quarta-feira, 17 de julho de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Santidade versus sabedoria
Muita sabedoria unida a uma santidade moderada é preferível a muita santidade com pouca sabedoria.
Escolhei um confessor antes sábio que santo.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Palestras versus sermões
Como conseguimos viver juntos? Como toleramos as falhas dos outros? Como podemos aceitar as nossas limitações e mitigar a nossa ira? (...) A diferença entre a educação cristã e a educação secular revela-se com especial clareza nos seus respetivos modos característicos de instrução: a educação secular faz palestras, o cristianismo sermões.
Alain de Botton, "Religião para ateus" (D. Quixote), pág. 115
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
Humanidade versus pessoas
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Igualitarismo versus Honestidade
Abbé Pierre, 1970
segunda-feira, 19 de março de 2012
Esperança: Kafka versus Joubert
Joseph Joubert
A esperança é abundante, mas não para nós.
Franz Kafka
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
O católico fala da presença; o reformado, da graça. Mas ambos concordam na alegria
Pierre Teilhard de Chardin
O riso é o coisa mais próxima da graça de Deus.
Karl Barth
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Hipátia de braço dado com Agostinho
Governar agrilhoando a mente através do medo da punição noutro mundo é tão baixo quanto usar a força.
Quem ama a Deus com medo do inferno não é virtuoso, é cobarde.
sábado, 17 de setembro de 2011
Eclesiastes versus Pascal
Ecl 5,9
Eu só gosto do dinheiro, porque me dá a possibilidade de ajudar os outros.
Blaise Pascal
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Religião versus Fé

A religião é essencialmente conformista, mais preocupada com a devoção e a moral, mais orientada para o sagrado do que ao humano e, no fim das contas, mais preocupada com os fins eternos do homem e de modo insuficiente com os seus fins temporais e terrestres.
A fé cristã é de outra natureza totalmente diferente: é sobretudo "convite à liberdade, a libertar-se da opinião pública, dos usos e costumes da sociedade e do tempo em que vivemos, muitas vezes das tradições familiares", e isso na fidelidade a uma tradição que marca a "continuidade da referência da fé à sua origem histórica, ao evento e ao ensinamento de Cristo e dos Apóstolos".
Quem o diz é o jesuíta Joseph Moingt, que há pouco tempo publicou um livro de entrevistas, “Croire quand même, Libres entretiens sur le présent et le futur du catholicisme” (Ed. Temps présent ).
Recolhi as afirmações no IHU.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Appleísmo vs Googleísmo - novas religiões

O appleísmo é um “modo de vida”, um “modo de ser”, quase uma religião. “Não é bem uma religião mas tem como protagonista um líder que é quase um deus, Steve Jobs”, escreve Robert Lane Greene no artigo “Appleísmo vs Googleísmo”, na “Intelligent Life” de Inverno. “Também ele ressuscitou dos mortos – despedido pela administração em 1985, foi de novo contratado em 1997, tendo desde então dado a volta aos destinos da Apple”, acrescenta.
“Appleísmo vs Googleísmo” fala de duas fés, a dos fãs dos produtos Apple (iPod, iPad, iPhone, Safari, Mac, etc.) e a dos que preferem serviços Google (telemóveis com sistema operativo Android, motor de busca, mapas, etc.). A disputa lembra um célebre artigo de Umberto Eco (não é nomeado no texto). O semiótico afirmava que o sistema operativo dos Mac era católico, enquanto o MS-DOS era protestante, talvez calvinista.
O artigo da “Intelligent Life” (pode ser lido aqui em inglês) começa com uma história que vale a pena registar:
Quando a Apple abriu a sua nova loja na Quinta Avenida de Manhattan [na imagem], em Nova Iorque, em 2006, foi alvo de uma queixa um pouco estranha. Não a habitual queixa dos nova-iorquinos – está a tapar a vista pela qual eu paguei ou está a tornar elitista o bairro onde acabei de me instalar. Não, nada disso, esta loja-bandeira foi criticada por um website islâmico. O cubo de vidro e aço, queixavam-se os puristas, estava ali para evocar o cubo de obsidiana na Kaaba de Meca e, assim, insultar o Islão.
A história era ridícula – tratava-se de um website extremista (apesar de ser grande) e os espertinhos que o administravam apenas tinbham visto uma cobertura preta sobre o cubo quando ainda estava em contrução. Um membro da organização New York Muslims levantou a sua voz para afirmar que eles gostavam imenso da nova loja. Mas não é de todo descabido classificar as lojas da Apple como as novas «mecas». Lindas por dentro e geralmente também por fora são so tempos de reunião dos devotos dos fantásticos produtos da Apple.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Lubac versus Bernanos
O encontro furtivo de um santo chega para atestar Deus.
Henri de Lubac (1896-1991)
Deus nos preserve dos santos!
George Bernanos (1888-1948)
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Prudência beneditina versus entusiasmo dominicano
O homem sábio disseÀ amendoeira:
Fala-me de Deus.
E a amendoeira floriu*.
Acabei de ler há dias o livro de Bento XVI e tenho hesitado em contar neste blogue o que penso do livro. Hesito, logo existo, parafraseando o renascido.
Acontece é que estou entusiasmado e absorve-me a leitura de um outro: “Ir à Igreja. Porquê? O drama da Eucaristia”, de Timothy Radcliffe. No livro de Bento XVI há muita prudência (a palavra que mais se ouve nos corredores eclesiais, como dizia um teólogo espanhol), e pouco entusiasmo, esperança, humor. Ingredientes que não faltam na obra do ex-mestre geral dos dominicanos.
* Poema anónimo num castaz da Abadia de Sylvanès, citado na página 74 do livro de Timothy Radcliffe, o.p.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Saramago versus Tomás de Aquino

Saramago, descrente, disse um dia: “Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro”. Tomás de Aquino, crente, escreveu há muito mais tempo: “Não é evidente que Deus exista”.
As afirmações fazem pensar que ateus e crentes podem estar muito próximos nas afirmações racionais sobre Deus. Tomás até parece mais descrente. A diferença virá depois pelo tom absolutista, ou mesmo fundamentalista, que cada um põe na fase. Tomás de Aquino não foi, de modo nenhum, um fundamentalista.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Bernard Bro versus Bernanos
Explicar Deus a um homem, tendo-lhe apenas lido as Escrituras, é como descrever a cidade de Benares não a tendo visto senão no mapa.
Bernard Bro (1925-…)
A palavra de Deus é um ferro em brasa.
George Bernanos (1888-1948)
sexta-feira, 2 de julho de 2010
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Um aviso de Proudhon e um anúncio de Martin Luther King
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
-
O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
-
Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
-
A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard







