sábado, 14 de setembro de 2013
Anselmo Borges: "O que pensa Francisco sobre o dinheiro (6)"
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
O quadrilátero que aprisiona a DSI
Mas quem é este Gremillion? Catholic priest who served as pastor of St. Joseph Parish, Shreveport, La., 1949-1958; secretary of the Pontifical Commission Justice and Peace, 1967-1974; and co-chairman of the Notre Dame University Committee on Social Development and Peace (daqui).
sábado, 27 de abril de 2013
Anselmo Borges: "Mercadodiceia, ética e utopia"
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
João Carlos Espada e seus papas
terça-feira, 8 de maio de 2012
Mário Soares e o efeito sinédoque na construção da Europa
Não sou profeta. Mas espero que a Esquerda europeia saiba aproveitar a oportunidade que a crise global, paradoxalmente, lhe oferece, para se refundar (socialistas, sociais-democratas, trabalhistas, verdes) e, em diálogo estreito com o movimento sindical, readquirir o lugar que teve, no passado, nos Governos europeus e que, infelizmente, para o futuro europeu, tem vindo a perder.
Também espero, embora com menor convicção, confesso, que a Democracia Cristã, a outra família política que, com o socialismo democrático, ajudou a construir e a desenvolver o projeto europeu, possa reaparecer, com força, para o progresso da Europa. Porquê menos convicção? Porque a Igreja de Bento XVI não é a mesma de Leão XIII, de João XXIII ou de Paulo VI do Concílio Vaticano II. Apesar de manter, como não podia deixar de ser, a doutrina social da Igreja - e combater a democracia liberal, em favor da democracia social - evita, creio, que se crie, como no passado, um relacionamento partidário estreito que lhe pode retirar a simpatia dos outros movimentos políticos...
De qualquer modo, tanto a social-democracia como a democracia cristã perderam importância política na Europa, nos últimos anos, em favor do populismo ultra-conservador e da ideologia neoliberal (ler o resto e tudo aqui).
domingo, 22 de janeiro de 2012
domingo, 21 de novembro de 2010
Bento XVI e os preservativos

Peter Seewald e Bento XVI
Peter Seewald - Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da sida. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela sida.
Bento XVI - Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da sida, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.
Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.
Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.
Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.
Peter Seewald - Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?
Bento XVI - É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.
in Bento XVI, “Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald”, Lucerna, 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
29 de Agosto de 1632. Nasce John Locke
quinta-feira, 17 de junho de 2010
17 de Junho de 2009. Morre Ralf Dahrendorf

Ralf Dahrendorf morreu no dia 17 de Junho de 2009, em Colónia, Alemanha, embora tivesse vivido na Inglaterra a maior parte dos seus dias desde 1974, onde dirigiu a London School of Economics e integrou a câmara alta do Parlamento.
Nascido a 1 de Maio de 1929, em Hamburgo, no seio de uma família luterana, recebeu, como o seu irmão Frank, um nome que se escreve da mesma maneira em inglês porque os seus pais eram anglófilos.
Ainda em jovem, Dahrendorf sofreu a perseguição nazista e, a seguir, de modo indirecto, a comunista, na Alemanha de Leste, porque o seu pai não era favorável à fusão do Partido Social-Democrata (que vinha dos tempos de Weimar) com o Partido Comunista.
As experiências de totalitarismo nazista e comunista fizeram de Dahrendorf um defensor acérrimo da liberdade e da democracia.
Quando morreu, o “Público” escreveu (aqui):
“Numa conversa com Harry Kreisler, da Universidade de Berkeley, em 1988, sintetiza a essência do seu pensamento filosófico: «Sou kantiano, ou se preferem popperiano [Karl Popper, de quem foi discípulo] no sentido em que, para mim, um dos aspectos fundamentais da vida humana é que o homem não pode responder a todas as perguntas. Vivemos numa condição fundamental de incerteza e isso deriva do facto de nenhum homem ser Deus».
Veio muitas vezes a Portugal. Convidado em 1997 por Mário Soares para proferir uma das conferências sobre A Invenção Democrática, avisou para a absoluta necessidade de criar “um desenvolvimento socialmente sustentável”.
Nunca deu grande importância a rótulos. No prefácio à obra Ensaios sobre a Liberdade (Gradiva) escreve: “Escolhi a palavra liberalismo para descrever uma possível agenda para o futuro, mas não dou muito valor a terminologias. Ela tem a ver com o reforço das oportunidades de vida dos indivíduos”.
sábado, 5 de junho de 2010
5 de Junho de 1723. Adam Smith é baptizado

Não se sabe em que dia é que nasceu o autor de “A Riqueza das Nações” ou, para ser mais completo “Uma investigação sobre a natureza e a causa da riqueza das nações”, obra publicada em 1776, no mesmo ano em que os Estados Unidos da América declararam independência. Esse assunto foi, aliás, acompanhado pelo professor de Lógica e Filosofia Moral Adam Smith.
Mas sabe-se que o escocês foi baptizado no dia 5 de Junho de 1723. E morreu no dia 17 de Julho de 1790, em Edimburgo.
Adam Smith é tido como o fundador da teoria económica moderna e principal teórico do liberalismo económico, o “sistema simples e óbvio da liberdade natural”.
Menos conhecida é a obra “Teoria dos sentimentos morais” (1759), em que fala dos seus pontos de vista religiosos e morais.
Ele, que escreveu em “A riqueza das nações” que “não é da vontade do talhante, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas do cuidado que têm com o seu interesse pessoal”, considerava também que, se é permitido ao livre mercado funcionar e às pessoas enriquecer, elas terão tempo de se preocupar com a situação angustiosa do indigente. E “demonstrou que o mercado promoveu virtudes, tais como, responsabilidade, honestidade, frugalidade, habilidade e auto-controle”, porque, “na busca pela aquisição de riqueza e poder, essas virtudes são necessárias para ser bem sucedido” (estou a citar o Acton Intitute, aqui).
Depois da sua morte,veio a saber-se que Adam Smith tinha dedicado parte considerável da sua fortuna à caridade.
Smith, ao contrário dos iluministas continentais, franceses principalmente, que conheceu, afirmava para a igreja um papel de reforçar “o senso do dever natural”. “No entanto – lê-se no sítio do Acton Institute –, Smith escreveu que a igreja institucionalizada, ou seja, a manutenção de recursos para a religião pela cobrança de taxas, retiraria o incentivo ao proselitismo”, pelo que preferia que as pessoas se associassem em vez de as igrejas esperarem favores do poder. Esse congregacionalismo veio a verificar-se principalmente nos Estados Unidos, num regime de separação Igreja / Estado e de liberdade religiosa.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
5 de Novembro de 1997. Morre Isaiah Berlin

Grande pensador liberal do séc. XX. De origem judaica, nasceu em Riga, Letónia (6 de Junho de 1909), e viveu desde os 10 anos no Reino Unido. Ensinou teoria social e política em Oxford, foi historiador das ideias. Morreu no dia 5 de Novembro de 1997, aos 88 anos.
Num dos seus livros de ensaios, ele, que era liberal mas não iluminista, pelo menos do Iluminismo francês, que esteve na origem dos totalitarismos de esquerda e de direita, escreve:
“O que o Iluminismo no seu conjunto tem em comum é a negação da doutrina fulcral da Igreja do pecado original, na medida em que acredita que o homem nasceu ou inocente e bom, ou moralmente neutro e maleável pela educação e pelo enquadramento, ou, na pior das hipóteses, profundamente defeituoso mas capaz de um aperfeiçoamento radical e indefinido mercê de uma educação racional em circunstâncias favoráveis, ou através de uma reorganização revolucionária na sociedade como pretendia, por exemplo, Rousseau. Foi essa rejeição do pecado original que a Igreja condenou severamente no Émile de Rousseau, apesar do ataque dirigido contra o materialismo, o utilitarismo e o ateísmo”.
“O Contra-Iluminismo” in Isaiah Berlin, “A Apoteose da Vontade Romântica”, ed. Bizâncio.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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P.e Gabriele Amorth Ando a ler “Mais fortes que o mal. O demónio, reconhecê-lo, vencê-lo, evitá-lo”, do mui célebre exorcista italia...




