sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Bizantinice
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
28 de Dezembro de 1986. Morre Andrei Tarkovsky

Cineasta criativo e inovador (formado em Geologia – carreira que logo abandonou), realizou em 1966 o filme “Andrei Rublev”, sobre o pintor de ícones (o da “Trindade” é o mais célebre) e de frescos (os da Catedral da Anunciação, por exemplo, onde recentemente foi eleito o Patriarca de Moscovo).
Irritadiço e muitas vezes angustiado, Tarkovsky deixou uma obra marcada por um profundo sentido espiritual. Outros filmes relevantes:
“A Infância de Ivan” (1961)
“Solaris” (1972)
“Stalker” (1979)
“Nostalgia” (1983)
“Sacrifício” (1986)
O sítio www.nostalghia.com é dedicado ao cineasta.

"Trindade", de Rublev
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
24 de Setembro de 787. Começa o II Concílio de Niceia
Li em tempos que Régis Debray dizia deste concílio: “Aqui começou Hollywood”. Mais ou menos isto. Infelizmente não consegui localizar a citação, embora julgue que vem em “Deus, um itinerário” (na Ambar). Mas percebe-se o sentido. A aprovação do uso da imagem é o início do predomínio da imagem. Na Bíblia ainda predomina a voz, o chamamento, a palavra, o Verbo. Agora, quem manda é a imagem, o vídeo, o ícone, o sinal. Não é assim tão dicotómico. Mas é muito assim.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
O ícone Lenine

Marcos Ana passou 23 anos na prisão, sob a ditadura franquista e conta em livro, aos 87 anos, como foi. A obra chama-se “Digam-me como é uma árvore” (ed. Guerra e Paz) e é descrita como memórias “menos políticas do que puramente humanas” (“Ípsilon”, 12 de Junho). Marcos Ana recorda histórias da sua infância pobre e católica, da sua adesão ao comunismo na adolescência, da prisão, do exílio. Conta, por exemplo, que na prisão os presos sujeitos a tortura eram reconfortados por um certo retrato de Lenine, como se fosse um ícone religioso.
Leio a recensão de Mário Santos no “Ípsilon” e, sem antes conhecer o resistente, fico desperto para pelo menos dar uma olhadela no livro na próxima visita a uma livraria: “Este livro é um testemunho de vitalidade e optimismo, sem sombra de ressentimento. São as memórias de alguém que não nomeia os companheiros que «tiveram fraquezas», nem os seus directos torturadores: «porque devem ter filhos e netos e tanto tempo depois não quero conspurcar a recordação que tenham dos pais ou avós». São as memórias de um homem. Coisa rara”.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard