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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Padres na moda e os sobrinhos de Deus

Texto do P.e Gonçalo Portocarrero de Almada no "Público" de anteontem. Se os padres da moda referidos na opinião forem os mesmos padres da moda que Zita Seabra apontou no lançamento do livro de conversas dos dois, digamos que eles não gostam de certas companhias. E o Papa também está na moda.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Bento XVI triste por desconfiarem do seu amigo Gotti Tedeschi


A revista "Sábado" de hoje, reportando-se a uma entrevista do secretário de Bento XVI, diz o que ouvi alguns jornalista mais avisados dizerem: "Que Bento XVI já não tinha mão naquilo". Provavelmente nunca teve. Ele era mais livros e menos política. 

O que disse mesmo o secretário a 23 de outubro:

É verdade que o Papa Ratzinger foi mantido às escuras sobre a expulsão de Gotti Tedeschi do IOR?
 
Eu me lembro bem desse momento. Era o dia 24 de maio. Naquele dia, houve também a prisão do nosso mordomo Paolo Gabriele. Ao contrário do que se pensa, não houve nenhum nexo entre os dois eventos, mas sim apenas uma infeliz coincidência, até mesmo diabólica. Bento XVI, que tinha chamado Gotti para o IOR, para levar adiante a política da transparência, ficou surpreso, muito surpreso pelo ato de desconfiança para com o professor. O papa o estimava e o queria bem, mas, por respeito às competências de quem tinha responsabilidade, ele optou por não intervir naquele momento. Depois da desconfiança, o papa, por motivos de oportunidade, embora nunca tenha recebido Gotti Tedeschi, manteve os contatos com ele de modo adequado e discreto. (Ler a entrevista toda aqui.) 
Como o nome de Ettore Gotti Tedeschi já por este blogue andou várias vezes, fui ver o que escrevi sobre ele. Já não me lembrava e não me imaginava tão informado em 25 de novembro de 2010:

Que as suspeitas tenham surgido após a visita ao Reino Unido, quando Ettore Gotti Tedeschi (...), um homem da confiança do Papa alemão, tem feito um trabalho notável à frente do IOR, leva a pensar no que já tem sido adiantado mais à boca fechada do que às claras: mais uma tentativa para atingir Bento XVI.

(Ler tudo aqui.)

sábado, 20 de abril de 2013

As raparigas também gostam de subir paredes de escalada, mas só o fazem sem rapazes por perto

Abigail Norfleet James, no "Público" de hoje

Actualmente, em Portugal as escolas que existem de ensino diferenciado estão ligadas a uma instituição da Igreja Católica, a Opus Dei, e às Forças Armadas, quer comentar?



Eu gostaria que existissem outras que não tivessem qualquer ligação, mas já é um bom começo. As escolas são diferenciadas não porque pertençam a uma religião ou às Forças Armadas mas porque essas instituições tradicionalmente tinham esse tipo de escolas. No resto do mundo, conheço escolas mistas que pertencem a congregações religiões ou são escolas militares.


Excerto da entrevista do "Público" a Abigail Norfleet James, que defende a educação separada de rapazes e raparigas. Vale a pena ler, aqui. Há várias modalidades e a coisa dá que pensar.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Portocarrero de Almada: Sinais de contradição

Um crónica de 11 de fevereiro, no "i". Já cá deveria ter sido posta, mas só agora saiu do vórtice da resignação papal. Eu também não gosto do carnaval. Ou pelo menos do carnaval-que-temos.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mais um artigo arrojado: Os jesuítas são os luteranos católicos; e os opus são os calvinistas católicos

Há dias pus aqui um artigo de Pedro Arroja, que ultimamente tem vindo a refletir sobre a catolicidade da Igreja e do país.

Ontem, no jornal “A Ordem”, saiu o que a seguir reproduzo. Tem a sua piada, embora, na minha perspetiva, ainda que haja comparações entre Lutero e Inácio, o otimismo jesuíta não se coaduna com o pessimismo luterano (segurança antropológica jesuíta versus insegurança luterana). Mais parecidos com os luteranos eram os jansenistas, ambos fruto de tendências agustinianas exacerbadas. Ora, jesuítas e jansenistas não se podiam ver nem pintados, ainda que ambos andassem de preto (o preto dos jesuítas, diz a lenda, era do mais negro que há desde que o decretasse o superior, ainda que fosse branco).

O jornal “A Ordem”, quinzenário, é do Porto, de um grupo de leigos, suponho, e vai no centésimo ano de publicação.

Posso já adiantar que a edição de 21 de fevereiro traz novo artigo de Pedro Arroja. Desta vez o economista reflete sobre a “religião pública” que deve ser o catolicismo. Se o catolicismo está cada vez menos público (“os representantes da Igreja deixam de estar presente nas cerimónias oficiais, os padres agora raramente aparecem em debates na televisão…”), é porque está a privatizar-se, ou seja, a protestantizar-se. Como sei? O número de 21 de fevereiro já saiu hoje.




domingo, 27 de janeiro de 2013

Opus Dei no "Diário de Notícias"


O DN começa hoje uma investigação sobre o Opus Dei. E começa muito mal, quando a primeira coisa que se diz, pelo menos on-line, é que é "conhecida como «maçonaria branca»". Espero que o jornal esclareça se é ou não tal coisa. On-line pode-se ler o início de cinco artigos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

9 de janeiro de 1902. Nasce o fundador do Opus Dei


Paulo VI e Josemaría Escrivá

O fundador do Opus Deus, Josemaría Escrivá de Balaguer, nasceu no dia 9 de janeiro de 1902, em Aragão. Morreu no dia 26 de junho de 1975, em Roma, e foi canonizado por João Paulo II no dia 6 de outubro de 2002.

A Wikipédia cita deste santo uma frase que eu por vezes gostaria de levar mais a peito contra a minha tendência para o diletantismo e a procrastinação:

"O trabalho não é apenas um dos mais altos valores humanos e um meio pelo qual os homens hão de contribuir para o progresso da sociedade; é também um caminho de santificação".

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Vai aonde te leva o coração


Estou a ler um e espero ler o outro. Há lugar para todos. Mesmo que contraditórios num ou noutro ponto. Bento em Lisboa, dia 10, e Gonçalo em Aveiro, dia 13.



Excerto do livro do P.e Portocarrero aqui. Depoimentos sobre Fr. Domingues aqui

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A fé aos 20, aos 30, aos 40...: Querer saber mais



...E como bónus, podemos admirar por uns instantes uma espantosa escultura de Anish Kapoor na cidade do senador Obama.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Banqueiro do Vaticano afastado


Veio no "Correio da Manhã" de hoje e em todos os jornais económicos. Mas é uma notícia de economia ou de religião? É também de religião porque o banco é do Vaticano. E o Papa é quem manda (alguns dizem que há uns anos que já não manda). E este banqueiro, professor de ética, diz-se que ligado ao Opus Dei, é coautor de um livro em que se analisa a última encíclica social de Bento XVI. Há tempos que estava sob suspeita.


segunda-feira, 21 de maio de 2012

quinta-feira, 15 de março de 2012

Ricardo Sá Fernandes insiste que é maçon e católico sem conflito interior

Do "Público" de hoje. O advogado Ricardo Sá Fernandes, católico e maçon, responde a Gonçalo Portocarrero, padre e membro do Opus Dei (não vejam aqui, pf, qualquer paralelismo entre o clube e a prelatura).


Artigo de P.e Portocarrero.
Primeiro artigo de Ricardo Sá Fernandes.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Fortuna do Opus Dei, agora o texto

E agora o texto da "Sábado" sobre o Opus Dei. Grande ilustração a da primeira página, diga-se. Ver no final o comunicado do Gabinete de Imprensa do Opus Dei sobre as notícias da "Sábado".











Comunicado de 24 de Fevereiro de 2012
Na sequência do artigo “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal” publicado ontem pela revista Sábado.

O Opus Dei é, pela quinta vez, tema de capa na revista “Sábado”, desta vez sob o título “A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal”. A esse propósito, esclarecemos:

Sobre os aspectos económicos do Opus Dei

1. O Opus Dei é uma instituição da Igreja Católica que difunde a mensagem de que o trabalho e as circunstâncias habituais são ocasião para o encontro com Deus, o serviço aos outros e o melhoramento da sociedade.

2. Ao fazê-lo, utiliza instalações materiais que são fruto do esforço de muitas pessoas que ao longo de muitos anos deram a sua ajuda. Essas instalações não são propriedade do Opus Dei; são propriedade de instituições de direito civil comum constituídas por pessoas, a maioria do Opus Dei, que se associam para colaborar com aquela acção formativa.

3. Ou seja: os donativos dados aos apostolados do Opus Dei são para essas instituições, que os tornam seus e aplicam às finalidades definidas pelos doadores.

4. Assim, a responsabilidade pertence aos leigos que constituem essas instituições, e é a eles que compete gerir os bens económicos. A sua afectação aos projectos de colaboração com o Opus Dei é uma opção desses responsáveis, em coordenação mútua.

5. Essas instituições existem para conservar os bens adequando-os à vontade dos doadores; não para procurar e distribuir lucros. Os bens servem muitas pessoas; não são para apropriação e benefício pessoal.

6. Não é demais recordar: o Concílio Vaticano II revalorizou as iniciativas civis dos cristãos leigos; caminho que, além do mais, não sobrecarrega as estruturas eclesiais.

7. Quando se afirma que o Opus Dei não tem bens, não se diz uma frase bonita, embora juridicamente inatacável. Retrata-se a sua actuação, que leva os leigos a assumir a sua responsabilidade e liberdade como cidadãos e como cristãos, em todos os âmbitos, em concreto, no referente aos aspectos económicos.

8. As instituições que cedem as instalações materiais estão sujeitas às leis civis comuns. Sem que se lhes apliquem as vantagens legais, mesmo fiscais, eventualmente ainda reservadas a instituições e bens eclesiásticos.

Sobre a reportagem da revista “Sábado”.

9. A "Sábado" permitiu-nos a seu tempo expor tudo o que acabámos de dizer. E estamos gratos. Mas não aceitou como boa essa explicação.

10. O Gabinete de Imprensa tentou esclarecer as dúvidas sobre esta instituição da Igreja, deu a informação possível e remeteu para as instituições com quem a prelatura colabora as questões que só a elas compete esclarecer.

11. Perdida a explicação essencial das coisas torna-se pouco importante responder exaustivamente à reportagem, não isenta de inexactidões, confusões e ambiguidades. A consulta do site www.opusdei.pt permite aceder a informação abundante sobre o que é e qual a finalidade desta instituição da Igreja.

12. Infelizmente, nem sempre a imagem pública da Igreja Católica, e do Opus Dei, está próxima da realidade. Cabe aos comunicadores da Igreja facilitar esse encontro. Nem sempre com êxito, como neste caso. Porém, não desistimos. Mantemos o desejo de trabalhar em conjunto com os profissionais dos media.

Pedro Gil
Director do gabinete de imprensa do Opus Dei

Fortuna escondida do Opus Dei


Ontem (23 de fevereiro de 2012) foi o dia em que a "Sábado" publicou o seu número anual sobre o "Opus Dei". Todos os anos publica um. É negócio seguro. E os padres do Opus Dei ficam bem na capa. Há também os números repetidos todos os anos sobre dietas saudáveis, formas miraculosas de a) emagrecer b) investir o dinheiro c) arranjar emprego e os 10 recantos de Portugal que ainda são segredo. Mas não são a mesma coisa.


Já havia a fortuna escondida dos Templários (para mim, é evidente que os portugueses espatifaram-na em caravelas, pelo menos a parte que nos tocava; por isso puseram lá a cruz da Ordem de Cristo, sucessora da Ordem dos Templários). Agora há a do Opus Dei.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Mesmo livro responde a dois romancistas sobre Jesus

As edições Paulinas relançaram há dias o livro "50 perguntas sobre Jesus", de Juan Chapa, julgo que para responder às questões postas pelo romance de José Rodrigues dos Santos, "O último segredo", pelo menos o "timing" assim sugere.



Digo relançaram porque o mesmo tinha saído há seis ou sete anos anos para responder ao "Código da Vinci". A capa era outra.



Não quero de maneira nenhuma estragar o negócio desta editora católica - de que aliás sou bom cliente -, mas o livro pode ser encontrado em PDF no sítio do Opus Dei. Foi elaborado por professores ligados à prelatura para responder à obra de Dan Brown nas questões relativas a Jesus.


Como se sabe, o Opus é um dos alvos do "Código", que tem um membro do Opus Dei, o monge Silas, como mau da fita. Mas o Opus Dei nunca teve monges.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A sociedade secreta do Opus Dei pela enésima vez

A "Focus" de hoje fala de sociedades secretas. E entende por sociedade secretas, como diz na capa, Maçonaria e Opus Dei.


Quanto ao Opus Dei, que não é nenhuma sociedade secreta (onde fica o sítio Internet da maçonaria? O do Opus Dei é aqui), a abordagem não está isenta de erros e preconceitos. O jornalista está sempre a dizer que o Opus Dei é uma sociedade secreta e quando escreve que "mas a Focus sabe que..." é quase certo que se segue asneira. No final, a lista de pessoas influentes é uma desilusão.


Já se o fundador do PNR pertence ao Opus Dei, o facto não abona nada a favor da prelatura. De qualquer maneira, tendo em conta a expressão eleitoral do PNR, o Opus Dei de pouco lhe serve para conquistar o poder... 




segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Entrevista do "i" ao líder do Opus Dei em Portugal

Por estes dias têm surgido na imprensa nacional diversas entrevistas a personalidades de relevo da Igreja em Portugal: D. José Policarpo no "Correio da Manhã", D. Manuel Clemente no "Jornal de Notícias", P.e José Rafael Espírito Santo no "i"... Não sei se mais, mas pelo menos estas. Com tempo hei-se cá pô-las todas, mas não de seguida - para não causar nenhuma overdose. Começo pela do vigário do Opus Dei em Portugal, no "i" do dia de Natal. Também pode ser lida aqui.





Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...