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quarta-feira, 17 de julho de 2013

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Santidade versus sabedoria


Inácio de Loiola dizia que
Muita sabedoria unida a uma santidade moderada é preferível a muita santidade com pouca sabedoria.
Teresa de Ávila, que tinha 41 anos quando morreu o fundador dos jesuítas, não sei se conhecendo o dito inaciano, deixou bem claro às suas filhas o critério para escolher um diretor espiritual:
Escolhei um confessor antes sábio que santo.
E comentava ter sofrido muito às mãos de confessores não sábios.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Palestras versus sermões


Como conseguimos viver juntos? Como toleramos as falhas dos outros? Como podemos aceitar as nossas limitações e mitigar a nossa ira? (...) A diferença entre a educação cristã e a educação secular revela-se com especial clareza nos seus respetivos modos característicos de instrução: a educação secular faz palestras, o cristianismo sermões.

Alain de Botton, "Religião para ateus" (D. Quixote), pág. 115



segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Humanidade versus pessoas



Wisława Szymborska, a polaca Nobel da Literatura que morreu no dia 1 de fevereiro deste ano, dizia que tinha sido comunista devido a um equívoco.

“Era por amor à humanidade. Depois entendi que não se deve amar a humanidade, mas sim as pessoas”.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Igualitarismo versus Honestidade

O igualitarismo abstrato de que se pode falar, como se uma reivindicação dos pobres, eles sabem que é uma farsa. Os que sofrem reclamam, sim, a honestidade.

Abbé Pierre, 1970

segunda-feira, 19 de março de 2012

Esperança: Kafka versus Joubert

A esperança é um empréstimo que se pede à felicidade.
Joseph Joubert


A esperança é abundante, mas não para nós.
Franz Kafka 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Hipátia de braço dado com Agostinho


Hipátia por Rafael

Dizia Hipátia de Alexandria (que viveu entre 355 e 415, aquela sobre a qual se fez o filme “Ágora”, de pretensões anticristãs):
Governar agrilhoando a mente através do medo da punição noutro mundo é tão baixo quanto usar a força.
Curiosamente, também no Norte de África, em Hipona, um contemporâneo, de seu nome Agostinho (354-430), afirmava:
Quem ama a Deus com medo do inferno não é virtuoso, é cobarde.

sábado, 17 de setembro de 2011

Eclesiastes versus Pascal

Quem ama o dinheiro jamais se fartará dele.
Ecl 5,9


Eu só gosto do dinheiro, porque me dá a possibilidade de ajudar os outros.
Blaise Pascal

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Religião versus Fé

A religião é essencialmente conformista, mais preocupada com a devoção e a moral, mais orientada para o sagrado do que ao humano e, no fim das contas, mais preocupada com os fins eternos do homem e de modo insuficiente com os seus fins temporais e terrestres.

A fé cristã é de outra natureza totalmente diferente: é sobretudo "convite à liberdade, a libertar-se da opinião pública, dos usos e costumes da sociedade e do tempo em que vivemos, muitas vezes das tradições familiares", e isso na fidelidade a uma tradição que marca a "continuidade da referência da fé à sua origem histórica, ao evento e ao ensinamento de Cristo e dos Apóstolos".

Quem o diz é o jesuíta Joseph Moingt, que há pouco tempo publicou um livro de entrevistas, “Croire quand même, Libres entretiens sur le présent et le futur du catholicisme” (Ed. Temps présent ).

Recolhi as afirmações no IHU.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Appleísmo vs Googleísmo - novas religiões

O appleísmo é um “modo de vida”, um “modo de ser”, quase uma religião. “Não é bem uma religião mas tem como protagonista um líder que é quase um deus, Steve Jobs”, escreve Robert Lane Greene no artigo “Appleísmo vs Googleísmo”, na “Intelligent Life” de Inverno. “Também ele ressuscitou dos mortos – despedido pela administração em 1985, foi de novo contratado em 1997, tendo desde então dado a volta aos destinos da Apple”, acrescenta.

“Appleísmo vs Googleísmo” fala de duas fés, a dos fãs dos produtos Apple (iPod, iPad, iPhone, Safari, Mac, etc.) e a dos que preferem serviços Google (telemóveis com sistema operativo Android, motor de busca, mapas, etc.). A disputa lembra um célebre artigo de Umberto Eco (não é nomeado no texto). O semiótico afirmava que o sistema operativo dos Mac era católico, enquanto o MS-DOS era protestante, talvez calvinista.

O artigo da “Intelligent Life” (pode ser lido aqui em inglês) começa com uma história que vale a pena registar:

Quando a Apple abriu a sua nova loja na Quinta Avenida de Manhattan [na imagem], em Nova Iorque, em 2006, foi alvo de uma queixa um pouco estranha. Não a habitual queixa dos nova-iorquinos – está a tapar a vista pela qual eu paguei ou está a tornar elitista o bairro onde acabei de me instalar. Não, nada disso, esta loja-bandeira foi criticada por um website islâmico. O cubo de vidro e aço, queixavam-se os puristas, estava ali para evocar o cubo de obsidiana na Kaaba de Meca e, assim, insultar o Islão.

A história era ridícula – tratava-se de um website extremista (apesar de ser grande) e os espertinhos que o administravam apenas tinbham visto uma cobertura preta sobre o cubo quando ainda estava em contrução. Um membro da organização New York Muslims levantou a sua voz para afirmar que eles gostavam imenso da nova loja. Mas não é de todo descabido classificar as lojas da Apple como as novas «mecas». Lindas por dentro e geralmente também por fora são so tempos de reunião dos devotos dos fantásticos produtos da Apple.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Lubac versus Bernanos

O encontro furtivo de um santo chega para atestar Deus.
Henri de Lubac (1896-1991)


Deus nos preserve dos santos!
George Bernanos (1888-1948)

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prudência beneditina versus entusiasmo dominicano

O homem sábio disse
À amendoeira:
Fala-me de Deus.
E a amendoeira floriu*.


Acabei de ler há dias o livro de Bento XVI e tenho hesitado em contar neste blogue o que penso do livro. Hesito, logo existo, parafraseando o renascido.

Acontece é que estou entusiasmado e absorve-me a leitura de um outro: “Ir à Igreja. Porquê? O drama da Eucaristia”, de Timothy Radcliffe. No livro de Bento XVI há muita prudência (a palavra que mais se ouve nos corredores eclesiais, como dizia um teólogo espanhol), e pouco entusiasmo, esperança, humor. Ingredientes que não faltam na obra do ex-mestre geral dos dominicanos.

* Poema anónimo num castaz da Abadia de Sylvanès, citado na página 74 do livro de Timothy Radcliffe, o.p.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Saramago versus Tomás de Aquino

Saramago, descrente, disse um dia: “Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro”. Tomás de Aquino, crente, escreveu há muito mais tempo: “Não é evidente que Deus exista”.

As afirmações fazem pensar que ateus e crentes podem estar muito próximos nas afirmações racionais sobre Deus. Tomás até parece mais descrente. A diferença virá depois pelo tom absolutista, ou mesmo fundamentalista, que cada um põe na fase. Tomás de Aquino não foi, de modo nenhum, um fundamentalista.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bernard Bro versus Bernanos

Explicar Deus a um homem, tendo-lhe apenas lido as Escrituras, é como descrever a cidade de Benares não a tendo visto senão no mapa.

Bernard Bro (1925-…)


A palavra de Deus é um ferro em brasa.

George Bernanos (1888-1948)

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Monod versus Bacon

Um cientista que crê em Deus é um esquizofrénico.
Jacques Monod (1910-1976)

Um pouco de fé afasta de Deus, muita ciência aproxima dele.
Fancis Bacon (1561-1626)

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Um aviso de Proudhon e um anúncio de Martin Luther King

Quem me fala de Deus, quer ou a minha bolsa ou a minha liberdade.

Proudhon (1809-1865)

Deus tem os dois braços estendidos. Um é suficientemente forte para envolver a justiça, o outro suficientemente doce para nos cercar de graça.

Martin Luther King (1929-1968)

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...