domingo, 24 de março de 2013
Muito cristianismo para ler no "Público" de hoje
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Valores construídos e sedimentados no culto de uma imagem de um homem despido
Queixa-se a leitora de que a fotografia é "chocante". O facto de uma imagem ser "chocante" não deve impedir a sua publicação. Não é a primeira vez que aqui digo que vivemos, nesta sociedade ocidental, numa civilização cujos valores foram construídos e sedimentados no culto de uma imagem de um homem despido, torturado e morto numa cruz. Essa imagem tem lugar de relevo em muitos lares e templos, aparece a balançar nos espelhos retrovisores de inúmeras viaturas, enfim, é omnipresente - e ninguém a manda retirar por ser "chocante".Ler tudo aqui.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
É de ir aos azeites
De resto, Fátima há muito que está nos mundo dos negócios. E o azeite, ao contrário do que o título na primeira página pode dar a entender, não tem nada a ver com os 17,2 milhões de euros de 2005.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Francisco de Sales, pacífico até ver
O dia 24 de janeiro foi dia de Francisco de Sales (1567-1622), o prolífico bispo de Genebra que é patrono dos jornalistas e escritores cristãos. Nesse dia o Papa deu a conhecer a mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2012 (este ano a 20 de maio), “Silêncio e palavra: caminho de evangelização”. Pode ser lida aqui.
Na cidade reformada de Genebra, um dia Francisco de Sales viu a sua mansidão ser confrontada por um pastor protestante:
- Se recebesse uma bofetada, o que faria?
O bispo respondeu:
- Sei perfeitamente o que deveria fazer, mas não sei se o faria.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Bento XV e os erros do «L’Osservatore Romano»
As correcções, por vezes, chegavam de imediato. Uma vez, o jornal havia escrito que, numa cerimónia, em Bolonha, estava presente a sr.ª Augusta Nanni Costa – o que na realidade não havia acontecido –, a quem o Papa queria entre os participantes da Junta Directora; atribuíra aos Estados Unidos uma determinada ilha asiática; tinha visto noutra cerimónia uma personalidade de renome. Bento XV escreveu: “A sra. Nanni Costa não se encontrava nesse dia em Bolonha; a ilha pertence à Ásia; a personalidade está morta. Portanto, o «L’Osservatore Romano» outorga o dom da ubiquidade, transporta as terras de um continente para o outro e ressuscita os mortos".Lido aqui.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Raio x à imprensa católica portuguesa
domingo, 28 de agosto de 2011
Velho Testamento
- Quando quer impressionar, que escritor cita?
- O Velho Testamento. Até eu fico impressionada!
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Livro-entrevista de Benedikt XVI.

Mais de 90 perguntas, divididas em três partes: assuntos da actualidade, um balanço dos primeiros anos de pontificado e questões fundamentais sobre o futuro da Igreja e da fé.
No original, intitula-se "Licht der Welt. Der Papst, die Kirche und die Zeichen der Zeit", ou seja, "Luz do mundo. O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos".
O livro tem 284 páginas e será apresentado no dia 23 de Novembro, no Vaticano.
Durante seis dias, de 26 a 31 de Julho de 2010, em Castel Gandolfo, o Papa respondeu durante uma hora por dia às perguntas do jornalista Peter Seewald, que já o havia entrevistado para o jornal “Süddeutsche Zeitung” e em dois livros de 1996 e 2000 (em Portugal: “O Sal da Terra. O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do Terceiro Milénio”, ed. Multinova, 1997; e “Deus e o Mundo. A Fé Cristã Explicada por Bento XVI”, ed. Tenacitas, 2006).
"Todos serão surpreendidos por encontrar um Ratzinger tão disponível e tão aberto", explicou o jornalista na Feira de Frankfurt. O Papa respondeu directamente a uma grande quantidade de perguntas, sem querer conhecê-las antes: a hipótese de renúncia, o Concílio, mas também as causas e os "encobrimentos" do escândalo da pedofilia, o caso do negacionista Williamson, o perigo de um "cisma" na Igreja, até a possibilidade de um diálogo "genuíno" com o Islão.
No livro, Bento XVI fala do sentido da "infalibilidade" do Pontífice, mas reflecte também sobre os erros que podem ter sido cometidos pela Igreja e também pelo Papa, admitindo que, na “lectio magistralis” de Regensburg – que desencadeou polémicas no mundo muçulmano –, pretendia fazer um discurso académico, científico, e não havia previsto que as palavras do Papa seriam lidas como um discurso político.
Responde ainda a questões típicas dos contemporâneos, explicando as posições da Igreja sobre o celibato dos padres, o "não" à ordenação feminina, a homossexualidade, a contracepção, o uso de preservativos e a SIDA, a comunhão aos divorciados de segunda união e assim por diante. Com uma preocupação acima de todas: o futuro da Igreja, chamada a renovar-se e a ocupar-se essencialmente da verdade do Evangelho, e o anúncio de Deus ao nosso tempo.
Texto do "Corriere della Sera" adaptado a partir daqui.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Leituras matutinas: Ian McEwan fala de Deus

terça-feira, 8 de junho de 2010
Fracturante e católico não conjugam
Li no DN Gente (de sábado passado), nas declarações de São José Almeida (que é jornalista do “Público”), que o qualificativo “fracturante” é uma “disparate conservador”. “É um daqueles rótulos do conservadorismo, uma expressão que apareceu pela primeira vez no Expresso, e que creio que veio do gabinete de Guterres. Usa-se quando são coisas que mexem com o modelo de vida que é associado ao catolicismo”, diz São José Almeida, que escreveu um livro sobre a vida dos homossexuais durante o Estado Novo.
É curiosa a associação entre “fracturante” e “católico”. Não vou agora dizer o que penso de “fracturante”, “conservadorismo” e “catolicismo”. Mas fica apontado o contaste. Fracturante quer dizer que causa divisão, sectário. Católico quer dizer precisamente o contrário, universal, lugar para todas as tendências e mentalidades, opiniões, orto e homo e heterodoxias. Um católico fracturante é um oximoro. Mas compreendo o que a jornalista quer dizer.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Inspirações: As eleições são como a confissão
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Polémica sobre os dinheiros da Igreja católica italiana
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Irritações de João Adelino Faria e Fernanda Câncio
terça-feira, 13 de abril de 2010
"Vaticano absolve Beatles"
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Patrono dos jornalistas e escritores católicos

Francisco de Sales é padroeiro dos jornalistas e escritores católicos, mas não foi jornalista. Foi bispo. Nasceu no castelo de Sales, na Sabóia (França), a 21 de Agosto de 1567. E morreu no dia 28 de Dezembro de 1622, em Lyon. Aos 32 anos foi nomeado bispo de Genebra (Suíça), uma cidade difícil por ser a pátria do calvinismo. Como bispo, distinguiu-se por ter fundado a Ordem da Visitação (com Joana Francisca de Chantal) e pelas suas palavras escritas. “Introdução à Vida Devota” é o seu livro mais conhecido. Este “manual de vida cristã” teve durante a vida do autor mais de 40 edições. Um grande sucesso, tal como os seus 4 mil sermões e 21 mil cartas.
A popularidade de Francisco de Sales deveu-se com certeza ao seu optimismo perante a vida. Os protestantismos, quer o luterano quer o calvinista, são pessimistas sobre a condição humana. Ora, Francisco de Sales realçou a dignidade humana, talvez por ter tido uma visão do inferno aos 18 anos e se ter agarrado à fé para a ultrapassar o desespero de se sentir condenado. Como alguém disse, no seu ministério, soube conjugar o “fundo evangélico” com os “ideais renascentistas que valorizavam a pessoa humana como sede de sabedoria”.
É de Francisco de Sales uma frase muito citada: “A medida do amor é amar sem medida”. E foi ele o primeiro santo a ser canonizado na Basílica de São Pedro (1662), tal como nele se inspirou João de Bosco para criar a congregação salesiana.
No início de 1923, por ocasião do terceiro centenário da morte, foi proclamado patrono dos jornalistas e dos escritores cristãos por Pio XI, na encíclica “Rerum Omnium”. Escreve o Papa: “É nosso desejo que os maiores frutos deste solene centenário sejam alcançados pelos jornalistas e escritores que expõem, difundem e defendem as doutrinas da Igreja. É necessário que, nos seus escritos, imitem e mostrem permanentemente aquela força misturada com moderação e caridade que era característica tão especial de São Francisco de Sales”. Força, moderação e caridade. O jornalismo continua a precisar destas qualidades.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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P.e Gabriele Amorth Ando a ler “Mais fortes que o mal. O demónio, reconhecê-lo, vencê-lo, evitá-lo”, do mui célebre exorcista italia...





