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sábado, 2 de março de 2013
Fiambre no Coliseu
A Paulus publicou um livrinho sobre o jejum (112 páginas de pequeno formato). Li quase ao
acaso um bocadinho que não resisto a partilhar.
“Tenho sempre na retina um grupo de miúdos de um famoso coro
a comer pão e fiambre antes da Via-Sacra de Sexta-feira Santa, no Coliseu! Infelizmente,
a sexta-feira cristã perdeu a sua identidade, já não tem direito de cidadania,
mas a culpa é nossa. Ninguém no-lo tirou. Fomos nós que o quisemos perder” (pág. 66-67).
terça-feira, 3 de maio de 2011
O cheiro do hambúrguer no jejum do Ground Zero
Alguns dominicanos americanos decidiram comemorar o primeiro aniversário do 11 de setembro com um mês de jejum, consumindo apenas água. (…) Acampávamos em Union Square, imediatamente a norte do Nível Zero, e todos os dias falávamos com centenas de pessoas que vinham interrogar-nos e ler os nossos panfletos. Muitos judeus e muçulmanos juntaram-se a nós em oração, três vezes ao dia. O que me admirou foi que o significado simbólico do jejum foi imediatamente compreendido, mesmo pelos jovens – com excepção daquele rapaz que, todos os dias, vinha comer o seu hamburger com batatas fritas para junto de nós, e o hambúrguer tinha cada dia um cheiro mais delicioso.
Timothy Radcliffe, "Ser Cristão para quê?" (ed. Paulinas), pág. 34
sábado, 22 de agosto de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Clássicos 2 – “Tratado da Oração, do Jejum e da Esmola”, de Frei Luís de Granada

"Para conclusão desta obra [o Livro da Oração], pareceu-me necessário tratar, no final, dos frutos e proveitos da oração, para mover os corações dos leitores para o exercício desta virtude e para os trabalhos que, na sua continuidade, se hão-de passar. Porque assim como os que pregam jubileus e indultos apostólicos procuram declarar e encarecer as graças e os favores que neles se concedem, para que não recusem os homens fazer o que para isso se lhes pede, dado o muito que se lhes promete; assim também, como no exercício da oração, que aqui se pede, haja trabalho e dificuldade – como logo diremos -, é necessário adoçar esta purga com algum mel, pondo ante os olhos os frutos e os grandes efeitos desta virtude; para que, com este gosto e esperança, se esforcem os homens para querer tomar esta purga. E chamamo-la purga porque, como disse um daqueles insignes Padres do Deserto, uma das coisas mais trabalhosas que há na vida espiritual é o exercício contínuo da oração, o qual veremos claramente pelas seguintes razões".
Tratado da Oração, do Jejum e da Esmola | Frei Luís de Granada | Paulinas, 2006, 254 páginas
Luís Sarria nasceu em de Granada, em 1504. Vem para Portugal em 1550-51 e vive em Lisboa, no convento de S. Domingos (Rossio), até à morte, no dia 31 de Dezembro 1588. Este “Tratado…” é uma parte do “Livro de la Oración y meditación”, obra que suscitou a oposição da Inquisição e do grande teólogo (e confrade de Frei Luís) Melchior Cano. A principal crítica que lhe faz é que Frei Luís propõe um “caminho de perfeição comum e geral a todos os estados”.
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