sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Santa liberdade
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Quem disse que a síntese razão, fé e vida já não convence?
Olhando retrospectivamente, podemos dizer que a forma que transformou o cristianismo numa religião mundial consistiu na sua síntese entre razão, fé e vida; esta síntese condensou-se precisamente na expressão religio vera. Impõe-se, por isso, cada vez mais a questão: porque é que, hoje, esta síntese já não convence? Porque é que, hoje,ao invés, surgem contraditórios e até reciprocamente exclusivos a racionalidade e o cristianismo? Que é que mudou na racionalidade? Que é que mudou no cristianismo?
a) Hans Kung
b) Leonard Boff
c) Joseph Ratzinger
Resposta (selecione para ver): c) Joseph Ratzinger na pág. 84 do livro "Existe Deus? Um confronto sobre verdade, fé e ateísmo", de Joseph Ratzinger e Paolo Flores d'Arcais, ed. Pedra Angular.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Cristianismo e globalização
Walter Kasper, "Introdução à fé", pág. 183
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Repropor a fé religiosa
Será possível (...) que a questão da fé não seja qualquer coisa que se proponha de novo? É uma boa pergunta, porque (...) parece-me constitutivo da problemática religiosa justamente o facto de ela ser sempre o retomar de uma experiência de algum modo já feita. Nenhum de nós, na nossa cultura ocidental - e se calhar em qualquer cultura - começa do zero na questão da fé religiosa.
Gianni Vattimo, "Acreditar em acreditar", pág. 8
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Medo no seio do cristianismo
Como Toulmin [Stephen Toulmin, 1922-2009, filósofo britânico que ensinou na Universidade da Carolina do Sul, com várias obras sobre ética, filosofia das ciência e história das ideias] observou, a dilaceração da Cristandade durante a Guerra dos Trinta Anos marcou a Igreja desde então. Foi um momento essencial - houve outros - na evolução do Cristianismo moderno e na realidade da própria modernidade. Ele sustenta que produziu um Cristianismo com tendência para ser medroso e para desconfiar, inclinado ao conformismo, receoso de levantar as questões difíceis e se envolver em debate profundo. Há demasiado medo.
Timothy Radliffe na pág. 306 de "Ser Cristão para quê?"
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Utopia do imediato?
Se a aposta na transcendência deixar de parecer valer a pena e nos movermos no sentido de uma utopia do imediato, a organização dos valores da nossa civilização, ao longo de pelo menos três milénios, alterar-se-á de modos quase imprevisíveis.
George Steiner, na pag. 98 de "No castelo do Barba Azul. Algumas notas para a redefinição da cultura", ed. Relógio d'Água
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Duas heranças logicamente consistentes
terça-feira, 1 de março de 2011
1 de Março de 2006. Bento XVI renuncia ao título de “Patriarca do Ocidente”
sábado, 25 de dezembro de 2010
25 de Dezembro de 800. Carlos Magno é coroado por Leão III
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Deus Jesus robô
sábado, 28 de agosto de 2010
Dois livros de Raimon Panikkar

De Raimon Panikkar, tenho um livrinho e um livrão. O livrinho é “La experiencia de Diós”, 96 páginas na editorial PPC. O livrão é “El silencio del Buddha. Una introducción al ateísmo religioso”, 424 páginas nas Ediciones Siruela.
Não conheço muito do autor, mas é admirável a síntese intercultural e religiosa que fez na sua própria vida: filho de um industrial indiano e hindu e de uma catalã católica, estudou nos jesuítas e, ordenado padre em 1946, integrou e depois saiu do Opus Dei. Formou-se em Química, Teologia e Filosofia, andou por Roma, viveu e ensinou na Índia e nos EUA. Viveu os últimos anos na Catalunha natal.
Em “La experiencia de Diós”, Panikkar afirma que os lugares privilegiados para a experiência de Deus são o mal, o silêncio e o tu. Como deixa bem explícito que “a experiência de Deus não pode ser monopolizada por nenhuma religião, por nenhuma cultura, por nenhum sistema de pensamento”, alguns poderão não gostar da sua teologia e filosofia (um leitor deste blogue escreveu, comentando a entrada anterior: “Um verdadeiro campeão da heresia. Que Deus tenha piedade dele”). Perto do fim da vida, continuava a “dizer missa”, porque nunca deixou de ser cristão. Afirmava: “Saí cristão, descobri-me hindu e regresso budista sem deixar por isso de ser o que era no início” (“Salí cristiano, me he descubierto hindú y regreso buddhista, sin dejar por ello de ser lo primero”). Esta afirmação faz lembrar a resposta de Jean Guitton a uma pergunta de “O Independente” sobre o futuro do catolicismo. Dizia o francês que era a religião mais bem colocada para acolher todas as tendências, correntes e religiões, porque é, desde o início, católica, isto é, universal.
Em “El silencio del Buddha”, Panikkar relaciona a teologia apofática (ou negativa) do cristianismo com a “religiosidade” budista. Parece estimulante (só li o índice e parágrafos soltos), quando as religiões orientais continuam a exercer fascínio sobre o Ocidente (notícia destes dias: Julia Roberts, anteriormente católica, parece que se converteu ao hinduísmo) e, com frequência, se esquecem as tradições apofáticas, silenciosas, místicas, do interior do próprio cristianismo. Que Panikkar conhece.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Andrea Riccardi sobre os médicos assassinados no Afeganistão

“Esses médicos são um rosto grande e nobre do Ocidente. São pessoas que ainda acreditam que têm uma missão no mundo, fato não tão comum no Ocidente. São pessoas que acham justo arriscar a vida para ajudar os outros, assim como a agir em áreas pouco seguras, distantes dos seus próprios países. São pessoas que, tendo os meios para isso, sentem uma dívida de solidariedade para com um povo que versa em condições impossíveis. «Estamos aqui para ajudar as pessoas», teriam respondido a quem desaconselhava a viagem através de uma área perigosa".
Excerto de uma crónica de Andrea Riccardi sobre os oito médicos ocidentais assassinados no Afeganistão. O texto do fundador da Comunidade de Santo Egídio saiu originalmente no "Corriere della Sera" (aqui) e foi traduzido para português do Brasil (aqui).
Sinodalidade e sinonulidade
Tenho andado a ler o que saiu no sínodo e suas consequências nacionais, diocesanas e paroquiais. Ia para escrever que tudo se resume à imple...
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O que aqui vou deixar não é um tratado nem sequer um artigo académico sobre a questão. Trata-se simplesmente de dicas recolhidas de outros...
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Respondendo a alguns leitores, deixo aqui um artigo de Ariel Álvarez Valdés sobre a distinção, nos evangelhos, entre diabo e demónio. O tex...
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P.e Gabriele Amorth Ando a ler “Mais fortes que o mal. O demónio, reconhecê-lo, vencê-lo, evitá-lo”, do mui célebre exorcista italia...






