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domingo, 20 de novembro de 2011

Uma tradição democrática: O presidente da AR ser da Maçonaria ou da Opus Dei



Assunção Esteves, a presidente da Assembleia da República, diz que já foi convidada pela Maçonaria e pela Opus Deis, mas que não foi para nenhuma.
Público: É tradição dizer-se que o presidente da Assembleia é da Maçonaria ou da Opus Dei. Pertence a alguma das organizações?
Assunção Esteves: Não sou de nenhuma. É curioso, já fui convidada pelas duas e não quis ir para nenhuma.
Noutros pontos da entrevista, na edição de hoje, diz: “Ninguém conte comigo para catequizar deputados”. E ainda: “O Parlamento é um lugar de ruído. O Parlamento não é uma igreja, não é uma instituição de contenção (…)”.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Carreira para chegar a Papa


Uma criança de nove anos, em Espanha, escreveu o seguinte numa redacção da catequese:
“O Papa faz esta carreira toda: 
1. Frade / Freira 
2. Monge / Monja 
3. Diácono 
4. Padre 
5. Bispo 
6. Arcebispo 
7. Cardeal 
8. Papa 
As mulheres não passam de monjas”.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Inês Pedrosa defende ensino da Bíblia nas escolas


A escritora Inês Pedrosa afirmou que “nas disciplinas dos currículos escolares devia estar integrado o conhecimento da Bíblia, enquanto texto de referência cultural”. 
“A Bíblia molda-nos, mesmo que a desconheçamos”, por estar “nos fundamentos das instituições que temos e dos modos de organização mental, sentimental e até social”, assinalou a diretora da Casa Fernando Pessoa, em Lisboa. 
“A nossa identidade” passa pela Bíblia, sublinhou a romancista, acrescentando que “quem não tem educação religiosa não tem acesso ao conhecimento desta parte importante da cultura”.
Li aqui o que acima citei e só posso concordar, com uma precisão pelo meio. Quem tem educação religiosa católica em Portugal também não conhece grande coisa da Bíblia. Ela pensa que. Mas não. A Bíblia não é ensinada nas catequeses infantis e juvenis, nem há grande promoção da Bíblia nas paróquias ou nas dioceses em geral. É possível concluir 10 anos de catequese sem nunca se ter tocado numa Bíblia. Acho bem que os currículos escolares integrem a Bíblia porque a Igreja Católica, de uma maneira geral (falo do que se passa em Portugal), despreza a Bíblia. Defende-a em polémicas como a de Saramago e pouco mais.


Acrescento nocturno: Um leitor deste blogue diz que na sua paróquia há vários grupos bíblicos e que a expressão "a Igreja Católica despreza a Bíblia" é exagerada. Admito que sim. O meu desejo de que sejamos mais conhecedores da Bíblia levou-me ao exagero. Mas quando penso que foi proposta uma leitura pública e integral da Bíblia no CCB e a ideia não pegou ou quando observo que o Ano Paulino não se caracterizou por um maior apego à Bíblia ou que têm sido as confissões protestantes a dinamizar as maiores iniciativas públicas (como a publicação em linguagem corrente ou a Bíblia manuscrita; ainda que a Igreja católica apoie e participe nas iniciativas, sabemos que são os protestantes a liderá-las), concluo que não há uma promoção católica efectiva da Bíblia. 

quarta-feira, 13 de abril de 2011

A polémica dos bebés no catecismo dos jovens católicos



Ainda o catecismo não foi apresentado - é hoje, tanto em Roma como em Lisboa - e já há uma polémica. Bebés. Ou melhor, a ausência deles. A edição italiana diz na pergunta 420:
P. Può una coppia cristiana fare ricorso ai metodi anticoncezionali? (Um casal cristão pode recorrer aos métodos anticoncepcionais?). 
R. Si, una coppia cristiana può e deve essere responsabile nella sua facoltà di poter donare la vita. (Sim, um casal cristão pode e deve ser responsável na sua faculdade de poder gerar vida)".
A resposta põe em causa o ensino católico que, aliás, segundo dizem as estatísticas e as impressões, é muito pouco cumprido.


A versão portuguesa, traduzida do original alemão, diz, sem causar polémica:
P. Pode um casal cristão regular a procriação? 
R. Sim, um casal cristão pode e deve gerir responsavelmente o dom de poder gerar vida.
Na sequência da resposta, só se diz que a regulação "não implica a utilização de todo e qualquer método". Consegue-se com simpatia dar uma resposta fiel ao pensamento da Igreja.  

Na pergunta seguinte, a 421, responde-se a "Porque não são igualmente bons todos os meios para impedir a concepção de uma criança?" E aí surge claramente o que sempre disse sobre a questão: "Quanto à escola de métodos de regulação consciente da procriação, a Igreja remete para os métodos aperfeiçoados da auto-observação e do planeamento familiar natural (...)".

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Justin Bieber sabe a “Shema” de cor

Justin Bieber é o cantar adolescente do momento. Numa revista portuguesa que traduzia um artigo de Jon Ronson (do “The Guardian”) lia-se:
“És judeu?”, pergunta-me Justin. “Sim”, respondo. Justin recita então as linhas de abertura da “Shema” – a oração judia da manhã e da noite – dizendo-as sílaba a sílaba na perfeição. E faz uma pausa. “A cristandade começou por causa de Jesus ser judeu”, disse. “Respeito a fé judaica”, acrescenta. Justin é um cristão praticante. “Rezo duas a três vezes por dia. No fim do dia, leio sempre um pouco da minha Bíblia. O meu tutor é cristão, por isso nas aulas particulares as vezes estudamos versículos da Bíblia”, revela.
Os catequistas deviam saber disto. Algumas crianças e adolescentes leriam a Bíblia com mais gosto sabendo das práticas do ídolo. Para mais, parece que Justin Bieber é católico (discute-se em imensos sítios qual a confissão a que está ligado, mas prevalece a católica). 

Já agora, a “Shema” é o conjunto de versículos de Deuteronómio 6,4-9, que começa assim (segundo a minha Bíblia): “Escuta, Israel! O senhor é o nosso Deus; o Senhor é único! Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças”.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Frases das crianças da catequese

Deus amava tanto Abraão que lhe deu um filho velho.

Jesus ressuscitou muitos doentes.

Jesus encontrou Madalena, uma mulher muito mais velha, ou seja, adúltera.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Noé e o dilúvio universal

Uma catequista contava às crianças do primeiro ano a história de Noé e o dilúvio mostrando bonitas ilustrações.

Uma delas mostrava os animais em fila a subirem para a arca, quando já estava a chover. A catequista explicava que Noé chamava os animais e eles lá iam entrando para fugir do dilúvio. De repente, uma das crianças afirma apontando para a imagem:

- Mas os patos sabem nadar!

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Quem foi a mãe de Moisés?

A mãe testa os conhecimentos do seu filho, que anda na catequese:

- Quem foi a mãe de Moisés?

- A filha do faraó.

- É isso que te ensinam na catequese? Vê se fixas de uma vez por todas que a filha do faraó foi a mulher que o salvou das águas.

- Ó mãe, então não percebeste que isso foi o que ela contou?

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Teologia infantil sobre a impecabilidade de Jesus

Jesus não pecou. Ensina-se na catequese. Mas há dias, depois de as catequistas terem apresentado o nazareno como modelo moral, uma criança descobriu por que é que Jesus não pecou: “Jesus não pecou porque tinha uns pais santos. Se ele tivesse os meus, queria ver…”

domingo, 4 de abril de 2010

Livros de religião para crianças: "Deus não tem só um nome""



A revista “Pública” de hoje publica um texto sobre literatura religiosa infantil. Assinado por Rita Pimenta, “Deus não tem só um nome” devia ser apenas um de muitos textos sobre o mesmo assunto nas revistas generalistas ou numa especializada como a “Ler”. Infelizmente, nem mesmo os jornais católicos, com uma excepção regional, publicam recensões da edição católica, quanto mais de livros de carácter religioso para crianças. Mas deverá haver em Portugal perto de um milhão de crianças em catequese. Clique nas imagens para aumentar.

terça-feira, 2 de março de 2010

Omnisciência

Só uma catequista tradicional é que ainda faz perguntas destas. Sujeitas a todas as respostas. Mas dizem-me que aconteceu.

- Quem é que sabe tudo, quem é que vê tudo?
- Lá em minha casa é a empregada!

Mas já vi um padre perguntar a crianças, na missa: "Quem é o maior?" E a resposta que mais bem se ouviu consistia num clube de futebol.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Novas tecnologias em paróquia polaca

Na paróquia de Santa Edwige, em Cryfów Slaski, na Polónia, o padre recolhe as impressões digitais dos miúdos que prepara para a Confirmação. Os miúdos têm de ir à Missa todos os domingos e nas primeiras sextas-feiras, participar no Terço e tomar parte nas missas diárias durante o Advento. A paróquia tem um leitor óptico que permite identificar as crianças e jovens. “Quem participar em 200 missas no espaço de três meses pode pedir a Confirmação. Os restantes têm que fazer um exame para se apurarem os seus conhecimentos religiosos”, diz o "Courrier internacional" de Março (n.º 169), reportando-se a uma gazeta polaca.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Catequese paroquial

É curioso o uso do adjectivo “paroquial” com sentido pejorativo. Quando num artigo sobre política se fala de “visão paroquial”, “mentalidade paroquial”, “dimensão paroquial” ou se usam expressões semelhantes, quer-se referir a algo de vistas curtas, fechadas, limitadas, tacanhas. No entanto, “paróquia” tem subjacente a ideia de proximidade. É a igreja mais próxima das pessoas. “Paróquia” é quase sinónimo de comunidade. É onde uma pessoa se sente conhecida, querida. “Paróquia”, pelo menos para mim, tem um conteúdo positivo. Opõe-se a multidão, a indiferenciados, a massa, rebanhada. Quando se muda de terra, por exemplo, é quase sempre na paróquia que criamos laços.

Ontem no "Público" (15-06-2009), Isilda Pegado dava usa similar à palavra “catequese” e seus derivados, a propósito das últimas eleições: “Muitos foram os que catequizaram [contra o neoliberalismo]…”; “…outros, com o medo de se oporem a tão “brilhante” catequese, ficaram mudos…”; “…O povo, nas europeias, disse não à «catequese» socialista”. “A catequese serôdia do Estado intervencionista…”

“Catequese” tem claramente um sentido negativo: ideologia perniciosa, algo que se pretende inculcar, martelar, impingir, tentativa de manipulação, de engano. É outra palavra que no contexto religioso é positiva, mas a que se dá um uso negativo em contexto profano. Por mim, preferia que não dessem às palavras de origem conotações negativas. Que paroquial, catequese, missa, missão, sermão, capela… não tivessem conotações negativas. Que ao uso religioso dessas palavras não chegassem os sentidos negativos que têm quando são usadas em contextos profanos. Mas em relação a algumas delas já será impossível evitar que o sentido profano não se sobreponha ao uso genuinamente religioso.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...