domingo, 7 de julho de 2013
Bento Domingues: "Paciência com Deus (1)"
terça-feira, 11 de junho de 2013
José Diogo Quintela: "Ver no Instagram para crer":
Antes, se avisasse que ia chegar atrasado por causa de um acidente na auto-estrada, a minha mulher acreditava. Mas agora exige que lhe mande uma fotografia que o prove. (E, com as aplicações que já existem para editar fotografias, chegará o dia em que me vai obrigar a trazer um pedaço do pára-choques acidentado, só para certificar.) Quase dois mil anos depois de Jesus ter admoestado Tomé com o célebre: “Felizes os que creem sem terem visto”, a indústria dos telemóveis dá esta machadada num dos pilares da fé cristã."
sexta-feira, 31 de maio de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
27 de maio de 1871. Nasce Georges Rouault, autor de alguns dor mais belos rostos de Cristo
sábado, 12 de janeiro de 2013
Leão XIII, o primeiro Papa a ser filmado
Agradeço a José Serra, que me deu a conhecer o vídeo.
sábado, 30 de junho de 2012
Imagens de Jesus por todo o lado... onde há manchas
Num takeway de comida chinesa, em Sunderland, Inglaterra, viram o rosto de Jesus (aqui). Mais um. O rosto do homem de barbas e cabelos compridos é um rosto verdadeiramente universal. Encontram-no nas manchas de uma parede, numa tosta, num cão, numa radiografia aos pulmões, no fundo de uma frigideira. Haja imaginação (fotogaleria aqui).
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Nome e palavras
Destruí os frescos das igrejas, retirai os quadros dos altares e das casas - e avida de Cristo enche ainda os museus e as galerias. Lançai ao fogo missais, breviários e eucológios - e achareis o seu nome e as suas palavras nos livros de todas as literaturas. Até as próprias blasfémias são uma confissão involuntária da sua presença.
Giovanni Papini, "História de Cristo" (Livros do Brasil), pág. 09
sexta-feira, 2 de março de 2012
Açores: Exposição "Santos e Devotos"
Decorre até 8 de abril, no Museu de Angra do Heroísmo, a exposição "Santos e Devotos". Diz no sítio do Museu que a exposição
procura trazer ao presente, conhecer e aprofundar uma das nossas maiores matrizes culturais, que são as manifestações religiosas cristãs, e sujeitá-las ao crivo das nossas preocupações e angústias mais atuais. (…) Expõem-se peças de imaginária e pintura de notável valor artístico, bem como outros objetos religiosos ligados à prática do sagrado, como sejam presépios, registos e ex-votos.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
A igreja mãe de todas as imagens está prestes a tornar-se uma mesquita
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
sábado, 22 de outubro de 2011
Bárbaros no meio de gente que quer mais justiça e equidade
A destruição de imagens religiosas, mesmo que para os iconoclastas sejam ídolos, é sempre um gesto de barbárie. Aconteceu nas manifestações de 15 de Outubro, em Roma, num assalto à paróquia de S. Pedro e S. Marcelino. No meio de muitas pessoas de boa vontade e que procuram a justiça, há sempre uns bárbaros.
Provavelmente ignoram que um dos poemas mais revolucionários de sempre é posto na boca de Maria de Nazaré (o Magnificat, no Evangelho de Lucas):
domingo, 1 de maio de 2011
A melhor fotografia de João Paulo II
sexta-feira, 18 de março de 2011
O que dizem de Jesus: Encantador
sábado, 5 de março de 2011
Imagens de um Jesus judeu
sábado, 4 de dezembro de 2010
4 de Dezembro de 749. Morre João Damasceno, pai da cultura audiovisual

João Damasceno nasceu em 676 e morreu no dia 4 de Dezembro de 749.
Reconhecido pela Igreja católica e também por confissões protestantes, João Damasceno, o último Padre da Igreja do Oriente, é um dos pilares da ortodoxia. Escreveu “Exposição da Fé Ortodoxa”.
Teólogo, poeta, filósofo e músico, João Damasceno defendeu o uso de imagens no culto cristão, contra a iconoclastia. Distinguiu entre adoração (“latreia”), que só se pode prestar a Deus, e veneração (“proskynesis”), que pode ser prestada às imagens.
A teologia do Damasceno viria a prevalecer no segundo Concílio de Niceia (787), que condena a iconoclastia. Esta, em si, poderá ter surgido por causa do islamismo circundante e em ascensão, profundamente iconoclasta (pense-se na polémica dos cartoons dinamarqueses; para muitos, o que era condenável era a representação do profeta Maomé; nem sequer tinham visto as caricaturas).
Regis Debray disse há tempos que Hollywood nasce em Niceia II. João Damasceno é, podemos dizer, um dos pais da nossa cultura audiovisual.
domingo, 19 de setembro de 2010
Retratos de John Henry Newman
A National Portrait Gallery, em Londres, tem 32 representações de John Henry Newman (uma escultura, dois óleos e diversas fotos e desenhos, alguns deles quase caricaturas). Podem ser vistos aqui 23 desses 32 “retratos”. Fica-se com uma uma ideia muito plástica do padre feito cardeal por Leão XIII (mas não bispo).
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Efeitos da imaginação
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Demasiadas certezas sobre Deus

Revolta-me o modo como todas as religiões falam de Deus, por o tratarem com tanta certeza, ligeireza e familiaridade. (...) É uma espécie de espirro que lhes é habitual: a bondade de Deus, a cólera de Deus, ofender Deus são alguns exemplos. É considerá-lo como um homem e, o que é pior, como um burguês.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Cristo a fumar e a beber cerveja

Mais uma notícia do DN de hoje:
“As autoridades do estado de Meghalaya, na Índia, confiscaram os livros escolares nos quais aparece uma imagem de Cristo com uma cerveja numa mão e um cigarro na outra. Os livros eram usados nas escolas primárias e indignaram os 70% de cristãos daquele estado”.
Informação adicional: Meghalaya, diz a Wikipedia, é um estado no leste da Índia, na fronteira com o Bangladesh. Mas 70% de cristãos? Talvez. Diz a BBC que todos os sete estados do nordeste da Índia, entre o Bangladesh muçulmano e o Burma budista, são maioritariamente cristãos. E, diz o mesmo texto, ultimamente têm acontecido por lá diversos milagres.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Defesa das imagens por João Damasceno

João de Damasco (675-749), o último dos Pais Gregos da Igreja, o “São Tomás de Aquino do Oriente”, já tinha morrido na altura do II Concílio de Niceia. Mas são as suas teses que prevalecem.
Escreve João Damasceno em “De imaginibus” ("Acerca das imagens"):
O que a Bíblia é para os que sabem ler, a imagem o é para os iletrados.
(Mote para a profusão medieval de imagens nas catedrais, “bíblias de pedra”)
Antigamente Deus, que não tem corpo nem face, não poderia ser absolutamente representado através duma imagem. Mas agora que Ele se fez ver na carne e que Ele viveu com os homens, eu posso fazer uma imagem do que vi de Deus.
(Encarnação como legitimação)
A beleza e a cor das imagens estimula a minha oração. É uma festa para os meus olhos, tanto
quanto o espectáculo dos campos estimula o meu coração para dar glória a Deus.
(Imagens enquanto pedagogia e catequese)
Como fazer a imagem do invisível? Na medida em que Deus é invisível, não o represento por imagens; mas, desde que viste o incorpóreo feito homem, fazes a imagem da forma humana: já que o invisível se tornou visível na carne, pinta a semelhança do invisível.
(A analogia como metodologia)
Outrora Deus, o incorpóreo e invisível, nunca era representado. Mas agora que Deus se manifestou na carne e habitou entre os homens, eu represento o «visível» de Deus. Não adoro a matéria, mas o Criador da matéria.
(A necessária distinção entre representado e representante, conteúdo e continente, meio e fim).
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...



















