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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Pai

Todos aqueles que rezam o Pai-Nosso diariamente concordam que esta oração é inesgotável. Estamos recorrentemente a encontrar nela novos tesouros da sabedoria e do amor de Deus.

Anselm Grun

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Perdão e poder

O perdão é, antes de mais, um ato de libertação. Liberto-me da energia negativa que surgiu em mim através da mágoa. E liberto-me da ligação ao outro. Quando não perdoo, continuo ligado àquele que me magoou. E, desse modo, estou a permitir que ele continue a ter poder sobre mim. No perdão, liberto-me do seu poder.

Anselm Grun

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Quero ler - 1

Diálogo entre um monge que é gestor e um gestor que é missionário. Mas talvez salte o habitualmente dispensável, porque irrelevante, prefácio de Marcelo Rebelo de Sousa. Parece que as editoras querem é ter lá o nome do comentador, diga as banalidades que disser. Digo-o sem ter lido este.



sexta-feira, 8 de junho de 2012

Fé e esforço?


Infelizmente a fé foi e é muitas vezes entendida e anunciada de tal maneira que precisamos de esforçar-nos para nos guiar pela vontade de Deus. (…) Temos que tentar cumprir os seus mandamentos, trabalhar em nós mesmos para corresponder aos que deveríamos ser diante de Deus. Passamos então a andar constantemente com um peso na consciência por não conseguimos realizar o nosso ideal. E nisso tudo, muitas vezes, não está claro se é realmente o ideal que Deus fez de nós, ou se é o ideal do nosso superego, com o qual o nosso superego nos impele à perfeição e a render o máximo. Deus é mais bondoso do que o nosso superego.

Anselm Grun, “Dimensões da fé”, pág. 53

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Não vai lá com autopersuasão

A questão é saber como podemos adquirir esta fé, esta confiança. Podemos simplesmente propor-nos adquiri-la? Certamente que não. (...) A fé não pode ser adquirida por autopersuasão.


Anselmo Grun

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Fé e trabalho


A fé como confiança também nos alivia no nosso trabalho e nas responsabilidades que assumimos. Eu entrego o meu trabalho a Deus e confio que ele o irá utilizar para criar o bem. Eu sozinho não posso fazer com que o meu trabalho obtenha êxito, com que as minhas decisões sejam todas corretas.

Anselm Grun

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Aceitação

A comunhão traz-me a possibilidade de me aceitar, apesar de me sentir tão inaceitável.


Anselm Grun

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Interpretação da vida e realidade

A palavra reinterpretar refere-se ao facto de que inconscientemente nós já estamos sempre a interpretar. Na interpretação da nossa vida partimos de interpretações inconscientemente assumidas do nosso contexto. Frente a esta interpretação, muitas vezes irrefletida, a fé dá uma interpretação nova à nossa vida. Ele leva-nos a interpretar a nossa vida assim como Deus a vê. E esta interpretação corresponde melhor à realidade do que as nossas interpretações costumeiras.


Anselm Grun, "Dimensões da fé" (Vozes), pág. 35

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Fé como interpretação


Para mim, a fé é uma maneira bem determinada de ver e entender a minha vida. Quando alguém me diz que não consegue crer, que está muito distante da fé, que ela não lhe diz nada, eu não tento transmitir-lhe nem explicar-lhe as verdades da fé. Em vez disso, pergunto: Como vê a sua vida? Como vê o mundo? E mostro, então, que ele tem uma determinada interpretação da vida e do mundo como tal. A questão é: onde foi ele buscar o direito para essa interpretação? Pois não está a falar simplesmente da realidade, mas sim da sua interpretação da realidade. Queiramos ou não, nós interpretamos sempre as vivências pelas quais passamos. A fé é para mim uma maneira bem determinada de interpretar o mundo e tudo o que eu vivo e experimento no mundo.

Anselm Grun, Dimensões da Fé (ed. Vozes), pág. 33

terça-feira, 27 de março de 2012

Adivinhe quem disse (4)

"A fé leva à esperança e consegue ultrapassar o medo. A fé deu aos nossos antepassados a resistência de que precisavam para lidar com os mistérios (da presciência) do mundo. A fé é a linha que separa os humanos da maioria das outras espécies. Temos fé que o sol vai nascer amanhã, fé que as leis de Newton continuem a governar a forma de uma bola viajar, e fé que o tempo passado na universidade de medicina compensa daqui a 20 anos, porque a sociedade nessa altura vai continuar a precisar de médicos".


De quem são estas frases?
a) Walter Kasper, o teólogo
b) Anselm Grun, o monge empresário
c) Seth Godin, o marketeiro
c) George Weigel, o jornalista papista


Resposta: Seth Godin, na página 76 de "Tribos" (ed. Lua de Papel).

quinta-feira, 8 de março de 2012

Fé como confiança

Escreve Anselm Grun:
A fé como confiança dá-nos a certeza de que podemos chegar à presença de Jesus com todos os nossos problemas.
Quem tem fé tem tudo? Não. Tem a possibilidade de tudo. Mas pode ter menos do quem não tem fé. O campo das possibilidades é que se abre até ao infinito.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Uma maneira bem determinada de ver e entender a minha vida

Para mim, a fé é uma maneira bem determinada de ver e entender a minha vida. Quando alguém me diz que não consegue crer, que está muito distante da fé, que ela não lhe diz nada, eu não tento transmitir-lhe nem explicar-lhe as verdades da fé. Em vez disso pergunto: Como vê a sua vida? Como vê o mundo? E então eu mostro que ele tem uma bem determinada interpretação da vida e do mundo.


Anselm Grun, Dimensões da fé, Vozes, p. 33

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Liderar é servir pessoas

Encaro o meu trabalho como um processo de crescimento contínuo. (...) A função de um líder é um treino constante da atitude cristã verdadeiramente decisiva: honrar Deus e colocarmo-nos a nós próprios ao seu serviço e das pessoas.


Anselm Grun, "A vida e o trabalho. Um desafio espiritual" (ed. Paulinas), pág. 160-173

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

O chefe como pano de fundo

Para muitas pessoas, o facto de Ele ser glorificado no meu trabalho parece uma coisa demasiadamente piedosa. No entanto, é possível apercebermo-nos se alguém, no seu trabalho, se glorifica a si próprio ou a Deus. Quando ando à volta de de mim próprio, o trabalho tem algo de egoísta em si mesmo. Pressente-se nele que está tudo impregnado de ego, que nos auto-elogiamos em toda a parte e que nos gabamos de que chefiamos bem. Aquele que glorifica Deus na sua função de chefia coloca-se mais atrás: aparece em pano de fundo. Deixa-se acontecer. E a sua função de chefia torna-se mais fácil, permeável, óbvia e altruísta.


Anselm Grun, "A vida e o trabalho. Um desafio espiritual" (ed. Paulinas), pág. 173

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Despertar vida nas pessoas

Para mim, servir significa o seguinte: despertar vida nas pessoas, servir a vida que possa florescer nelas. Trata-se de uma missão altruísta. Mas é também um serviço pelo qual me devo sentir constantemente grato.



Anselm Grun, “A vida e o trabalho. Um desafio espiritual” (Paulinas), pág. 171

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A economia redescobriu os valores. Constatação ou desejo?


A economia redescobriu os valores. Nesse caso, não pensa apenas nos valores económicos, na criação de valor através do trabalho, mas sim nos valores éticos que tornam valiosa a nossa acção. Os valores são modelos para a nossa acção. Fala-se actualmente de uma alteração de valores; o lugar central já não é ocupado pelas quatro virtudes cardeais que caracterizam o nosso comportamento desde Aristóteles, mas sim valores como a liberdade, a autodeterminação, a responsabilidade e a felicidade. A esses juntam-se valores que só nos últimos anos saltaram para o centro da discussão, como a tolerância, a sustentabilidade e a solidariedade. Todos estes valores estimulam a humanidade.

Anselm Grun, “A vida e o trabalho. Um desafio espiritual” (Paulinas), pág. 158

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A nossa linguagem denuncia-nos


A nossa linguagem denuncia também a nossa atitude.  [O filósofo] Dolf Sternberger escreve na sua introdução [à obra "Do dicionário do que não é humano"] o seguinte, sobre a linguagem: “Tudo quanto é dito, através de linguagem que utilizamos, desenvolve-se também em nós, quer se refira ao mundo quer à natureza. E toda e qualquer palavra que pronunciemos transforma o mundo em que nos movimentamos, transforma-nos a nós próprios e ao nosso lugar neste mundo. Nesse sentido, nada é indiferente na linguagem”.

Anselm Grun, “A vida e o trabalho. Um desafio espiritual” (Paulinas), pág. 153

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mudar

Os sentimentos que são recalcados durante demasiado tempo manifestam-se no nosso corpo como problemas de saúde ou, então, caímos numa situação de dureza interior e de insatisfação. É frequente que só nos apercebamos demasiado tarde de que as coisas não poderão continuar assim.

Anselm Grun, “A vida e o trabalho. Um desafio espiritual” (Paulinas), pág. 152

domingo, 13 de novembro de 2011

Domingo, dia para equilibrar

Para encontrarmos um equilíbrio, entre a vida privada e o trabalho, é importante estruturar claramente toda a semana e reservar tempo para a vida privada, do mesmo que fazemos com o trabalho. Se o companheiro ou a companheira de vida souber que esta ou aquela noite está ocupada pelo trabalho, conseguirá viver bem com esse facto se, para compensar, puder esperar ansiosamente por uma noite livre passada em conjunto. Igualmente importante é conservar o fim-de-semana livre.

Anselm Grun, “A vida e o trabalho. Um desafio espiritual” (Paulinas), pág. 149

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

O monge que aposta na bolsa. E às vezes perde


Anselm Grun é o monge da direita

Um bom líder revela-se na forma de lidar com o sucesso tão bem como com o fracasso. Durante a minha administração alcancei muitos sucessos, mas também tive de aceitar os fracassos. A fábrica de gás natural, que eu construí com tão grande entusiasmo, já não está em funcionamento porque a agricultura abdicou das vacas e dos porcos. Na bolsa já ganhei muito, mas também perdi, frequentemente. É evidente que posso dizer a mim mesmo que tudo resultará, por fim, no sucesso a longo prazo. Mas, para o atingir, também passarei sempre por grandes fracassos. As árvores não crescem no céu – nem na bolsa, nem no mercado. Ao falar com um banqueiro sobre o fracasso que obtive com os empréstimos argentinos e sobre a reacção que os meus confrades sabichões tiveram a esse facto, ele disse-me: «A vitória tem sempre muitos pais, mas a derrota tem sempre apenas um». Eu próprio já senti na pele a verdade desta frase. Quando alguma coisa corre mal todos sabem de antemão aquilo que eu devia ter feito. No entanto, quando as coisas correm bem, todos acham que não é nada de mais.

Anselm Grun, “A vida e o trabalho. Um desafio espiritual” (Paulinas), pág. 88-89

Sinodalidade e sinonulidade

Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...