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terça-feira, 15 de julho de 2014

Compreender o Espírito Santo

Do "Diário Económico" de hoje. Julgo que a cronista se referia ao Espírito Santo mesmo, o original. Mas ficaram com piada, o texto e a foto.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Francisco quer ler livro de Boff

No DN de hoje, entre as várias notícias do Papa no Brasil, está esta acima. O Papa quer ler o mais célebre livro de Leonardo Boff, precisamente o que mais conflito criou na relação com a Congregação para a Doutrina da Fé, então comandada por Ratzinger. A notificação da CDF sobre esse livro está aqui. Então Francisco ainda não leu este clássico da teologia? Não acredito. E deve haver vários exemplares lá pelos arquivos do Vaticano.

Na realidade, uma notícia do "Público" de segunda-feira diz outra coisa. O que Francisco quer ler é "Francisco de Assis e Francisco de Roma: uma nova primavera na Igreja?" Ver notícia abaixo. Boff cheio de esperança.


domingo, 7 de abril de 2013

Bento Domingues: "A ressurreição continua"

Bento Domingues no "Público" de hoje:


Desde a sua eleição, a 13 de Março de 2013, o Papa Francisco alterou as expectativas sobre a renovação da Igreja. Do Vaticano, nos últimos anos, só chegavam más notícias. Bento XVI, em vez de varrer a Cúria, trabalhava na sua obra teológica, depois de ter silenciado a dos outros.

Se não for travado e não for uma táctica, o caminho do Papa Francisco pode trazer boas surpresas. A começar pelo próprio nome. Não passa pela cabeça a ninguém que a figura de S. Francisco de Assis possa abençoar aquela Cúria, as suas intrigas palacianas e as supostas lavagens de dinheiro. O nome de um poeta anarquista e maltrapilho para nome de Papa romano roça o surrealismo.

Ler mais aqui, amanhã.

sexta-feira, 15 de março de 2013

O Papa jesuíta não se vai vingar nos franciscanos



Clemente XIV, o Papa franciscano que suprimiu os jesuítas

Muitas coisas têm dito os franciscólogos instantâneos desde quarta-feira à tarde. Mas julgo que ainda não disseram esta: o facto de o primeiro Papa jesuíta (bem, eles já tinham o “papa de negro”) ter escolhido o nome Francisco (podem dizer, como alguns já disseram, que também remete para o Francisco Xavier que queria ir à China, para o de Sales, o Bórgia que também era jesuíta e é santo… enfim, ser Francisco é como uma mulher Teresa, dá para as santas, as santinhas e as santonas) reconcilia os jesuítas com os franciscanos. Não é que as ordens andassem zangadas. Acontece é que foi um Papa franciscano, Frei Lourenço /Clemente XIV, que extinguiu os jesuítas em 1773. Um Papa jesuíta chamado Francisco certamente oferece esta garantia: não se vai vingar nos franciscanos.

Análise de Leonardo Boff: "O Papa Francisco, chamado a restaurar a Igreja"

Opinião do ex-franciscano Leonardo Boff sobre o Papa Francisco. Copiada daqui.

Nas redes sociais havia anunciado que o futuro Papa iria se chamar Francisco. E não me enganei. Por que Francisco? Porque São Francisco começou sua conversão ao ouvir o Crucifixo da capelinha de São Damião lhe dizer: "Francisco, vai e restaura a minha casa; olhe que ela está em ruinas”(S.Boaventura, Legenda Maior II,1).


Francisco tomou ao pé da letra estas palavras e reconstruíu a igrejinha da Porciúncula que existe ainda em Assis dentro de uma imensa catedral. Depois entendeu que se tratava de algo espiritual: restaurar a “Igreja que Cristo resgatara com seu sangue”(op.cit). Foi então que começou seu movimento de renovação da Igreja que era presidida pelo Papa mais poderoso da história, Inocêncio III. Começou morando com os hansenianos e de braço com um deles ia pelos caminhos pregando o evangelho em língua popular e não em latim.

É bom que se saiba que Francisco nunca foi padre mas apenas leigo. Só no final da vida, quando os Papas proibiram que os leigos pregassem, aceitou ser diácono à condição de não receber nenhuma remuneração pelo cargo.

Por que o Card. Jorge Mario Bergoglio escolheu o nome de Francisco? A meu ver foi exatamente porque se deu conta de que a Igreja, está em ruinas pela desmoralização dos vários escândalos  que atingiram o que ela tinha de mais precioso: a moralidade e a credibilidade.

Francisco não é um nome. É um projeto de Igreja, pobre, simples, evangélica e destituída de todo o poder. É uma Igreja que anda pelos caminhos, junto com os últimos; que cria as primeiras comunidades de irmãos que rezam o breviário debaixo de árvores junto com os passarinhos. É uma Igreja ecológica que chama a todos os seres com a doce palavra de “irmãos e irmãs”. Francisco se mostrou obediente à Igreja dos Papas e, ao mesmo tempo, seguiu seu próprio caminho com o evangelho da pobreza na mão. Escreveu o então teólogo Joseph Ratzinger: ”O não de Francisco àquele tipo de Igreja não poderia ser mais radical, é o que chamaríamos de protesto profético”(em Zeit Jesu, Herder 1970, 269). Ele não fala, simplesmente inaugura o novo.

Creio que o Papa Francisco tem em mente uma Igreja assim, fora dos palácios e dos símbolos do poder. Mostrou-o ao aparecer em público. Normalmente os Papas e Ratizinger principalmente punham sobre os ombros a mozeta aquela capinha, cheia de brocados e ouro que só os imperadores podiam usar. O Papa Francisco veio simplesmente vestido de branco e com a cruz de bispo. Três pontos são de ressaltar em sua fala e são de grande significação simbólica.

O primeiro: disse que quer “presidir na caridade”. Isso desde a Reforma e nos melhores teólogos do ecumenismo era cobrado. O Papa não deve presidir com como um monarca absoluto, revestido de poder sagrado como o prevê o direito canônico. Segundo Jesus, deve presidir no amor e fortalecer a fé dos irmãos e irmãs.

O segundo: deu centralidade ao Povo de Deus, tão realçada pelo Vaticano II e posta de lado pelos dois Papas anteriores em favor da Hierarquia. O Papa Francisco, humildemente, pede que o Povo de Deus reze por ele e o abençoe. Somente depois, ele abençoará o Povo de Deus. Isto significa: ele está ai para servir e não par ser servido. Pede que o ajudem a construir um caminho juntos. E clama por fraternidade para toda a humanidade onde os seres humanos não se reconhecem como irmãos e irmãs mas reféns dos mecanismos da economia.

Por fim, evitou toda a espetacularização da figura do Papa. Não estendeu os braços para saudar o povo. Ficou parado, imóvel, sério e sóbrio, diria, quase assustado. Apenas se via a figura branca que olhava com carinho para a multidão. Mas irradiava paz e confiança. Usou de humor falando sem uma retórica oficialista. Como um pastor fala aos seus fiéis.

Cabe por último ressaltar que é um Papa que vem do Grande Sul, onde estão os pobres da Terra e onde vivem 60% dos católicos. Com sua experiência de pastor, com uma nova visão das coisas, a partir de baixo, poderá reformar a Cúria, descentralizar a administração e conferir um rosto novo e crível à Igreja.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

16 de julho de 1228. Clara de Assis recebe uma inesperada prenda no seu 32.º aniversário


Clara e Francisco

Suponho que não há qualquer relação no caso, mas Francisco de Assis foi canonizado no dia 16 de julho de 1228, dia em que a sua grande amiga Clara fazia 32 anos, pois nasceu em 1196.


Desconheço se Clara de Assis assistiu à cerimónia de canonização, presidida pelo Papa Gregório IX, em Assis, menos de dois anos depois da morte de Francisco (1182-1226). Mas onde quer que tenha estado, Clara deve ter sentido uma grande alegria. Uma alegria muito franciscana.

sábado, 28 de abril de 2012

Os santos, os seus exemplos e o amaciamento

Giotto: Francisco casa com a pobreza

Neste blogue, um texto de 26 de abril, no terceiro aniversário da canonização de Nuno Álvares Pereira, motivou alguns comentários sobre isso de ser santo. No mesmo dia, no jornal “Europa”, saía um texto que vale a pena ser lido sobre os santos e os seus exemplos. Reproduzo a parte que mais me tocou. Ler tudo aqui.

O filósofo Massimo Cacciari reflete a respeito de modo admirável no livro “Doppio ritratto, San Francesco in Dante e Giotto” (Ed. Adelphi) (outra referência a este livro aqui). Segundo Cacciari, Francisco testemunhou com a sua vida um modo de conceber a relação com o mundo, até então impensado senão por Cristo e jamais seguido depois dele. Com Francisco, o pobre não é mais "a figura de quem, absolutamente nada possuindo, está à mercê de todos, encolhido no canto. (...) Pobre não é o necessidade, aquele que “carece-de”, mas, pelo contrário, o perfeito, aquele que imita perfeitamente o Filho". 
Antes de Francisco, a pobreza parecia apenas sacrifício e renúncia, enquanto, com ele, "através da experiência da pobreza", o homem renasce, "rico de um novo olhar sobre o real". Francisco não faz como os estoicos ou os sábios que convidam a desprezar os bens terrenos pela sua vaidade. A pobreza nele é uma escolha "que nada inveja, nada quer à disposição. Pobre é aquele que tudo “tem” como irmão e irmã, isto é, sem ter". "Somente o Pobre é verdadeiramente poderoso", porque a sua comunhão com as coisas é "livre da cadeia do possuir e do depender". 
Essa revolução de pensamento permanece, porém, in-audita, não ouvida, a tal ponto que apenas "na solidão, em meio aos animais, ele a prega". Para Cacciari, essa novidade foi incompreendida seja pelos seus coirmãos, quanto por Giotto e Dante. 
Giotto, nos afrescos da Basílica Superior de Assis, representa Francisco como uma figura pacificada, em harmonia com a sua Ordem, com a Igreja e a sociedade, enquanto, ao invés, o santo, quando vivo, foi uma alma em luta, dividiu grupos e pessoas, ficou desapontado com a sua própria Ordem, muitas vezes dilacerado em seu interior. E Dante, no Paraíso, trai a força de Francisco, porque não sente o porte inaudito da sua pobreza. O livro de Cacciari se detém no santo de Assis e nos dois sumos artistas, mas são claros as possíveis referências ao nosso tempo. 
Matteo Renzi disse ter ficado impressionado com Nelson Mandela, mas o que aconteceria em Florença se Renzi tivesse a mesma radicalidade de visão que Mandela demonstrou? Walter Veltroni se inspirava muitas vezes em Martin Luther King, mas o que aconteceria com o Partido Democrático se Veltroni tivesse seguido concretamente a mesma subversiva novidade de valores que levou Luther King a abalar os fundamentos da sociedade norte-americana? 
Todos nós sentimos a força catalisadora desses homens, mas, ao invés de igualá-la, a adaptamos, suavizando o seu ato subversivo, atenuando o seu radicalismo. Citamo-los, representamo-los como mitos, mas não queremos ser como eles.

terça-feira, 27 de março de 2012

Dante e Giotto: Duplo retrato de Francisco de Assis



Saiu em Itália um livro sobre Francisco de Assis a partir das imagens (pintadas e escritas) que dele fazem Giotto e Dante: “Doppio ritratto. San Francesco in Dante e Giotto” [“Duplo retrato. São Francisco em Dante e Giotto”] (Ed. Adelphi, 86 páginas), do político e filósofo Massimo Cacciari (em baixo).


O texto que Pierluigi Panza escreveu no Corriere della Sera (22-03-2012) a propósito deste livro é muito elucidativo sobre como diferem as interpretações sobre alguém que deixa um legado inconfundível. Vem mesmo a calhar, quando por estes dias andou por aqui uma discussão sobre santos e santidade, entre o uniformismo e a autoridade, de um lado, e a pluralidade e subjetividade, do outro. Eu continuo pelo outro.

O texto de Pierluigi Panza (ler tudo aqui):
Giotto e Dante são ambos católicos, nascidos cerca de 40 anos depois da morte do Santo (1226). E o fato de se ocuparem de Francisco já é um testemunho de como a figura do santo era percebida como coesa pela Igreja. Mas os dois artesãos não conseguem dar razão totalmente ao "crucificado de Assis", porque a sua força é muito vasta: ambos o traduzem e o traem.

Giotto representa Francisco nos afrescos da Basílica Superior de Assis, referindo-se à Legenda Maior de Boaventura de Bagnoregio, e, em Florença, na Capela Bardi de Santa Cruz. Dante o coloca nos Céu dos espíritos sábios (Paraíso, Canto XI) e confia a ele o elogio a São Tomás de Aquino.

"A visão giottesca parece ser mais ingênua e nova; na realidade, é uma operação política precisa", destaca Cacciari. No ciclo de afrescos da Basílica Superior de Assis, de fato, falta o encontro de Francisco com os leprosos, o dom dos estigmas, e a cena do manto doado ao pobre é adoçada, parece uma troca entre cavaleiros. O episódio da morte também não mostra Francisco nu sobre a terra nua da Porciúncula. "Em síntese, uma representação homogênea com as exigências do primeiro papa franciscano (Nicolau IV): Francisco está em perfeita harmonia com a Igreja e se inclina a ela".

Em Dante, a perspectiva é diferente. Francisco é o alter Christus, que recebe os estigmas no Monte Alverne. Não se prostra, mas submete realmente ao papa a sua Regra. Não faz milagres, mas é o serafim de uma religião quase solar ("não diga Assis, que pouco e mal diria / Mas diga Oriente, por melhor falar"). Em Dante, Francisco está em guerra com as forças que transformaram o sólio de Pedro em uma Babilônia e morre pobre e nu como um "profeta" de uma nova ordem. Na Comédia, ele é tratado ao lado de São Domingos, porque Dante busca no cristianismo uma concórdia de opostos e aprecia tanto a força regeneradora da pobreza, quanto a da sabedoria dominicana.

Mas a preferência do poeta é por Francisco e pela sua loucura profética, embora nem Dante nem Giotto parecem compreender até as extremas consequências a força da revolução da pobreza: "Pobreza é a violência de quem quer o Reino. Somente o pobre é verdadeiramente poderoso", escreve Cacciari. Francisco vive um "esvaziamento de si mesmo" semelhante ao desejado por Deus para criar o universo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Felicidade pensativa


Saiu em Itália um novo estudo sobre os santos de Assis, Francisco e Clara. Escreveu-o a historiadora Chiara Frugoni. Li aqui um texto de Mariapia Veladiano, no “La Reppublica”, e anotei:
Talvez seja verdade que o desfecho da história de Clara, a clausura estrita decretada em 1263 por Urbano IV, se assemelhe muito a um fracasso humano. Mas nem sempre os resultados diferentes dos esperados são fracassos. Quem acredita pode reconhecer muito bem, na vida escondida das clarissas, a pobreza subterrânea de uma beatitude igualmente profética. 
No entanto, é difícil negar que a batalha pela pobreza tenha sido um verdadeiro fracasso, dado o escândalo que ainda hoje a riqueza da Igreja representa aos olhos do mundo. Porém, aqui também a fé salva da amargura, embora na determinação da verdade a ser afirmada. Eis o que Santa Clara escreveu para Inês da Boêmia, à frente do mosteiro de Praga, a propósito da sua luta comum contra as autoridades religiosas pela defensa do privilégio de ser pobre: "Em rápida corrida, com passo ligeiro e pé firme, de modo que os teus passos não levantem poeira, avança segura, feliz e confiante no caminho de uma felicidade pensativa".
Felicidade pensativa, pois.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

7 de Novembro de 1598. Baptismo de Francisco de Zurbarán

 Francisco de Assis duas vezes retratado por Zurbarán


O pintor espanhol Francisco de Zurbarán, de Badajoz, foi baptizado no dia 7 de Novembro de 1598. Provavelmente terá nascido neste dia. Morreu no dia 27 de Agosto de 1664, em Madrid. Ficou conhecido principalmente pelos quadros sobre a vida religiosa. Devido ao uso do “chiaroscuro”, diziam que era o “Caravaggio espanhol”. Estava muito ligado aos franciscanos.
D.ª Isabel de Portugal, também ela  franciscana de S.ta Clara - Coimbra

sábado, 15 de outubro de 2011

Viver com

O maior dom que o ser humano pode ter debaixo do céu é poder viver bem com aqueles com quem está.


Egídio de Assis (confidente de Francisco de Assis)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Catalina Pestana e as joaninhas de S. Francisco

Texto de Catalina Pestana no "Sol" de hoje. A primeira parte é para encher papel, mas depois tem duas outras ideias que valem a pena. E inclui joaninhas.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

3 de Outubro de 1226. Morre Francisco de Assis

Francisco de Assis, que começou por chamar-se João,  morreu no dia 3 de Outubro de 1226. A Igreja e os animais, de quem é patrono, comemoram-no a 4 de Outubro.
Em todas as suas acções, Francisco foi auxiliado pelo «Espírito do Senhor», de Quem recebeu «a unção e a missão» (Is 61,1) e por «Cristo, virtude e sabedoria de Deus» (1Co 1,24). [...] A sua palavra era um fogo ardente que penetrava até ao fundo dos corações e enchia de admiração todos quantos o ouviam, pois não exibia ornamentos inventados por uma inteligência humana, mas apenas espalhava o perfume das verdades reveladas por Deus. 
Tal tornou-se bem perceptível um dia em que, tendo de pregar na presença do Papa e dos seus cardeais [...], tinha memorizado um sermão cuidadosamente composto. [...] Mas, uma vez diante da assembleia, esqueceu-se completamente dele, sem conseguir recordar-se de uma única palavra. Confessou-o com humildade, recolheu-se para invocar a graça do Espírito Santo e de imediato encontrou uma eloquência tão persuasiva, tão poderosa sobre a alma dos seus ilustres ouvintes, que se tornou bem claro que já não era ele quem falava, mas o Espírito do Senhor [...]. 
Não tinha por hábito afagar os vícios dos grandes, mas tratá-los com vigor; nem condescender com a vida dos pecadores, mas admoestá-los severamente. Com a mesma firmeza de espírito censurava pequenos e grandes e tinha a mesma alegria em falar a pequenos grupos ou a multidões. Homens e mulheres, jovens e velhos, acorriam para ver e ouvir este homem novo enviado do Céu; ele percorria as várias regiões, anunciando com fervor o Evangelho; e «o Senhor cooperava, confirmando a palavra com os sinais que a acompanhavam» (Mc 16,20). De facto, «em nome do Senhor», este arauto da verdade «expulsava os demónios, curava os enfermos». 
Da “Vida de São Francisco", de São Boaventura (1221-1274), franciscano e doutor da Igreja

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Bíblia nos telemóveis


Notícia do JN de hoje. No sítio (aqui) diz-se que "agora já pode ler, estudar ou rezar pela Bíblia enquanto espera pelo autocarro, na praia ou em qualquer outro lado". Desconfio sempre destas facilitações da oração. Mas se isto servir para aumentar a cultura bíblica já é positivo. E pode ser que sirva para tirar teimas sobre se é em Lucas ou Mateus que aparecem os Magos. É em Mateus.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Flash mob eucarística

Foi em Preston, Reino Unido, na quinta-feira da Ascenção de 2011 (2 de Junho). Franciscanos capuchinhos. Acredito no que se diz no texto que o outro franciscano proclama.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Atitudes inconscientes, gestos sem hesitação


Chesterton sobre S. Francisco de Assis:
As coisas que disse foram mais memoráveis do que as coisas que escreveu. As coisas que fez foram mais imaginativas do que as coisas que disse… Desde o momento em que rasgou as vestes e as atirou aos pés de seu pai até ao momento em que, para morrer, se estendeu na terra nua em forma de cruz, a sua vida foi feita destas atitudes inconscientes, destes gestos sem hesitação.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

4 de Abril de 1292. Morre o Papa Nicolau IV, que aprovou o que veio a ser a Universidade de Coimbra


Boaventura, superior dos franciscanos, e Nicolau IV, Papa

Nicolau IV, nascido em 1227, foi Papa de 22 de Fevereiro de 1288 a 4 de Abril de 1292. Foi o primeiro papa saído da ordem franciscana.

No dia 9 de Agosto de 1290, Nicolau IV promulgou a bula que aprovou o Estudo Geral que D. Dinis criou nesse ano em Lisboa. Este primeiro núcleo de estudos universitários em Portugal, com Artes, Direito Canónico, Direito Civil, Medicina e Teologia (reservada aos dominicanos e franciscanos), começou a funcionar no Largo do Carmo, em Lisboa. Em 1308, por trinta anos, transferiu-se para Coimbra. Voltou para Lisboa, de 1338 a 1354, e regressou a Coimbra. Em 1377 instalou-se outra vez em Lisboa até que, em 1537, com D. João III, a Universidade foi transferida definitivamente para Coimbra.

sexta-feira, 18 de março de 2011

18 de Março de 1227. Morre o Papa Honório III

Francisco de Assis perante Honório III. Pintura de Giotto

O Papa Honório III morreu no dia 18 de Março de 1227. Nasceu em 1148 e foi Papa desde 1216. Ficou na história por ter aprovado os dominicanos (1216) e os franciscanos (1223), e relacionou-se especialmente com Portugal: arbitrou a disputa entre Braga e Toledo pela primazia das Espanhas (Braga ganhou, pois o arcebispo de Braga continua a ser o “Primaz das Espanhas”, enquanto o de Toledo é só Primas da Espanha). Confirmou os privilégios a D. Afonso II e concedeu indulgências aos cruzados da quinta cruzada, realizada no seu tempo. Parte dos cruzados passaram por Portugal, participando na conquista de Alcácer do Sal.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Dominicanos, jesuítas, franciscanos e peixes felizes

Santo António, franciscano, a pregar aos peixes.
Azulejos de uma capela de Belém do Pará

São seculares as rivalidades entre ordens religiosas. As mais acaloradas metem sempre dominicanos (uma ordem que admiro). São ou entre dominicanos e franciscanos (uma ordem que aprecio) ou entre dominicanos e jesuítas (uma ordem que estimo).

No livro “Ir à Igreja porquê?”, do antigo geral dos dominicanos Timothy Radcliffe, que finalmente acabei de ler porque perdi muito tempo a afiar lápis para sublinhar as partes imperdíveis, as outras duas ordens são referidas. Alude aos jesuítas, além de citar vários, quando a certa altura fala das lamentações individuais de um dominicano típico. Um delas é: Por que é que não fui para jesuíta? (cito de cor). No final do livro (pág. 281), mete uma farpa aos franciscanos:
“Quando S. Francisco pregava, diz-se que até os peixes se iam embora felizes. Decerto, como dominicano, pergunto-me como é possível distinguir um peixe triste de outro feliz”.

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...