lovaina, conheceu Hergé, com quem se correspondia. O padre natural de Barcelos deu Tintin a conhecer a Adolfo Simões Muller (julgo que se conheciam do jornal "Novidades"), que começou a publicá-lo na revista “Papagaio”. A primeira aparição foi na edição de 16 de Abril de 1936 (capa abaixo reproduzida). Portugal foi o primeiro país não francófono onde o Tintin apareceu, traduzido para Tim-Tim. E a cores.



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dose tripla do Hermano Cortés

Já há algum tempo que não não trago para aqui o humor de Cortés, por vezes ácido, quase incómodo, mas sempre à procura da profundidade do Evangelho. Dose tripla, pois. Cartunes retirados daqui - dias 12, 13 e 14 de Julho.




quinta-feira, 3 de março de 2011

3 de Março de 1983. Morre Hergé, criador de Tintin


O belga Georges Remi, mais conhecido por Hergé (a partir da leitura, em francês, de RG, as iniciais trocadas), nasceu no dia 22 de Maio de 1907 e morreu no dia 3 de Março de 1983.

A primeira aventura de Tintin, “Tintin no país dos sovietes”, apareceu em Janeiro de 1929 no “Le Petit Vingtième”, o suplemento infantil do jornal católico belga “Le XXe Siècle”.

O director da publicação, o padre Norbert Wallez, pedira a Hergé que criasse um herói para os jovens. Católico, naturalmente. Surgiu Tintin, o repórter que viaja pelo mundo desmascarando vigaristas e resolvendo enigmas, sem nunca escrever uma notícia.


Está para breve, um filme de Steven Spielberg e Peter Jackson sobre Tintin. “Tintin e o segredo do Unicórnio” está prometido para corrente ano.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

12 de Fevereiro de 2000. Morre Charles Schulz


Charles Schulz, criador da série “Peanauts” (Charlie Brown, Lucy, Snoopy, Linus e companhia), morreu no dia 12 de Fevereiro de 2000, aos 77 anos, em Santa Rosa, Califórnia.

Schulz, que disse uma vez que Linus von Pelt representava o seu lado espiritual, cresceu na fé luterana e pertenceu à Igreja Medodista quando adulto, mas nos finais dos anos 1980 afirmou que se considerava um “humanista secular”, embora na mesma entrevista confessasse que não sabia bem o que isso era.

Em 1965, Charles Schulz escreveu, ou melhor, desenhou “A Charlie Brown Christmas”. Por essa altura saiu “The Gospel According to Peanuts”, do presbiteriano Robert L. Short, que se tornou um sucesso, com mais de 10 milhões de cópias vendidas e foi o primeiro de um género que se tornou muito popular, "The Gospel according…" "Tony Soprano", "The Simpons", "Lost", etc. Mais tarde, o mesmo autor publicou  “The Parables of Peanuts” (1968).

sábado, 15 de janeiro de 2011

A Turma da Mónica conta a Bíblia

Não é com o coelho que David acerta em Golias. Mas é com o coelho que a Mónica romana persegue os cristãos.

Saiu na Gráfica de Coimbra 2 (provavelmente a editora em que a diferença entre o valor das obras publicadas, apreciável, e a divulgação nos grandes meios de comunicação nacionais, residual, é maior) “A minha primeira Bíblia com a Turma da Mónica”, com ilustrações de Maurício de Sousa e textos de Luís Erlin Gomes Gordo.

A Turma da Mónica encena os principais episódios do Primeiro e do Segundo Testamentos.


Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...