Glória a Deus pelas coisas sarapintadas.
Gerard Manley Hopkins
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segunda-feira, 27 de outubro de 2014
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Tolentino sobre Ruy Belo
Na "Ler" 121, de fevereiro de 2013. Um texto de Tolentino Mendonça. Eu gosto do que Tolentino Mendonça escreve e gosto de Ruy Belo, embora conheça pouco deste poeta. Gastei umas tardes, maravilhado, a ouvir "A margem da alegria", sobre Inês de Castro, porque me ofereceram o poema em CD (duplo). Corria o ano de 2004 e desde então deu para perceber, eu, porque outros já perceberam há muito, que Ruy Belo está no lote dos maiores poetas portugueses do séc. XX (reparei agora que este blogue tem um poema Ruy Belo).
Como tem sido habitual nos últimos tempos, este texto vai gerar mais comentários negativos sobre Tolentino Mendonça. É pena. Principalmente porque anónimos. Mas já vou estando habituado cá por estes lados. É Tolentino, é Bento, é Anselmo, é Opus, é... Ninguém gera consensos absolutos, claro está. Mas eu desejaria que ao menos não se gerasse maledicência gratuita. Crítica, com certeza, mas com rosto.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
8 de Novembro de 1877. Nasce Teixeira de Pascoais
"Teixeira de Pascoais", por Columbano Bordalo Pinheiro
Teixeira de Pascoais nasceu no dia 8 Novembro de 1877, em Amarante, e
morreu no dia 14 de Dezembro de 1952, em Gatão, Amarante.
Poeta do saudosismo e
escritor, que alguns dizem estar ao nível de Pessoa (com uma diferença, teve
tempo para separar a sua boa da má poesia e não o fez – o pensamento não é meu,
mas não sei onde o li), deixou títulos como “Jesus e Pan” (1903, poesia), “Jesus
Cristo em Lisboa” (1926, teatro em colaboração com Raul Brandão), “S. Paulo” (1934, biografia romanceada), “S.
Jerónimo e a trovoada” (1936, biografia romanceada), “Santo Agostinho” (1945, biografia
romanceada), só para referir os títulos mais nitidamente religiosos.
segunda-feira, 13 de junho de 2011
13 de Junho de 1997. Morre o poeta Al Berto
Al Berto (Alberto Raposo Pidwell Tavares) nasceu no dia 11 de Janeiro de 1948, em Coimbra, e morreu no dia 13 de Junho de 1997, em Lisboa. A sua obra mais importante é a antologia “O Medo”. Era homossexual (morreu de sida) e julgo que ateu. Mas Deus de vez em quando aparecia nos seu poemas. Mesmo que por ausência. Mesmo que invisível.
A Invisibilidade de Deus
dizem que em sua boca se realiza a flor
outros afirmam:
a sua invisibilidade é aparente
mas nunca toquei deus nesta escama de peixe
onde podemos compreender todos os oceanos
nunca tive a visão de sua bondosa mão
o certo
é que por vezes morremos magros até ao osso
sem amparo e sem deus
apenas um rosto muito belo surge etéreo
na vasta insónia que nos isolou do mundo
e sorri
dizendo que nos amou algumas vezes
mas não é o rosto de deus
nem o teu nem aquele outro
que durante anos permaneceu ausente
e o tempo revelou não ser o meu
Al Berto, in "Sete Poemas do Regresso de Lázaro"
sábado, 11 de junho de 2011
O Espírito Santo, segundo Atenágoras
Sem o Espírito Santo,
Deus fica longe;
Cristo permanece no passado;
o Evangelho é letra morta ;
a Igreja é uma mera organização;
a autoridade um poder;
a missão uma propaganda;
o culto uma velharia;
e o agir moral, um agir de escravos.
Mas, no Espírito Santo,
o cosmos é enobrecido pela geração do Reino;
Cristo Ressuscitado torna-se presente;
o Evangelho faz-se vida
a Igreja realiza a comunhão trinitária;
a autoridade transforma-se em serviço;
a liturgia é memorial e antecipação;
o agir humano é deificado.
Patriarca Atenágoras
Deus fica longe;
Cristo permanece no passado;
o Evangelho é letra morta ;
a Igreja é uma mera organização;
a autoridade um poder;
a missão uma propaganda;
o culto uma velharia;
e o agir moral, um agir de escravos.
Mas, no Espírito Santo,
o cosmos é enobrecido pela geração do Reino;
Cristo Ressuscitado torna-se presente;
o Evangelho faz-se vida
a Igreja realiza a comunhão trinitária;
a autoridade transforma-se em serviço;
a liturgia é memorial e antecipação;
o agir humano é deificado.
Patriarca Atenágoras
sábado, 7 de maio de 2011
Umas frases de Tagore, no meio do texto de um cardeal
Tagore e Gandhi
O cardeal Gianfranco Ravasi, presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, analisou alguns dos escritos de Rabindranath Tagore, que nasceu há 150 anos, em Calcutá (ver aqui), num artigo publicado no jornal “Il Sole 24 Ore” (01-04-2011).
Tagore escreveu frases / poemas como estas, que retiro do texto do cardeal:
Deus cansa-se dos grandes reinos, jamais das pequenas flores.
e
Dá-me a força, ó Senhor, de nunca renegar o pobre, de não dobrar os joelhos diante da insolência dos poderosos.
e
O nosso verdadeiro valor está em nós mesmos, mas está espalhado em todas as pessoas do mundo. Devemos caminhar para nos unir, senão não nos reencontraremos.
e ainda
Eu sonhava que a vida fosse alegria. Despertei-me: a vida é serviço. Então, servi e, no serviço, encontrei a alegria.
Tagore deixou 150 mil linhas (de poesia, suponho), 300 mil linhas de prosa, 3 mil cantos musicais, sem contar artigos e discursos. Além das artes, empenhou-se na construção de estradas, hospitais e até de uma escola, que hoje é universidade. Ler artigo de D. Ravasi aqui.
domingo, 17 de abril de 2011
Orações de Sophia
Sophia no Parque dos Poetas - Oeiras
(…) Sei de cor dois ou três poemas (curtos) de Sophia porque continuo a repeti-los como orações, exactamente como quando os li na adolescência (…).
Inês Pedrosa na “Ler” n.º 101, pág. 85.
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