domingo, 29 de julho de 2012
Bento Domingues: "Pão para todos"
sábado, 28 de julho de 2012
Cinco pães e dois peixes
"Mandai-os sentar" (Jo 6,10).
A necessidade de nos alimentarmos é, antes de mais nada, sinal da nossa indigência radical. Obscuramente, vamos percebendo que não nos bastamos a nós mesmos. Na realidade vivemos recebendo, alimentando-nos duma vida que, através da terra, se nos oferece em cada dia a cada um. Por isso,é um gesto profundamente humano recolher-se antes de comer para agradecer a Deus esses alimentos, partilhando a sua mesma com familiares e amigos. Comer juntos é confraternizar, dialogar, crescer em amizade, partilhar a dádiva da vida: por isso é tão difícil dar graças a Deus quando uma pessoa tem mais alimento do que o necessário, enquanto outros sofrem miséria e fome.
José Antonio Pagola
quinta-feira, 7 de junho de 2012
O poder
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Pão digital de cada dia nos dai hoje
sábado, 30 de julho de 2011
Sermão para mim próprio: Como comprar sem dinheiro
tu o prado do paraíso, a sala do divino banquete,
tu o tálamo das núpcias, mesa aberta a todos,
tu o pão da vida, tu a bebida inaudita,
tu ao mesmo tempo a talha para a água e a água da vida,
tu também a lâmpada inextinguível para cada um dos santos,
tu o hábito e a coroa, e aquele que distribui as coroas,
tu a alegria e o repouso, tu as delícias e a glória,
tu a alegria, tu a felicidade, ó meu Deus!
Excerto de uma oração de Simão, o Novo Teólogo, que viveu em Tessalónica (actual Selânik ou Salonika, na Grécia), no séc. XI.
quinta-feira, 17 de março de 2011
O que dizem de Jesus: Comunista
Repartiu o pão e transformou a água em vinho.
Fidel Castro (1926 - …)
sexta-feira, 11 de março de 2011
História para estes tempos de jejum e esmola
quinta-feira, 10 de março de 2011
Sermão para mim próprio: Tentações intemporais
* Mateus conta como se lá tivesse estado. Ora esta é das poucas passagens em que não há testemunhas, só protagonistas. Como é que Mateus soube? Teria Jesus contado? Ou será um relato que condensa tudo o que o evangelho significa, já que está precisamente no início dos trabalhos de Jesus?
* Jesus vai para o deserto conduzido pelo Espírito Santo, o que quer dizer que nem sempre o Espírito Santo leva por bons caminhos.
* O deserto tanto é o lugar da comunidade e da solidariedade (foi no deserto que nasceu o Povo de Israel) como lugar de tentação, o que desmonta os que diabolizam a cidade. Todos os lugares podem ser bons ou maus. Os lugares não têm moral.
* As tentações acontecem após 40 dias e quarenta noites de jejum, uma quaresma. O 40 aparece imensas vezes na Bíblia (40 dias de chuva, de pregação, de jejum, de mediação, de ultimato) para significar mudança, preparação, introdução, nova vida.
* O Diabo tenta, cumprindo o que diz o que seu próprio nome, já que "diábolos", em grego, quer dizer “o que separa” (opõe-se a símbolo, “o que junta”). Há tentações. Não há possessões diabólicas.
* O Diabo tenta usando frases da Bíblia, o que quer dizer, como há muito foi observado, que o Diabo conhece a Bíblia, ou seja, conhecer a Bíblia, mesmo de cor, não é garantia de nada. O Diabo é um bom exegeta.
* As tentações acontecem “no deserto” (quem diria que lá não há nada), no “templo” (cuidado com a religião) e num “monte muito alto” (mania das grandezas) e são, respectivamente, sobre pão, espectáculo, poder. Ou então, consumo, magia, fama. Ou então, satisfação, êxito, audiências. Ou então… (é uma questão de reler Mt 1,11-11 e encontrar novos sentidos).
* Jesus responde com frases bíblicas, todas elas ditas ou remetidas para Deus. Usa o ás de trunfo, ou o Joker (por vezes parecem diabinhos), e sai-se bem. A humildade derrota a magia.
* As tentações são de Jesus, no início da chamada “vida pública”, mas nelas revêem-se os cristãos, a Igreja, o mundo em geral. Por isso é que Mateus as conta, mesmo não tendo estado lá.
terça-feira, 22 de junho de 2010
“O pão nosso de cada dia nos dai hoje”

Cristo é o nosso pão. Não podemos pedi-lo senão para agora. Porque ele está sempre aí, à porta da nossa alma, na qual quer entrar, mas não viola o consentimento. Se consentimos que ele entre, ele entra; assim que não o queremos mais, imediatamente se vai.
(...)
O pão é-nos necessário. Somos seres que retiram continuamente a sua energia do exterior, porque à medida que a recebemos esgotamo-la nos nossos esforços. Se a nossa energia não é quotidianamente renovada, ficamos sem forças e incapazes de movimento.
Simone Weil (1909-1943), excerto da explicação do Pai-Nosso, in “Espera de Deus”, Assírio & Alvim, pág. 219.
terça-feira, 11 de maio de 2010
Tu, mesa aberta a todos

Tu és, ó Cristo, o Reino dos céus
e a terra prometida aos mansos,
tu o prado do paraíso, a sala do divino banquete,
tu o tálamo das núpcias, mesa aberta a todos,
tu o pão da vida, tu a bebida inaudita,
tu ao mesmo tempo a talha para a água e a água da vida,
tu também a lâmpada inextinguível para cada um dos santos,
tu o hábito e a coroa, e aquele que distribui as coroas,
tu a alegria e o repouso, tu as delícias e a glória,
tu a alegria, tu a felicidade, ó meu Deus!
Excerto de uma oração de Simão, o Novo Teólogo, que viveu em Tessalónica (actual Selânik ou Salonika, na Grécia), no séc. XI.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
O que um judeu pode fazer com as sobras da Páscoa
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
As palavras que aparecem mais na "Caritas in Veritate"

“Desenvolvimento” e “Humano” são as palavras mais frequentes na encíclica “Caritas in Veritate”, a terceira de Bento XVI e primeira de carácter social, segundo esta nuvem de palavras que está no sítio dos Bispos Católicos dos EUA (aqui).
Faz lembrar que em toda a Bíblia aparece mais vezes palavra "pão" do que "oração".
sexta-feira, 12 de junho de 2009
Dom de si mesmo

São Jerónimo (347-420), num comentário ao Salmo 102, disse: “Sou como um pelicano do deserto, que fustiga o peito e alimenta com o próprio sangue os seus filhos”.
O pelicano alimenta os filhos, mas não chega a picar o peito até deitar sangue, como pensavam os medievais, seguindo os comentários de Jerónimo. Mas por esta doação de si mesmo, sacrifício de si mesmo, ficou como símbolo da Eucaristia.
O Salmo, uma oração do aflito, em concreto, diz: "Tornei-me semelhante ao pelicano no deserto". É uma imagem bela para falar de qualquer dor. A ave aquática torturada pelo deserto.
Já não temos a condição torturada de viver num "vale de lágrimas" (pelo menos alguns - para a maioria da humanidade, a condição normal é o sofrimento, ainda que não sem alegria), mas continuamos a precisar do Maná caído do céu, do Pão da Vida, da luz na noite, da água no deserto, ainda que estas imagens sejam lugares-comuns. Talvez porque sejam sentimentos universais.
Ontem foi dia do Corpo de Deus.
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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A fé começa precisamente onde o pensamento acaba. Kierkegaard
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...





